> O papel do jornalista é fornecer às pessoas informações básicas e práticas que lhes permitam conduzir suas vidas cotidianas. O jornalismo é uma espécie de biblioteca, um “banco compartilhado de conhecimento e pensamento” a que qualquer pessoa deveria ter acesso.
Definição impecável de Gustavo Sobral nesta resenha de "What Is Journalism For?", de Jon Allsop.
Diga "Programa Flávio Cavalcanti!"! Nossos comerciais, por favor!
Não, nada disso. É um manifesto excelente pra gente que manda "oi" no Zap esperando resposta antes de ir direto ao assunto.
> O cofundador do Reddit Alexis Ohanian afirmou que a internet está se tornando um ambiente “robótico”, dominado por conteúdo automatizado e de baixa qualidade criado por inteligência artificial.
Mah vá!?
> Ele acredita que a “próxima geração de mídias sociais será comprovadamente humana”, movida pelo desejo de interações mais autênticas.
Vou contar uma coisa incrível.
Sabe quem é grande candidata a "próxima geração de mídia social comprovadamente humana"?
Sim, os blogs pessoais dos anos 2000.
Esse link tem dois objetivos.
Primeiro: lembrar do TabNews e incluí-lo na lista de leituras diárias pra abrir quando dá.
Segundo: estudar Node e entender como é possível criar seu "notebooklm" particular.
Olha que programa divertido - e que desculpa incrível pra ir a Curitiba até o final do ano!
A ideia é "criar um espaço onde as pessoas possam se encontrar e trocar ideias sobre como criar, melhorar e manter um site pessoal".
Filipe Speck no Jornal Matinal. Link pinçado no Órbita.
> A pergunta que fica é se o jornalismo vai conseguir dar forma visível a esse novo espaço comum. Esse debate precisa acontecer. Do contrário, a febre por inovação pode tirar do jornalismo profissional a função – que parecia intocável nos últimos séculos – de mediar o debate público e de denunciar as sombras daquilo que orgulhosamente chamamos de civilização.
PagedJS é uma biblioteca JavaScript gratuita e de código aberto que permite paginar conteúdo diretamente no navegador para criar documentos PDF a partir de qualquer conteúdo em HTML
Iniciativa pessoal de Guilherme Vieira relacionando design e programação. Daqueles projetos que devem ser lembrados e referenciados, pra ninguém perder de vista.
Esse é o livro do lagartinho, publicado pela O\Reilly Media.
Está à disposição do leitor nesse endereço.
Em algum momento, talvez seja esse o destino do meu livrinho: liberá-lo para o mundo.
Adoraria ter tempo pra fazer isso aqui.
> This machine is a book scanner that I designed. It makes paper books into digital books. When I started this project in 2009, there was almost no useful information on the internet about how to design, build, and operate a book scanning machine.
Para ler com calma. Sobre o enfraquecimento da web aberta e descentralizada. Faz uma ode aos formatos XML e XSLT ao dizer que "são cruciais para manter a web universal e aberta, permitindo interoperabilidade e a criação de documentos complexos e acessíveis". Menciona ainda um "desmonte ao RSS" - um dos temas que vivem no meu rascunho "pra quando o blog voltar".
Eu fico imensamente feliz em saber que o Rafael Galvão nunca deixou de escrever. E o faz cada dia melhor.
Quero ressoar o seu discurso no qual faz falta uma visão mais ampla, coletiva, sobre como podemos ser.
Em busca por comentários relacionados ao princípio "Felca, Jornalismo e os algoritmos", cheguei no conceito de "neurônio-espelho".
Uma boa hipótese em relação ao fato do vídeo ter sido mais impactante em relação a qualquer reportagem recente sobre o tema: o espectador reage junto. Quem se apresenta não tenta ser isento, imparcial. Não disfarça sua espontaneidade.
Encontrei um podcast do Luli Radfahrer, professor da ECA, explicando esse conceito em 2020.
> É aquele momento que você vê uma pessoa caindo e você meio que se arrepia e se retrai porque você sente na sua pele isso. Ou quando você vê uma cena num filme de terror e se esconde, você se encolhe. O que está acontecendo ali? Você está projetando esse tipo de informação dentro de você, vivendo essa informação.
Segundo Luli, a lógica também é usada no cinema e nos games. Também na educação. "Não adianta pedir para uma criança comer verdura sem que o adulto o faça. Crianças repetem ações e falas de adultos. Imitam para aprender. Ao aprender uma língua, repetimos frases para assimilá-las".
Estou seguindo as pessoas erradas? Por que será que, durante a semana, vejo essa discussão rolando:
> É muito comum, quando um influenciador faz um vídeo muito popular que toca em assuntos cobertos pela imprensa, que jornalistas se questionem: onde é que estamos errando? Por que nosso conteúdo, que passamos meses e gastamos milhares de reais apurando, possui tão menos visibilidade do que o vídeo de um influencer de 27 anos que nunca dedicou um minuto de sua vida ao jornalismo?
Não foi apenas o Sergio Spagnuolo que levantou essa bola.
Talvez um dos pontos mais calorosos da conversa tenha a ver com isso aqui:
> O Felca faz o rolê dele, do jeito que ele quer, com a linguagem que ele quer. Ele não tem padrões jornalísticos pra seguir, ele não tem que ouvir o contraditório, checar fatos nem discutir pautas à exaustão. Ele não tem editores que vão ler e reler o roteiro dele nem checar suas afirmações. O processo dele não é jornalístico.
Mas o processo relacionado ao vídeo sobre adultização, capaz de furar a bolha, pautar a grande imprensa e virar debate no Congresso, teve em seu processo algo bem mais próximo do Jornalismo em comparação com os perfis de celebridade, os caçadores de clique e outras pragas programáticas.
> O jornalismo precisa se preocupar em chegar ao máximo de pessoas, claro, mas a partir do momento em que começar a se preocupar mais com pageviews do que em "intencionalidade" e "processo", tudo o que vão sobrar são influenciadores.
Concordo. E aqui reside a pergunta-Tostines dessa questão: quem alimenta as plataformas digitais, que sustentam influenciadores e promovem conteúdos que, não necessariamente, geram debate - mas fazem muita espuma?
Sobre o que você anda escrevendo? Pra onde você vai passear? E as crianças, onde estão?
Miles Richardson é professor de CONEXÃO COM A NATUREZA.
Sim. Existe. Pode parecer um professor de, digamos, "bebeção de água".
Mas não é tão óbvio assim. Diz o The Guardian:
> People’s connection to nature has declined by more than 60% since 1800, almost exactly mirroring the disappearance of nature words such as river, moss and blossom from books.
Em 200 anos, deixamos de publicar mais da metade das palavras relacionadas ao mato ou morro. O que representa uma gradual "extinção contínua da experiência com a natureza" - isto é, ou mato, ou morro.
> More effective, according to the study, are measures instilling awareness and engagement with nature in young children and families, such as forest school nurseries.
Pé na grama, olhar atento e léxico forte.
Recado de Alberto Cairo no LinkedIsney:
> Big news: The archive of my old weblog, The Functional Art, is back online: www.thefunctionalart.com
> The blog won't be updated anymore, though. In the next 2-3 weeks I'll share some news about resuming the newsletter related to my upcoming big project: openvisualizationacademy.org
A ver.
Tradução de um texto de Colson Whitehead, publicado há um tempinho.
> A arte da escrita pode ser sintetizada a algumas regras básicas. Divido-as com vocês agora.
São 11. Ei-las, em uma tuitada.
1. Mostre o seu trabalho aos colegas.
2. Não procure o assunto, deixe que ele te encontre.
3. Escreva sobre aquilo que você sabe.
4. Não use três palavras quando basta uma.
5. Faça um diário dos seus sonhos.
6. O que não é dito é tão importante quanto o que é dito.
7. O bloqueio criativo é uma ferramenta útil.
8. Essa é segredo.
(Pausa para uma palavra: MAQUEFIADAPUTA!)
9. Viva aventuras.
10. Revise, revise, revise.
11. Não há regras.
Compra perdulária para o futuro: um jogo de cartas, ao estilo super trunfo, com carros antigos. Muito legal!
Consegui assistir, na TV aberta (como os antepassados dos sapiens faziam), o documentário que conta a história de Bozo Bozoca Nariz de Pipoca.
Silvia Abravanel atua como apresentadora engessada e entrevistada, onde ela se sai melhor. Talvez seja a única coisa que realmente me incomodou.
De resto, é uma viagem sensacional ao tempo que a TV Mistubishi era minha babá, com intervenções de personagens como Zecão, Lili, Macarrão, Zico, Zoca, Candinha, Marocaa e Sônia Abrão.
Impressionante o momento em que Luiz Ricardo confidencia, em detalhes, seu momento de fraqueza ao ser demitido da função de Bozo.
Uma das pautas pro blog que estão guardadas há séculos: eu ganhei um Lango Lango no programa, vestido de coelho. Lembrei disso (e da minha Charanga da Estrela) enquanto assistia.
Vale rever no Mais SBT.