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Os últimos territórios livres dos algoritmos (Por que os rituais voltaram a importar) – Jornal da USP
Paulo Nassar, professor da ECA, cita Byung-Chul Han e faz menção a "espaços de resistência" contra algoritmos.
Quanto mais a vida é organizada por plataformas alimentadas por atenção, dados e otimização) mais as pessoas criam ou voltam a praticar rituais fora das telas e sem a obrigação de serem produtivos, capazes de interrompem essa lógica e recuperar silêncio, presença e sentido.
Quero acreditar nisso. -
'Sorpasso' de Vozinha a Tim Payne en 20 horas: ya es el futbolista más viral del Mundial
Dentro de campo, o futebol ajuda a contar as histórias dessa Copa inflada; três sedes, 48 times.
Fora dele, a Internet colocou dois personagens em órbita.
Um é Vozinha. O outro, Tim Payne.
O defensor da Nova Zelândia começou o mundial como o "jogador com menos seguidores"; então os argentinos encamparam uma missão e o tornaram popular.
Procure aí pela cumbia que diz:
"No será la Copa de Yamal / Como decía mi abuelo / Ojo con Tim Payne en el Mundial / Es el nuevo Di María!"
Pois em menos de 20 horas, o goleiro de Cabo Verde, cujo nome real (Josimar) também tem relação com futebol e Copa do Mundo, tornou-se o novo fenômeno.
> El meta de Cabo Verde cuajó una impecable actuación hasta España, que le ha valido entrar en el club de los 'millonarios' para superar al neozelandés
O texto do Marca não menciona Valen Scarsini (conhecido como "El Scarso") ou mesmo a CazéTV como impulsionadores (como de fato foram). Apenas perguntam: "¿Habrá algún otro fenómeno que desbanque a Vozinha?"
O tempo é sábio. -
Fuck Up My Site - Turn Any Website Into Beautiful Chaos
Tá com tempo livre? Divirta-se!
> Transform any website into pure chaos with burning cursors, Comic Sans everything, fake cursors, runaway buttons, and more. A humorous parody tool - NOT for actual use on real sites. Some people just want to watch the web burn. -
The Death Of Industrial Design And The Era Of Dull Electronics | Hackaday
A Morte do Design Industrial e a Era dos Eletrônicos Sem Graça, escrito por Maya Posch, é uma viagem no tempo.
A estética plástica vibrante dos anos 2000 virou uma obsessão pelo app reducionista. -
A era das informações ultraprocessadas | Inesplorato
Já devo ter dito isso antes. Mas eu sou muito, muito fã da Inesplorato.
Um dos meus objetivos pessoais é: entender os pormenores do que eles entendem por "curadoria do conhecimento" e aplicar a qualquer contexto.
Debora Emm, uma das fundadoras, compartilha aqui um dos tópicos que mais me angustia nesse 2026: de que forma nossa ginástica mental está sendo substituída por "snacks" produzidos por IA.
> Desenvolver mecanismos para lidar com os inúmeros estímulos da realidade faz parte da forma como organizamos a vida em sociedade. Simplesmente não dá para parar, prestar atenção e pensar sobre tudo. Mas o que perdemos quando passamos a consumir apenas aquilo que já chega pronto e elaborado?
Não sei. Preciso de ajuda pra responder a isso. -
Liquid content: quando a produção vira commodity e os metadados viram estratégia - Contém Conteúdo
Preciso ler mais de uma vez pra entender por que fiquei incomodado com esse texto do Mauro Amaral.
É um artigo publicado em uma consultoria que se apresenta com "metodologias proprietárias para produção de conteúdo em alto volume"
Não sei se é o argumento principal, o tal do "liquid content". Entendi que, na verdade, a metáfora devia ser "snack content" ou "fast food content": produzir "conteúdo" em escala e velocidade para "alimentar" plataformas.
> A produção de conteúdo, para todos os efeitos práticos, acaba de virar commodity.
Para todos os efeitos práticos, quem se importa com volume de conteúdo?
> Boa IA precisa de bons dados. Este é o nó que ninguém quer enfrentar porque envolve trabalho chato, não glamoroso.
> Organização do acervo é investimento estratégico. Taxonomia de conteúdo, metadados bem estruturados, categorização consistente: tudo isso que parecia burocracia interna vira infraestrutura competitiva.
O trabalho chama-se "pensar e organizar". Igual o seu TCC. Se ele foi bem feito, tem introdução, desenvolvimento, conclusão. Estrutura. E foi pensado assim. -
O Núcleo precisa fazer uma pausa
Hoje o pessoal do Núcleo escreveu esse texto.
Vamos reavaliar nossas operações, negócios e audiência para nos adaptar a uma nova realidade que se impõe sobre o jornalismo, desencadeada por distribuição insuficiente, inteligência artificial e queda em financiamento
Em 10 de dezembro de 2025, o pessoal do Nucleo fez um evento presencial. Estavam animados. Escrevi sobre ele no Linkedisney.
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O dia 10 foi aquela quarta-feira da ventania. A imagem de quem caminhou por Pinheiros naquele fim de tarde foi a dos bares e restaurantes apagados, funcionários na calçada, portas fechadas, aquele “o que fazer agora?”.
Foi a mesma pergunta que permeou a audiência durante as conversas sobre dados abertos e inovação no Jornalismo. Também ouvi do Sérgio Lüdtke (e concordo) que está cada vez mais difícil definir ou delimitar o seu papel.
É o impacto da ventania daquela quarta, mas “soprando no Jornalismo” desde os anos 2010.
Entre as minhas anotações, guardei essa frase: “um dos desafios é diminuir a dependência das bigtechs e retomar o protagonismo a partir do relacionamento com a audiência”.
Resumindo: discurso forte de valorização do relacionamento em um evento presencial — chamado “Núcleo convida” — promovido por profissionais apoiados em uma missão clara (construir uma Internet melhor) e conhecida por dialogar com seu público por meio de newsletters.
A tática está dada: fortalecer uma comunidade. A quem se prontifica, desejo sorte e resiliência.
Nos anos 1990, Howard Rheingold já dizia que as comunidades giram em torno do capital social e do conhecimento construído coletivamente. Esse é o combustível que nos faz manter acesa a vontade de fazer parte — é o que a turma do coach costuma chamar de “funil”.
Outra ideia compartilhada por Rheingold há uns 30 anos era a de que “comunidades não são acidentes de proximidade”. Em outras palavras: eu não posso chamar um vagão de metrô de “comunidade” só porque estão todos à bordo indo para a mesma direção. Aliás, a articulação entre plataformas e dispositivos promovida pelas bigtechs transformou cada passageiro em uma ilha.
Movimentar uma comunidade em busca de uma internet melhor depende de gente, boas ideias interessadas em construir algo coletivamente e um esforço imensurável para convencer essa gente a embarcar e conversar — apesar dos estímulos contrários.
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Um abraço forte pro time do Núcleo. É extremamente difícil fazer o que eles sonham; torço para que não adormeçam tempo demais. -
De volta ao mercado. Você acha que estabilizou, mas só ganhou tempo. | Webinsider
> A janela entre uma recolocação e a próxima é curta. É a chance de se estruturar antes da próxima mudança chegar.
Mais um CHABLAU. -
"Controle alto" e os limites da inteligência artificial | Lagom Data
Ultimamente, me sinto medíocre.
Gosto de escrever e articular pensamentos de forma encadeada e organizada. Talvez por hábito, não costumo fazer isso na mesma velocidade na qual costumava ter quando vivia em uma redação. Escolho uma palavra, depois outra. Releio. Apago. Começo de novo.
Chamam isso de "intenção". É o que a IA, por mais que tente emular, não consegue entregar.
Essas linhas funcionam como justificativa. Já cometi, por pura pressão, a atrocidade de terceirizar redação para um modelo de linguagem.
Fiz algum esforço para guiar o modelo estruturando a ideia de cada parágrafo.
Atendi ao prazo enquanto girava outros pratinhos da vida. Mas recebi, como feedback, um chute forte nos princípios.
Doeu muito. A pancada que vem da sensação de ter sido suficientemente criterioso. Mas, na prática, estar bem longe disso. É a intencionalidade da ação como peso gravitacional ao invés de força motriz.
A dor aumenta quando leio o Marcelo Soares. Ele se posiciona como todo profissional deveria: manter o "controle alto".
> O que descrevi como "controle alto" é o padrão profissional básico para quem trabalha com dados públicos, jornalismo e pesquisa. Verificar fontes, recusar termos imprecisos, parar processos que não convergem, não delegar definição de problema.
Em síntese, o texto compara um chat baseado em LLM como uma BET qualquer. O "uso responsável" sugere um "deslocamento de responsabilidade": se existe um problema, ele se apoia exclusivamente "no usuário que não sabe usar". Ao mesmo tempo, segue a lógica de mercado dos produtos digitais: ele "é desenhado para funcionar bem", sem atrito, e "é com esse perfil que ele cresce".
Na BET qualquer, perde-se dinheiro. Aqui, perdemos capacidade cognitiva.
Recentemente, ao falar de IA, lancei mão de uma metáfora gastronômica. Fricção cognitiva é como preparar a própria comida; IA é delivery.
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Gestão de Conhecimento Pessoal - II - Vol. 1, No. 6 2026
Talvez seja dos textos mais completos que vi sobre CEGUNDO SÉLEBRO.
Tem gambém a Parte I. https://www.rizomatico.org/gestao-de-conhecimento-pessoal-i/ -
The Useless Web
É o site mais sensacional da Internet. -
Error 404 | Dribble
Não compartilhei o link por ser uma comunidade online para designers e criativos compartilharem seus trabalhos.
Compartilhei um ERRO 404. Olha que sensacional: ele filtra páginas a partir da cor! -
Papa Leão 14: Jornalista revela estratégia do papa Francisco para eleger americano no conclave após sua morte - BBC News Brasil
Parece ser uma leitura interesantissima:
> Correspondente em Roma do jornal argentino La Nación há mais de vinte anos e uma das mais respeitadas vaticanistas do mundo, Elisabetta Piqué acaba de lançar, em coautoria com o marido, o livro 'A Eleição do Papa Leão 14 - A Última Surpresa do Papa Francisco'. -
As Big Techs são os novos conglomerados de mídia > Agencia Publica
Esse texto da Natalia Viana tem duas observaçoes interessantes.
A primeira: se a "Big Techs sao os novos conglomerados de mídia, 'fica claro que nós, jornalistas, somos necessariamente o inimigo para esta nova ordem autoritária global."
A segunda: Chatham House Ruleia!
> O evento foi realizado segundo as “Chatham Rules”, ou seja, ninguém pode filmar, nem gravar, e não podemos citar quem mencionou o que ao longo da discussão. Foi uma decisão acertada: sem poder gravar ou postar a conversa online, a avidez por segurar o telefone cessou. Todos estiveram presentes com total atenção.
Genial! -
A IA tem "escolhas embutidas", diz professor sobre modelos de linguagem
Varias coisas interessantes nesse texto que resume um papo feito pelo Nucleo com o professor Raniê Solarevisky.
Isso inclui "a disciplina 'Reportagem com Processamento de Linguagem Natural', oferecida na UFG" e "o laboratório de pesquisa Nodus (https://labnoticias.jor.br/nodus/), com foco em Jornalismo Digital" -
Fim de feira na internet - revista piauí
Victor Calcagno reúne, no mesm texto, a FEIRA DA FRUTA TIKTOKER e a MERDIFICAÇÃO do Cory Doctorow.
Vídeos curtos. Conexão emocional. Conteúdos superficiais e caóticos. Clímax de tensão que vira ganchos para os próximos. Cores e formas infantis e atraentes, incluindo figuras "feminizadas". Plataformas piorando a experiência em favor da atenção do usuário e lucro aos anunciantes. -
Good sleep, good learning, good life
Artigo bastante completo sobre a fisiologia do sono, seus efeitos na memória e no aprendizado. -
Copa do Mundo 2026 | @penseplay
Repositório com pesquisas e arquivos relacionados à Copa do Mundo de 2026. -
Guernica Gigapíxel - Repensar Guernica
Isso aqui é sensacional.
> Una investigación sobre Guernica de Pablo Picasso llevada a cabo por el Museo Reina Sofía y compuesta por alrededor de 2000 documentos.
Começa com uma imagem gigapíxel do mural “Guernica”, que permite “olhar” a pintura muito de perto. -
The Future of Everything is Lies, I Guess
O artigo de Kyle Kingsbury é uma visão crítica e longa sobre os limites e problemas dos LLMs. É muito alinhado ao que o Marcelo Soares chama de "gerador de lero-lero": ele cria "texto plausível frequentemente desconectado da realidade".
Uma consequência é:infiltram-se na cultura como "narradores não confiáveis", produzindo "fanfic da realidade" em escala massiva, o que erode a confiança compartilhada em fatos, arte e comunicação.
Pois então. -
Cadeira de Barbeiro: Reminiscências
Texto de Demi Getschko, lenda da Internet brasileira, sobre o que fizeram da nossa contracultura.
É um texto que nos lembra que a internet foi criada com visão libertária, sem controle central, por acadêmicos dos anos 70. Um troço completamente distante do que se vê hoje.
Ele aponta para os perigos de dar voz a qualquer bobagem, o problema dos "jardins murados" por plataformas e o sumiço da praça pública de Habermas. O resultado é: vence o engajamento (seja lá o que isso quer dizer), perde a conversa. -
30 anos do Observatório da Imprensa; assista ao vídeo | Observatório da Imprensa
Vida longa!
> São 30 anos de análise crítica da mídia, com o objetivo de aprimorar a cobertura jornalística. O projeto criado em 1996 pelo jornalista Alberto Dines (1931-2018) começou na internet, chegou à televisão e agora está na internet, nas redes sociais, em uma newsletter semanal e em webinários mensais -
Ensinando a questionar notícias | Frank Investigator – AkitaOnRails.com
Existe verdade?
Sim, a pergunta é filosófica -- e praticamente retórica. Mas a busca por ela não deixa de ser uma tarefa importante.
Esbarrei com uma ideia sensacional do Fábio Akita, programador e escritor muito conhecido entre os devs. Chama-se Frank Investigator. É um sistema automatizado que ajuda a "questionar" notícias
Começa com uma extração do conteúdo textual, divide o texto em afirmações verificáveis (claims) -- isto é, quebrar o parágrafo em pedaços lógicos menores, cada um com um “fato” ou “tese” que pode, em teoria, ser checado ou confrontado com evidências. Não sei ler código em Rails, mas ao que parece, ele usa um tokenizer ou parser de frases (por exemplo, quebra por pontos, pontos‑exclamação, quebras de parágrafo, enfim) e usa algum critério para definir o que "afirmação verificável", separando opinião, contexto retórico e fatos que podem ser checados.
A partir daí, o Frank roda cada afirmação em três modelos de IA diferentes e analisa se as fontes realmente dizem o que o texto afirma, se tem divergência entre título e corpo do texto, procura falácias retóricas (falsa causalidade, espantalho, entre outras).
Ele diz ainda:
> Quando vários veículos cobrem o mesmo tema usando a mesma linguagem carregada, mesmos focos e omitindo os mesmos contrapontos ao mesmo tempo, isso quer dizer que há fortes indícios de coordenação -- isto é, o que todos deixam de dizer em comum, não o que todos repetem.
Eu diria que isso pode significar, na verdade, BRAÇO CURTO de quem apura notícias, "cozinhando" fatos entre sites. Mas é legal pensar que "existe coordenação da mídia", né?
> Aviso: o Frank Investigator é um projeto experimental, em desenvolvimento ativo, e não pretende ser a palavra final sobre nenhuma matéria analisada. Ele não diz o que é verdade ou mentira. O que ele faz é perguntar o que o artigo se recusou a perguntar, identificar padrões retóricos conhecidos, e buscar fontes externas que o autor omitiu. -
David DeSandro
Das coisas que eu já deveria ter visto antes: David DeSandro, engenheiro e designer especializado em JavaScript e UX, mantém bibliotecas open-source muito legais como Masonry (layout em grade em cascata) e Isotope (filtros e ordenação sensacionais). -
Claude Code's Entire Source Code Got Leaked via a Sourcemap in npm, Let's Talk About it
Ao que tudo indica, vazou o código-fonte do CLODE CLODE.
Entre outras discussões (que ainda não entendi), isso inspirou a criação desse documento: https://www.mintlify.com/VineeTagarwaL-code/claude-code -
cssDOOM
Niels Leenheer, recria o jogo Doom usando CSS. Put I Keep Are You. -
Agentic Engineering Patterns - Simon Willison's Weblog
Simon Willison é um programador britânico. Saiu da mente dele o Datasette, uma ferramenta pensada para explorar e publicar dados de forma rápida e intuitiva (preciso pesquisar mais).
O blog dele tem coisas interessantíssimas (preciso pesquisar mais).
Essa é uma delas. Ele documenta práticas e padrões para aproveitarmos melhor agentes de codificação - como o CLODE CLODE.
Entendi que "agentic engineering" é um contraste a "vibe coding". O que é ótimo. -
Breeza – Jornalismo com Referência de Ousadia
Bicho. Mó viagem. -
O brasileiro que liderou revolução global na ciência dos alimentos: 'Ultraprocessados são desenhados para enganar o apetite. Você quer comer sempre mais e mais' - BBC News Brasil
O epidemiologista brasileiro Carlos Augusto Monteiro ganhou notoriedade internacional pelas pesquisas que culminaram na criação do conceito de alimentos ultraprocessados — que virou tema de uma série de publicações no prestigioso periódico The Lancet.
Isso aqui assusta.
> Ele é o líder do grupo de estudos que cunhou o termo "alimentos ultraprocessados", classificação que ganhou notoriedade internacional.
> Segundo a definição desenvolvida pela equipe de Monteiro, esses produtos são feitos a partir de ingredientes isolados — como gordura, açúcar, amido e proteínas — e contam com uma série de aditivos cosméticos — flavorizantes, corantes, emulsificantes, entre outros — que dão sabor, aroma e outros atributos desejáveis.
> De acordo com o pesquisador, essa indústria está baseada num modelo de negócios altamente lucrativo, que usa em ingredientes baratos, publicidade massiva e produtos que estimulam o consumo em excesso. -
Chappell Roan e Jorginho: entenda a polêmica envolvendo segurança | G1
Essa é, seguramente, a história mais sensacional de 2026.
Uma criança de 11 anos é fã de uma cantora pop aí. Chapelle Foam ou algo parecido.
Nunca ouvi. Mas deve ser famosa: era um dos "cabeças-de-chave" do LULAPALUSA, aquele festival de música enlameado que ocupa Interlagos todo ano.
A criança estava com sua mãe no hotel, tomando café, preparando-se pra ir ao festival assistir ao show dessa Chapelle aí. Quando ela percebe: a cantora também está ali, no mesmo hotel. "Será que é ela mesma?", empolga-se.
A menina faz algo que qualquer fã aplaudiria: deu uma volta pelo salão do restaurante e, discretamente, confirmou a presença de sua cantora favorita.
Cinco minutos depois, um segurança se aproximou da criança e DEU UMA ENQUADRADA nela.
"Não sei o quê comportamento não sei o quê assédio não sei o quê iremos reclamar não sei o quê mais respeito".
A menina começou a chorar. Acabou não indo ao LULAPALUSA.
A criança é enteada de Jorginho, jogador do Flamengo e da Seleção Italiana de futebol. O atleta DESCEU O SARRAFO na tal Chapelle. "Sinceramente, não sei em que momento passar por uma mesa e olhar para ver se é alguém é considerado assédio [...]. É triste ver esse tipo de tratamento vindo de quem deveria entender o peso que os fãs têm. Sem os seus fãs você não seria ninguém".
A história avança. Jorginho é casado, desde 2020, com Catherine Harding. A criança é filha de um relacionamento anterior. COM O ATOR BRITÂNICO JUDE LAW!
A essa altura, a torcida do Flamengo já havia invadido o Instagram da Chapelle Foam."QUANTAS LIBERTADORES ESSA MULHER JÁ GANHOU!?", questionavam, indignados (com toda razão!).
Fãs de Jude Law e torcedores da Itália também descobriram a história e reforçaram o COMENTAÇO no feed da figura pop. Comenta-se que alguns "Swifters" (membros da seita que venera outra cantora contemporânea) contribuíram para o linchamento.Não assisti, mas parece que os torcedores do Flamengo GRITARAM PALAVRÕES durante o show de Chapelle Foam, o que deve ter "bugado" a transmissão.
Artigo da Rolling Stone revela que Chapelle Foam publicou um vídeo lamentando, dizendo que "não autorizou segurança" que " nem era da equipe dela" (a mãe da menina rebateu, alegando que "do hotel também não era"), que "não viu a criança" e, principalmente, que "não odeia fãs ou crianças". Antes, porém, um texto (apagado posteriormente) dizia algo diferente. "Eu acabei de acordar, eu mereço meu espaço, especialmente em momentos como o café da manhã... Eu não brinco quando se trata do meu café da manhã" .
Essa Chapelle Foam conseguiu unir, em um único final de semana, todas as torcidas do Rio de Janeiro, da Itália, do Jude Law, da Taylor Swift e gente que nunca tinha ouvido falar em Chapelle Foam mas quer distância. -
Jupyter Book -- Community Guide
Não confunda com o notebook que compartilha código e texto - formato ipynb.
Da Wikipedia:
> Jupyter Book é uma ferramenta open-source para criar livros interativos e narrativas computacionais a partir de notebooks Jupyter ou Markdown. Ela permite publicar conteúdo com código executável, referências cruzadas e elementos interativos diretamente na web, ideal para pesquisadores, educadores e cientistas de dados. -
Você Resolveu o Problema Errado - Risco Humano
Quase toda destruição começa com uma decisão que parecia certa. Douglas Rodrigues explica:
> Howard Marks chamou de pensamento de segundo nível. Primeira ordem é o efeito imediato da sua decisão. É o que você vê, o que calcula, o que justifica para si mesmo e para os outros. É onde quase todo mundo para, porque é onde o raciocínio parece completo. Segunda ordem é o que o sistema faz depois que sua decisão entra nele. Como as pessoas ao redor respondem. O que muda no ambiente que você não estava observando. O efeito do efeito. A jogada de cada um era racional. O sistema que as jogadas ativaram juntas não era. Você age de forma perfeitamente coerente com o pedaço de realidade que enxerga. Esse é o limite: coerência local. A jogada faz sentido. O sistema que ela ativa, nem sempre. -
Fusca elétrico por menos de R$15 mil? Kit chinês acessível já é tendência no Brasil e conquista fãs de carros antigos e sustentabilidade
Você transformaria um fusca em um carro elétrico? E por que a única resposta possível pra essa ideia é COM TODA CERTEZA? -
Underused Techniques for Effective Emails · Refactoring English
Vai mandar um e-mail? Pense antes!
Clareza. Relevância. Eficiência. Concisão. Comece com o que importa.
Obrigado, Michael Lynch -
A valid HTML zip bomb - ache
Técnica de defesa que utiliza arquivos HTML ignorantemente compactados para travar robôs de IA agressivos que ignoram o robots.txt. -
The Design Vibeshift | Pablo Stanley
Olha que interessante esse contraponto do Pablo Stanley ao que costumo chamar de "ARROMBADOS DO VIBE CODING".
Essa frase: "o código se torna o principal campo de atuação para fluxos de trabalho criativos" é forte e rende um debate daqueles.
Em sua visão: "designers stão descrevendo um ciclo híbrido: ideia → código → produto, e o código é a fonte da verdade".
O que me incomoda: a visão de um produto levando em conta modelos mentais e arquitetura de código precisam coexitir, mas na prática, são idiomas com raízes e ramificações de origens diferentes. Híbridos implicam em escolhas que, na prática, "podam" algumas dessas raízes em qualquer dos lados. Qual o resultado disso?
"Algumas pessoas usam o Figma para exploração, alinhamento ou trabalho detalhado, como componentes e consistência ... Se todo mundo está focado no código da aplica;áo, quem está cuidando da visão geral? Da consistência entre as telas? Do sistema de design?". Pois bem.
O texto se encmainha para o fim com? "isso impulsiona o design em direção à estratégia". Adoraria acreditar nisso. Mas qual a chance de, na prática, impulsionar o "fazer pelo fazer" ao operacional?
Como diria Luna, são tantas perguntas... -
Unsung heroes: Flickr’s URLs scheme – Unsung
Taí algo que ninguém fala: por que diabos não organizam URLs de acordo com seus conteúdos, do jeito que o Flickr faz? (Pincei esse link do Gabriel, no Órbita) -
Pseudoprose -- taylor.town
Guardei esse link pra explorar com calma o blog do Taylor Troesh. -
microgpt
MicroGPT é um projeto simples e educativo criado por Andrej Karpathy, um famoso pesquisador em IA, que permite treinar um modelo de linguagem parecido com o GPT (como o ChatGPT) usando apenas poucas linhas de código Python, sem dependências complexas.
Mostra o "coração" da IA: tokenização (corta texto), treinamento e geração de respostas. -
Crítica à teoria da bostificação - sol2070
Olha que interessante a resenha feita pelo escritor Jacob Bacharach do livro "Enshittification", do Cory Doctorow. Palavras pinçadas de sol2070:
> Enshittification baseia-se na ideia de que nós criamos uma maravilha tecnológica (ou um conjunto delas) e que, depois, a ganância e a avareza das empresas a arruinaram. Mas e se não for esse o caso? E se, tal como aconteceu com as armas nucleares, tivermos criado uma tecnologia que ainda não estamos suficientemente maduros para utilizar? E se, na nossa busca por energia infinita, tivermos construído uma bomba?
Muito interessante. Remete ao livro mais recente do Tim Berners-Lee, "This Is for Everyone: The Unfinished Story of the World Wide Web".
É sabido que Tim Berners-Lee tem uma visão filosófica bem mais, digamos assim, positiva.
Ainda não li o livro todo. Mas ele lamenta a substituição da estrutura descentralizada idealizada por ele por monopólios que tratam o usuário como produto, uma escolha deliberada para alimentar a "economia da atenção".
Esse é o "pulo do gato": se a questão for uma "falha de design deliberada", a Web não é uma tecnologia que vai nos destruir na sua essência. Dá pra corrigir a estratégia.
Façam suas apostas. -
blog da bolacha recheada
Saudade de quando a Internet era assim -
Just the Browser
Configurações para "remove AI features, telemetry data reporting, sponsored content, product integrations, and other annoyances from web browsers". Dica do Ghedin. -
Death to Bullshit | Brad Frost
Já li uma porção de coisas sobre "bullshit"- não dá pra traduzir pr aum termo só; bobagem, desnecessário, supérfluo, aquilo que só desvia o olhar.
Estudando Atomic Design de Brad Frost, descobri que ele também é, há uma década, uma voz elevada contra o bullshit.
Estou encatado. -
Professor dá clique errado no ChatGPT e apaga 2 anos de pesquisa
Um abraço a todos os professores que estão sendo convidados por todos os lados a preparar material de aula com apoio do Claudio, Gepeto e outros estagiários bem intencionados.
> Apagão de arquivos ocorreu com clique em opção de controle de dados no ChatGPT. De acordo com Bucher, ele desativou o recurso para ver se continuaria a ter acesso a todas as funcionalidades do ChatGPT. No entanto, ele relata que a desativação fez com que ele perdesse todos os seus chats.
Lei do becape, pessoal. Quem tem dois, tem um. Vale também para neurônios. -
Stop Reading News
Shane Parrish, autor de "Pensamento Eficaz", sem querer faz um convite para celebrarmos trinta anos de Jornalismo na Internet:
Livre-se dele. É manchete demais.
> É como tentar beber água de uma mangueira de incêndio – estamos afogados em fatos, mas famintos por conhecimento verdadeiro.
Por que? Em essência: a velocidade prejudica a qualidade e o contexto. Conteúdo superficial produzido por custos de produção nulos. Máquinas de caça-níqueis querem sua atenção. A narrativa derrota a realidade ou desviam a atenção para a história que deveria ser contada.
> Num mundo onde as notícias são gratuitas e abundantes, estar errado não custa nada, mas ser enfadonho custa tudo.
O problema, diz ele, está na economia da atenção. Por conta dela, notícias funcionam ainda como câmara de eco: atenção fragmentada, compreensão superficial e da erosão gradual da nossa capacidade de enxergar o que realmente importa. "Quando foi a última vez que você leu algo e pensou: opa, eu estava errado?".
Isso tem a ver com que o Ces Michelin postou esses dias no LINQUEDISNEY:
> O mundo está cheio de gente "bem-informada". Eles sabem recitar as buzzwords da semana. São enciclopédias ambulantes de trivialidades. Mas estamos famintos por algo mais raro: criadores de sentido. Não precisamos de mais um repassador de links. O mundo precisa da sua visão sobre eles.
Evidentemente, nem Shane nem Ces estão falando do modelo opinativo dos canais de notícia. É outra coisa. -
Koyaanisqatsi em 5 minutos · :: Janela Digital ::
Do blog do Leandro Paganelli, sobre o filme mais "eitaporra" que já vi na vida:
> Um camarada chamado Wyatt Hodgson acelerou o Koyaanisqatsi 1552%, reduzindo todo o filme em 5 minutos. Dá para entender toda a estrutura do filme, mas se perde toda a emoção. -
Orange Data Mining
Orange Data Mining Toolbox é uma ferramenta gratuita e de código aberto que facilita a análise de dados e a criação de gráficos, sem precisar programa. Um "lego para dados". Interessante, hein? -
A curiosa história da Fanta: a ligação de um dos refrigerantes preferidos do Brasil com a Alemanha durante o nazismo - BBC News Brasil
Graças a essa notícia descobri Tristan Donovan, autor de livros sobre refrigerante, videogames e jogos de tabuleiro.
Em resumo: a Fanta nasceu das restrições impostas pela guerra. Sensacional. -
GitHub - opds-community/awesome-opds: A list of awesome resources for OPDS users and developers
Pra ver com calma:
> A list of awesome resources for OPDS users and developers - opds-community/awesome-opds
Tem a ver com isso aqui: https://opds.io
OPDS é um protocolo aberto para catálogos de publicações digitais (como e-books, PDFs e revistas), permitindo acesso descentralizado via apps de leitura em smartphones, e-readers ou tablets (Entendi que repete o que Plex faz com mídia). -
Viva Roberto Silva: os 100 anos do 'Príncipe do Samba' | Discografia Brasileira
Fui IMPAQUITADO com essa música: Jornal da Morte.
Vejam só este jornal / É o maior hospital / Porta-voz do bangue-bangue / E da polícia central
A gravação, de 1961, é de Roberto Silva, que mereceu texto impecável de Pedro Paulo Malta, em celebração ao seu centenário.
O Jornal da Morte, por sua vez, poderia ser regravado agora mesmo, de tão atual.
Curiosidades que o Perplexity me trouxe:
"Jornal da Morte" foi censurada na época por seu tom provocativo, incluindo referências a escândalos como suicídios e maconha.
Roberto Silva, falecido em 2023 aos 92 anos após luta contra o câncer, reviveu a faixa em colaborações como com o grupo Casuarina.