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The Design Vibeshift | Pablo Stanley
Olha que interessante esse contraponto do Pablo Stanley ao que costumo chamar de "ARROMBADOS DO VIBE CODING".
Essa frase: "o código se torna o principal campo de atuação para fluxos de trabalho criativos" é forte e rende um debate daqueles.
Em sua visão: "designers stão descrevendo um ciclo híbrido: ideia → código → produto, e o código é a fonte da verdade".
O que me incomoda: a visão de um produto levando em conta modelos mentais e arquitetura de código precisam coexitir, mas na prática, são idiomas com raízes e ramificações de origens diferentes. Híbridos implicam em escolhas que, na prática, "podam" algumas dessas raízes em qualquer dos lados. Qual o resultado disso?
"Algumas pessoas usam o Figma para exploração, alinhamento ou trabalho detalhado, como componentes e consistência ... Se todo mundo está focado no código da aplica;áo, quem está cuidando da visão geral? Da consistência entre as telas? Do sistema de design?". Pois bem.
O texto se encmainha para o fim com? "isso impulsiona o design em direção à estratégia". Adoraria acreditar nisso. Mas qual a chance de, na prática, impulsionar o "fazer pelo fazer" ao operacional?
Como diria Luna, são tantas perguntas... -
Unsung heroes: Flickr’s URLs scheme – Unsung
Taí algo que ninguém fala: por que diabos não organizam URLs de acordo com seus conteúdos, do jeito que o Flickr faz? (Pincei esse link do Gabriel, no Órbita) -
Pseudoprose -- taylor.town
Guardei esse link pra explorar com calma o blog do Taylor Troesh. -
microgpt
MicroGPT é um projeto simples e educativo criado por Andrej Karpathy, um famoso pesquisador em IA, que permite treinar um modelo de linguagem parecido com o GPT (como o ChatGPT) usando apenas poucas linhas de código Python, sem dependências complexas.
Mostra o "coração" da IA: tokenização (corta texto), treinamento e geração de respostas. -
Crítica à teoria da bostificação - sol2070
Olha que interessante a resenha feita pelo escritor Jacob Bacharach do livro "Enshittification", do Cory Doctorow. Palavras pinçadas de sol2070:
> Enshittification baseia-se na ideia de que nós criamos uma maravilha tecnológica (ou um conjunto delas) e que, depois, a ganância e a avareza das empresas a arruinaram. Mas e se não for esse o caso? E se, tal como aconteceu com as armas nucleares, tivermos criado uma tecnologia que ainda não estamos suficientemente maduros para utilizar? E se, na nossa busca por energia infinita, tivermos construído uma bomba?
Muito interessante. Remete ao livro mais recente do Tim Berners-Lee, "This Is for Everyone: The Unfinished Story of the World Wide Web".
É sabido que Tim Berners-Lee tem uma visão filosófica bem mais, digamos assim, positiva.
Ainda não li o livro todo. Mas ele lamenta a substituição da estrutura descentralizada idealizada por ele por monopólios que tratam o usuário como produto, uma escolha deliberada para alimentar a "economia da atenção".
Esse é o "pulo do gato": se a questão for uma "falha de design deliberada", a Web não é uma tecnologia que vai nos destruir na sua essência. Dá pra corrigir a estratégia.
Façam suas apostas. -
blog da bolacha recheada
Saudade de quando a Internet era assim -
Just the Browser
Configurações para "remove AI features, telemetry data reporting, sponsored content, product integrations, and other annoyances from web browsers". Dica do Ghedin. -
Death to Bullshit | Brad Frost
Já li uma porção de coisas sobre "bullshit"- não dá pra traduzir pr aum termo só; bobagem, desnecessário, supérfluo, aquilo que só desvia o olhar.
Estudando Atomic Design de Brad Frost, descobri que ele também é, há uma década, uma voz elevada contra o bullshit.
Estou encatado. -
Professor dá clique errado no ChatGPT e apaga 2 anos de pesquisa
Um abraço a todos os professores que estão sendo convidados por todos os lados a preparar material de aula com apoio do Claudio, Gepeto e outros estagiários bem intencionados.
> Apagão de arquivos ocorreu com clique em opção de controle de dados no ChatGPT. De acordo com Bucher, ele desativou o recurso para ver se continuaria a ter acesso a todas as funcionalidades do ChatGPT. No entanto, ele relata que a desativação fez com que ele perdesse todos os seus chats.
Lei do becape, pessoal. Quem tem dois, tem um. Vale também para neurônios. -
Stop Reading News
Shane Parrish, autor de "Pensamento Eficaz", sem querer faz um convite para celebrarmos trinta anos de Jornalismo na Internet:
Livre-se dele. É manchete demais.
> É como tentar beber água de uma mangueira de incêndio – estamos afogados em fatos, mas famintos por conhecimento verdadeiro.
Por que? Em essência: a velocidade prejudica a qualidade e o contexto. Conteúdo superficial produzido por custos de produção nulos. Máquinas de caça-níqueis querem sua atenção. A narrativa derrota a realidade ou desviam a atenção para a história que deveria ser contada.
> Num mundo onde as notícias são gratuitas e abundantes, estar errado não custa nada, mas ser enfadonho custa tudo.
O problema, diz ele, está na economia da atenção. Por conta dela, notícias funcionam ainda como câmara de eco: atenção fragmentada, compreensão superficial e da erosão gradual da nossa capacidade de enxergar o que realmente importa. "Quando foi a última vez que você leu algo e pensou: opa, eu estava errado?".
Isso tem a ver com que o Ces Michelin postou esses dias no LINQUEDISNEY:
> O mundo está cheio de gente "bem-informada". Eles sabem recitar as buzzwords da semana. São enciclopédias ambulantes de trivialidades. Mas estamos famintos por algo mais raro: criadores de sentido. Não precisamos de mais um repassador de links. O mundo precisa da sua visão sobre eles.
Evidentemente, nem Shane nem Ces estão falando do modelo opinativo dos canais de notícia. É outra coisa. -
Koyaanisqatsi em 5 minutos · :: Janela Digital ::
Do blog do Leandro Paganelli, sobre o filme mais "eitaporra" que já vi na vida:
> Um camarada chamado Wyatt Hodgson acelerou o Koyaanisqatsi 1552%, reduzindo todo o filme em 5 minutos. Dá para entender toda a estrutura do filme, mas se perde toda a emoção. -
Orange Data Mining
Orange Data Mining Toolbox é uma ferramenta gratuita e de código aberto que facilita a análise de dados e a criação de gráficos, sem precisar programa. Um "lego para dados". Interessante, hein? -
A curiosa história da Fanta: a ligação de um dos refrigerantes preferidos do Brasil com a Alemanha durante o nazismo - BBC News Brasil
Graças a essa notícia descobri Tristan Donovan, autor de livros sobre refrigerante, videogames e jogos de tabuleiro.
Em resumo: a Fanta nasceu das restrições impostas pela guerra. Sensacional. -
GitHub - opds-community/awesome-opds: A list of awesome resources for OPDS users and developers
Pra ver com calma:
> A list of awesome resources for OPDS users and developers - opds-community/awesome-opds
Tem a ver com isso aqui: https://opds.io
OPDS é um protocolo aberto para catálogos de publicações digitais (como e-books, PDFs e revistas), permitindo acesso descentralizado via apps de leitura em smartphones, e-readers ou tablets (Entendi que repete o que Plex faz com mídia). -
Viva Roberto Silva: os 100 anos do 'Príncipe do Samba' | Discografia Brasileira
Fui IMPAQUITADO com essa música: Jornal da Morte.
Vejam só este jornal / É o maior hospital / Porta-voz do bangue-bangue / E da polícia central
A gravação, de 1961, é de Roberto Silva, que mereceu texto impecável de Pedro Paulo Malta, em celebração ao seu centenário.
O Jornal da Morte, por sua vez, poderia ser regravado agora mesmo, de tão atual.
Curiosidades que o Perplexity me trouxe:
"Jornal da Morte" foi censurada na época por seu tom provocativo, incluindo referências a escândalos como suicídios e maconha.
Roberto Silva, falecido em 2023 aos 92 anos após luta contra o câncer, reviveu a faixa em colaborações como com o grupo Casuarina. -
Svelte • Web development for the rest of us
Pra pesquisar quando der tempo.
Em Svelte, cada componente é um arquivo .svelte que mistura HTML, CSS e JavaScript no mesmo bloco. -
BBB, Roberto Carlos e Evidências: elos perdidos da monocultura que unia os brasileiros | Empresas | Valor Econômico
O texto do Guilherme Ravache é fechado. Mas ele trouxe muita coisa pro LINQUEDISNEY.
> Não faz muito tempo, quatro ou ou cinco grupos de mídia decidiam o que todos viam; agora, meia dúzia de plataformas e seus algoritmos decidem o que veremos ou não. Trocamos a hegemonia da TV pela cultura dos algoritmos.
Ele vai explicar que não foi, exatamente, uma troca.
> O algoritmo mudou até como fazemos entretenimento. Segundo o ator Matt Damon, os filmes agora são escritos para quem assiste mexendo no celular. Os diálogos repetem o enredo 3 ou 4 vezes porque a atenção do espectador está fragmentada.
Trocamos o olho no olho na hora do almoço pelo olho na tela.
> Conversar no trabalho sobre o que assistiu na noite anterior, sentar ao lado de outras pessoas no cinema, cantarolar em coro um hit nacional... acontece cada vez menos. E isso ajuda a explicar muitos dos problemas atuais.
A frase que me pegou foi essa aqui.
> O problema é que o consumo solitário atrofia nossa capacidade de compartilhar histórias e valores, cria abismos entre as pessoas. Falta conversa, há menos troca de ideias e experiências.
Lembro que estive na biblioteca Hans no último sábado. Com Renata Rossi, Sandra Guzman e uma turma (incluindo a Fábia Medeiros, que me aturou por dois semestres na São Judas). Trocamos figurinhas sobre mediação de leitura.
Mediar não é só mostrar um livro e suas ilustrações ou ler, respeitando cada palavra escolhida pelo autor. É um exercício social. É servir de intermediário entre o ouvinte e as ideias encapsuladas editorialmente. Processos com nuances impossíveis de serem emuladas por um modelo de linguagem computacional.
É como deveria ser uma conversa: o mediador faz um convite. Abra a sua mente. Venha comigo. Traga suas referências, indique o que você entendeu, compartilhe suas interpretações.
Bons mediadores respeitam individualidades (difícil!) e vão além da descrição do objeto. Contextualizam ao máximo: qual a história desse autor, onde ele vive, quais suas angústias, o que passou na cabeça do ilustrador, por que essa dedicatória, enfim.
Bakhtin diria que mediar é construir sentido coletivamente, dialogando.
O "anti-Bakhtin" (socorro!) deve reforçar a hipótese na qual as plataformas não funcionam como suporte pra essa mediação. Pelo contrário: o fluxo que elas produzem se torna a única condição para existência do conteúdo.
Que tipo de construção coletiva estamos dispostos a perder quando tratamos palavras jogadas na rede como métrica? Ou a metáfora da construção não cabe mais: virou pescaria predatória. E os peixes somos nós. -
Open Visualization Academy
Olha isso! Pincei no LINQUEDISNEY do Alberto Cairo.
> On Friday we launched the Open Visualization Academy with 7 free courses (1-2 more will be released monthly) and it has received much more attention than I expected: 300+ have subscribed to the website, even if it's not needed to see any of the materials we've made available, and our newsletter is nearing 4,000 readers. Those are incredible numbers. I feel happy and grateful. -
30 anos de Jornalismo Digital: onde estamos e para onde vamos? - Portal Nosso Meio
Trinta anos?! O tempo passa, né? -
How AI assistance impacts the formation of coding skills
Stephen Turner, professor de Data Science, fez algumas anotações a partir do recente artigo "How AI Impacts Skill Formation".
Falando de um jeito que o Marcelo Soares concorde: geradores de lero lero pode aumentar a produtividade de desenvolvedores, mas reduz o aprendizado de quem, assumidamente, atua como um mero ARROMBADO DO VIBE CODING.
De forma controlada e metodológica: desenvolvedores novatos usando IA tiveram desempenho 17% pior em testes de compreensão voltados a leitura de código e conceitos, inclusive no debugging (isto é, ENTENDER O QUE DEU ERRADO). Isso porque a IA substitui o raciocínio crítico. (Mah váh!)
Turner sustenta o binômio "produtividade equilibrada" e "supervisão crítica" baseada no fortalecimento de conceitos. Aprender, moçada, não é fácil. Mas faz diferença. -
MCP Sem Segredos: O Manual Definitivo para Turbinar Seu Workflow com IA
O texto e a imagem não são exatamente bons. Mas por causa desse link, descobri o tal MCP.
Model Context Protocol (MCP) é uma tecnologia da Anthropic que facilita conectar o CLAUDE CLAUDE a ferramentas externas, como arquivos no computador, bancos de dados ou aplicativos como o Figma.
Entendi que MCP é útil para experimentos em Python porque oferece ao CLAUDE CLAUDE acesso facilitado a arquivos locais, acelerando análise. A ver. -
Crianças da Maré dizem em livro: ‘Eu devia estar na escola’
Hoje tive uma daquelas manhãs que merecem um registro memorável. Estive em um encontro metalinguístico de proporções incríveis.
Preciso escrever sobre isso a partir das minhas anotações, sensações, memórias enfim. Por hora, basta dizer que foi um encontro sobre mediação. Num espaço que, simultaneamente, apresenta uma exposição derivada do livro "Eu devia estar na escola". Que foi usado pela exuberante Sandra Guzman como exemplo para mediação de leitura. Publicação que, por sua vez, serviu de mediação entre editoras e as crianças que vivem uma realidade absurda, porém real, no complexo da Maré.
Então comecei a pensar no quanto mediar significa amparar a apresentação do conhecimento ao outro, sem perder de vista o convite para que essa ponte seja feita colaborativamente. E no quanto há um esforço permanente para que ela seja substituída por conexões unilaterais por onde circulam fragmentos. Não há construção. O aprendizado se esfarela. A sensibilidade com o outro se transforma. Para o bem ou para o mal. -
Sem presença na internet você não existe? - Revista Amarello
Procrastinando por aí, encontrei esse site. Como é que eu não conhecia?
O texto da Manuela Bernadino é de 2023 e compõe a edição temática "O Que me Falta".
> Antes de discutirmos se uma pessoa existe ou não por ser ausente nesse universo virtual, temos que garantir que todos tenham acesso a uma internet de qualidade. Temos que incluir todas as pessoas nesse processo de digitalização, precisamos sair das nossas bolhas sociais e perceber que temos muito o que fazer. Precisamos levar informação, tecnologia e oportunidades para as favelas do Brasil. Além disso, é necessário encontrar um equilíbrio entre a utilização da internet e a saúde mental, e conscientizar as pessoas sobre os limites dentro das redes sociais. -
OpenCode
É um CLAUDE CLAUDE mas sem o custo (e, certamente, sem as mesmas alegrias). Provavelmente consigo fazer experiências de VIBE CODING DADAÍSTA com isso. -
Rita Lobo: chamar comida de 'proteína' e 'carbo' abre porta para entrada dos ultraprocessados
Ontem ouvi Rita Lobo conversando com a Tati e o Fernando na CBN.
> A lógica do nutricionismo rompe com o conceito de refeição, que envolve rotina, contexto e sociabilidade.
É marketing capitalista o nome disso.
> "“A epidemia de obesidade está diretamente ligada ao aumento do consumo de ultraprocessados. O corpo não reconhece isso como comida, não sacia e vicia. E não é falta de força de vontade, é fisiologia ... Comida é comida, ultraprocessado é ultraprocessado, remédio é remédio. Misturar tudo isso interessa a um sistema que lucra com a confusão" -
Cão Orelha: 'O que adolescentes fizeram acontece todas as noites em casas do Brasil, ao vivo no Discord', alerta juíza Vanessa Cavalieri - BBC News Brasil
Não sei o que pensar.
> Caso de cachorro torturado em SC expõe aumento de atos de violência digital extrema cometidos por adolescentes e compartilhados em grupos da internet, graças a 'combinação explosiva' de uso da tecnologia sem supervisão dos pais.
Tem outra camada nessa história: a sensação de poder e impunidade. Há masculinidade tóxica evidente. Mas esse caso também expõe outro rótulo, mais perverso: o "eu simplesmente posso".
Vejo essa história e imagino quatro acéfalos que não precisam se preocupar com os boletos. Com a roupa suja. Com o que vão comer. Não precisam nem se preocupar com o amanhã: a estrutura na qual vivem é um "tecido social" particular, sempre alvo e sedoso. Tudo bem sair do portão e pisotear no tecido que fica lá fora. O nosso.
Tranquilo. Papai vai ali oferecer "diálogo" pro porteiro ("diálogo" é como papai apelidou o revólver que conseguiu como CAC). Ou posso bater papo com meus amigos do Judiciário.
Imagino ainda que, se essa história for repercutir num programa como o Fantástico, vai haver um esforço enorme pra que os quatro acéfalos e suas famílias sejam poupados. Sabe como é, amigo é pra essas coisas. -
Patrick - Fun with the web
Ando pessimista em relação ao futuro da Web. Por isso é um alento encontrar esse link - sugestão indispeensável do indispeensável Ghedin.
Patrick Brosset, nome que seguramente eu devia conhecer melhor, escreve de forma poética sobre como código pode virar criatividade.
Ele brinca com APIs nativas do navegador, CSS e JavaScript, para estimular a construção de um playground em código aberto.
> The web is an amazingly playful app platform. That's what it was to me some 25 odd years ago, and that's what it still is. A platform where a text editor and a browser of your choice is all you need to start creating. No gatekeepers, no approval processes.
> Every silly experiment, demo, and useless project I've shown here and others I've worked on over the years have taught me something new about the web, and have kept my passion for it alive.
> The web is still magic, and it still matters. Even today when it feels like AI is replacing how people consume and create content.
> Go create something ridiculous, learn by playing, keep the web weird and wonderful.
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This is where I write my Journal on my iPhone | Phong's blog
> There is a small corner on my iPhone that I really love, a place I think most people overlook or sometimes even forget exists.
O autor se refere à função nativa da Apple para redigir um journal/diário. Diz ele que é discreto, acessível, bom para registros sem apps extras, fácil como mandar uma mensagem de texto, com bloqueio por biometria para ninguém ler. E ainda manda lembretes para você não esquecer de escrever. -
Um adeus emocionado ao Chargeonline Brasil | Revista Pirralha
Um dos episódios envolvendo "memória da Internet" que ainda me pegam.
Provavelmente todo "véio" que se lembra como era usar o Netscape tem uma lembrança carinhosa do A Charge Online.
Soube, só tempos depois, que nada daquilo existe mais, por uma série de processos relacionados ao inevitável e implacável tempo. Essa nota, da Revista Pirralha, resgata o episódio.
> O Chargeonline, criado em 1995 pelo cartunista e chargista Mariano, foi retirada do ar no dia 5 de março de 2022. O site foi referência de humor gráfico na internet e por quase 27 anos ele administrou o espaço, mas, com sua morte em 2 de junho de 2021 o site foi perdendo relevância e acabou fechando.
> Apesar de tentativas de migração para plataformas modernas como WordPress, Mariano manteve o site em PHP personalizado, o que complicou a preservação do conteúdo após sua perda. -
Stretching The Limits Of What’s Possible — Smashing Magazine
Esbarrei no link https://histography.io sem querer, navegando em anotações antigas.
Meu comentário ao lado da URL foi: "guarde este link para sempre". Isso foi em 2016, esse ano que virou meme.
Devia guardá-lo, sim. Porque é sensacional.
É uma linha do tempo, alimentada pela Wikipedia, onde cada ponto é um evento histórico -- desde o Big Bang até 2015, ano em que o autor Matan Stauber concluiu seu curso na na Bezalel Academy of Arts and Design.
Há dez anos, Stauber bolou (sem vibe coding!) um rastreador para varrer a Wikipedia, indexar eventos, atribuir valores (baseados em popularidade e comprimento de artigos) e enriquecer com imagens e vídeos.
Ao selecionar um período, a página reconstrói o layout: colunas representam de meses a milhões de anos, dependendo da escala, e cada ponto se posiciona sozinho, de acordo com a quantidade de eventos.
Isso devia estar num GitHub ou algum repositório para preservação histórica. -
Neocities: Create your own free website!
Neocities! Um revival do Geocities! GIFs animados, fundos coloridos, MIDI tocando! Só HTML, CSS e JS! -
Vem com a gente programar em Português! – Cumbuca Dev
Já li alguma coisa a respeito de PSEUDOCÓDIGOS. Nem todo mundo gosta da ideia de entender mais uma sintaxe pra conseguir programar - por que não aprender diretamente na linguagem desejada?
Posso imaginar o debate em cima do PITUGUÊS, essa versão de pseudocódigo para Python. Isso porque, na visão acadêmica padrão, Python já é, digamos assim, simples o bastante.
De toda forma, é interessante enxergar uma comunidade interessada em desenvolver essa ideia e, por que não, fomentar a discussão. -
“Fui perdendo um cliente atrás do outro”: como a IA tem afetado freelancers - Tecnoblog
Por que um profissional, uma empresa, um chefe, um cabeça-de-planilha, trocaria uma mente pensante por uma calculadora?
“Não fazia sentido para a empresa que ficasse bem feito o e-mail. Eles queriam mandar o máximo possível de mensagens no menor tempo possível. Ninguém ia ler aquilo. Nem quem fazia, nem quem revisava, nem quem recebia”.
Taí a resposta.
“Eu começo a sentir que tem uma ressaca desse movimento. Tem algumas pessoas percebendo que você não consegue substituir redator por IA e valorizando um pouco mais o trabalho. Mas eu diria que não voltou ao que era em 2023, ainda está longe disso”
Essa distância vai diminuir quando a percepção de valor e a vontade de pagar também se aproximarem. -
The modern internet is terrible and over-industrialized - YouTube
Mais um link pinçado do Orbita. Um desabafo que gostaria de ter escrito. Por Tom Delalande.
É uma viagem ao tempo em que sites flash (como o lendário GABOCORP) demonstravam criatividade. Isso inclui os famigerados joguinhos.
> Havia algo para todos. Não apenas algo para consumir, mas algo para criar. Algo para contribuir.
A sensação de cansaço, de ausência, de almas penadas digitais, prospera. E ninguém cria mais - ou acha que a IA vai criar alguma coisa.
> Hoje, quase todo mundo passa o tempo nos mesmos quatro ou cinco sites. Todos degradados no que eu chamo de os três P das redes sociais: política, polarização e pornografia. Em lugares como Twitter ou Reddit, quase sempre é uma mistura dos três. -
Otra vez sopa: la crisis de la universidad. | Hipermediaciones
Carlos Scolari dando chutes nos ovos nesse texto aqui.
Começa com a inovação no discurso. : "mientras más se habla de cambiar un ámbito de la vida humana, menos se transforma" e "cada vez que la palabra innovación aparece junto a universidad muere un gorrión en Cambridge".
Termina com o impacto da IA na coisa toda:"Los trabajadores con menos experiencia son los más afectados por la difusión de las IA".
Pra ler com muita, mas muita calma. -
Questionário Proust
Descobri que o escritor francês inventou essas perguntas (que remetem aos antigos cadernos que as meninas do primário circulavam na sala de aula) como forma de autoconhecimento. E a Revista Gama tem uma seção permanente, com respostas de personalidades. -
Site oficial do Orelhão e de sua inventora Chu Ming Silveira
Sensacional! É um lindo site sobre esse ícone, que vai deixar de existir a partir de 2026. -
Beethoven contra o ruído do mundo - Jornal da USP
Paulo Nassar está falando com a imprescindível Petria Chaves, na CBN, a respeito do volume de informação, do cansaço que isso produz e da relação com Beethoven.
> Quando os dias se abrem sob o som imaginário das trombetas da guerra, quando o noticiário e as conversas cotidianas parecem disputar quem produz mais ruído e menos sentido, o desânimo não é fraqueza: é sinal de lucidez. Há épocas em que estar cansado é apenas reconhecer que algo essencial está sendo ameaçado.
No bate-papo, Nassar traz de volta McLuhan ("como é possível ficar melancólico e catatônico ao mesmo tempo") e traz o presentismo ("como posso sair do ruído").
> Para quem hoje se sente desanimado, talvez reste esse consolo firme e exigente: a história já foi mais escura do que o presente, e ainda assim produziu obras capazes de convocar a humanidade ao que ela tem de melhor. Se, no silêncio forçado da surdez, um homem do século 19 pode proclamar a alegria comum, então o ruído do nosso tempo não é absoluto. -
Tire este peso das suas costas | Webinsider
Conversava com Rina sobre "como era gostoso aquele tempo da Internet" e similares. Então a gente lembrou do Michel Lent.
Vez ou outra me vem essa "sensação de lobotomia", como se parte dos últimos anos (casamento, crianças, pandemia, ritmo de vida) contribuísse para que o "meme do 2016" se instale na mente. No meu caso, volto pra 2006, 1996...
Daí, Michel Lent. Lembro dele em palestras, artigos. Ele tinha um site incrível (Viu Isso, cujo domínio agora pertence a um desses caça-níqueis).
Dessa lembrança, veio outro nome: Vicente Tardin. "Lembra dele também?", perguntei pra Rina.
Ela não ligou o nome à pessoa. Então lembramos do Webinsider.
Estou desacostumado a clicar nesses nomes da época do "como era gostoso aquele tempo da Internet" e não esbarrar em links quebrados, sites inexistentes, enfim.
E lá estão, Webinsider, Vicente Tardin, Michel Lent. E seu último artigo conversa comigo como na época em que ele dizia "tem muito ruído sendo dito por aí", sei lá, em 2006.
> Para quem entrega estratégia, visão e resolução de problemas complexos (o sênior), vender 100% do tempo para um único CNPJ é ineficiente para a empresa e arriscado para o profissional.
Chablau. -
How Browsers Work
Pincei esse link do sempre indispensável Órbita. Descobri, com ele, a combinação Github + Cloudfare Pages. A ver. -
30 years of ReactOS
ReactOS é um sistema operacional gratuito e de código aberto que tenta imitar o Windows antigo, como o XP ou Server 2003, para rodar programas e drivers feitos para ele. Sensacional! (Obrigado, Ghedin, por me apresentar a essa alegria!) -
Uma história sobre ter várias mulheres ao mesmo tempo virou chacota na web
Se O Agente Secreto levar o Oscar, alguém pode dedicar o troféu ao verdadeiro "agente secreto" da vida de Kleber Mendonça Filho: o jornalista que, em 2019, foi pivô de uma das histórias da vida privada mais marcantes da Internet Brasileira.
Teve traição, processos judiciais, vidas viradas do avesso... Mas também teve hashtag, título de filme provisório (Onze Mulheres e Um Bacurau) e a lenda que segue no imaginário popular: levar 11 amantes na sala de cinema para ver Bacurau.
Alguém precisa recuperar o tuíte de Kleber Mendonça Filho dizendo "Er... Obrigado!" em resposta ao episódio. -
30 anos não são 30 dias - Revista Casper
Sem querer, achei o site da Revista Casper. E esse texto de Enzo Cipriano e Luca Uras.
Eu nunca escrevi nada pro Esquinas. Não sei se era por conta do perfil de Marcos Faerman, citado e venerado (com razão) no texto.
> “Jornais e navios são belos porque podem mudar o curso de suas rotas.” Essa frase foi dita por Marcos Faerman, em 1996, à época editor da Esquinas de S.P. A publicação nasceu, um ano antes, como um jornal que tratava dos temas cotidianos.
Era bem mais do que isso. Nos tempos de Marcos Faerman, havia um estímulo profundo em imersões antropológicas. Ouvir histórias. Sentir a realidade. Traduzi-la em palavras. Editá-la até chegar ao melhor resultado possível.
Lembro dele perto do escadão, aproximando-se dos alunos, interessado em saber quais eram suas próximas histórias.
Falei alguma coisa sobre "o impacto da Internet".
Pois é, em 1996.
Faerman odiava qualquer coisa envolvendo computador. Não deixou eu terminar de falar. Não era pessoal (ou, se era, jamais vou saber). Reagiu seguindo seus princípios.
Provavelmente não ligou o nome ao aluno. Dias se passaram e, durante a aula de Jornalismo Interpretativo (era esse o nome da disciplina), desceu o sarrafo naquilo que chamava de "vida estéril, artificial, pasteurizada, xoxa, capenga, anêmica, frágil, inconsistente", enfim.
O aluno de jornalismo de 30 anos atrás pensava que o real e aquilo que aparecia como "virtual" poderiam coexistir. Não consigo imaginar como Marcos Faerman sobreviveria ao que virou o Jornalismo, a Internet, a realidade.
> Para o futuro, Esquinas planeja avançar na produção audiovisual. A ideia é multiplicar cada vez mais as produções contando com mais edições do Papo de Esquina, videocast produzido pelos editores, e produções vindas dos próprios alunos, como documentários. Além disso, uma presença significativa nas redes socais também é desejada.
Pensando aqui. Provavelmente ele diria que tudo isso só funciona se mostrar uma história arrancada da terra com suas próprias mãos, sentindo a aspereza do solo e traduzindo em palavras embedadas com sangue e suor. -
Scott Adams, criador do quadrinho 'Dilbert', morre aos 68 anos - G1
Ultimamente, o criador de Dilbert andava meio ablublé. Num de seus livros recentes, explorava de forma, mmmhhh, entusiasmada, o método trumpista de persuasão. "Num mundo onde cada cabeça mantém uma porção de filtros mentais", crenças pré-existentes, emoções e associações, a repetição e a linguagem emocional vencem a lógica".
Blé.
Meu Scott Adams favorito era o dos anos 1990, criador do do Princípio Dilbert.
"Quanto maior o dano que um funcionário pode provocar em seu dia-a-dia produtivo, maior a chance da empresa promovê-lo a lugares onde causam menos problemas: os cargos de gestão!".
Vai dizer que não concorda?
Soube no G1 que, quando Joe Biden anunciou que sofria com o câncer, Adams, se solidarizou, colocando de lado qualquer viés. -
Windows 3.1 Flash Edition
Pra quando eu tiver tempo na vida: mergulhar na mente de quem cria uma versão do Windows 3.1 capaz de rodar em dispositivos limitados atuais. -
Travel Is Not Education
"Few arguments are as self-evident as this one: To learn about some place, you should travel there; traveling makes you learned, and the learned are well traveled."
Mas precisava escrever um texto enorme pra dizer essa obviedade? -
A internet perdeu o atrito (e nós perdemos com isso) | Nucleo Jornalismo
Esse texto do Sergio Spagnuolo me fez voltar a pensar sobre a Teoria da Carga Cognitiva, de John Sweller, relativamente conhecido por quem milita no design instrucional.
Quando você quer aprender alguma coisa, seu cérebro aciona a memória de trabalho. Não se sinta ofendido, mas a verdade é que essa ferramenta é naturalmente limitada. Não tem como manusear, conscientemente, mais do que sete unidades de informação.
Já a memória de longo prazo tem capacidade ampla. Aqui mora o nosso problema: como estimular um aluno, seu tio militante, sua esposa cansada ou o filho disperso a pegar uma informação relevante, refletir e transformá-la de acordo com a sua realidade para, finalmente, transferi-la para estruturas duradouras de conhecimento - aquilo que Paulo Freire, entre outros, define como "aprendizagem"?
John Sweller sugere que você precisa lidar com três cargas cognitivas.
Uma é a carga intrínseca. Essa é inerente ao tema que você quer entender. Claramente, alguns assuntos são mais difíceis que outros. Professores, profissionais de comunicação e divulgadores costumam dividi-la e organiza-la em umka sequência sugerida.
Algumas sequências são menos complexas do que outras. O dilema comum, aqui, é: seja qual for o assunto, não tem atalho. O conteúdo fundamental precisa existir.
Onde dá para mexer? Na carga "estranha", por exemplo. Troque a expressão por "apresentação". É tudo aquilo que não precisa existir. Ruído. Fricção. Tudo que os colegas de UX adoram estudar para compreender onde eliminar atrito, informação confusa. Na visão de Sweller, "carga estranha é eliminável sem perda".
Chegamos à carga relevante. É o "como lidar com essa informação". Como funciona o modelo mental para abstrair, fazer associações, interpretar, digerir. É o quanto você investe de tempo e recursos para construir a síntese. Esse processo fica por sua conta e não há regra única. Alguns gostam de fazer como Feynman: tente explicar o que você entendeu para outra pessoa, como se fosse uma criança.
As três cargas competem pelo seu cérebro. Isso nos leva ao que Sweller sugere: minimize carga estranha, gerencie carga intrínseca, maximize carga relevante. Faz sentido?
Vamos voltar ao texto do Sérgio? O que acontece quando o sistema não é pensando para aprendizagem, mas sim para tomar seu tempo de assalto? E se o designer não quer que você construa nenhum esquema relevante (vou marcar estes posts e perfis como lidos para vê-los mais tarde) -- pelo contrário, te deixe cada vez mais perdido, rolando, clicando e passando adiante uma sequência efêmera de reações?
"A internet hoje em dia é desenhada para tirar esse tipo de agência de nós, removendo fricção onde for possível a fim de facilitar comunicação, gratificação e, claro, venda de produtos e serviços de anunciantes. Algumas das mentes mais brilhantes da engenharia moderna estão, neste exato momento, trabalhando para você passar 10 minutos a mais no Instagram."
John Sweller diria: esses sistemas maximizam carga estranha (disfarçada de engajamento emocional) e reduzem carga relevante (que permitiria a você construir esquemas). E a carga intrínseca? Tanto faz ela existir ou não. Não faz diferença, o movimento não acontece por conta dela.
"Alguma fricção ajuda a tornar nossas vidas mais dignas, a fazer valer a pena conquistar e pensar certas coisas".
Opa. -
A4 Paper Stories - Susam Pal
Como usar uma folha de papel A4 para medir coisas no dia a dia?
Moleza. É só lembrar que o papel A4 mede 21cm por 29,7cm. Pra não esquecer, guarde a informação de que o A0 tem, originalmente, 1m2 - e se você cortar o papel ao meio (pelo lado curto), as duas partes novas terão sempre a mesma proporção que o original. A regra é que y dividido por x dá raiz de 2.
Diante de um monitor de TV, por exemplo, coloque duas vezes a folha A4 na largura (dá quase 60cm) e 1,5 folha (é só dobrar ao meio) para alcançar 34cm de altura. Depois, usa Pitágoras (o quadrado dos catetos dá o quadrado da hipotenusa) pra calcular 68,9cm, que viram 27 polegadas em uma conversão simples.
Não falei que era moleza? -
Cinco mudanças de estilo de vida para ajudá-lo a viver mais e melhor - BBC Brasil
Nunca é tarde demais para aprender algo novo. Você precisa do combustível certo para o cérebro. O exercício físico aumenta nossa energia e nosso bem-estar mental. Priorize seus amigos para ter uma vida mais longa. Entenda que podemos realizar mudanças relevantes de imediato. -
Dez livros para cuidar da saúde mental em 2026 — Gama Revista
Preciso jogar livros na cabeça de muita gente. -
Os 14 termos de Inteligência Artificial que você não conseguiu evitar em 2025
Inclui aqui os ARROMBADOS do Vibe Coding - aliás, qualquer hora dessas, preciso escrever sobre os ARROMBADOS do Vibe Coding. -
Messi abre o jogo sobre estilo de vida recluso e dificuldade de comunicação: "Sou estranho"
Tenho algo em comum com o tetracampeão de futebol argentino. Evidentemente, não é o talento com a pelota nem a conta bancária. -
Cursos SESC Digital
Tá com tempo livre? Temas ligados à gente, criatividade, mídia etc. Tudo de grátis! -
Open Source Mapping for News: Reuters
Projeto de mapeamento open-source desenvolvido por Scott Reinhard para a Reuters. Sensacional! Inclui camadas vetoriais personalizáveis para dados automatizados. -
Guiddde
Para guardar e olhar no futuro. A ideia, assinada por Gabriel Lima, parece muito interessante - e talvez dialogue com gerações mais novas do que a minha, que sente falta de coisas como O GUIA MAPOGRAF no porta-luvas. -
XMPP and metadata
Não sei como esbarrei nesse link (talvez por causa do termo "metadata", mas é muito interessante ver gente dedicada a uma tecnologia que fez funcionar o JABBER no final do século passado. -
On AI-assisted writing in graduate school
Descobri esse texto da Anna Rogersno LINQUEDISNEY do Cris Dias.
Em resumo:
> A escrita é a ferramenta com a qual o pensamento se concretiza.
Exatamente. Estamos deixando de pensar?
> Automatizar o trabalho destinado a fortalecer suas habilidades mentais faz tanto sentido quanto ter alguém para ir à academia em seu lugar.
Opa. -
Bluesky Feed Bot
Proposição para 2026: fazer essa pagininha repostar no Bluesky.
> Bluesky Feed Bot is a GitHub Action for posting RSS feeds to Bluesky via GitHub Actions workflows. -
LAS IA SIRVEN PARA PENSAR (HISTORIA, TEORÍA, METÁFORA)
Carlos Scolari sugere três livros para explorar como as IAs podem auxiliar no pensamento histórico, teórico e metafórico sobre comunicação e tecnologia. -
Farmacêutica, ela criou uma startup com o irmão e foi eleita uma das 100 pessoas mais influentes em IA no planeta - Projeto Draft
O link é um lembrete sobre a história da gaúcha eleita como uma das dez figuras mais importantes do mundo em relação ao uso da IA. Soube dela no ultimo Globo Repórter do ano. -
Calibre -- The Graphical User Interface
Para consultas futuras: expressões úteis do Calibre para pesquisar e-books na biblioteca. -
A era da pós-vergonha | objETHOS
Marcelo Soares tem uma hipótese muito interessante: a de que não há mais constrangimento público em bancar a mentira nas redes sociais. Isso representa um desafio para jornalistas e sociedade interessada em reconstruir sua credibilidade -
Construindo nosso novo ano
Roney Belhassof escreve sobre várias coisas que sempre me animam -- mas provavelmente ele não tem crianças pequenas em casa.
Algo que me agrada na visão dele: a forma elegante como ele sugere se afastar dos algoritmos por meio do que chama "grande Internet".
> Faça do seu navegador uma janela para as coisas que te interessam e não um balcão por onde te empurram estímulos
Ele sugere ainda o que costumo fazer aqui: anotar.
> Isso é algo que vale a pena guardar? Será que já não vi o suficiente disso? Esses estímulos estão me fazendo bem?
-
How an algorithm solves Wordle
Artigo de 2022 da MIT Sloan explica, de forma simples, como um método de otimização exata pode resolver o Wordle (o Term.ooo do NYT). Traz uma abordagem de planejamento passo a passo, baseada na optimização exata, para chegar na resposta de uma forma estruturada.
Cada palpite de cinco letras gera feedback que restringe quais letras estão na palavra e onde elas podem estar.
Comece com uma palavra inicial que tenha boa chance de revelar informações úteis. Palavras com letras comuns e uma boa distribuição de vogais costumam funcionar bem.
Após a primeira jogada, observe quais letras estão coloridas e em que posições. Identifique quais letras já foram confirmadas na palavra e quais podem estar ausentes. Use esse feedback para planejar a próxima jogada com base no que ainda pode ser a resposta.
Selecione a próxima palavra entre as possibilidades que maximize a informação obtida com o feedback esperado. A ideia é sempre reduzir o espaço de soluções com cada palpite. -
Pensar ou acreditar? A fragilidade crítica e a desordem informacional
Artigo interessante de Ramsés Albertoni sobre os limites da informação.
> No Brasil, apesar dos avanços na alfabetização básica, uma parcela significativa da população possui dificuldade em interpretar textos longos, inferir significados, relacionar informações de diferentes fontes ou identificar a necessidade de pesquisar a fundo. Para o indivíduo com baixo letramento crítico a informação que chega com apelo emocional, urgência e em linguagem simplificada (características das fake news) é aceita sem a devida checagem. Assim, onde a educação formal falha em munir o cidadão com ferramentas para ler o mundo criticamente, ele se torna refém da desinformação. Não é apenas a falta de acesso à informação correta, mas a incapacidade de processá-la e de distinguir a fonte confiável da fonte falaciosa. -
Quem matou Raquel Acioli? - revista piauí
Discussão muito interessante. Reportagem de João Batista Jr.
> “Quando peguei a Raquel para fazer, falei: ‘A narrativa dessa mulher é a cara do Brasil. Ela vai ter uma ascensão social a partir do trabalho. Ela vai ascender e vai permanecer. Isso vai ser uma narrativa muito nova do que a gente vê sobre representação da mulher negra na teledramaturgia brasileira’ (…) Quando vejo que isso não aconteceu, como uma artista que quer contar uma nova narrativa de país, e a dramaturgia proporciona isso, confesso que fico triste e frustrada (…) A Raquel tinha todas as possibilidades da gente contar essa nova narrativa. E quando li, pensei: ‘Ai, meu Deus, não vai ter?’ Não, não vai ter. Tenho que lidar com a realidade que me cabe, que é a de intérprete de uma personagem que não é escrita por mim (…) Também tinha esperança disso e gostaria muito de vê-la assim. Como mulher negra, como artista negra, de ver uma outra narrativa sobre mulheres negras.” -
Benefícios da ficção - sol2070
> A mera transferência de informação falha em transformar pessoas. Estórias funcionam.
> Há alguns livros de não ficção que fico feliz de ter lido uma vez. Mas há romances que já li cinco vezes — e lerei novamente. -
Halcyon Days: Interviews with Classic Computer and Video Game Programmers
Esse site armazena um livro digital, editado por James Hague, lançado em março de 1997 e considerado um dos primeiros projetos de retrogaming. Entrevista gente que atuou no desenvolvimento de jogos antigos. A obra foi formatada em HTML e comercializada por correspondência, distribuída em disquetes de 3 1/2 pelo selo Dadgum Games, a 20 dólares cada. O floppy disk continha a coleção de entrevistas, que, por seu conteúdo sobre programadores clássicos, ainda é lembrado anos mais tarde, Sensacional! -
How I Reversed Amazon's Kindle Web Obfuscation Because Their App Sucked
Basicamente: o autor descobriu a SANDICE que resulta na criptografia de um e-book e, para driblar, faz um mix de “OCR” e análise estatística de fontes. Muito empenho! -
Meow Camera
Tá com tempo de sobra? Perca-se em ângulos e comedouros diferentes enquanto suspira. -
Will the 2026 World Cup be a disaster for fan :: DW
Espera-se que seja a Copa mais cara, poluente e politicamente carregada até hoje. Que delícia. -
Why I create presentations in HTML - Philipp Hartenfeller
Um dia eu chego lá!
> Since a year, I don't use PowerPoint anymore. I instead enjoy using HTML and CSS to create my slides with reveal.js.
(Via Órbita) -
Para que serve o jornalismo? :: Observatório da Imprensa
> O papel do jornalista é fornecer às pessoas informações básicas e práticas que lhes permitam conduzir suas vidas cotidianas. O jornalismo é uma espécie de biblioteca, um “banco compartilhado de conhecimento e pensamento” a que qualquer pessoa deveria ter acesso.
Definição impecável de Gustavo Sobral nesta resenha de "What Is Journalism For?", de Jon Allsop. -
NÃO DIGA ALÔ!
Diga "Programa Flávio Cavalcanti!"! Nossos comerciais, por favor!
Não, nada disso. É um manifesto excelente pra gente que manda "oi" no Zap esperando resposta antes de ir direto ao assunto. -
Tecnoblog - “Maior parte da internet está morta”, diz cofundador do Reddit
> O cofundador do Reddit Alexis Ohanian afirmou que a internet está se tornando um ambiente “robótico”, dominado por conteúdo automatizado e de baixa qualidade criado por inteligência artificial.
Mah vá!?
> Ele acredita que a “próxima geração de mídias sociais será comprovadamente humana”, movida pelo desejo de interações mais autênticas.
Vou contar uma coisa incrível.
Sabe quem é grande candidata a "próxima geração de mídia social comprovadamente humana"?
Sim, os blogs pessoais dos anos 2000. -
Apresentando o Memora: um chat com seus próprios documentos
Esse link tem dois objetivos.
Primeiro: lembrar do TabNews e incluí-lo na lista de leituras diárias pra abrir quando dá.
Segundo: estudar Node e entender como é possível criar seu "notebooklm" particular. -
Primeiro evento do Homebrew Website Club Curitiba
Olha que programa divertido - e que desculpa incrível pra ir a Curitiba até o final do ano!
A ideia é "criar um espaço onde as pessoas possam se encontrar e trocar ideias sobre como criar, melhorar e manter um site pessoal". -
Google e o jornal invisível
Filipe Speck no Jornal Matinal. Link pinçado no Órbita.
> A pergunta que fica é se o jornalismo vai conseguir dar forma visível a esse novo espaço comum. Esse debate precisa acontecer. Do contrário, a febre por inovação pode tirar do jornalismo profissional a função – que parecia intocável nos últimos séculos – de mediar o debate público e de denunciar as sombras daquilo que orgulhosamente chamamos de civilização. -
PagedJS
PagedJS é uma biblioteca JavaScript gratuita e de código aberto que permite paginar conteúdo diretamente no navegador para criar documentos PDF a partir de qualquer conteúdo em HTML -
100 FORMAS DE CONTAR DE 1 A 100 UTILIZANDO PROGRAMAÇÃO
Iniciativa pessoal de Guilherme Vieira relacionando design e programação. Daqueles projetos que devem ser lembrados e referenciados, pra ninguém perder de vista. -
Python Fluente, segunda edição
Esse é o livro do lagartinho, publicado pela O\Reilly Media.
Está à disposição do leitor nesse endereço.
Em algum momento, talvez seja esse o destino do meu livrinho: liberá-lo para o mundo. -
The Archivist, or How I Built A Book Scanner in Six Years
Adoraria ter tempo pra fazer isso aqui.
> This machine is a book scanner that I designed. It makes paper books into digital books. When I started this project in 2009, there was almost no useful information on the internet about how to design, build, and operate a book scanning machine. -
Google is killing the open web - wok
Para ler com calma. Sobre o enfraquecimento da web aberta e descentralizada. Faz uma ode aos formatos XML e XSLT ao dizer que "são cruciais para manter a web universal e aberta, permitindo interoperabilidade e a criação de documentos complexos e acessíveis". Menciona ainda um "desmonte ao RSS" - um dos temas que vivem no meu rascunho "pra quando o blog voltar". -
Sobre o identitarismo :: Rafael Galvão
Eu fico imensamente feliz em saber que o Rafael Galvão nunca deixou de escrever. E o faz cada dia melhor.
Quero ressoar o seu discurso no qual faz falta uma visão mais ampla, coletiva, sobre como podemos ser. -
Neurônios-espelho atuam na vida das pessoas de diferentes formas - Jornal da USP
Em busca por comentários relacionados ao princípio "Felca, Jornalismo e os algoritmos", cheguei no conceito de "neurônio-espelho".
Uma boa hipótese em relação ao fato do vídeo ter sido mais impactante em relação a qualquer reportagem recente sobre o tema: o espectador reage junto. Quem se apresenta não tenta ser isento, imparcial. Não disfarça sua espontaneidade.
Encontrei um podcast do Luli Radfahrer, professor da ECA, explicando esse conceito em 2020.
> É aquele momento que você vê uma pessoa caindo e você meio que se arrepia e se retrai porque você sente na sua pele isso. Ou quando você vê uma cena num filme de terror e se esconde, você se encolhe. O que está acontecendo ali? Você está projetando esse tipo de informação dentro de você, vivendo essa informação.
Segundo Luli, a lógica também é usada no cinema e nos games. Também na educação. "Não adianta pedir para uma criança comer verdura sem que o adulto o faça. Crianças repetem ações e falas de adultos. Imitam para aprender. Ao aprender uma língua, repetimos frases para assimilá-las". -
Vídeo do Felca e o jornalismo | Nucleo
Estou seguindo as pessoas erradas? Por que será que, durante a semana, vejo essa discussão rolando:
> É muito comum, quando um influenciador faz um vídeo muito popular que toca em assuntos cobertos pela imprensa, que jornalistas se questionem: onde é que estamos errando? Por que nosso conteúdo, que passamos meses e gastamos milhares de reais apurando, possui tão menos visibilidade do que o vídeo de um influencer de 27 anos que nunca dedicou um minuto de sua vida ao jornalismo?
Não foi apenas o Sergio Spagnuolo que levantou essa bola.
Talvez um dos pontos mais calorosos da conversa tenha a ver com isso aqui:
> O Felca faz o rolê dele, do jeito que ele quer, com a linguagem que ele quer. Ele não tem padrões jornalísticos pra seguir, ele não tem que ouvir o contraditório, checar fatos nem discutir pautas à exaustão. Ele não tem editores que vão ler e reler o roteiro dele nem checar suas afirmações. O processo dele não é jornalístico.
Mas o processo relacionado ao vídeo sobre adultização, capaz de furar a bolha, pautar a grande imprensa e virar debate no Congresso, teve em seu processo algo bem mais próximo do Jornalismo em comparação com os perfis de celebridade, os caçadores de clique e outras pragas programáticas.
> O jornalismo precisa se preocupar em chegar ao máximo de pessoas, claro, mas a partir do momento em que começar a se preocupar mais com pageviews do que em "intencionalidade" e "processo", tudo o que vão sobrar são influenciadores.
Concordo. E aqui reside a pergunta-Tostines dessa questão: quem alimenta as plataformas digitais, que sustentam influenciadores e promovem conteúdos que, não necessariamente, geram debate - mas fazem muita espuma? -
Human connection to nature has declined 60% in 200 years, study finds
Sobre o que você anda escrevendo? Pra onde você vai passear? E as crianças, onde estão?
Miles Richardson é professor de CONEXÃO COM A NATUREZA.
Sim. Existe. Pode parecer um professor de, digamos, "bebeção de água".
Mas não é tão óbvio assim. Diz o The Guardian:
> People’s connection to nature has declined by more than 60% since 1800, almost exactly mirroring the disappearance of nature words such as river, moss and blossom from books.
Em 200 anos, deixamos de publicar mais da metade das palavras relacionadas ao mato ou morro. O que representa uma gradual "extinção contínua da experiência com a natureza" - isto é, ou mato, ou morro.
> More effective, according to the study, are measures instilling awareness and engagement with nature in young children and families, such as forest school nurseries.
Pé na grama, olhar atento e léxico forte. -
The Functional Art: An Introduction to Information Graphics and Visualization
Recado de Alberto Cairo no LinkedIsney:
> Big news: The archive of my old weblog, The Functional Art, is back online: www.thefunctionalart.com
> The blog won't be updated anymore, though. In the next 2-3 weeks I'll share some news about resuming the newsletter related to my upcoming big project: openvisualizationacademy.org
A ver. -
Como escrever bem - Quatro Cinco Um
Tradução de um texto de Colson Whitehead, publicado há um tempinho.
> A arte da escrita pode ser sintetizada a algumas regras básicas. Divido-as com vocês agora.
São 11. Ei-las, em uma tuitada.
1. Mostre o seu trabalho aos colegas.
2. Não procure o assunto, deixe que ele te encontre.
3. Escreva sobre aquilo que você sabe.
4. Não use três palavras quando basta uma.
5. Faça um diário dos seus sonhos.
6. O que não é dito é tão importante quanto o que é dito.
7. O bloqueio criativo é uma ferramenta útil.
8. Essa é segredo.
(Pausa para uma palavra: MAQUEFIADAPUTA!)
9. Viva aventuras.
10. Revise, revise, revise.
11. Não há regras. -
Picanha, torresmo, coxa-creme: variações carnívoras do “morango do amor” viralizam nas redes - NSC Total
Torresmo do amor! Isso, sim! -
Cardpecker
Compra perdulária para o futuro: um jogo de cartas, ao estilo super trunfo, com carros antigos. Muito legal! -
Bozo | Documentário do SBT retrata fenômeno do palhaço que conquistou o Brasil - Omelete
Consegui assistir, na TV aberta (como os antepassados dos sapiens faziam), o documentário que conta a história de Bozo Bozoca Nariz de Pipoca.
Silvia Abravanel atua como apresentadora engessada e entrevistada, onde ela se sai melhor. Talvez seja a única coisa que realmente me incomodou.
De resto, é uma viagem sensacional ao tempo que a TV Mistubishi era minha babá, com intervenções de personagens como Zecão, Lili, Macarrão, Zico, Zoca, Candinha, Marocaa e Sônia Abrão.
Impressionante o momento em que Luiz Ricardo confidencia, em detalhes, seu momento de fraqueza ao ser demitido da função de Bozo.
Uma das pautas pro blog que estão guardadas há séculos: eu ganhei um Lango Lango no programa, vestido de coelho. Lembrei disso (e da minha Charanga da Estrela) enquanto assistia.
Vale rever no Mais SBT. -
Bia Granja: ˜O business da internet é o business da felicidade˜
Hoje mandei um e-mail pra Bia Granja.
Talvez ela não veja, nem responda. Tudo bem.
Se você não tem ideia de quem estou falando, esse artigo, de 2015, redigido pela Daniela Paiva, faz uma bpa síntese.
O que o texto, digamos assim, não se aprofunda, tem a ver com a iniciativa construída por ela, ao lado de Bob Wollheim, em 2006.
> Juntos (afetivamente e profissionalmente), em 2006 encamparam o projeto da revistinha PIX, que falava das coisas legais da internet, mas sem afetação. Sem achar que aqueles seres eram ETs.
Todo mundo conhece YouPIX como plataforma impulsionadora de creators. Mas ninguém lembra da revistinha, em formato de cartão-postal, distribuída gratuitamente.
Levante a mão quem desejaria reencontrar esse acervo, que conta uma boa parte dos primórdios da web nacional. -
Homem passa língua na orelha de colega no trabalho e é demitido por justa causa - g1
> Em depoimento, o homem disse que o ambiente era de brincadeira e harmônico, e estava comemorando o nascimento da sua filha. Ele também disse que, no dia do evento, fez uma brincadeira e que aconteceu de "lamber a orelha", mas que o ambiente era "de muita descontração".
Sempre uma brincadeira. -
Guerra cognitiva: as mentes das pessoas podem ser o novo alvo dos conflitos? - BBC News Brasil
Olha isso. Texto escrito por David Gisselsson Nord e Alberto Rinaldi, no The Conversation publicado na BBC.
> O uso de táticas e tecnologias cada vez mais sofisticadas para manipular a cognição e a emoção representa uma das ameaças mais insidiosas à autonomia humana em nosso tempo.
> A guerra cognitiva serve para obter vantagem sobre um adversário, visando atitudes e comportamentos a nível individual, de grupo ou populacional. Ela é projetada para modificar as percepções da realidade, transformando a "configuração da cognição humana" em um domínio crucial da guerra. Trata-se, portanto, de uma arma em uma batalha geopolítica que se desenrola por meio de interações entre mentes humanas, em vez de em domínios físicos.
> A capacidade de microssegmentação pode evoluir rapidamente à medida que os métodos de acoplamento entre cérebro e máquina se tornam mais eficientes na coleta de dados sobre padrões de cognição.
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Como Nasce um Miliciano - sol2070
Resenha escrita por sol2070 que me faz correr atrás desse livro - o primeiro escrito pela Cecilia Olliveira. -
'Sem futuro', jornaleiro mais antigo de SP se despede da profissão - 17/06/2021 - UOL TAB
Joana, nove anos, vai ter que levar um jornal impresso para a escola nesta semana.
Jornal. Impresso. Talvez você não conheça.
Até recentemente, pessoas circulavam pelas calçadas e encontravam bancas, estruturas que remetem a quiosques, e edições de jornais do dia, penduradas na lateral. Gente parava pra olhar as manchetes e se informar - basicamente, é o que aquele tio do Zap faz naquele grupo reaça com os amigos do bingo.
Outras bancas do centro, ou aquela enorme, no Terminal Tiet~e, traziam jornais do país todo - dava pra comprar O Globo ou o Zero Hora.
Lembrei desse texto delicioso do Tiago Dias, publicado "na UOL", em 2021, em plena pandemia. Ali, as bancas de revistas já estavam em decadência.
> "Era uma época em que o povo chegava antes aqui para saber o resultado do jogo do bicho, do jogo do campeonato de ontem. Que o pai vinha na sexta comprar gibi para o filho e revista para a mulher. Não tinha internet. Agora ela acabou com tudo."
Joana vai visitar uma banca de jornal e, provavelmente, vai se ligar em algum objeto interessante e, provavelmente, não-impresso. -
Status, class, and the crisis of expertise - Conspicuous Cognition
Rodrigo Ghedin descobriu esse longo ensaio de Dan Williams e explica, no indispensável Órbita:
> O autor defende que a crise de populismo/demagogia é fruto do que chama de “caridade epistêmica”, um tipo de humilhação sentida por aqueles fora do circuito de produção do conhecimento.
Para ele,
> Muitos dos nossos problemas políticos mais profundos parecem estar entrelaçados com questões epistêmicas . Pense em nossas supostas crises de "desinformação", "informação enganosa", "pós-verdade" e teorias da conspiração.
Vou ler e reler com calma. Mas o ponto que ele oferece é sensacional.
Lembrei de um livro muito interessante, “O Mundo do Avesso”, onde a antopóloga Leticia Cesarino observa de que forma a estrutura digital “esfarela” a confiança em algumas instituições e desestabiliza o diálogo. É como se houvesse, ainda, uma camada “cibernética” nesse debate – além da questão dialógica, trazida pelo texto. -
Python audio processing with pedalboard | LWN.Net
Então posso usar Python para distorcer vozes? Na prática, posso usar Python pra toda jornada de um áudio? Mmmhhh! -
jQuery Terminal: JavaScript Web Based Terminal Emulator
Não sei se um dia eu vou usar isso aqui. Mas é bem interessante. Descobri ao abrir a versão demonstração da biblioteca Pedalboard.