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Cão Orelha: 'O que adolescentes fizeram acontece todas as noites em casas do Brasil, ao vivo no Discord', alerta juíza Vanessa Cavalieri - BBC News Brasil
Não sei o que pensar.
> Caso de cachorro torturado em SC expõe aumento de atos de violência digital extrema cometidos por adolescentes e compartilhados em grupos da internet, graças a 'combinação explosiva' de uso da tecnologia sem supervisão dos pais.
Tem outra camada nessa história: a sensação de poder e impunidade. Há masculinidade tóxica evidente. Mas esse caso também expõe outro rótulo, mais perverso: o "eu simplesmente posso".
Vejo essa história e imagino quatro acéfalos que não precisam se preocupar com os boletos. Com a roupa suja. Com o que vão comer. Não precisam nem se preocupar com o amanhã: a estrutura na qual vivem é um "tecido social" particular, sempre alvo e sedoso. Tudo bem sair do portão e pisotear no tecido que fica lá fora. O nosso.
Tranquilo. Papai vai ali oferecer "diálogo" pro porteiro ("diálogo" é como papai apelidou o revólver que conseguiu como CAC). Ou posso bater papo com meus amigos do Judiciário.
Imagino ainda que, se essa história for repercutir num programa como o Fantástico, vai haver um esforço enorme pra que os quatro acéfalos e suas famílias sejam poupados. Sabe como é, amigo é pra essas coisas. -
Patrick - Fun with the web
Ando pessimista em relação ao futuro da Web. Por isso é um alento encontrar esse link - sugestão indispeensável do indispeensável Ghedin.
Patrick Brosset, nome que seguramente eu devia conhecer melhor, escreve de forma poética sobre como código pode virar criatividade.
Ele brinca com APIs nativas do navegador, CSS e JavaScript, para estimular a construção de um playground em código aberto.
> The web is an amazingly playful app platform. That's what it was to me some 25 odd years ago, and that's what it still is. A platform where a text editor and a browser of your choice is all you need to start creating. No gatekeepers, no approval processes.
> Every silly experiment, demo, and useless project I've shown here and others I've worked on over the years have taught me something new about the web, and have kept my passion for it alive.
> The web is still magic, and it still matters. Even today when it feels like AI is replacing how people consume and create content.
> Go create something ridiculous, learn by playing, keep the web weird and wonderful.
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This is where I write my Journal on my iPhone | Phong's blog
> There is a small corner on my iPhone that I really love, a place I think most people overlook or sometimes even forget exists.
O autor se refere à função nativa da Apple para redigir um journal/diário. Diz ele que é discreto, acessível, bom para registros sem apps extras, fácil como mandar uma mensagem de texto, com bloqueio por biometria para ninguém ler. E ainda manda lembretes para você não esquecer de escrever. -
Um adeus emocionado ao Chargeonline Brasil | Revista Pirralha
Um dos episódios envolvendo "memória da Internet" que ainda me pegam.
Provavelmente todo "véio" que se lembra como era usar o Netscape tem uma lembrança carinhosa do A Charge Online.
Soube, só tempos depois, que nada daquilo existe mais, por uma série de processos relacionados ao inevitável e implacável tempo. Essa nota, da Revista Pirralha, resgata o episódio.
> O Chargeonline, criado em 1995 pelo cartunista e chargista Mariano, foi retirada do ar no dia 5 de março de 2022. O site foi referência de humor gráfico na internet e por quase 27 anos ele administrou o espaço, mas, com sua morte em 2 de junho de 2021 o site foi perdendo relevância e acabou fechando.
> Apesar de tentativas de migração para plataformas modernas como WordPress, Mariano manteve o site em PHP personalizado, o que complicou a preservação do conteúdo após sua perda. -
Stretching The Limits Of What’s Possible — Smashing Magazine
Esbarrei no link https://histography.io sem querer, navegando em anotações antigas.
Meu comentário ao lado da URL foi: "guarde este link para sempre". Isso foi em 2016, esse ano que virou meme.
Devia guardá-lo, sim. Porque é sensacional.
É uma linha do tempo, alimentada pela Wikipedia, onde cada ponto é um evento histórico -- desde o Big Bang até 2015, ano em que o autor Matan Stauber concluiu seu curso na na Bezalel Academy of Arts and Design.
Há dez anos, Stauber bolou (sem vibe coding!) um rastreador para varrer a Wikipedia, indexar eventos, atribuir valores (baseados em popularidade e comprimento de artigos) e enriquecer com imagens e vídeos.
Ao selecionar um período, a página reconstrói o layout: colunas representam de meses a milhões de anos, dependendo da escala, e cada ponto se posiciona sozinho, de acordo com a quantidade de eventos.
Isso devia estar num GitHub ou algum repositório para preservação histórica. -
Neocities: Create your own free website!
Neocities! Um revival do Geocities! GIFs animados, fundos coloridos, MIDI tocando! Só HTML, CSS e JS! -
Vem com a gente programar em Português! – Cumbuca Dev
Já li alguma coisa a respeito de PSEUDOCÓDIGOS. Nem todo mundo gosta da ideia de entender mais uma sintaxe pra conseguir programar - por que não aprender diretamente na linguagem desejada?
Posso imaginar o debate em cima do PITUGUÊS, essa versão de pseudocódigo para Python. Isso porque, na visão acadêmica padrão, Python já é, digamos assim, simples o bastante.
De toda forma, é interessante enxergar uma comunidade interessada em desenvolver essa ideia e, por que não, fomentar a discussão. -
“Fui perdendo um cliente atrás do outro”: como a IA tem afetado freelancers - Tecnoblog
Por que um profissional, uma empresa, um chefe, um cabeça-de-planilha, trocaria uma mente pensante por uma calculadora?
“Não fazia sentido para a empresa que ficasse bem feito o e-mail. Eles queriam mandar o máximo possível de mensagens no menor tempo possível. Ninguém ia ler aquilo. Nem quem fazia, nem quem revisava, nem quem recebia”.
Taí a resposta.
“Eu começo a sentir que tem uma ressaca desse movimento. Tem algumas pessoas percebendo que você não consegue substituir redator por IA e valorizando um pouco mais o trabalho. Mas eu diria que não voltou ao que era em 2023, ainda está longe disso”
Essa distância vai diminuir quando a percepção de valor e a vontade de pagar também se aproximarem. -
The modern internet is terrible and over-industrialized - YouTube
Mais um link pinçado do Orbita. Um desabafo que gostaria de ter escrito. Por Tom Delalande.
É uma viagem ao tempo em que sites flash (como o lendário GABOCORP) demonstravam criatividade. Isso inclui os famigerados joguinhos.
> Havia algo para todos. Não apenas algo para consumir, mas algo para criar. Algo para contribuir.
A sensação de cansaço, de ausência, de almas penadas digitais, prospera. E ninguém cria mais - ou acha que a IA vai criar alguma coisa.
> Hoje, quase todo mundo passa o tempo nos mesmos quatro ou cinco sites. Todos degradados no que eu chamo de os três P das redes sociais: política, polarização e pornografia. Em lugares como Twitter ou Reddit, quase sempre é uma mistura dos três. -
Otra vez sopa: la crisis de la universidad. | Hipermediaciones
Carlos Scolari dando chutes nos ovos nesse texto aqui.
Começa com a inovação no discurso. : "mientras más se habla de cambiar un ámbito de la vida humana, menos se transforma" e "cada vez que la palabra innovación aparece junto a universidad muere un gorrión en Cambridge".
Termina com o impacto da IA na coisa toda:"Los trabajadores con menos experiencia son los más afectados por la difusión de las IA".
Pra ler com muita, mas muita calma. -
Questionário Proust
Descobri que o escritor francês inventou essas perguntas (que remetem aos antigos cadernos que as meninas do primário circulavam na sala de aula) como forma de autoconhecimento. E a Revista Gama tem uma seção permanente, com respostas de personalidades. -
Site oficial do Orelhão e de sua inventora Chu Ming Silveira
Sensacional! É um lindo site sobre esse ícone, que vai deixar de existir a partir de 2026. -
Beethoven contra o ruído do mundo - Jornal da USP
Paulo Nassar está falando com a imprescindível Petria Chaves, na CBN, a respeito do volume de informação, do cansaço que isso produz e da relação com Beethoven.
> Quando os dias se abrem sob o som imaginário das trombetas da guerra, quando o noticiário e as conversas cotidianas parecem disputar quem produz mais ruído e menos sentido, o desânimo não é fraqueza: é sinal de lucidez. Há épocas em que estar cansado é apenas reconhecer que algo essencial está sendo ameaçado.
No bate-papo, Nassar traz de volta McLuhan ("como é possível ficar melancólico e catatônico ao mesmo tempo") e traz o presentismo ("como posso sair do ruído").
> Para quem hoje se sente desanimado, talvez reste esse consolo firme e exigente: a história já foi mais escura do que o presente, e ainda assim produziu obras capazes de convocar a humanidade ao que ela tem de melhor. Se, no silêncio forçado da surdez, um homem do século 19 pode proclamar a alegria comum, então o ruído do nosso tempo não é absoluto. -
Tire este peso das suas costas | Webinsider
Conversava com Rina sobre "como era gostoso aquele tempo da Internet" e similares. Então a gente lembrou do Michel Lent.
Vez ou outra me vem essa "sensação de lobotomia", como se parte dos últimos anos (casamento, crianças, pandemia, ritmo de vida) contribuísse para que o "meme do 2016" se instale na mente. No meu caso, volto pra 2006, 1996...
Daí, Michel Lent. Lembro dele em palestras, artigos. Ele tinha um site incrível (Viu Isso, cujo domínio agora pertence a um desses caça-níqueis).
Dessa lembrança, veio outro nome: Vicente Tardin. "Lembra dele também?", perguntei pra Rina.
Ela não ligou o nome à pessoa. Então lembramos do Webinsider.
Estou desacostumado a clicar nesses nomes da época do "como era gostoso aquele tempo da Internet" e não esbarrar em links quebrados, sites inexistentes, enfim.
E lá estão, Webinsider, Vicente Tardin, Michel Lent. E seu último artigo conversa comigo como na época em que ele dizia "tem muito ruído sendo dito por aí", sei lá, em 2006.
> Para quem entrega estratégia, visão e resolução de problemas complexos (o sênior), vender 100% do tempo para um único CNPJ é ineficiente para a empresa e arriscado para o profissional.
Chablau. -
How Browsers Work
Pincei esse link do sempre indispensável Órbita. Descobri, com ele, a combinação Github + Cloudfare Pages. A ver. -
30 years of ReactOS
ReactOS é um sistema operacional gratuito e de código aberto que tenta imitar o Windows antigo, como o XP ou Server 2003, para rodar programas e drivers feitos para ele. Sensacional! (Obrigado, Ghedin, por me apresentar a essa alegria!) -
Uma história sobre ter várias mulheres ao mesmo tempo virou chacota na web
Se O Agente Secreto levar o Oscar, alguém pode dedicar o troféu ao verdadeiro "agente secreto" da vida de Kleber Mendonça Filho: o jornalista que, em 2019, foi pivô de uma das histórias da vida privada mais marcantes da Internet Brasileira.
Teve traição, processos judiciais, vidas viradas do avesso... Mas também teve hashtag, título de filme provisório (Onze Mulheres e Um Bacurau) e a lenda que segue no imaginário popular: levar 11 amantes na sala de cinema para ver Bacurau.
Alguém precisa recuperar o tuíte de Kleber Mendonça Filho dizendo "Er... Obrigado!" em resposta ao episódio. -
30 anos não são 30 dias - Revista Casper
Sem querer, achei o site da Revista Casper. E esse texto de Enzo Cipriano e Luca Uras.
Eu nunca escrevi nada pro Esquinas. Não sei se era por conta do perfil de Marcos Faerman, citado e venerado (com razão) no texto.
> “Jornais e navios são belos porque podem mudar o curso de suas rotas.” Essa frase foi dita por Marcos Faerman, em 1996, à época editor da Esquinas de S.P. A publicação nasceu, um ano antes, como um jornal que tratava dos temas cotidianos.
Era bem mais do que isso. Nos tempos de Marcos Faerman, havia um estímulo profundo em imersões antropológicas. Ouvir histórias. Sentir a realidade. Traduzi-la em palavras. Editá-la até chegar ao melhor resultado possível.
Lembro dele perto do escadão, aproximando-se dos alunos, interessado em saber quais eram suas próximas histórias.
Falei alguma coisa sobre "o impacto da Internet".
Pois é, em 1996.
Faerman odiava qualquer coisa envolvendo computador. Não deixou eu terminar de falar. Não era pessoal (ou, se era, jamais vou saber). Reagiu seguindo seus princípios.
Provavelmente não ligou o nome ao aluno. Dias se passaram e, durante a aula de Jornalismo Interpretativo (era esse o nome da disciplina), desceu o sarrafo naquilo que chamava de "vida estéril, artificial, pasteurizada, xoxa, capenga, anêmica, frágil, inconsistente", enfim.
O aluno de jornalismo de 30 anos atrás pensava que o real e aquilo que aparecia como "virtual" poderiam coexistir. Não consigo imaginar como Marcos Faerman sobreviveria ao que virou o Jornalismo, a Internet, a realidade.
> Para o futuro, Esquinas planeja avançar na produção audiovisual. A ideia é multiplicar cada vez mais as produções contando com mais edições do Papo de Esquina, videocast produzido pelos editores, e produções vindas dos próprios alunos, como documentários. Além disso, uma presença significativa nas redes socais também é desejada.
Pensando aqui. Provavelmente ele diria que tudo isso só funciona se mostrar uma história arrancada da terra com suas próprias mãos, sentindo a aspereza do solo e traduzindo em palavras embedadas com sangue e suor. -
Scott Adams, criador do quadrinho 'Dilbert', morre aos 68 anos - G1
Ultimamente, o criador de Dilbert andava meio ablublé. Num de seus livros recentes, explorava de forma, mmmhhh, entusiasmada, o método trumpista de persuasão. "Num mundo onde cada cabeça mantém uma porção de filtros mentais", crenças pré-existentes, emoções e associações, a repetição e a linguagem emocional vencem a lógica".
Blé.
Meu Scott Adams favorito era o dos anos 1990, criador do do Princípio Dilbert.
"Quanto maior o dano que um funcionário pode provocar em seu dia-a-dia produtivo, maior a chance da empresa promovê-lo a lugares onde causam menos problemas: os cargos de gestão!".
Vai dizer que não concorda?
Soube no G1 que, quando Joe Biden anunciou que sofria com o câncer, Adams, se solidarizou, colocando de lado qualquer viés. -
Windows 3.1 Flash Edition
Pra quando eu tiver tempo na vida: mergulhar na mente de quem cria uma versão do Windows 3.1 capaz de rodar em dispositivos limitados atuais.