Hoje tive uma daquelas manhãs que merecem um registro memorável. Estive em um encontro metalinguístico de proporções incríveis.
Preciso escrever sobre isso a partir das minhas anotações, sensações, memórias enfim. Por hora, basta dizer que foi um encontro sobre mediação. Num espaço que, simultaneamente, apresenta uma exposição derivada do livro "Eu devia estar na escola". Que foi usado pela exuberante Sandra Guzman como exemplo para mediação de leitura. Publicação que, por sua vez, serviu de mediação entre editoras e as crianças que vivem uma realidade absurda, porém real, no complexo da Maré.
Então comecei a pensar no quanto mediar significa amparar a apresentação do conhecimento ao outro, sem perder de vista o convite para que essa ponte seja feita colaborativamente. E no quanto há um esforço permanente para que ela seja substituída por conexões unilaterais por onde circulam fragmentos. Não há construção. O aprendizado se esfarela. A sensibilidade com o outro se transforma. Para o bem ou para o mal.
Duas coisas interessantes desse recorte no YouTube:
As pessoas estão sendo treinadas pra ver coisas curtas, superficiais. Não estão acostumadas a um capítulo de novela com, sei lá, 40 minutos.
Empresa contratou influenciadores para falar bem da marca. É estranho: deviam falam bem apenas quando você merece.
Pois é, pessoal.
É uma alternativa ao Plex. Pra olhar com calma.