-
A crise da imagem • Editora Fi • Acesso Aberto
> A Crise da Imagem procura expor como a IAG (Inteligência Artificial Generativa), de forma fascinante, pode democratizar o acesso à criação visual mas, simultaneamente, distorcer narrativas históricas e culturais, perpetuando preconceitos e desigualdades no atendimento a interesses escusos de controle e persuasão. Por isso, as autoras e autores aqui presentes alertam para a imperativa necessidade de transparência, letramento midiático e pensamento crítico, a fim de atenuarmos os riscos potenciais associados à manipulação e desinformação em curso.
Interessantíssimo.
Em tempo: não entendo como uma editora que pretende disponibilizar seus e-books para download não oferece o formato epub ou similar. -
O que são redes sociais? Confira a história e principais exemplos dessas plataformas * Tecnoblog
Não sei se é uma tática viável, mas o Tecnoblog está apinhado de artigos que começam com "o que é" - talvez pra tentar fisgar alguma credibilidade nas buscas catapultadas por IA.
Enfim. Esse, assinado Igor Shimabukuro, faz um resumo bem interessante sobre redes sociais.
As últimas linhas, provavelmente, mereceriam um texto longform à parte. O texto se arrisca a diferenciar "rede social" de "mídia social". Veja lá e, depois, compare com o que o Walter Lima definia, em 2009:
> A mídia social conectada é um formato de comunicação mediada por computador (CMC) que permite a criação, compartilhamento, comentário, avaliação, classificação, recomendação e disseminação de conteúdos digitais de relevância social de forma descentralizada, colaborativa e autônoma tecnologicamente. Possui como principal característica a participação ativa (síncrona e/ou assíncrona) da comunidade de usuários na integração de informações. -
Sigo tentando substituir o Arc, sem sucesso | Cosmoliko
Como é bom redescobrir blogs. O Lerama, do Manual do Usuário, me apresentou o Eliel Guilhen.
Nesse post, ele dá um abraço no que representou o Arc Browser durante o tempo em que o navegador esteve em desenvolvimento. -
Como é a 'dieta da Mente', que promete melhorar a saúde cognitiva - BBC News Brasil
Tem coisa adoidado da BBC aqui, né? A verdade é que eles são sensacionais.
> A dieta Mind (abreviação em inglês para Intervenção Mediterrânea-Dash para Atraso Neurodegenerativo), que pode ser traduzida como "dieta da mente", combina a consagrada dieta mediterrânea com a dieta Dash (abordagem alimentar para combater a hipertensão). Mas também inclui algumas modificações alimentares específicas com base em seus benefícios para a saúde cognitiva.
> Ambas as dietas são bastante estudadas, e demonstraram ser eficazes na prevenção de doenças relacionadas ao estilo de vida — incluindo doenças cardiovasculares e hipertensão. Elas também ajudam a proteger os neurônios do cérebro contra danos e beneficiam a saúde cognitiva.
Lição de casa: montar um catálogo de receitas nessa linha. -
Orango Senac
Plataforma com cursos gratuitos - semelhante a uma variedade, mas com a chancela do Senac. Vale ver. -
Projeto Comprova - Por que o Comprova aboliu as etiquetas de falso e enganoso
Comentário do Sergio Ludke, um dos profissionais que mais se debruça sobre a questão da desinformação, no linquedisney.
> Há tempos eu guardo uma recomendação do Peter Cunliffe-Jones, fundador do Africa Check, para ser mais empático no trato com os leitores. Ele dizia, no antigo Twitter que deveríamos reconhecer o núcleo de verdade que havia numa peça de desinformação e mostrar aos leitores por que eles podem ter acreditado em algo que se provou falso ou enganoso.
Faz todo sentido, ainda que nosso estado mental tenha esfarelado qualquer esforço cognitivo do usuário mergulhado no viés comportamental.
> Desde março, estamos debatendo novas abordagens no Comprova para buscar conexão com um público mais amplo ... Entre as mudanças estão a adoção de outros dois fatores além da verificação do conteúdo (agora estamos analisando com mais profundidade as táticas utilizadas e o contexto dos criadores da desinformação), a abolição das etiquetas (falso, enganoso) e a redação de títulos que enfatizem primeiro a verdade e evitem sempre que possível a reprodução de uma mentira, mesmo como negação ... Precisamos do atrito, de uma fricção de ideias que permita confrontar as evidências da verificação com as alegações falsas ou enganosas. E tudo isso se torna letramento.
A iniciativa é sensacional. -
Superman | Conheça as HQs que serviram de base para o novo filme - Omelete
Vá ver o filme novo do herói que veste uma cueca vermelha por cima da calça.
Aqui, Felipe Vinha relaciona as HQs que estão, de certa forma, ligadas ao longa-metragem do James Gunn. -
Laurence Tratt: The LLM-for-software Yo-yo
LLM vão substituir programadores? (A mesma pergunta é feita pra quem é da Comunicação). Uma boa resposta? LLM é uma ferramenta complementar muito boa; discutir essa pergunta é como debater sobre um dos dois estados possíveis de um io-iô. Isto é: perdemos toda a ação do meio. -
not journal ai
Pague 20 Janjas por mês para receber notificações de notícias no WhatsApp elaboradas por uma curadoria feita por IA. Tem tudo pra dar certo - só que ao contrário. -
Não limite seu podcast ao Spotify - Manual do Usuário
Tudo o que é óbvio precisa ser reforçado sempre. Parece que ninguém lembra mais o que é RSS - e esse aviso óbvio do Ghedin precisa ser reforçado.
Devo ser um dos doze usuários do PocketCasts, por exemplo. E é impossível assinar alguns feeds - simplesmente porque essa informação não é óbvia. Mesmo buscadores como o Google Podcasts ou o Listen Notes não indexam tudo.
> O Spotify usa de “dark patterns” para dificultar a distribuição de podcasts hospedados em sua plataforma em aplicativos rivais. Se você topar com um podcast disponível apenas no Spotify, entre em contato com a pessoa responsável e sugira a inclusão do programa em outros aplicativos ou, no mínimo, a ativação do feed RSS. Todos ganham com isso. -
I Deleted My Second Brain
Sou absolutamente apaixonado por tudo que diz respeito à ideia de CEGUNDO SÉLEBRO. E essa autora, a Joan Westenberg, botou todas as minhocas na minha mente ao apagar todas suas notas, citações, listas etc.
É exatamente o oposto do esforço que faço nesse arremedo de del.icio.us, onde não só sigo pontuando coisas sobre vejo (como num blog dos anos 2000), como alimento um desejo sem FUNAMENTO de recuperar links salvos para ler mais tarde, no Telegram, entre 2016 e 2024.
Por que desejo fazer isso? E o que Joan pensou ao limpar seu cache de rascunhos?
> Construir um segundo cérebro promete memória e produtividade. Mas virou um depósito de ideias velhas, sufocando a criatividade... Minhas anotações viraram uma coleção de "eus antigos", como camadas geológicas.
Posso ser taxado de "doente" se eu disser que essa arqueologia mental não for, necessariamente, um problema?
> Em vez de acelerar meu pensamento, começou a substituí-lo. Em vez de ajudar a memória, congelou minha curiosidade.
Penso que, aqui, a encruzilhada se assemelha a outra reflexão recente, sobre dar peso muito maior à estrutura, ao processo, e nem tanto ao conteúdo e as relações que podem vir a partir desse exercício.
> Sistemas de gerenciamento, como PKM, com raízes em Luhmann, entregam confusão. A citação nunca era vivida. Ficava armazenada, sem ser consumida. Seu vlaor se perdia. A arquitetura afetou minha atenção. Parei de me perguntar e comecei a processar.
Opa, chegamos. É aqui.
> A memória não é um arquivo. É associativa, incorporada, contextual, emocional.
Segundo cérebro pressupõe a etapa de reflexão, reencontro das ideias. Uma estrutura não é o pensamento. Sem isso, o PKM vira uma arapuca; o mapa engole o território.
> Criei um novo problema: o adiamento. Quanto mais meu sistema crescia, mais eu adiava o trabalho de pensar para um "eu do futuro" que iria organizar, etiquetar, destilar e extrair o que importa. Nunca conheci esse eu.
Eu também não. -
G1: Editora de Curitiba cancela prêmio literário após inscrições de obras feitas por Inteligência Artificial
Mais uma da série "Mah váh!?".
Essa é só mais uma, entre muitas áreas, em que a invasão automatizada do imitador algoritmo vai afetar.
Palavras de Salvio Kotter à reporter Mariah Colombo, do G1:
"São muitos os indícios, que, quando se somam, aumentam a certeza. O mais óbvio é o texto impecável do ponto de vista formal, ortografia, gramática e sintaxe em texto de baixo valor literário. Se bem que o autor pode ter revisado à exaustão. Mas aí entram outras questões, cada vez mais abstratas, como o uso de palavras incomuns no português, mas bastante comuns no inglês – a IA escreve em português, mas 'pensa' em inglês".
"Outro ponto é a regularidade das passagens, o texto não cresce nem cai, se mantém em um brilho plástico... E assim seguem-se outros indícios, cada vez mais abstratos. Quando um texto apresenta vários deles, fica muito difícil acreditar que tenha sido produto humano".
"Com o tempo a fotografia foi reconhecida como arte e ambas são hoje importantes. É provável que algo semelhante ocorra com os textos gerados por IAs. Ou não".
Ou não, né?
-
A step-by-step guide to creating topical maps for SEO. Hallam.
É um blog de agência. Texto assinado por uma consultora. Mas trata de criar conteúdos pilares e relacioná-los num mapa semântico.
Passo 1: Identifique o(s) seu(s) Tópico(s) Principal(is). Determine o(s) assunto(s) principal(is) em que seu site se concentrou ao longo dos anos. Isso deve refletir a especialidade ou nicho principal do seu site.
Passo 2: Audite e Catalogue o Conteúdo Existente. A Cristina Halvorson já tratava disso. Use planilhas ou ferramentas (Excel, Planilhas Google) para listar URLs, títulos, tópicos principais, subtópicos e palavras-chave.
Passo 3: Pesquise e Identifique Subtópicos e Clusters. Agrupe o conteúdo relacionado em clusters temáticos (tópicos e subtópicos pilares) com base na relevância e na intenção de busca.
Etapa 4: Mapeie as Interconexões entre os Tópicos. Organize seu conteúdo em uma estrutura hierárquica ou de rede, onde as páginas pilares atuam como hubs que conectam o conteúdo do cluster.
Etapa 5: Crie ou Atualize as Páginas Pilares. Desenvolva ou refine páginas pilares abrangentes que abordem tópicos amplos em profundidade. Isso cria uma hierarquia de conteúdo e uma cobertura temática claras. -
Nem todo mundo nasceu para desligar o computador às 18h
Não quero passar raiva sozinho. Por isso dividi esse link no Órbita, ótimo lugar para debates promovido pelo Manual do Usuário. É um texto de opinião, assinado por uma empreendedora (nunca tinha ouvido falar dela) e publicado num periódico de grande circulação (não entendi a razão).
> Essa rotina maluca não é sacrifício. É entrega, paixão. É gostar tanto do que faz que… A EXAUSTÃO vira PARTE DA DANÇA e não um motivo para desistir
Tem outro nome pra isso na língua portuguesa: masoquismo.
> Porque quem ama o que faz não vive esperando o final de semana, não deseja fugir da segunda-feira e não conta os minutos para desligar o computador
Vive, sim.
> Quando o equilíbrio se torna a única meta, a gente corre o risco de trocar a exaustão pela estagnação
E quem fixa sua meta em qualquer missão que não seja, digamos, humana, fincada na realidade, preocupada consigo mesmo ou com o outro, corre o risco de priorizar o que não importa.
> Isso não é uma apologia ao burnout
É, sim. -
Semantic Search in a Box: Microsoft’s NLWeb for News Publishers
Ainda não entendi exatamente como funciona. Mas esse artigo do Nick Hagar é mais um lembrete: vá entender o que é NLWeb e como funciona "Semantic Search".
> A Three-Step Pipeline. Behind the scenes, NLWeb operates on a straightforward three-stage pipeline designed for simplicity, cost-efficiency, and publisher control.
> Ingest: Standardized Item Collections. To cut down on complexity, it standardizes this process using schema.org conventions.
> Process: Efficient, Low-Cost LLM Logic. Next, when a user sends a query, NLWeb assesses relevance, scores results, and generates explanations.
> Serve: A Flexible, Headless API. Finally, NLWeb delivers its results via a flexible API. It is a “headless” system, meaning it has no built-in, mandatory UI. -
Vídeo curto é pior que texto para aprender, mostra estudo
Da série: MAH VAH!
Trechos da reportagem de Bruno Lupion, da DW, republicada pelo G1, sobre estudo do pesquisador Thorsten Otto, do Instituto de Psicologia da Educação da Universidade Técnica de Braunschweig:
> Ao consumirem esses vídeos, os usuários satisfazem necessidades por informação, entretenimento, conexão social ou regulação emocional sem a necessidade de muito esforço cognitivo. Em troca, o cérebro premia o comportamento com a liberação de dopamina. No entanto, esse jeito de se informar – ou de aprender – vai na contramão de como nosso cérebro funciona para desenvolver os raciocínios complexos que caracterizam uma aprendizagem profunda.
> Alguns estudos indicam que o uso excessivo de mídias sociais e o consumo compulsivo de conteúdo de baixa qualidade – como notícias sensacionalistas, teorias da conspiração e entretenimento vazio – podem literalmente encolher a massa cinzenta, diminuir a capacidade de atenção e enfraquecer a memória. -
BBC: Dá para identificar texto gerado por inteligência artificial?
Pode ler o texto. Mas se quiser poupar um clique: não. -
Betting ads swamp Brazilian football as addiction spikes
Exemplo de reportagem (incluindo personagem ENDIVIDADO) que utiliza uma IA para apoiar a construção de uma base de dados - etapa elaborada pelo brilhante Rodrigo Menegat. -
Criando um plugin de revisão de textos no Figma
O time de content design do QuintoAndar colocou toda a sua documentação a serviço de um plugin para o Figma.
> O plugin funciona no mesmo estilo de um revisor ortográfico. Conforme você escreve e ele identifica um trecho incorreto ou que pode melhorar, grifa de vermelho. Clicando com o botão direito do mouse, aparece uma sugestão de substituição ou instrução. -
Subindo a escada semântica: por que a IA precisa de sentido (e de nós) – Blog do Arquivista 2.0 • Desde 2008
Leia o Charlley.
> A IA não entende como nós. Ela estatisticamente correlaciona dados. Sem estrutura semântica, ela é um papagaio com amnésia: repete, mas não compreende. E é por isso que sistemas de IA precisam de modelos semânticos construídos por humanos.