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microgpt
MicroGPT é um projeto simples e educativo criado por Andrej Karpathy, um famoso pesquisador em IA, que permite treinar um modelo de linguagem parecido com o GPT (como o ChatGPT) usando apenas poucas linhas de código Python, sem dependências complexas.
Mostra o "coração" da IA: tokenização (corta texto), treinamento e geração de respostas. -
Professor dá clique errado no ChatGPT e apaga 2 anos de pesquisa
Um abraço a todos os professores que estão sendo convidados por todos os lados a preparar material de aula com apoio do Claudio, Gepeto e outros estagiários bem intencionados.
> Apagão de arquivos ocorreu com clique em opção de controle de dados no ChatGPT. De acordo com Bucher, ele desativou o recurso para ver se continuaria a ter acesso a todas as funcionalidades do ChatGPT. No entanto, ele relata que a desativação fez com que ele perdesse todos os seus chats.
Lei do becape, pessoal. Quem tem dois, tem um. Vale também para neurônios. -
Otra vez sopa: la crisis de la universidad. | Hipermediaciones
Carlos Scolari dando chutes nos ovos nesse texto aqui.
Começa com a inovação no discurso. : "mientras más se habla de cambiar un ámbito de la vida humana, menos se transforma" e "cada vez que la palabra innovación aparece junto a universidad muere un gorrión en Cambridge".
Termina com o impacto da IA na coisa toda:"Los trabajadores con menos experiencia son los más afectados por la difusión de las IA".
Pra ler com muita, mas muita calma. -
A internet perdeu o atrito (e nós perdemos com isso) | Nucleo Jornalismo
Esse texto do Sergio Spagnuolo me fez voltar a pensar sobre a Teoria da Carga Cognitiva, de John Sweller, relativamente conhecido por quem milita no design instrucional.
Quando você quer aprender alguma coisa, seu cérebro aciona a memória de trabalho. Não se sinta ofendido, mas a verdade é que essa ferramenta é naturalmente limitada. Não tem como manusear, conscientemente, mais do que sete unidades de informação.
Já a memória de longo prazo tem capacidade ampla. Aqui mora o nosso problema: como estimular um aluno, seu tio militante, sua esposa cansada ou o filho disperso a pegar uma informação relevante, refletir e transformá-la de acordo com a sua realidade para, finalmente, transferi-la para estruturas duradouras de conhecimento - aquilo que Paulo Freire, entre outros, define como "aprendizagem"?
John Sweller sugere que você precisa lidar com três cargas cognitivas.
Uma é a carga intrínseca. Essa é inerente ao tema que você quer entender. Claramente, alguns assuntos são mais difíceis que outros. Professores, profissionais de comunicação e divulgadores costumam dividi-la e organiza-la em umka sequência sugerida.
Algumas sequências são menos complexas do que outras. O dilema comum, aqui, é: seja qual for o assunto, não tem atalho. O conteúdo fundamental precisa existir.
Onde dá para mexer? Na carga "estranha", por exemplo. Troque a expressão por "apresentação". É tudo aquilo que não precisa existir. Ruído. Fricção. Tudo que os colegas de UX adoram estudar para compreender onde eliminar atrito, informação confusa. Na visão de Sweller, "carga estranha é eliminável sem perda".
Chegamos à carga relevante. É o "como lidar com essa informação". Como funciona o modelo mental para abstrair, fazer associações, interpretar, digerir. É o quanto você investe de tempo e recursos para construir a síntese. Esse processo fica por sua conta e não há regra única. Alguns gostam de fazer como Feynman: tente explicar o que você entendeu para outra pessoa, como se fosse uma criança.
As três cargas competem pelo seu cérebro. Isso nos leva ao que Sweller sugere: minimize carga estranha, gerencie carga intrínseca, maximize carga relevante. Faz sentido?
Vamos voltar ao texto do Sérgio? O que acontece quando o sistema não é pensando para aprendizagem, mas sim para tomar seu tempo de assalto? E se o designer não quer que você construa nenhum esquema relevante (vou marcar estes posts e perfis como lidos para vê-los mais tarde) -- pelo contrário, te deixe cada vez mais perdido, rolando, clicando e passando adiante uma sequência efêmera de reações?
"A internet hoje em dia é desenhada para tirar esse tipo de agência de nós, removendo fricção onde for possível a fim de facilitar comunicação, gratificação e, claro, venda de produtos e serviços de anunciantes. Algumas das mentes mais brilhantes da engenharia moderna estão, neste exato momento, trabalhando para você passar 10 minutos a mais no Instagram."
John Sweller diria: esses sistemas maximizam carga estranha (disfarçada de engajamento emocional) e reduzem carga relevante (que permitiria a você construir esquemas). E a carga intrínseca? Tanto faz ela existir ou não. Não faz diferença, o movimento não acontece por conta dela.
"Alguma fricção ajuda a tornar nossas vidas mais dignas, a fazer valer a pena conquistar e pensar certas coisas".
Opa. -
Vídeo curto é pior que texto para aprender, mostra estudo
Da série: MAH VAH!
Trechos da reportagem de Bruno Lupion, da DW, republicada pelo G1, sobre estudo do pesquisador Thorsten Otto, do Instituto de Psicologia da Educação da Universidade Técnica de Braunschweig:
> Ao consumirem esses vídeos, os usuários satisfazem necessidades por informação, entretenimento, conexão social ou regulação emocional sem a necessidade de muito esforço cognitivo. Em troca, o cérebro premia o comportamento com a liberação de dopamina. No entanto, esse jeito de se informar – ou de aprender – vai na contramão de como nosso cérebro funciona para desenvolver os raciocínios complexos que caracterizam uma aprendizagem profunda.
> Alguns estudos indicam que o uso excessivo de mídias sociais e o consumo compulsivo de conteúdo de baixa qualidade – como notícias sensacionalistas, teorias da conspiração e entretenimento vazio – podem literalmente encolher a massa cinzenta, diminuir a capacidade de atenção e enfraquecer a memória. -
Mesmo nas melhores universidades, aluno não consegue mais ler, diz autor do livro ‘Geração Ansiosa’ - Guia da Faculdade 2024
Nem todo mundo gosta desse livro do Jonathan Haidt. Mas ele pontua algo importante: estamos deixando de ler, trocando um tempo de concentração por dancinhas.
> Segundo Haidt, os universitários usam inclusive plataformas que transformam textos PDF em vídeos curtos para que consigam acompanhar o conteúdo com palavras e frases que piscam na tela. -
ensino de jornalismo: o que esperar? « monitorando
Texto complementar ao do Dan Gillmor, com uma questão de panorama nacional: por que não se discute tanto o ensino de jornalismo no Brasil? -
Mediactive » The Future of Journalism Education
Dan Gillmor e o que jornalistas deveriam aprender na faculdade. -
Café Velho: O doloroso dom de ensinar
"Ainda temos que concorrer com um pensamento maquiavélico da educação de mercado. O interessante nesse raciocício é que todos os resultados estão na mão do contratado, o professor. Você é visto como um reles prestador de serviço, isso quer dizer que se o cliente não ficar satisfeito a culpa é sua.". Via Sergio F. Lima -
De Volta para o futuro « Jornalismo Digital
Outro texto sobre as novas diretrizes curriculares do curso de jornalismo - este do Fábio Malini. -
documento da comissão moderniza diretrizes, mas alonga cursos « monitorando
Opa! Agora só falta o MEC dar cabo às mudanças. Ou não. -
What is the Future of Teaching? - Mashable
Para ler com calma depois! -
De Mattar » Blog Archive » Uso de Multimídia em EaD
"Parece então que o relatório conclui que o uso de multimídia não afeta o aprendizado". Via Sergio F. Lima. -
Poynter Online - Where are J-Schools in Great Debate over Journalism's Future?
Debate interessante sobre o futuro do jornalismo nos EUA: "The leadership of journalism and communications schools must step forward with a more coherent, sweeping vision of what our profession can become, and mobilize the non-stop vitality that the current crisis demands of us." -
o que professores de jornalismo devem saber sobre redes sociais « monitorando
a partir deste link do Rogério Christofoletti, dá pra descobrir muitos outros sobre o tema... -
O caminho livre das tecnologias educacionais - Romain Mallard - Tendências
"A nova era da computação pertence a quem souber aproveitar o potencial da inteligência coletiva de maneira eficiente e ágil, garantindo qualidade". Opa! -
alguns usos pedagógicos da internet | Aguarras
Sugestão do Gustavo Nogueira. Vale a leitura - apesar do questionável "toda rede na Internet é social". -
O aluno não quer mais se sentar e ouvir « Dossiê Alex Primo
"Qual principal o impacto das novas tecnologias na vida do estudante?" Leia o resto. -
Ensinar não é crime « Boteco Escola
No meio do texto, sobre tecnologia, uma discussão sadia sobre as diferenças entre ensino e aprendizagem.