Tradução de um texto de Colson Whitehead, publicado há um tempinho.
> A arte da escrita pode ser sintetizada a algumas regras básicas. Divido-as com vocês agora.
São 11. Ei-las, em uma tuitada.
1. Mostre o seu trabalho aos colegas.
2. Não procure o assunto, deixe que ele te encontre.
3. Escreva sobre aquilo que você sabe.
4. Não use três palavras quando basta uma.
5. Faça um diário dos seus sonhos.
6. O que não é dito é tão importante quanto o que é dito.
7. O bloqueio criativo é uma ferramenta útil.
8. Essa é segredo.
(Pausa para uma palavra: MAQUEFIADAPUTA!)
9. Viva aventuras.
10. Revise, revise, revise.
11. Não há regras.
Compra perdulária para o futuro: um jogo de cartas, ao estilo super trunfo, com carros antigos. Muito legal!
Consegui assistir, na TV aberta (como os antepassados dos sapiens faziam), o documentário que conta a história de Bozo Bozoca Nariz de Pipoca.
Silvia Abravanel atua como apresentadora engessada e entrevistada, onde ela se sai melhor. Talvez seja a única coisa que realmente me incomodou.
De resto, é uma viagem sensacional ao tempo que a TV Mistubishi era minha babá, com intervenções de personagens como Zecão, Lili, Macarrão, Zico, Zoca, Candinha, Marocaa e Sônia Abrão.
Impressionante o momento em que Luiz Ricardo confidencia, em detalhes, seu momento de fraqueza ao ser demitido da função de Bozo.
Uma das pautas pro blog que estão guardadas há séculos: eu ganhei um Lango Lango no programa, vestido de coelho. Lembrei disso (e da minha Charanga da Estrela) enquanto assistia.
Vale rever no Mais SBT.
Hoje mandei um e-mail pra Bia Granja.
Talvez ela não veja, nem responda. Tudo bem.
Se você não tem ideia de quem estou falando, esse artigo, de 2015, redigido pela Daniela Paiva, faz uma bpa síntese.
O que o texto, digamos assim, não se aprofunda, tem a ver com a iniciativa construída por ela, ao lado de Bob Wollheim, em 2006.
> Juntos (afetivamente e profissionalmente), em 2006 encamparam o projeto da revistinha PIX, que falava das coisas legais da internet, mas sem afetação. Sem achar que aqueles seres eram ETs.
Todo mundo conhece YouPIX como plataforma impulsionadora de creators. Mas ninguém lembra da revistinha, em formato de cartão-postal, distribuída gratuitamente.
Levante a mão quem desejaria reencontrar esse acervo, que conta uma boa parte dos primórdios da web nacional.
> Em depoimento, o homem disse que o ambiente era de brincadeira e harmônico, e estava comemorando o nascimento da sua filha. Ele também disse que, no dia do evento, fez uma brincadeira e que aconteceu de "lamber a orelha", mas que o ambiente era "de muita descontração".
Sempre uma brincadeira.
Olha isso. Texto escrito por David Gisselsson Nord e Alberto Rinaldi, no The Conversation publicado na BBC.
> O uso de táticas e tecnologias cada vez mais sofisticadas para manipular a cognição e a emoção representa uma das ameaças mais insidiosas à autonomia humana em nosso tempo.
> A guerra cognitiva serve para obter vantagem sobre um adversário, visando atitudes e comportamentos a nível individual, de grupo ou populacional. Ela é projetada para modificar as percepções da realidade, transformando a "configuração da cognição humana" em um domínio crucial da guerra. Trata-se, portanto, de uma arma em uma batalha geopolítica que se desenrola por meio de interações entre mentes humanas, em vez de em domínios físicos.
> A capacidade de microssegmentação pode evoluir rapidamente à medida que os métodos de acoplamento entre cérebro e máquina se tornam mais eficientes na coleta de dados sobre padrões de cognição.
Resenha escrita por sol2070 que me faz correr atrás desse livro - o primeiro escrito pela Cecilia Olliveira.
Joana, nove anos, vai ter que levar um jornal impresso para a escola nesta semana.
Jornal. Impresso. Talvez você não conheça.
Até recentemente, pessoas circulavam pelas calçadas e encontravam bancas, estruturas que remetem a quiosques, e edições de jornais do dia, penduradas na lateral. Gente parava pra olhar as manchetes e se informar - basicamente, é o que aquele tio do Zap faz naquele grupo reaça com os amigos do bingo.
Outras bancas do centro, ou aquela enorme, no Terminal Tiet~e, traziam jornais do país todo - dava pra comprar O Globo ou o Zero Hora.
Lembrei desse texto delicioso do Tiago Dias, publicado "na UOL", em 2021, em plena pandemia. Ali, as bancas de revistas já estavam em decadência.
> "Era uma época em que o povo chegava antes aqui para saber o resultado do jogo do bicho, do jogo do campeonato de ontem. Que o pai vinha na sexta comprar gibi para o filho e revista para a mulher. Não tinha internet. Agora ela acabou com tudo."
Joana vai visitar uma banca de jornal e, provavelmente, vai se ligar em algum objeto interessante e, provavelmente, não-impresso.
Rodrigo Ghedin descobriu esse longo ensaio de Dan Williams e explica, no indispensável Órbita:
> O autor defende que a crise de populismo/demagogia é fruto do que chama de “caridade epistêmica”, um tipo de humilhação sentida por aqueles fora do circuito de produção do conhecimento.
Para ele,
> Muitos dos nossos problemas políticos mais profundos parecem estar entrelaçados com questões epistêmicas . Pense em nossas supostas crises de "desinformação", "informação enganosa", "pós-verdade" e teorias da conspiração.
Vou ler e reler com calma. Mas o ponto que ele oferece é sensacional.
Lembrei de um livro muito interessante, “O Mundo do Avesso”, onde a antopóloga Leticia Cesarino observa de que forma a estrutura digital “esfarela” a confiança em algumas instituições e desestabiliza o diálogo. É como se houvesse, ainda, uma camada “cibernética” nesse debate – além da questão dialógica, trazida pelo texto.
Então posso usar Python para distorcer vozes? Na prática, posso usar Python pra toda jornada de um áudio? Mmmhhh!
Não sei se um dia eu vou usar isso aqui. Mas é bem interessante. Descobri ao abrir a versão demonstração da biblioteca Pedalboard.
> A Crise da Imagem procura expor como a IAG (Inteligência Artificial Generativa), de forma fascinante, pode democratizar o acesso à criação visual mas, simultaneamente, distorcer narrativas históricas e culturais, perpetuando preconceitos e desigualdades no atendimento a interesses escusos de controle e persuasão. Por isso, as autoras e autores aqui presentes alertam para a imperativa necessidade de transparência, letramento midiático e pensamento crítico, a fim de atenuarmos os riscos potenciais associados à manipulação e desinformação em curso.
Interessantíssimo.
Em tempo: não entendo como uma editora que pretende disponibilizar seus e-books para download não oferece o formato epub ou similar.
Não sei se é uma tática viável, mas o Tecnoblog está apinhado de artigos que começam com "o que é" - talvez pra tentar fisgar alguma credibilidade nas buscas catapultadas por IA.
Enfim. Esse, assinado Igor Shimabukuro, faz um resumo bem interessante sobre redes sociais.
As últimas linhas, provavelmente, mereceriam um texto longform à parte. O texto se arrisca a diferenciar "rede social" de "mídia social". Veja lá e, depois, compare com o que o Walter Lima definia, em 2009:
> A mídia social conectada é um formato de comunicação mediada por computador (CMC) que permite a criação, compartilhamento, comentário, avaliação, classificação, recomendação e disseminação de conteúdos digitais de relevância social de forma descentralizada, colaborativa e autônoma tecnologicamente. Possui como principal característica a participação ativa (síncrona e/ou assíncrona) da comunidade de usuários na integração de informações.
Como é bom redescobrir blogs. O Lerama, do Manual do Usuário, me apresentou o Eliel Guilhen.
Nesse post, ele dá um abraço no que representou o Arc Browser durante o tempo em que o navegador esteve em desenvolvimento.
Tem coisa adoidado da BBC aqui, né? A verdade é que eles são sensacionais.
> A dieta Mind (abreviação em inglês para Intervenção Mediterrânea-Dash para Atraso Neurodegenerativo), que pode ser traduzida como "dieta da mente", combina a consagrada dieta mediterrânea com a dieta Dash (abordagem alimentar para combater a hipertensão). Mas também inclui algumas modificações alimentares específicas com base em seus benefícios para a saúde cognitiva.
> Ambas as dietas são bastante estudadas, e demonstraram ser eficazes na prevenção de doenças relacionadas ao estilo de vida — incluindo doenças cardiovasculares e hipertensão. Elas também ajudam a proteger os neurônios do cérebro contra danos e beneficiam a saúde cognitiva.
Lição de casa: montar um catálogo de receitas nessa linha.
Plataforma com cursos gratuitos - semelhante a uma variedade, mas com a chancela do Senac. Vale ver.
Comentário do Sergio Ludke, um dos profissionais que mais se debruça sobre a questão da desinformação, no linquedisney.
> Há tempos eu guardo uma recomendação do Peter Cunliffe-Jones, fundador do Africa Check, para ser mais empático no trato com os leitores. Ele dizia, no antigo Twitter que deveríamos reconhecer o núcleo de verdade que havia numa peça de desinformação e mostrar aos leitores por que eles podem ter acreditado em algo que se provou falso ou enganoso.
Faz todo sentido, ainda que nosso estado mental tenha esfarelado qualquer esforço cognitivo do usuário mergulhado no viés comportamental.
> Desde março, estamos debatendo novas abordagens no Comprova para buscar conexão com um público mais amplo ... Entre as mudanças estão a adoção de outros dois fatores além da verificação do conteúdo (agora estamos analisando com mais profundidade as táticas utilizadas e o contexto dos criadores da desinformação), a abolição das etiquetas (falso, enganoso) e a redação de títulos que enfatizem primeiro a verdade e evitem sempre que possível a reprodução de uma mentira, mesmo como negação ... Precisamos do atrito, de uma fricção de ideias que permita confrontar as evidências da verificação com as alegações falsas ou enganosas. E tudo isso se torna letramento.
A iniciativa é sensacional.
Vá ver o filme novo do herói que veste uma cueca vermelha por cima da calça.
Aqui, Felipe Vinha relaciona as HQs que estão, de certa forma, ligadas ao longa-metragem do James Gunn.
LLM vão substituir programadores? (A mesma pergunta é feita pra quem é da Comunicação). Uma boa resposta? LLM é uma ferramenta complementar muito boa; discutir essa pergunta é como debater sobre um dos dois estados possíveis de um io-iô. Isto é: perdemos toda a ação do meio.