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Bolsodex: a localização perdida de Pokémon
Das coisas legais da reportagem sobre Indie Web da Super: uma porção de coisas velhas do site do Vinizinho. Incluindo o BolsoDex. -
Internet à moda antiga: conheça a indie web, onde as pessoas ainda fazem seus próprios sites | Manual do Usuário
Rodrigo Ghedin faz menção a uma reportagem deliciosa de Bela Lobato, publicada na Revista Super #490.
O texto original celebra a Web aberta de Tim Berners-Lee e a nossa capacidade de conectar ideias e pessoas por meio de hipertexto. Passeia ainda pelos blogs e RSS.
> Havia um otimismo tecnológico no ar, e muita gente enxergava a promessa de um mundo com educação e debate público mais qualificados e democráticos.
Exatamente.
> Os autores de blogs longevos entrevistados para esta reportagem relataram a alegria que é saber que seus posts mais antigos ainda são encontrados e apreciados, mesmo depois de anos.
Sim! É a circulação efêmera explodindo a cognição.
O texto é uma delícia. Olha a sugestão do artista irlandês Melon King, trazida na reportagem:
> “Tem um jogo legal em que você se junta com amigos e todos começam no mesmo site. Todo mundo passa cinco minutos surfando e clicando em links, sozinhos. A regra é: depois de clicar em algo, não pode voltar atrás nem digitar nada. Cada um tira prints das telas ao longo da jornada e, ao final, faz uma apresentação mostrando curiosidades que encontraram.”
Por aqui, um devoto orgulhoso da Indie Web.
Em tempo: aqui, uma curadoria pra passar horas navegando. https://super.abril.com.br/tecnologia/internet-a-moda-antiga-53-links-para-comecar-a-surfar-pela-indie-web/ -
Apaga-se tudo para se reinventar | Michel Alcoforado
Estou finalizando um portfolio. Uma ideia antiga, que venho construindo devagar, tentando juntar os pontos da minha historia.
Ele se baseia, entre outras ideias, em um manifesto, uma forma de enxergar o mundo a partir da memoria.
Estava feliz com a maneira como conduzo o projeto ate encontrar o texto de Michel Alcoforado.
> Espera-se que, ao longo da vida, a gente adquira gostos, interesses, ritmos, desejos e identidades diferentes. É normal. O amadurecimento cobra rupturas, por vezes, mudanças bruscas, na forma como nos comportamos e revelamos quem somos.
Se eu demoro pra fazer isso... Eu tenho um problema?
> É longa, nas Ciências Sociais, a lista dos autores interessados em pensar as conexões entre memória e identidade. Se com Waly Salomão sabemos que “a memória é uma ilha de edição”, atenta a cortar, selecionar e reorganizar as lembranças, com os cientistas sociais aprendemos que as escolhas editoriais de cada um de nós existem, em grande parte, para sustentar a ideia de quem somos. Enfim, lembramos de um passado que nos ajude a dar algum contorno para a nossa própria identidade. O que foge à narrativa é jogado fora. Ou, pelo menos, era.
Mas eu nao ligo em acumular passados e ressignificar coisas. Sera que estou preso em um "eu do passado", sem conseguir "ser diferente"?
A coluna se apoia em uma visao que remete a dataficaçao da vida, ou seja, a dificuldade que temos em "sermos esquecidos" por conta daquilo que compartilhamos no passado. Eu mesmo tenho vergonha de algumas ideias que, seguramente, ainda estao jogadas no meu blog.
Eu deveria me incomodar mais com isso?
> O problema das redes sociais e dos arquivos das plataformas digitais está no fato de congelarem a vida dos usuários em um tempo que não passa. É o que chamo de presente eterno. Por lá, o “ontem” é sempre tratado como “hoje” e vive a nos cobrar uma certa conformidade e coerência com o que não somos mais.
Bicho! Eu tenho um problema! Eu deveria querer me reinventar! Preciso de ajuda! -
Que fim levou a conexão discada, internet que esperávamos meia-noite para usar? | TecMundo
Esse é o tipo de artigo que gostaria de escrever. Obrigado por isso, Nilton Kleina. -
Good sleep, good learning, good life
Artigo bastante completo sobre a fisiologia do sono, seus efeitos na memória e no aprendizado. -
Agentic Engineering Patterns - Simon Willison's Weblog
Simon Willison é um programador britânico. Saiu da mente dele o Datasette, uma ferramenta pensada para explorar e publicar dados de forma rápida e intuitiva (preciso pesquisar mais).
O blog dele tem coisas interessantíssimas (preciso pesquisar mais).
Essa é uma delas. Ele documenta práticas e padrões para aproveitarmos melhor agentes de codificação - como o CLODE CLODE.
Entendi que "agentic engineering" é um contraste a "vibe coding". O que é ótimo. -
Um adeus emocionado ao Chargeonline Brasil | Revista Pirralha
Um dos episódios envolvendo "memória da Internet" que ainda me pegam.
Provavelmente todo "véio" que se lembra como era usar o Netscape tem uma lembrança carinhosa do A Charge Online.
Soube, só tempos depois, que nada daquilo existe mais, por uma série de processos relacionados ao inevitável e implacável tempo. Essa nota, da Revista Pirralha, resgata o episódio.
> O Chargeonline, criado em 1995 pelo cartunista e chargista Mariano, foi retirada do ar no dia 5 de março de 2022. O site foi referência de humor gráfico na internet e por quase 27 anos ele administrou o espaço, mas, com sua morte em 2 de junho de 2021 o site foi perdendo relevância e acabou fechando.
> Apesar de tentativas de migração para plataformas modernas como WordPress, Mariano manteve o site em PHP personalizado, o que complicou a preservação do conteúdo após sua perda. -
Stretching The Limits Of What’s Possible — Smashing Magazine
Esbarrei no link https://histography.io sem querer, navegando em anotações antigas.
Meu comentário ao lado da URL foi: "guarde este link para sempre". Isso foi em 2016, esse ano que virou meme.
Devia guardá-lo, sim. Porque é sensacional.
É uma linha do tempo, alimentada pela Wikipedia, onde cada ponto é um evento histórico -- desde o Big Bang até 2015, ano em que o autor Matan Stauber concluiu seu curso na na Bezalel Academy of Arts and Design.
Há dez anos, Stauber bolou (sem vibe coding!) um rastreador para varrer a Wikipedia, indexar eventos, atribuir valores (baseados em popularidade e comprimento de artigos) e enriquecer com imagens e vídeos.
Ao selecionar um período, a página reconstrói o layout: colunas representam de meses a milhões de anos, dependendo da escala, e cada ponto se posiciona sozinho, de acordo com a quantidade de eventos.
Isso devia estar num GitHub ou algum repositório para preservação histórica. -
XMPP and metadata
Não sei como esbarrei nesse link (talvez por causa do termo "metadata", mas é muito interessante ver gente dedicada a uma tecnologia que fez funcionar o JABBER no final do século passado. -
The Archivist, or How I Built A Book Scanner in Six Years
Adoraria ter tempo pra fazer isso aqui.
> This machine is a book scanner that I designed. It makes paper books into digital books. When I started this project in 2009, there was almost no useful information on the internet about how to design, build, and operate a book scanning machine. -
Bozo | Documentário do SBT retrata fenômeno do palhaço que conquistou o Brasil - Omelete
Consegui assistir, na TV aberta (como os antepassados dos sapiens faziam), o documentário que conta a história de Bozo Bozoca Nariz de Pipoca.
Silvia Abravanel atua como apresentadora engessada e entrevistada, onde ela se sai melhor. Talvez seja a única coisa que realmente me incomodou.
De resto, é uma viagem sensacional ao tempo que a TV Mistubishi era minha babá, com intervenções de personagens como Zecão, Lili, Macarrão, Zico, Zoca, Candinha, Marocaa e Sônia Abrão.
Impressionante o momento em que Luiz Ricardo confidencia, em detalhes, seu momento de fraqueza ao ser demitido da função de Bozo.
Uma das pautas pro blog que estão guardadas há séculos: eu ganhei um Lango Lango no programa, vestido de coelho. Lembrei disso (e da minha Charanga da Estrela) enquanto assistia.
Vale rever no Mais SBT. -
Bia Granja: ˜O business da internet é o business da felicidade˜
Hoje mandei um e-mail pra Bia Granja.
Talvez ela não veja, nem responda. Tudo bem.
Se você não tem ideia de quem estou falando, esse artigo, de 2015, redigido pela Daniela Paiva, faz uma bpa síntese.
O que o texto, digamos assim, não se aprofunda, tem a ver com a iniciativa construída por ela, ao lado de Bob Wollheim, em 2006.
> Juntos (afetivamente e profissionalmente), em 2006 encamparam o projeto da revistinha PIX, que falava das coisas legais da internet, mas sem afetação. Sem achar que aqueles seres eram ETs.
Todo mundo conhece YouPIX como plataforma impulsionadora de creators. Mas ninguém lembra da revistinha, em formato de cartão-postal, distribuída gratuitamente.
Levante a mão quem desejaria reencontrar esse acervo, que conta uma boa parte dos primórdios da web nacional.