Hoje tive uma daquelas manhãs que merecem um registro memorável. Estive em um encontro metalinguístico de proporções incríveis.
Preciso escrever sobre isso a partir das minhas anotações, sensações, memórias enfim. Por hora, basta dizer que foi um encontro sobre mediação. Num espaço que, simultaneamente, apresenta uma exposição derivada do livro "Eu devia estar na escola". Que foi usado pela exuberante Sandra Guzman como exemplo para mediação de leitura. Publicação que, por sua vez, serviu de mediação entre editoras e as crianças que vivem uma realidade absurda, porém real, no complexo da Maré.
Então comecei a pensar no quanto mediar significa amparar a apresentação do conhecimento ao outro, sem perder de vista o convite para que essa ponte seja feita colaborativamente. E no quanto há um esforço permanente para que ela seja substituída por conexões unilaterais por onde circulam fragmentos. Não há construção. O aprendizado se esfarela. A sensibilidade com o outro se transforma. Para o bem ou para o mal.
Descobri que o escritor francês inventou essas perguntas (que remetem aos antigos cadernos que as meninas do primário circulavam na sala de aula) como forma de autoconhecimento. E a Revista Gama tem uma seção permanente, com respostas de personalidades.
Ultimamente, o criador de Dilbert andava meio ablublé. Num de seus livros recentes, explorava de forma, mmmhhh, entusiasmada, o método trumpista de persuasão. "Num mundo onde cada cabeça mantém uma porção de filtros mentais", crenças pré-existentes, emoções e associações, a repetição e a linguagem emocional vencem a lógica".
Blé.
Meu Scott Adams favorito era o dos anos 1990, criador do do Princípio Dilbert.
"Quanto maior o dano que um funcionário pode provocar em seu dia-a-dia produtivo, maior a chance da empresa promovê-lo a lugares onde causam menos problemas: os cargos de gestão!".
Vai dizer que não concorda?
Soube no G1 que, quando Joe Biden anunciou que sofria com o câncer, Adams, se solidarizou, colocando de lado qualquer viés.
Eu fico imensamente feliz em saber que o Rafael Galvão nunca deixou de escrever. E o faz cada dia melhor.
Quero ressoar o seu discurso no qual faz falta uma visão mais ampla, coletiva, sobre como podemos ser.
Será que ela mexe o chocalho ou o chocalho é que mexe com ela?
Atriz escreve sobre o pai, Álvaro José, que vai pra sua oitava olimpíada.
Já baixei o livro digital que sintetiza em poucas páginas a vida de Gabriel Pillar.
Fabi comenta: na mesma semana foram empacotados o Luis Carlos Tourinho e o Heath Ledger.
O que dizer a uma figura dessas? "Bom, agora recupere seu investimento fazendo um blog miguxo repleto de anuncios gúgol!"
Acha mesmo que o sóbrio Jeremias teria cacife para articular uma ação dessas com seu advogado?
Episódio envolvendo um livrinho do jornalista, que faleceu nesta semana.
Pois eu concordo com ele - apesar que editaram a parte mais sóbria do vídeo.
Tem a foto de um ator do grupo Parlapatões que, no ano passado, detonava celulares - hoje os vende.
Agora que o namoro acabou (eu já sabia), ficam jogando lama no ventilador em público... Mas até que durou muito essa brincadeirinha.