Paulo Nassar está falando com a imprescindível Petria Chaves, na CBN, a respeito do volume de informação, do cansaço que isso produz e da relação com Beethoven.
> Quando os dias se abrem sob o som imaginário das trombetas da guerra, quando o noticiário e as conversas cotidianas parecem disputar quem produz mais ruído e menos sentido, o desânimo não é fraqueza: é sinal de lucidez. Há épocas em que estar cansado é apenas reconhecer que algo essencial está sendo ameaçado.
No bate-papo, Nassar traz de volta McLuhan ("como é possível ficar melancólico e catatônico ao mesmo tempo") e traz o presentismo ("como posso sair do ruído").
> Para quem hoje se sente desanimado, talvez reste esse consolo firme e exigente: a história já foi mais escura do que o presente, e ainda assim produziu obras capazes de convocar a humanidade ao que ela tem de melhor. Se, no silêncio forçado da surdez, um homem do século 19 pode proclamar a alegria comum, então o ruído do nosso tempo não é absoluto.
Eu fico imensamente feliz em saber que o Rafael Galvão nunca deixou de escrever. E o faz cada dia melhor.
Quero ressoar o seu discurso no qual faz falta uma visão mais ampla, coletiva, sobre como podemos ser.
Dica do Rafael Sbarai neste sábado, durante o Seminário Tendências Conectadas, na Cásper (onde o fim de muita coisa foi ridicularizado).
Para ler com calma depois!
Debate interessante sobre o futuro do jornalismo nos EUA: "The leadership of journalism and communications schools must step forward with a more coherent, sweeping vision of what our profession can become, and mobilize the non-stop vitality that the current crisis demands of us."