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Papa Leão 14: Jornalista revela estratégia do papa Francisco para eleger americano no conclave após sua morte - BBC News Brasil
Parece ser uma leitura interesantissima:
> Correspondente em Roma do jornal argentino La Nación há mais de vinte anos e uma das mais respeitadas vaticanistas do mundo, Elisabetta Piqué acaba de lançar, em coautoria com o marido, o livro 'A Eleição do Papa Leão 14 - A Última Surpresa do Papa Francisco'. -
As Big Techs são os novos conglomerados de mídia > Agencia Publica
Esse texto da Natalia Viana tem duas observaçoes interessantes.
A primeira: se a "Big Techs sao os novos conglomerados de mídia, 'fica claro que nós, jornalistas, somos necessariamente o inimigo para esta nova ordem autoritária global."
A segunda: Chatham House Ruleia!
> O evento foi realizado segundo as “Chatham Rules”, ou seja, ninguém pode filmar, nem gravar, e não podemos citar quem mencionou o que ao longo da discussão. Foi uma decisão acertada: sem poder gravar ou postar a conversa online, a avidez por segurar o telefone cessou. Todos estiveram presentes com total atenção.
Genial! -
A IA tem "escolhas embutidas", diz professor sobre modelos de linguagem
Varias coisas interessantes nesse texto que resume um papo feito pelo Nucleo com o professor Raniê Solarevisky.
Isso inclui "a disciplina 'Reportagem com Processamento de Linguagem Natural', oferecida na UFG" e "o laboratório de pesquisa Nodus (https://labnoticias.jor.br/nodus/), com foco em Jornalismo Digital" -
Fim de feira na internet - revista piauí
Victor Calcagno reúne, no mesm texto, a FEIRA DA FRUTA TIKTOKER e a MERDIFICAÇÃO do Cory Doctorow.
Vídeos curtos. Conexão emocional. Conteúdos superficiais e caóticos. Clímax de tensão que vira ganchos para os próximos. Cores e formas infantis e atraentes, incluindo figuras "feminizadas". Plataformas piorando a experiência em favor da atenção do usuário e lucro aos anunciantes. -
Good sleep, good learning, good life
Artigo bastante completo sobre a fisiologia do sono, seus efeitos na memória e no aprendizado. -
Copa do Mundo 2026 | @penseplay
Repositório com pesquisas e arquivos relacionados à Copa do Mundo de 2026. -
Guernica Gigapíxel - Repensar Guernica
Isso aqui é sensacional.
> Una investigación sobre Guernica de Pablo Picasso llevada a cabo por el Museo Reina Sofía y compuesta por alrededor de 2000 documentos.
Começa com uma imagem gigapíxel do mural “Guernica”, que permite “olhar” a pintura muito de perto. -
The Future of Everything is Lies, I Guess
O artigo de Kyle Kingsbury é uma visão crítica e longa sobre os limites e problemas dos LLMs. É muito alinhado ao que o Marcelo Soares chama de "gerador de lero-lero": ele cria "texto plausível frequentemente desconectado da realidade".
Uma consequência é:infiltram-se na cultura como "narradores não confiáveis", produzindo "fanfic da realidade" em escala massiva, o que erode a confiança compartilhada em fatos, arte e comunicação.
Pois então. -
Cadeira de Barbeiro: Reminiscências
Texto de Demi Getschko, lenda da Internet brasileira, sobre o que fizeram da nossa contracultura.
É um texto que nos lembra que a internet foi criada com visão libertária, sem controle central, por acadêmicos dos anos 70. Um troço completamente distante do que se vê hoje.
Ele aponta para os perigos de dar voz a qualquer bobagem, o problema dos "jardins murados" por plataformas e o sumiço da praça pública de Habermas. O resultado é: vence o engajamento (seja lá o que isso quer dizer), perde a conversa. -
30 anos do Observatório da Imprensa; assista ao vídeo | Observatório da Imprensa
Vida longa!
> São 30 anos de análise crítica da mídia, com o objetivo de aprimorar a cobertura jornalística. O projeto criado em 1996 pelo jornalista Alberto Dines (1931-2018) começou na internet, chegou à televisão e agora está na internet, nas redes sociais, em uma newsletter semanal e em webinários mensais -
Ensinando a questionar notícias | Frank Investigator – AkitaOnRails.com
Existe verdade?
Sim, a pergunta é filosófica -- e praticamente retórica. Mas a busca por ela não deixa de ser uma tarefa importante.
Esbarrei com uma ideia sensacional do Fábio Akita, programador e escritor muito conhecido entre os devs. Chama-se Frank Investigator. É um sistema automatizado que ajuda a "questionar" notícias
Começa com uma extração do conteúdo textual, divide o texto em afirmações verificáveis (claims) -- isto é, quebrar o parágrafo em pedaços lógicos menores, cada um com um “fato” ou “tese” que pode, em teoria, ser checado ou confrontado com evidências. Não sei ler código em Rails, mas ao que parece, ele usa um tokenizer ou parser de frases (por exemplo, quebra por pontos, pontos‑exclamação, quebras de parágrafo, enfim) e usa algum critério para definir o que "afirmação verificável", separando opinião, contexto retórico e fatos que podem ser checados.
A partir daí, o Frank roda cada afirmação em três modelos de IA diferentes e analisa se as fontes realmente dizem o que o texto afirma, se tem divergência entre título e corpo do texto, procura falácias retóricas (falsa causalidade, espantalho, entre outras).
Ele diz ainda:
> Quando vários veículos cobrem o mesmo tema usando a mesma linguagem carregada, mesmos focos e omitindo os mesmos contrapontos ao mesmo tempo, isso quer dizer que há fortes indícios de coordenação -- isto é, o que todos deixam de dizer em comum, não o que todos repetem.
Eu diria que isso pode significar, na verdade, BRAÇO CURTO de quem apura notícias, "cozinhando" fatos entre sites. Mas é legal pensar que "existe coordenação da mídia", né?
> Aviso: o Frank Investigator é um projeto experimental, em desenvolvimento ativo, e não pretende ser a palavra final sobre nenhuma matéria analisada. Ele não diz o que é verdade ou mentira. O que ele faz é perguntar o que o artigo se recusou a perguntar, identificar padrões retóricos conhecidos, e buscar fontes externas que o autor omitiu. -
David DeSandro
Das coisas que eu já deveria ter visto antes: David DeSandro, engenheiro e designer especializado em JavaScript e UX, mantém bibliotecas open-source muito legais como Masonry (layout em grade em cascata) e Isotope (filtros e ordenação sensacionais). -
Claude Code's Entire Source Code Got Leaked via a Sourcemap in npm, Let's Talk About it
Ao que tudo indica, vazou o código-fonte do CLODE CLODE.
Entre outras discussões (que ainda não entendi), isso inspirou a criação desse documento: https://www.mintlify.com/VineeTagarwaL-code/claude-code -
cssDOOM
Niels Leenheer, recria o jogo Doom usando CSS. Put I Keep Are You. -
Agentic Engineering Patterns - Simon Willison's Weblog
Simon Willison é um programador britânico. Saiu da mente dele o Datasette, uma ferramenta pensada para explorar e publicar dados de forma rápida e intuitiva (preciso pesquisar mais).
O blog dele tem coisas interessantíssimas (preciso pesquisar mais).
Essa é uma delas. Ele documenta práticas e padrões para aproveitarmos melhor agentes de codificação - como o CLODE CLODE.
Entendi que "agentic engineering" é um contraste a "vibe coding". O que é ótimo. -
Breeza – Jornalismo com Referência de Ousadia
Bicho. Mó viagem. -
O brasileiro que liderou revolução global na ciência dos alimentos: 'Ultraprocessados são desenhados para enganar o apetite. Você quer comer sempre mais e mais' - BBC News Brasil
O epidemiologista brasileiro Carlos Augusto Monteiro ganhou notoriedade internacional pelas pesquisas que culminaram na criação do conceito de alimentos ultraprocessados — que virou tema de uma série de publicações no prestigioso periódico The Lancet.
Isso aqui assusta.
> Ele é o líder do grupo de estudos que cunhou o termo "alimentos ultraprocessados", classificação que ganhou notoriedade internacional.
> Segundo a definição desenvolvida pela equipe de Monteiro, esses produtos são feitos a partir de ingredientes isolados — como gordura, açúcar, amido e proteínas — e contam com uma série de aditivos cosméticos — flavorizantes, corantes, emulsificantes, entre outros — que dão sabor, aroma e outros atributos desejáveis.
> De acordo com o pesquisador, essa indústria está baseada num modelo de negócios altamente lucrativo, que usa em ingredientes baratos, publicidade massiva e produtos que estimulam o consumo em excesso. -
Chappell Roan e Jorginho: entenda a polêmica envolvendo segurança | G1
Essa é, seguramente, a história mais sensacional de 2026.
Uma criança de 11 anos é fã de uma cantora pop aí. Chapelle Foam ou algo parecido.
Nunca ouvi. Mas deve ser famosa: era um dos "cabeças-de-chave" do LULAPALUSA, aquele festival de música enlameado que ocupa Interlagos todo ano.
A criança estava com sua mãe no hotel, tomando café, preparando-se pra ir ao festival assistir ao show dessa Chapelle aí. Quando ela percebe: a cantora também está ali, no mesmo hotel. "Será que é ela mesma?", empolga-se.
A menina faz algo que qualquer fã aplaudiria: deu uma volta pelo salão do restaurante e, discretamente, confirmou a presença de sua cantora favorita.
Cinco minutos depois, um segurança se aproximou da criança e DEU UMA ENQUADRADA nela.
"Não sei o quê comportamento não sei o quê assédio não sei o quê iremos reclamar não sei o quê mais respeito".
A menina começou a chorar. Acabou não indo ao LULAPALUSA.
A criança é enteada de Jorginho, jogador do Flamengo e da Seleção Italiana de futebol. O atleta DESCEU O SARRAFO na tal Chapelle. "Sinceramente, não sei em que momento passar por uma mesa e olhar para ver se é alguém é considerado assédio [...]. É triste ver esse tipo de tratamento vindo de quem deveria entender o peso que os fãs têm. Sem os seus fãs você não seria ninguém".
A história avança. Jorginho é casado, desde 2020, com Catherine Harding. A criança é filha de um relacionamento anterior. COM O ATOR BRITÂNICO JUDE LAW!
A essa altura, a torcida do Flamengo já havia invadido o Instagram da Chapelle Foam."QUANTAS LIBERTADORES ESSA MULHER JÁ GANHOU!?", questionavam, indignados (com toda razão!).
Fãs de Jude Law e torcedores da Itália também descobriram a história e reforçaram o COMENTAÇO no feed da figura pop. Comenta-se que alguns "Swifters" (membros da seita que venera outra cantora contemporânea) contribuíram para o linchamento.Não assisti, mas parece que os torcedores do Flamengo GRITARAM PALAVRÕES durante o show de Chapelle Foam, o que deve ter "bugado" a transmissão.
Artigo da Rolling Stone revela que Chapelle Foam publicou um vídeo lamentando, dizendo que "não autorizou segurança" que " nem era da equipe dela" (a mãe da menina rebateu, alegando que "do hotel também não era"), que "não viu a criança" e, principalmente, que "não odeia fãs ou crianças". Antes, porém, um texto (apagado posteriormente) dizia algo diferente. "Eu acabei de acordar, eu mereço meu espaço, especialmente em momentos como o café da manhã... Eu não brinco quando se trata do meu café da manhã" .
Essa Chapelle Foam conseguiu unir, em um único final de semana, todas as torcidas do Rio de Janeiro, da Itália, do Jude Law, da Taylor Swift e gente que nunca tinha ouvido falar em Chapelle Foam mas quer distância. -
Jupyter Book -- Community Guide
Não confunda com o notebook que compartilha código e texto - formato ipynb.
Da Wikipedia:
> Jupyter Book é uma ferramenta open-source para criar livros interativos e narrativas computacionais a partir de notebooks Jupyter ou Markdown. Ela permite publicar conteúdo com código executável, referências cruzadas e elementos interativos diretamente na web, ideal para pesquisadores, educadores e cientistas de dados. -
Você Resolveu o Problema Errado - Risco Humano
Quase toda destruição começa com uma decisão que parecia certa. Douglas Rodrigues explica:
> Howard Marks chamou de pensamento de segundo nível. Primeira ordem é o efeito imediato da sua decisão. É o que você vê, o que calcula, o que justifica para si mesmo e para os outros. É onde quase todo mundo para, porque é onde o raciocínio parece completo. Segunda ordem é o que o sistema faz depois que sua decisão entra nele. Como as pessoas ao redor respondem. O que muda no ambiente que você não estava observando. O efeito do efeito. A jogada de cada um era racional. O sistema que as jogadas ativaram juntas não era. Você age de forma perfeitamente coerente com o pedaço de realidade que enxerga. Esse é o limite: coerência local. A jogada faz sentido. O sistema que ela ativa, nem sempre. -
Fusca elétrico por menos de R$15 mil? Kit chinês acessível já é tendência no Brasil e conquista fãs de carros antigos e sustentabilidade
Você transformaria um fusca em um carro elétrico? E por que a única resposta possível pra essa ideia é COM TODA CERTEZA? -
The Design Vibeshift | Pablo Stanley
Olha que interessante esse contraponto do Pablo Stanley ao que costumo chamar de "ARROMBADOS DO VIBE CODING".
Essa frase: "o código se torna o principal campo de atuação para fluxos de trabalho criativos" é forte e rende um debate daqueles.
Em sua visão: "designers stão descrevendo um ciclo híbrido: ideia → código → produto, e o código é a fonte da verdade".
O que me incomoda: a visão de um produto levando em conta modelos mentais e arquitetura de código precisam coexitir, mas na prática, são idiomas com raízes e ramificações de origens diferentes. Híbridos implicam em escolhas que, na prática, "podam" algumas dessas raízes em qualquer dos lados. Qual o resultado disso?
"Algumas pessoas usam o Figma para exploração, alinhamento ou trabalho detalhado, como componentes e consistência ... Se todo mundo está focado no código da aplica;áo, quem está cuidando da visão geral? Da consistência entre as telas? Do sistema de design?". Pois bem.
O texto se encmainha para o fim com? "isso impulsiona o design em direção à estratégia". Adoraria acreditar nisso. Mas qual a chance de, na prática, impulsionar o "fazer pelo fazer" ao operacional?
Como diria Luna, são tantas perguntas... -
Unsung heroes: Flickr’s URLs scheme – Unsung
Taí algo que ninguém fala: por que diabos não organizam URLs de acordo com seus conteúdos, do jeito que o Flickr faz? (Pincei esse link do Gabriel, no Órbita) -
Pseudoprose -- taylor.town
Guardei esse link pra explorar com calma o blog do Taylor Troesh. -
microgpt
MicroGPT é um projeto simples e educativo criado por Andrej Karpathy, um famoso pesquisador em IA, que permite treinar um modelo de linguagem parecido com o GPT (como o ChatGPT) usando apenas poucas linhas de código Python, sem dependências complexas.
Mostra o "coração" da IA: tokenização (corta texto), treinamento e geração de respostas. -
Crítica à teoria da bostificação - sol2070
Olha que interessante a resenha feita pelo escritor Jacob Bacharach do livro "Enshittification", do Cory Doctorow. Palavras pinçadas de sol2070:
> Enshittification baseia-se na ideia de que nós criamos uma maravilha tecnológica (ou um conjunto delas) e que, depois, a ganância e a avareza das empresas a arruinaram. Mas e se não for esse o caso? E se, tal como aconteceu com as armas nucleares, tivermos criado uma tecnologia que ainda não estamos suficientemente maduros para utilizar? E se, na nossa busca por energia infinita, tivermos construído uma bomba?
Muito interessante. Remete ao livro mais recente do Tim Berners-Lee, "This Is for Everyone: The Unfinished Story of the World Wide Web".
É sabido que Tim Berners-Lee tem uma visão filosófica bem mais, digamos assim, positiva.
Ainda não li o livro todo. Mas ele lamenta a substituição da estrutura descentralizada idealizada por ele por monopólios que tratam o usuário como produto, uma escolha deliberada para alimentar a "economia da atenção".
Esse é o "pulo do gato": se a questão for uma "falha de design deliberada", a Web não é uma tecnologia que vai nos destruir na sua essência. Dá pra corrigir a estratégia.
Façam suas apostas. -
blog da bolacha recheada
Saudade de quando a Internet era assim -
Just the Browser
Configurações para "remove AI features, telemetry data reporting, sponsored content, product integrations, and other annoyances from web browsers". Dica do Ghedin. -
Death to Bullshit | Brad Frost
Já li uma porção de coisas sobre "bullshit"- não dá pra traduzir pr aum termo só; bobagem, desnecessário, supérfluo, aquilo que só desvia o olhar.
Estudando Atomic Design de Brad Frost, descobri que ele também é, há uma década, uma voz elevada contra o bullshit.
Estou encatado. -
Professor dá clique errado no ChatGPT e apaga 2 anos de pesquisa
Um abraço a todos os professores que estão sendo convidados por todos os lados a preparar material de aula com apoio do Claudio, Gepeto e outros estagiários bem intencionados.
> Apagão de arquivos ocorreu com clique em opção de controle de dados no ChatGPT. De acordo com Bucher, ele desativou o recurso para ver se continuaria a ter acesso a todas as funcionalidades do ChatGPT. No entanto, ele relata que a desativação fez com que ele perdesse todos os seus chats.
Lei do becape, pessoal. Quem tem dois, tem um. Vale também para neurônios. -
Stop Reading News
Shane Parrish, autor de "Pensamento Eficaz", sem querer faz um convite para celebrarmos trinta anos de Jornalismo na Internet:
Livre-se dele. É manchete demais.
> É como tentar beber água de uma mangueira de incêndio – estamos afogados em fatos, mas famintos por conhecimento verdadeiro.
Por que? Em essência: a velocidade prejudica a qualidade e o contexto. Conteúdo superficial produzido por custos de produção nulos. Máquinas de caça-níqueis querem sua atenção. A narrativa derrota a realidade ou desviam a atenção para a história que deveria ser contada.
> Num mundo onde as notícias são gratuitas e abundantes, estar errado não custa nada, mas ser enfadonho custa tudo.
O problema, diz ele, está na economia da atenção. Por conta dela, notícias funcionam ainda como câmara de eco: atenção fragmentada, compreensão superficial e da erosão gradual da nossa capacidade de enxergar o que realmente importa. "Quando foi a última vez que você leu algo e pensou: opa, eu estava errado?".
Isso tem a ver com que o Ces Michelin postou esses dias no LINQUEDISNEY:
> O mundo está cheio de gente "bem-informada". Eles sabem recitar as buzzwords da semana. São enciclopédias ambulantes de trivialidades. Mas estamos famintos por algo mais raro: criadores de sentido. Não precisamos de mais um repassador de links. O mundo precisa da sua visão sobre eles.
Evidentemente, nem Shane nem Ces estão falando do modelo opinativo dos canais de notícia. É outra coisa. -
Koyaanisqatsi em 5 minutos · :: Janela Digital ::
Do blog do Leandro Paganelli, sobre o filme mais "eitaporra" que já vi na vida:
> Um camarada chamado Wyatt Hodgson acelerou o Koyaanisqatsi 1552%, reduzindo todo o filme em 5 minutos. Dá para entender toda a estrutura do filme, mas se perde toda a emoção. -
Orange Data Mining
Orange Data Mining Toolbox é uma ferramenta gratuita e de código aberto que facilita a análise de dados e a criação de gráficos, sem precisar programa. Um "lego para dados". Interessante, hein? -
A curiosa história da Fanta: a ligação de um dos refrigerantes preferidos do Brasil com a Alemanha durante o nazismo - BBC News Brasil
Graças a essa notícia descobri Tristan Donovan, autor de livros sobre refrigerante, videogames e jogos de tabuleiro.
Em resumo: a Fanta nasceu das restrições impostas pela guerra. Sensacional. -
GitHub - opds-community/awesome-opds: A list of awesome resources for OPDS users and developers
Pra ver com calma:
> A list of awesome resources for OPDS users and developers - opds-community/awesome-opds
Tem a ver com isso aqui: https://opds.io
OPDS é um protocolo aberto para catálogos de publicações digitais (como e-books, PDFs e revistas), permitindo acesso descentralizado via apps de leitura em smartphones, e-readers ou tablets (Entendi que repete o que Plex faz com mídia). -
Viva Roberto Silva: os 100 anos do 'Príncipe do Samba' | Discografia Brasileira
Fui IMPAQUITADO com essa música: Jornal da Morte.
Vejam só este jornal / É o maior hospital / Porta-voz do bangue-bangue / E da polícia central
A gravação, de 1961, é de Roberto Silva, que mereceu texto impecável de Pedro Paulo Malta, em celebração ao seu centenário.
O Jornal da Morte, por sua vez, poderia ser regravado agora mesmo, de tão atual.
Curiosidades que o Perplexity me trouxe:
"Jornal da Morte" foi censurada na época por seu tom provocativo, incluindo referências a escândalos como suicídios e maconha.
Roberto Silva, falecido em 2023 aos 92 anos após luta contra o câncer, reviveu a faixa em colaborações como com o grupo Casuarina. -
Svelte • Web development for the rest of us
Pra pesquisar quando der tempo.
Em Svelte, cada componente é um arquivo .svelte que mistura HTML, CSS e JavaScript no mesmo bloco. -
BBB, Roberto Carlos e Evidências: elos perdidos da monocultura que unia os brasileiros | Empresas | Valor Econômico
O texto do Guilherme Ravache é fechado. Mas ele trouxe muita coisa pro LINQUEDISNEY.
> Não faz muito tempo, quatro ou ou cinco grupos de mídia decidiam o que todos viam; agora, meia dúzia de plataformas e seus algoritmos decidem o que veremos ou não. Trocamos a hegemonia da TV pela cultura dos algoritmos.
Ele vai explicar que não foi, exatamente, uma troca.
> O algoritmo mudou até como fazemos entretenimento. Segundo o ator Matt Damon, os filmes agora são escritos para quem assiste mexendo no celular. Os diálogos repetem o enredo 3 ou 4 vezes porque a atenção do espectador está fragmentada.
Trocamos o olho no olho na hora do almoço pelo olho na tela.
> Conversar no trabalho sobre o que assistiu na noite anterior, sentar ao lado de outras pessoas no cinema, cantarolar em coro um hit nacional... acontece cada vez menos. E isso ajuda a explicar muitos dos problemas atuais.
A frase que me pegou foi essa aqui.
> O problema é que o consumo solitário atrofia nossa capacidade de compartilhar histórias e valores, cria abismos entre as pessoas. Falta conversa, há menos troca de ideias e experiências.
Lembro que estive na biblioteca Hans no último sábado. Com Renata Rossi, Sandra Guzman e uma turma (incluindo a Fábia Medeiros, que me aturou por dois semestres na São Judas). Trocamos figurinhas sobre mediação de leitura.
Mediar não é só mostrar um livro e suas ilustrações ou ler, respeitando cada palavra escolhida pelo autor. É um exercício social. É servir de intermediário entre o ouvinte e as ideias encapsuladas editorialmente. Processos com nuances impossíveis de serem emuladas por um modelo de linguagem computacional.
É como deveria ser uma conversa: o mediador faz um convite. Abra a sua mente. Venha comigo. Traga suas referências, indique o que você entendeu, compartilhe suas interpretações.
Bons mediadores respeitam individualidades (difícil!) e vão além da descrição do objeto. Contextualizam ao máximo: qual a história desse autor, onde ele vive, quais suas angústias, o que passou na cabeça do ilustrador, por que essa dedicatória, enfim.
Bakhtin diria que mediar é construir sentido coletivamente, dialogando.
O "anti-Bakhtin" (socorro!) deve reforçar a hipótese na qual as plataformas não funcionam como suporte pra essa mediação. Pelo contrário: o fluxo que elas produzem se torna a única condição para existência do conteúdo.
Que tipo de construção coletiva estamos dispostos a perder quando tratamos palavras jogadas na rede como métrica? Ou a metáfora da construção não cabe mais: virou pescaria predatória. E os peixes somos nós. -
Open Visualization Academy
Olha isso! Pincei no LINQUEDISNEY do Alberto Cairo.
> On Friday we launched the Open Visualization Academy with 7 free courses (1-2 more will be released monthly) and it has received much more attention than I expected: 300+ have subscribed to the website, even if it's not needed to see any of the materials we've made available, and our newsletter is nearing 4,000 readers. Those are incredible numbers. I feel happy and grateful. -
30 anos de Jornalismo Digital: onde estamos e para onde vamos? - Portal Nosso Meio
Trinta anos?! O tempo passa, né? -
How AI assistance impacts the formation of coding skills
Stephen Turner, professor de Data Science, fez algumas anotações a partir do recente artigo "How AI Impacts Skill Formation".
Falando de um jeito que o Marcelo Soares concorde: geradores de lero lero pode aumentar a produtividade de desenvolvedores, mas reduz o aprendizado de quem, assumidamente, atua como um mero ARROMBADO DO VIBE CODING.
De forma controlada e metodológica: desenvolvedores novatos usando IA tiveram desempenho 17% pior em testes de compreensão voltados a leitura de código e conceitos, inclusive no debugging (isto é, ENTENDER O QUE DEU ERRADO). Isso porque a IA substitui o raciocínio crítico. (Mah váh!)
Turner sustenta o binômio "produtividade equilibrada" e "supervisão crítica" baseada no fortalecimento de conceitos. Aprender, moçada, não é fácil. Mas faz diferença. -
MCP Sem Segredos: O Manual Definitivo para Turbinar Seu Workflow com IA
O texto e a imagem não são exatamente bons. Mas por causa desse link, descobri o tal MCP.
Model Context Protocol (MCP) é uma tecnologia da Anthropic que facilita conectar o CLAUDE CLAUDE a ferramentas externas, como arquivos no computador, bancos de dados ou aplicativos como o Figma.
Entendi que MCP é útil para experimentos em Python porque oferece ao CLAUDE CLAUDE acesso facilitado a arquivos locais, acelerando análise. A ver. -
Crianças da Maré dizem em livro: ‘Eu devia estar na escola’
Hoje tive uma daquelas manhãs que merecem um registro memorável. Estive em um encontro metalinguístico de proporções incríveis.
Preciso escrever sobre isso a partir das minhas anotações, sensações, memórias enfim. Por hora, basta dizer que foi um encontro sobre mediação. Num espaço que, simultaneamente, apresenta uma exposição derivada do livro "Eu devia estar na escola". Que foi usado pela exuberante Sandra Guzman como exemplo para mediação de leitura. Publicação que, por sua vez, serviu de mediação entre editoras e as crianças que vivem uma realidade absurda, porém real, no complexo da Maré.
Então comecei a pensar no quanto mediar significa amparar a apresentação do conhecimento ao outro, sem perder de vista o convite para que essa ponte seja feita colaborativamente. E no quanto há um esforço permanente para que ela seja substituída por conexões unilaterais por onde circulam fragmentos. Não há construção. O aprendizado se esfarela. A sensibilidade com o outro se transforma. Para o bem ou para o mal. -
Sem presença na internet você não existe? - Revista Amarello
Procrastinando por aí, encontrei esse site. Como é que eu não conhecia?
O texto da Manuela Bernadino é de 2023 e compõe a edição temática "O Que me Falta".
> Antes de discutirmos se uma pessoa existe ou não por ser ausente nesse universo virtual, temos que garantir que todos tenham acesso a uma internet de qualidade. Temos que incluir todas as pessoas nesse processo de digitalização, precisamos sair das nossas bolhas sociais e perceber que temos muito o que fazer. Precisamos levar informação, tecnologia e oportunidades para as favelas do Brasil. Além disso, é necessário encontrar um equilíbrio entre a utilização da internet e a saúde mental, e conscientizar as pessoas sobre os limites dentro das redes sociais. -
OpenCode
É um CLAUDE CLAUDE mas sem o custo (e, certamente, sem as mesmas alegrias). Provavelmente consigo fazer experiências de VIBE CODING DADAÍSTA com isso. -
Rita Lobo: chamar comida de 'proteína' e 'carbo' abre porta para entrada dos ultraprocessados
Ontem ouvi Rita Lobo conversando com a Tati e o Fernando na CBN.
> A lógica do nutricionismo rompe com o conceito de refeição, que envolve rotina, contexto e sociabilidade.
É marketing capitalista o nome disso.
> "“A epidemia de obesidade está diretamente ligada ao aumento do consumo de ultraprocessados. O corpo não reconhece isso como comida, não sacia e vicia. E não é falta de força de vontade, é fisiologia ... Comida é comida, ultraprocessado é ultraprocessado, remédio é remédio. Misturar tudo isso interessa a um sistema que lucra com a confusão" -
Cão Orelha: 'O que adolescentes fizeram acontece todas as noites em casas do Brasil, ao vivo no Discord', alerta juíza Vanessa Cavalieri - BBC News Brasil
Não sei o que pensar.
> Caso de cachorro torturado em SC expõe aumento de atos de violência digital extrema cometidos por adolescentes e compartilhados em grupos da internet, graças a 'combinação explosiva' de uso da tecnologia sem supervisão dos pais.
Tem outra camada nessa história: a sensação de poder e impunidade. Há masculinidade tóxica evidente. Mas esse caso também expõe outro rótulo, mais perverso: o "eu simplesmente posso".
Vejo essa história e imagino quatro acéfalos que não precisam se preocupar com os boletos. Com a roupa suja. Com o que vão comer. Não precisam nem se preocupar com o amanhã: a estrutura na qual vivem é um "tecido social" particular, sempre alvo e sedoso. Tudo bem sair do portão e pisotear no tecido que fica lá fora. O nosso.
Tranquilo. Papai vai ali oferecer "diálogo" pro porteiro ("diálogo" é como papai apelidou o revólver que conseguiu como CAC). Ou posso bater papo com meus amigos do Judiciário.
Imagino ainda que, se essa história for repercutir num programa como o Fantástico, vai haver um esforço enorme pra que os quatro acéfalos e suas famílias sejam poupados. Sabe como é, amigo é pra essas coisas. -
Patrick - Fun with the web
Ando pessimista em relação ao futuro da Web. Por isso é um alento encontrar esse link - sugestão indispeensável do indispeensável Ghedin.
Patrick Brosset, nome que seguramente eu devia conhecer melhor, escreve de forma poética sobre como código pode virar criatividade.
Ele brinca com APIs nativas do navegador, CSS e JavaScript, para estimular a construção de um playground em código aberto.
> The web is an amazingly playful app platform. That's what it was to me some 25 odd years ago, and that's what it still is. A platform where a text editor and a browser of your choice is all you need to start creating. No gatekeepers, no approval processes.
> Every silly experiment, demo, and useless project I've shown here and others I've worked on over the years have taught me something new about the web, and have kept my passion for it alive.
> The web is still magic, and it still matters. Even today when it feels like AI is replacing how people consume and create content.
> Go create something ridiculous, learn by playing, keep the web weird and wonderful.
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This is where I write my Journal on my iPhone | Phong's blog
> There is a small corner on my iPhone that I really love, a place I think most people overlook or sometimes even forget exists.
O autor se refere à função nativa da Apple para redigir um journal/diário. Diz ele que é discreto, acessível, bom para registros sem apps extras, fácil como mandar uma mensagem de texto, com bloqueio por biometria para ninguém ler. E ainda manda lembretes para você não esquecer de escrever. -
Um adeus emocionado ao Chargeonline Brasil | Revista Pirralha
Um dos episódios envolvendo "memória da Internet" que ainda me pegam.
Provavelmente todo "véio" que se lembra como era usar o Netscape tem uma lembrança carinhosa do A Charge Online.
Soube, só tempos depois, que nada daquilo existe mais, por uma série de processos relacionados ao inevitável e implacável tempo. Essa nota, da Revista Pirralha, resgata o episódio.
> O Chargeonline, criado em 1995 pelo cartunista e chargista Mariano, foi retirada do ar no dia 5 de março de 2022. O site foi referência de humor gráfico na internet e por quase 27 anos ele administrou o espaço, mas, com sua morte em 2 de junho de 2021 o site foi perdendo relevância e acabou fechando.
> Apesar de tentativas de migração para plataformas modernas como WordPress, Mariano manteve o site em PHP personalizado, o que complicou a preservação do conteúdo após sua perda.