"Influenciadora" de 101 anos depõe contra Dona Elma Andreani e seu trabalho na Internet.
"Suas ideias viram posts". Caixa alta e baixa nos botões. Nem rolei a tela e já odiei.
"Você recebe sugestões de posts a partir de conteúdos curados conforme suas preferências e objetivos" - é o bom e velho "dar aquela cozinhada".
Aí tem o plano CONCIERGE. "Aqui vai ter um CERUMANO editando".
"A katalista poupou um TEMPO CONSIDERAVEL para ampliar o volume e a qualidade das minhas publicações". Isso é um beneficio ou um atestado de incompetência cognitiva?
O que me impressiona é que realmente deve ter gente pagando por esse serviço.
Análise de dados aplicada a temas de interesse geral. Autor: Leonardo Sales.
Vi esse conceito, "cérebro pipoca", e pensei: bingo!
> It was first coined in 2011 by David M Levy, whose books include Mindful Tech and No Time to Think. Now, he says, the design of many of our most-used apps “seem uniquely suited to scatter focus”.
> Sorry, I wasn’t paying attention. I was watching TikTok panda fails. Pandas are so useless. Why aren’t they extinct? Focus! Levy’s suggestion is that the brain has become so accustomed to incessant digital yip-yap – notification dings, new tabs, adverts, fatuous content, cute pandas – that it mimics that frenetic pace.
Sou um não-praticante das ideias que baseiam o pensamento que colocam as anotações como alicerce de processos como o “Zettelkasten” no Niklas Luhmann. Nesse sentido, o texto do autor é perfeito! O incômodo dele é o meu também. Separei três frases ótimas.
“O propósito das anotações nessa escola de pensamento é melhorar a qualidade da sua produção e isso é, infelizmente, algo muito, muito diferente de produtividade”.
“Gerenciar suas referências, notas e o que você leu é uma parte essencial do trabalho do conhecimento, mas a leitura (ou a observação, se você estiver nesse tipo de área) e o resultado precisam estar no centro de tudo o que você estiver fazendo.”
“Se o seu sistema está distraindo você de se envolver totalmente com sua leitura e melhorar iterativamente sua escrita, codificação ou arte, então eu diria que ele está lhe fazendo um desserviço e que seria melhor simplificar suas práticas.”
Pincei no sempre indispensável Órbita, do Ghedin.
Eu nunca sei o que pensar quando vejo histórias assim. Texto da BBC, de 2019, mas que vai tocar a todos a qualquer tempo.
Tyler Ellis mantém essa preciosidade no ar. Cada link é uma discussão apoiada em programação cuidadosa, interativa e imersiva.
Descobri esse artigo no Órbita, mantido lindamente pelo Rodrigo Ghedin. E agora eu quero ler mais Jane Ruffino.
Ela argumenta que "ninguém quer software". São complexos, exigem muita informação ou alguma curva de aprendizagem. Em muitos casos, as aplicações desrespeitam o nosso tempo. "Não precisamos encantar as pessoas com software em si. O prazer com ele é quase sempre um atraso."
Talvez fosse interessante pensar em um contraponto: da mesma forma, não dá pra simplesmente oferecer "soluções sem atrito" como se fosse fast-food. Ela mesma lembra disso, mencionando a deia por trás da "rot economy" (algo como "obsessão pelo crescimento").
Repositório de produtos e serviços ASSASSINADOS pelo Google.
Sacou? Os beque? Demais, hein?!
Duas coisas interessantes desse recorte no YouTube:
As pessoas estão sendo treinadas pra ver coisas curtas, superficiais. Não estão acostumadas a um capítulo de novela com, sei lá, 40 minutos.
Empresa contratou influenciadores para falar bem da marca. É estranho: deviam falam bem apenas quando você merece.
Pois é, pessoal.
"O fio de navalha está em como se promover sem parecer egocêntrico". Bicho, esse sou eu desde sempre.
O resumo do artigo é: lembre-se que nada acontece sozinho.
Esse é o primeiro review do tablet Daylight DC-1, que usa uma mescla de tela e-ink com LCD pra oferecer uma experiência de leitura e escrita mais leve. Guardei esse texto pra lembrar, no futuro, se essa traquitana vai pra frente - ou vai virar um link perdido no passado.
É uma alternativa ao Plex. Pra olhar com calma.
Pelo Google, encontrei um grupo que se denomina "Procrastinadores Anônimos", diz a repórter Luciana Bugni.
Com certeza não foi o site procrastinadores.com.br.
É mais um texto interessante sobre a importaância do planejamento.
Cesar Michelin compartilhou sobre esse termo e recomendou leituras como essa. Palavras dele:
> Tsundoku é um termo em japonês que se refere ao hábito de comprar livros, empilhá-los e nem sempre os ler de fato.
> Algumas pessoas interessantes, como Nassim Taleb, Irene Vallejo e Umberto Eco, deixaram frases curiosas a respeito:
> O valor de uma biblioteca pessoal está justamente no potencial de leitura ainda por realizar, nas conexões inesperadas entre obras aleatórias.
> Quanto mais você sabe, maiores devem ser suas fileiras de livros não lidos. Essa seria sua “antibiblioteca”.
> Comprar livros é uma forma de afirmar a esperança que viveremos o suficiente para ler tudo que nos interessa. Uma ilusão, claro. Mas uma forma de otimismo.
Se meu Kindle tem mais de seiscentos ebooks, pode ser um "tsunamidoku"?"
Diz o Paul McNally aqui:
> The alternative to all of this is the (already before today) mightily impressive PCSX2 emulator, which over the years has come so far and can now pretty much play anything you throw at it with a few caveats here and there.
Agora só preciso de férias pra testar isso - provavelmente, quando tiver tempo, vai ficar ainda mais fácil emular PS2 num computador.
Esse breve texto da Cristina Tardáguila deveria servir de forma geral. Não apenas para esse evento específico.
> Verifique a fonte da informação: ao receber um conteúdo sobre o atentado — ou se deparar com ele na sua timeline — busque a origem dessa informação, verificando se há identificação da pessoa, organização ou do veículo jornalístico responsável por ela.
Mesmo assim, alguém vai dizer que o site "Brasil Obtuso" é uma fonte confiável. Mas enfim.
> Não incentive a polarização: evite compartilhar informações que incentivam o discurso do “nós contra eles”. Esse discurso inviabiliza o debate saudável e o estabelecimento de pontos em comum em uma discussão.
Estamos perdendo a capacidade de dialogar. E as plataformas se beneficiam demais com esse discurso.
> Pratique o ceticismo saudável: ao se deparar com uma informação sobre o caso, não a tome como verdadeira por princípio. Desconfie e faça o processo de verificação de fontes antes de compartilhar.
Ceticismo saudável vai ser o nome da minha banda.
> Não compartilhe imagens explícitas: em situações como essa, é comum que imagens explícitas, como aquelas que contém sangue, corpos ou outras marcas gráficas de violência, tomem conta das redes sociais.
Precisa combinar com quem usa cliques como métrica.
Rewild, em inglês, tem a ver com "retornar a um estado selvagem, natural".
É uma metáfora emprestada da biologia (talvez), onde a complexidade e diversidade de uma floresta foram substituídas pelo pop do agro, entre outras práticas tecnológicas. Excelentes para os indicadores de produtividade e finanças mas péssimos em outros contextos.
O artigo de Maria Farrel e Robin Berjon segue com essa linha do tempo, lembrando como era a Web antes da ocupação das big techs (Google, Amazon, Microsoft e Meta). Com elas, a "floresta" da rede tornou-se simplificada em excesso e teve sua infraestrutura concentrada em silos e áreas muradas.
Se diversidade é essencial para a resiliência dos ecossistemas, alguma ação coletiva é necessária.
Traz ainda uma citação de Ursula K. Le Guin, escritora norte-americana conhecida por textos de ficção: "The word for world is forest".