Descobri esse artigo no Órbita, mantido lindamente pelo Rodrigo Ghedin. E agora eu quero ler mais Jane Ruffino.
Ela argumenta que "ninguém quer software". São complexos, exigem muita informação ou alguma curva de aprendizagem. Em muitos casos, as aplicações desrespeitam o nosso tempo. "Não precisamos encantar as pessoas com software em si. O prazer com ele é quase sempre um atraso."
Talvez fosse interessante pensar em um contraponto: da mesma forma, não dá pra simplesmente oferecer "soluções sem atrito" como se fosse fast-food. Ela mesma lembra disso, mencionando a deia por trás da "rot economy" (algo como "obsessão pelo crescimento").
Repositório de produtos e serviços ASSASSINADOS pelo Google.
Sacou? Os beque? Demais, hein?!
Duas coisas interessantes desse recorte no YouTube:
As pessoas estão sendo treinadas pra ver coisas curtas, superficiais. Não estão acostumadas a um capítulo de novela com, sei lá, 40 minutos.
Empresa contratou influenciadores para falar bem da marca. É estranho: deviam falam bem apenas quando você merece.
Pois é, pessoal.
"O fio de navalha está em como se promover sem parecer egocêntrico". Bicho, esse sou eu desde sempre.
O resumo do artigo é: lembre-se que nada acontece sozinho.
Esse é o primeiro review do tablet Daylight DC-1, que usa uma mescla de tela e-ink com LCD pra oferecer uma experiência de leitura e escrita mais leve. Guardei esse texto pra lembrar, no futuro, se essa traquitana vai pra frente - ou vai virar um link perdido no passado.
É uma alternativa ao Plex. Pra olhar com calma.
Pelo Google, encontrei um grupo que se denomina "Procrastinadores Anônimos", diz a repórter Luciana Bugni.
Com certeza não foi o site procrastinadores.com.br.
É mais um texto interessante sobre a importaância do planejamento.
Cesar Michelin compartilhou sobre esse termo e recomendou leituras como essa. Palavras dele:
> Tsundoku é um termo em japonês que se refere ao hábito de comprar livros, empilhá-los e nem sempre os ler de fato.
> Algumas pessoas interessantes, como Nassim Taleb, Irene Vallejo e Umberto Eco, deixaram frases curiosas a respeito:
> O valor de uma biblioteca pessoal está justamente no potencial de leitura ainda por realizar, nas conexões inesperadas entre obras aleatórias.
> Quanto mais você sabe, maiores devem ser suas fileiras de livros não lidos. Essa seria sua “antibiblioteca”.
> Comprar livros é uma forma de afirmar a esperança que viveremos o suficiente para ler tudo que nos interessa. Uma ilusão, claro. Mas uma forma de otimismo.
Se meu Kindle tem mais de seiscentos ebooks, pode ser um "tsunamidoku"?"
Diz o Paul McNally aqui:
> The alternative to all of this is the (already before today) mightily impressive PCSX2 emulator, which over the years has come so far and can now pretty much play anything you throw at it with a few caveats here and there.
Agora só preciso de férias pra testar isso - provavelmente, quando tiver tempo, vai ficar ainda mais fácil emular PS2 num computador.
Esse breve texto da Cristina Tardáguila deveria servir de forma geral. Não apenas para esse evento específico.
> Verifique a fonte da informação: ao receber um conteúdo sobre o atentado — ou se deparar com ele na sua timeline — busque a origem dessa informação, verificando se há identificação da pessoa, organização ou do veículo jornalístico responsável por ela.
Mesmo assim, alguém vai dizer que o site "Brasil Obtuso" é uma fonte confiável. Mas enfim.
> Não incentive a polarização: evite compartilhar informações que incentivam o discurso do “nós contra eles”. Esse discurso inviabiliza o debate saudável e o estabelecimento de pontos em comum em uma discussão.
Estamos perdendo a capacidade de dialogar. E as plataformas se beneficiam demais com esse discurso.
> Pratique o ceticismo saudável: ao se deparar com uma informação sobre o caso, não a tome como verdadeira por princípio. Desconfie e faça o processo de verificação de fontes antes de compartilhar.
Ceticismo saudável vai ser o nome da minha banda.
> Não compartilhe imagens explícitas: em situações como essa, é comum que imagens explícitas, como aquelas que contém sangue, corpos ou outras marcas gráficas de violência, tomem conta das redes sociais.
Precisa combinar com quem usa cliques como métrica.
Rewild, em inglês, tem a ver com "retornar a um estado selvagem, natural".
É uma metáfora emprestada da biologia (talvez), onde a complexidade e diversidade de uma floresta foram substituídas pelo pop do agro, entre outras práticas tecnológicas. Excelentes para os indicadores de produtividade e finanças mas péssimos em outros contextos.
O artigo de Maria Farrel e Robin Berjon segue com essa linha do tempo, lembrando como era a Web antes da ocupação das big techs (Google, Amazon, Microsoft e Meta). Com elas, a "floresta" da rede tornou-se simplificada em excesso e teve sua infraestrutura concentrada em silos e áreas muradas.
Se diversidade é essencial para a resiliência dos ecossistemas, alguma ação coletiva é necessária.
Traz ainda uma citação de Ursula K. Le Guin, escritora norte-americana conhecida por textos de ficção: "The word for world is forest".
É um artigo para assinantes. Mas fundamental. Critica de forma embasada a publicação que botou psicanálise no balaio da "pseudociência".
Diz o artigo:
"Esse erro de perspectiva parece ter ocorrido no livro em questão. Em parte, isso decorre de um problema real. Acompanhar muitas áreas, assim como falar (bem) muitas línguas é muito difícil. A tentação a "forçar o outro a falar a sua língua" é proporcional a abstrair sua versão das regras do jogo."
Mais tarde incluo comentários sobre esse artigo do Robert Rose.
Uma ideia de Kosar Moghanian para envolver times de experiência ao definir termos para um produto. O processo é simples:
> Explain in a paragraph: Write a paragraph or even more to explain the concept to your users.
> Explain in single sentences: Now that you have written a thorough explanation, try to write shorter ones. Write as many single sentences as you can. Each sentence must explain all of the most important points of the concept.
> Mark the keywords: Search for keywords in each of your sentences.
Trim and reform: With a look at the keywords, try to shorten and reform the sentences. Turn them into your desired format whether it’s a CTA or an error message.
> Vote and discuss to find the best 3 items from step 4.
A autora, Autumn Kotsiuba, define CCA (Copy Competitive Analysis) como uma espécie de pesquisa por estruturas em produtos parecidos - é um outro jeito de chamar "benchmarking".
É uma prática interessante para estudar termos comuns ao mesmo mercado, comparar hierarquia de informação, tom e voz.
> Plagiarism and straight-up copying is never okay. What is okay is keeping a pulse on the market’s language and structure.
Minha memória é transportada diretamente para a praia do Chapéu Virado e para o bloco carnavalesco do PIRIQUITÃO sempre que a canção Thanana Nanana surge a partir de uma breve viagem a Mosqueiro, um canto gostosinho do Pará.
Lendas nunca morrem, Mike.
Esse relato do Roberto Strabelli nos ajuda a entender porque existem cada vez menos textões em blogs, discussões em fóruns, entre outras trocas de ideias saborosas do passado. Elas foram engolidas pelas distrações.
> Para o simples escritor de antes, o bloqueio criativo, a indisciplina e a divagação tinham causas que nasciam fora da sua mesa de trabalho. Para o escritor de hoje essas causas vêm do seu próprio instrumento de trabalho. Que terrível!
Metaforicamente, é como se estivéssemos consumindo toda sorte de ultraprocessado algorítmico. Nesse sentido, escrever é fazer sua própria comida.
> Comentei meu saudosismo no Mastodon e fui acusado do pior tipo de crime da era moderna: ser hipster!
Em algum momento do artigo, Roberto aponta o dedo e despeja a culpa (ou, ao menos, minha mente neurótica interpretou assim:
> As vezes tendemos a colocar a culpa de todas as nossas incapacidades em fatores externos, quando na verdade é tudo coisa da nossa cabeça.
Mmmhhh.
Enfim, um dos maiores desafios contemporâneos é: livrar-se das distrações.
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