Olha que interessante esse contraponto do Pablo Stanley ao que costumo chamar de "ARROMBADOS DO VIBE CODING".
Essa frase: "o código se torna o principal campo de atuação para fluxos de trabalho criativos" é forte e rende um debate daqueles.
Em sua visão: "designers stão descrevendo um ciclo híbrido: ideia → código → produto, e o código é a fonte da verdade".
O que me incomoda: a visão de um produto levando em conta modelos mentais e arquitetura de código precisam coexitir, mas na prática, são idiomas com raízes e ramificações de origens diferentes. Híbridos implicam em escolhas que, na prática, "podam" algumas dessas raízes em qualquer dos lados. Qual o resultado disso?
"Algumas pessoas usam o Figma para exploração, alinhamento ou trabalho detalhado, como componentes e consistência ... Se todo mundo está focado no código da aplica;áo, quem está cuidando da visão geral? Da consistência entre as telas? Do sistema de design?". Pois bem.
O texto se encmainha para o fim com? "isso impulsiona o design em direção à estratégia". Adoraria acreditar nisso. Mas qual a chance de, na prática, impulsionar o "fazer pelo fazer" ao operacional?
Como diria Luna, são tantas perguntas...
MicroGPT é um projeto simples e educativo criado por Andrej Karpathy, um famoso pesquisador em IA, que permite treinar um modelo de linguagem parecido com o GPT (como o ChatGPT) usando apenas poucas linhas de código Python, sem dependências complexas.
Mostra o "coração" da IA: tokenização (corta texto), treinamento e geração de respostas.
Um abraço a todos os professores que estão sendo convidados por todos os lados a preparar material de aula com apoio do Claudio, Gepeto e outros estagiários bem intencionados.
> Apagão de arquivos ocorreu com clique em opção de controle de dados no ChatGPT. De acordo com Bucher, ele desativou o recurso para ver se continuaria a ter acesso a todas as funcionalidades do ChatGPT. No entanto, ele relata que a desativação fez com que ele perdesse todos os seus chats.
Lei do becape, pessoal. Quem tem dois, tem um. Vale também para neurônios.
Stephen Turner, professor de Data Science, fez algumas anotações a partir do recente artigo "How AI Impacts Skill Formation".
Falando de um jeito que o Marcelo Soares concorde: geradores de lero lero pode aumentar a produtividade de desenvolvedores, mas reduz o aprendizado de quem, assumidamente, atua como um mero ARROMBADO DO VIBE CODING.
De forma controlada e metodológica: desenvolvedores novatos usando IA tiveram desempenho 17% pior em testes de compreensão voltados a leitura de código e conceitos, inclusive no debugging (isto é, ENTENDER O QUE DEU ERRADO). Isso porque a IA substitui o raciocínio crítico. (Mah váh!)
Turner sustenta o binômio "produtividade equilibrada" e "supervisão crítica" baseada no fortalecimento de conceitos. Aprender, moçada, não é fácil. Mas faz diferença.
O texto e a imagem não são exatamente bons. Mas por causa desse link, descobri o tal MCP.
Model Context Protocol (MCP) é uma tecnologia da Anthropic que facilita conectar o CLAUDE CLAUDE a ferramentas externas, como arquivos no computador, bancos de dados ou aplicativos como o Figma.
Entendi que MCP é útil para experimentos em Python porque oferece ao CLAUDE CLAUDE acesso facilitado a arquivos locais, acelerando análise. A ver.
É um CLAUDE CLAUDE mas sem o custo (e, certamente, sem as mesmas alegrias). Provavelmente consigo fazer experiências de VIBE CODING DADAÍSTA com isso.
Por que um profissional, uma empresa, um chefe, um cabeça-de-planilha, trocaria uma mente pensante por uma calculadora?
“Não fazia sentido para a empresa que ficasse bem feito o e-mail. Eles queriam mandar o máximo possível de mensagens no menor tempo possível. Ninguém ia ler aquilo. Nem quem fazia, nem quem revisava, nem quem recebia”.
Taí a resposta.
“Eu começo a sentir que tem uma ressaca desse movimento. Tem algumas pessoas percebendo que você não consegue substituir redator por IA e valorizando um pouco mais o trabalho. Mas eu diria que não voltou ao que era em 2023, ainda está longe disso”
Essa distância vai diminuir quando a percepção de valor e a vontade de pagar também se aproximarem.
Inclui aqui os ARROMBADOS do Vibe Coding - aliás, qualquer hora dessas, preciso escrever sobre os ARROMBADOS do Vibe Coding.
Descobri esse texto da Anna Rogersno LINQUEDISNEY do Cris Dias.
Em resumo:
> A escrita é a ferramenta com a qual o pensamento se concretiza.
Exatamente. Estamos deixando de pensar?
> Automatizar o trabalho destinado a fortalecer suas habilidades mentais faz tanto sentido quanto ter alguém para ir à academia em seu lugar.
Opa.
Carlos Scolari sugere três livros para explorar como as IAs podem auxiliar no pensamento histórico, teórico e metafórico sobre comunicação e tecnologia.
O link é um lembrete sobre a história da gaúcha eleita como uma das dez figuras mais importantes do mundo em relação ao uso da IA. Soube dela no ultimo Globo Repórter do ano.
> O cofundador do Reddit Alexis Ohanian afirmou que a internet está se tornando um ambiente “robótico”, dominado por conteúdo automatizado e de baixa qualidade criado por inteligência artificial.
Mah vá!?
> Ele acredita que a “próxima geração de mídias sociais será comprovadamente humana”, movida pelo desejo de interações mais autênticas.
Vou contar uma coisa incrível.
Sabe quem é grande candidata a "próxima geração de mídia social comprovadamente humana"?
Sim, os blogs pessoais dos anos 2000.
Esse link tem dois objetivos.
Primeiro: lembrar do TabNews e incluí-lo na lista de leituras diárias pra abrir quando dá.
Segundo: estudar Node e entender como é possível criar seu "notebooklm" particular.
Mais uma da série "Mah váh!?".
Essa é só mais uma, entre muitas áreas, em que a invasão automatizada do imitador algoritmo vai afetar.
Palavras de Salvio Kotter à reporter Mariah Colombo, do G1:
"São muitos os indícios, que, quando se somam, aumentam a certeza. O mais óbvio é o texto impecável do ponto de vista formal, ortografia, gramática e sintaxe em texto de baixo valor literário. Se bem que o autor pode ter revisado à exaustão. Mas aí entram outras questões, cada vez mais abstratas, como o uso de palavras incomuns no português, mas bastante comuns no inglês – a IA escreve em português, mas 'pensa' em inglês".
"Outro ponto é a regularidade das passagens, o texto não cresce nem cai, se mantém em um brilho plástico... E assim seguem-se outros indícios, cada vez mais abstratos. Quando um texto apresenta vários deles, fica muito difícil acreditar que tenha sido produto humano".
"Com o tempo a fotografia foi reconhecida como arte e ambas são hoje importantes. É provável que algo semelhante ocorra com os textos gerados por IAs. Ou não".
Ou não, né?
Pode ler o texto. Mas se quiser poupar um clique: não.
Leia o Charlley.
> A IA não entende como nós. Ela estatisticamente correlaciona dados. Sem estrutura semântica, ela é um papagaio com amnésia: repete, mas não compreende. E é por isso que sistemas de IA precisam de modelos semânticos construídos por humanos.
Muito bacana isso aqui. Dá pra testar funções variadas envolvendo texto e IA.
Gêrlan Cardoso começa seu texto citando o livro Designing Agentive Technology: AI That Works for People de Christopher Noessel (2017).
> Noessel já antecipava que, em vez de apenas interagir com sistemas, passaríamos a delegar tarefas inteiras a agentes digitais que agiriam por nós.
> O usuário deixa de ser o operador e passa a ser o “cliente” de um sistema inteligente que trabalha para ele.
Isso é uma tendência ou uma ameaça?
> A experiência ideal não será aquela em que o usuário encontra o caminho com facilidade, mas sim aquela em que o caminho é preparado e percorrido por ele, com ajuda de agentes que compreendem contexto, linguagem e intenção.
É simplório achar que o nosso futuro é ficar dialogando com um chatbot?