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A IA tem "escolhas embutidas", diz professor sobre modelos de linguagem
Varias coisas interessantes nesse texto que resume um papo feito pelo Nucleo com o professor Raniê Solarevisky.
Isso inclui "a disciplina 'Reportagem com Processamento de Linguagem Natural', oferecida na UFG" e "o laboratório de pesquisa Nodus (https://labnoticias.jor.br/nodus/), com foco em Jornalismo Digital" -
The Future of Everything is Lies, I Guess
O artigo de Kyle Kingsbury é uma visão crítica e longa sobre os limites e problemas dos LLMs. É muito alinhado ao que o Marcelo Soares chama de "gerador de lero-lero": ele cria "texto plausível frequentemente desconectado da realidade".
Uma consequência é:infiltram-se na cultura como "narradores não confiáveis", produzindo "fanfic da realidade" em escala massiva, o que erode a confiança compartilhada em fatos, arte e comunicação.
Pois então. -
Ensinando a questionar notícias | Frank Investigator – AkitaOnRails.com
Existe verdade?
Sim, a pergunta é filosófica -- e praticamente retórica. Mas a busca por ela não deixa de ser uma tarefa importante.
Esbarrei com uma ideia sensacional do Fábio Akita, programador e escritor muito conhecido entre os devs. Chama-se Frank Investigator. É um sistema automatizado que ajuda a "questionar" notícias
Começa com uma extração do conteúdo textual, divide o texto em afirmações verificáveis (claims) -- isto é, quebrar o parágrafo em pedaços lógicos menores, cada um com um “fato” ou “tese” que pode, em teoria, ser checado ou confrontado com evidências. Não sei ler código em Rails, mas ao que parece, ele usa um tokenizer ou parser de frases (por exemplo, quebra por pontos, pontos‑exclamação, quebras de parágrafo, enfim) e usa algum critério para definir o que "afirmação verificável", separando opinião, contexto retórico e fatos que podem ser checados.
A partir daí, o Frank roda cada afirmação em três modelos de IA diferentes e analisa se as fontes realmente dizem o que o texto afirma, se tem divergência entre título e corpo do texto, procura falácias retóricas (falsa causalidade, espantalho, entre outras).
Ele diz ainda:
> Quando vários veículos cobrem o mesmo tema usando a mesma linguagem carregada, mesmos focos e omitindo os mesmos contrapontos ao mesmo tempo, isso quer dizer que há fortes indícios de coordenação -- isto é, o que todos deixam de dizer em comum, não o que todos repetem.
Eu diria que isso pode significar, na verdade, BRAÇO CURTO de quem apura notícias, "cozinhando" fatos entre sites. Mas é legal pensar que "existe coordenação da mídia", né?
> Aviso: o Frank Investigator é um projeto experimental, em desenvolvimento ativo, e não pretende ser a palavra final sobre nenhuma matéria analisada. Ele não diz o que é verdade ou mentira. O que ele faz é perguntar o que o artigo se recusou a perguntar, identificar padrões retóricos conhecidos, e buscar fontes externas que o autor omitiu. -
Claude Code's Entire Source Code Got Leaked via a Sourcemap in npm, Let's Talk About it
Ao que tudo indica, vazou o código-fonte do CLODE CLODE.
Entre outras discussões (que ainda não entendi), isso inspirou a criação desse documento: https://www.mintlify.com/VineeTagarwaL-code/claude-code -
Agentic Engineering Patterns - Simon Willison's Weblog
Simon Willison é um programador britânico. Saiu da mente dele o Datasette, uma ferramenta pensada para explorar e publicar dados de forma rápida e intuitiva (preciso pesquisar mais).
O blog dele tem coisas interessantíssimas (preciso pesquisar mais).
Essa é uma delas. Ele documenta práticas e padrões para aproveitarmos melhor agentes de codificação - como o CLODE CLODE.
Entendi que "agentic engineering" é um contraste a "vibe coding". O que é ótimo. -
The Design Vibeshift | Pablo Stanley
Olha que interessante esse contraponto do Pablo Stanley ao que costumo chamar de "ARROMBADOS DO VIBE CODING".
Essa frase: "o código se torna o principal campo de atuação para fluxos de trabalho criativos" é forte e rende um debate daqueles.
Em sua visão: "designers stão descrevendo um ciclo híbrido: ideia → código → produto, e o código é a fonte da verdade".
O que me incomoda: a visão de um produto levando em conta modelos mentais e arquitetura de código precisam coexitir, mas na prática, são idiomas com raízes e ramificações de origens diferentes. Híbridos implicam em escolhas que, na prática, "podam" algumas dessas raízes em qualquer dos lados. Qual o resultado disso?
"Algumas pessoas usam o Figma para exploração, alinhamento ou trabalho detalhado, como componentes e consistência ... Se todo mundo está focado no código da aplica;áo, quem está cuidando da visão geral? Da consistência entre as telas? Do sistema de design?". Pois bem.
O texto se encmainha para o fim com? "isso impulsiona o design em direção à estratégia". Adoraria acreditar nisso. Mas qual a chance de, na prática, impulsionar o "fazer pelo fazer" ao operacional?
Como diria Luna, são tantas perguntas... -
microgpt
MicroGPT é um projeto simples e educativo criado por Andrej Karpathy, um famoso pesquisador em IA, que permite treinar um modelo de linguagem parecido com o GPT (como o ChatGPT) usando apenas poucas linhas de código Python, sem dependências complexas.
Mostra o "coração" da IA: tokenização (corta texto), treinamento e geração de respostas. -
Professor dá clique errado no ChatGPT e apaga 2 anos de pesquisa
Um abraço a todos os professores que estão sendo convidados por todos os lados a preparar material de aula com apoio do Claudio, Gepeto e outros estagiários bem intencionados.
> Apagão de arquivos ocorreu com clique em opção de controle de dados no ChatGPT. De acordo com Bucher, ele desativou o recurso para ver se continuaria a ter acesso a todas as funcionalidades do ChatGPT. No entanto, ele relata que a desativação fez com que ele perdesse todos os seus chats.
Lei do becape, pessoal. Quem tem dois, tem um. Vale também para neurônios. -
How AI assistance impacts the formation of coding skills
Stephen Turner, professor de Data Science, fez algumas anotações a partir do recente artigo "How AI Impacts Skill Formation".
Falando de um jeito que o Marcelo Soares concorde: geradores de lero lero pode aumentar a produtividade de desenvolvedores, mas reduz o aprendizado de quem, assumidamente, atua como um mero ARROMBADO DO VIBE CODING.
De forma controlada e metodológica: desenvolvedores novatos usando IA tiveram desempenho 17% pior em testes de compreensão voltados a leitura de código e conceitos, inclusive no debugging (isto é, ENTENDER O QUE DEU ERRADO). Isso porque a IA substitui o raciocínio crítico. (Mah váh!)
Turner sustenta o binômio "produtividade equilibrada" e "supervisão crítica" baseada no fortalecimento de conceitos. Aprender, moçada, não é fácil. Mas faz diferença. -
MCP Sem Segredos: O Manual Definitivo para Turbinar Seu Workflow com IA
O texto e a imagem não são exatamente bons. Mas por causa desse link, descobri o tal MCP.
Model Context Protocol (MCP) é uma tecnologia da Anthropic que facilita conectar o CLAUDE CLAUDE a ferramentas externas, como arquivos no computador, bancos de dados ou aplicativos como o Figma.
Entendi que MCP é útil para experimentos em Python porque oferece ao CLAUDE CLAUDE acesso facilitado a arquivos locais, acelerando análise. A ver. -
OpenCode
É um CLAUDE CLAUDE mas sem o custo (e, certamente, sem as mesmas alegrias). Provavelmente consigo fazer experiências de VIBE CODING DADAÍSTA com isso. -
“Fui perdendo um cliente atrás do outro”: como a IA tem afetado freelancers - Tecnoblog
Por que um profissional, uma empresa, um chefe, um cabeça-de-planilha, trocaria uma mente pensante por uma calculadora?
“Não fazia sentido para a empresa que ficasse bem feito o e-mail. Eles queriam mandar o máximo possível de mensagens no menor tempo possível. Ninguém ia ler aquilo. Nem quem fazia, nem quem revisava, nem quem recebia”.
Taí a resposta.
“Eu começo a sentir que tem uma ressaca desse movimento. Tem algumas pessoas percebendo que você não consegue substituir redator por IA e valorizando um pouco mais o trabalho. Mas eu diria que não voltou ao que era em 2023, ainda está longe disso”
Essa distância vai diminuir quando a percepção de valor e a vontade de pagar também se aproximarem. -
Os 14 termos de Inteligência Artificial que você não conseguiu evitar em 2025
Inclui aqui os ARROMBADOS do Vibe Coding - aliás, qualquer hora dessas, preciso escrever sobre os ARROMBADOS do Vibe Coding. -
On AI-assisted writing in graduate school
Descobri esse texto da Anna Rogersno LINQUEDISNEY do Cris Dias.
Em resumo:
> A escrita é a ferramenta com a qual o pensamento se concretiza.
Exatamente. Estamos deixando de pensar?
> Automatizar o trabalho destinado a fortalecer suas habilidades mentais faz tanto sentido quanto ter alguém para ir à academia em seu lugar.
Opa. -
LAS IA SIRVEN PARA PENSAR (HISTORIA, TEORÍA, METÁFORA)
Carlos Scolari sugere três livros para explorar como as IAs podem auxiliar no pensamento histórico, teórico e metafórico sobre comunicação e tecnologia. -
Farmacêutica, ela criou uma startup com o irmão e foi eleita uma das 100 pessoas mais influentes em IA no planeta - Projeto Draft
O link é um lembrete sobre a história da gaúcha eleita como uma das dez figuras mais importantes do mundo em relação ao uso da IA. Soube dela no ultimo Globo Repórter do ano. -
Tecnoblog - “Maior parte da internet está morta”, diz cofundador do Reddit
> O cofundador do Reddit Alexis Ohanian afirmou que a internet está se tornando um ambiente “robótico”, dominado por conteúdo automatizado e de baixa qualidade criado por inteligência artificial.
Mah vá!?
> Ele acredita que a “próxima geração de mídias sociais será comprovadamente humana”, movida pelo desejo de interações mais autênticas.
Vou contar uma coisa incrível.
Sabe quem é grande candidata a "próxima geração de mídia social comprovadamente humana"?
Sim, os blogs pessoais dos anos 2000. -
Apresentando o Memora: um chat com seus próprios documentos
Esse link tem dois objetivos.
Primeiro: lembrar do TabNews e incluí-lo na lista de leituras diárias pra abrir quando dá.
Segundo: estudar Node e entender como é possível criar seu "notebooklm" particular. -
G1: Editora de Curitiba cancela prêmio literário após inscrições de obras feitas por Inteligência Artificial
Mais uma da série "Mah váh!?".
Essa é só mais uma, entre muitas áreas, em que a invasão automatizada do imitador algoritmo vai afetar.
Palavras de Salvio Kotter à reporter Mariah Colombo, do G1:
"São muitos os indícios, que, quando se somam, aumentam a certeza. O mais óbvio é o texto impecável do ponto de vista formal, ortografia, gramática e sintaxe em texto de baixo valor literário. Se bem que o autor pode ter revisado à exaustão. Mas aí entram outras questões, cada vez mais abstratas, como o uso de palavras incomuns no português, mas bastante comuns no inglês – a IA escreve em português, mas 'pensa' em inglês".
"Outro ponto é a regularidade das passagens, o texto não cresce nem cai, se mantém em um brilho plástico... E assim seguem-se outros indícios, cada vez mais abstratos. Quando um texto apresenta vários deles, fica muito difícil acreditar que tenha sido produto humano".
"Com o tempo a fotografia foi reconhecida como arte e ambas são hoje importantes. É provável que algo semelhante ocorra com os textos gerados por IAs. Ou não".
Ou não, né?
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BBC: Dá para identificar texto gerado por inteligência artificial?
Pode ler o texto. Mas se quiser poupar um clique: não.