Paulo Nassar, professor da ECA, cita Byung-Chul Han e faz menção a "espaços de resistência" contra algoritmos.
Quanto mais a vida é organizada por plataformas alimentadas por atenção, dados e otimização) mais as pessoas criam ou voltam a praticar rituais fora das telas e sem a obrigação de serem produtivos, capazes de interrompem essa lógica e recuperar silêncio, presença e sentido.
Quero acreditar nisso.
Tá com tempo livre? Divirta-se!
> Transform any website into pure chaos with burning cursors, Comic Sans everything, fake cursors, runaway buttons, and more. A humorous parody tool - NOT for actual use on real sites. Some people just want to watch the web burn.
Já devo ter dito isso antes. Mas eu sou muito, muito fã da Inesplorato.
Um dos meus objetivos pessoais é: entender os pormenores do que eles entendem por "curadoria do conhecimento" e aplicar a qualquer contexto.
Debora Emm, uma das fundadoras, compartilha aqui um dos tópicos que mais me angustia nesse 2026: de que forma nossa ginástica mental está sendo substituída por "snacks" produzidos por IA.
> Desenvolver mecanismos para lidar com os inúmeros estímulos da realidade faz parte da forma como organizamos a vida em sociedade. Simplesmente não dá para parar, prestar atenção e pensar sobre tudo. Mas o que perdemos quando passamos a consumir apenas aquilo que já chega pronto e elaborado?
Não sei. Preciso de ajuda pra responder a isso.
É o site mais sensacional da Internet.
Não compartilhei o link por ser uma comunidade online para designers e criativos compartilharem seus trabalhos.
Compartilhei um ERRO 404. Olha que sensacional: ele filtra páginas a partir da cor!
Esse texto da Natalia Viana tem duas observaçoes interessantes.
A primeira: se a "Big Techs sao os novos conglomerados de mídia, 'fica claro que nós, jornalistas, somos necessariamente o inimigo para esta nova ordem autoritária global."
A segunda: Chatham House Ruleia!
> O evento foi realizado segundo as “Chatham Rules”, ou seja, ninguém pode filmar, nem gravar, e não podemos citar quem mencionou o que ao longo da discussão. Foi uma decisão acertada: sem poder gravar ou postar a conversa online, a avidez por segurar o telefone cessou. Todos estiveram presentes com total atenção.
Genial!
Victor Calcagno reúne, no mesm texto, a FEIRA DA FRUTA TIKTOKER e a MERDIFICAÇÃO do Cory Doctorow.
Vídeos curtos. Conexão emocional. Conteúdos superficiais e caóticos. Clímax de tensão que vira ganchos para os próximos. Cores e formas infantis e atraentes, incluindo figuras "feminizadas". Plataformas piorando a experiência em favor da atenção do usuário e lucro aos anunciantes.
Isso aqui é sensacional.
> Una investigación sobre Guernica de Pablo Picasso llevada a cabo por el Museo Reina Sofía y compuesta por alrededor de 2000 documentos.
Começa com uma imagem gigapíxel do mural “Guernica”, que permite “olhar” a pintura muito de perto.
O artigo de Kyle Kingsbury é uma visão crítica e longa sobre os limites e problemas dos LLMs. É muito alinhado ao que o Marcelo Soares chama de "gerador de lero-lero": ele cria "texto plausível frequentemente desconectado da realidade".
Uma consequência é:infiltram-se na cultura como "narradores não confiáveis", produzindo "fanfic da realidade" em escala massiva, o que erode a confiança compartilhada em fatos, arte e comunicação.
Pois então.
Texto de Demi Getschko, lenda da Internet brasileira, sobre o que fizeram da nossa contracultura.
É um texto que nos lembra que a internet foi criada com visão libertária, sem controle central, por acadêmicos dos anos 70. Um troço completamente distante do que se vê hoje.
Ele aponta para os perigos de dar voz a qualquer bobagem, o problema dos "jardins murados" por plataformas e o sumiço da praça pública de Habermas. O resultado é: vence o engajamento (seja lá o que isso quer dizer), perde a conversa.
Das coisas que eu já deveria ter visto antes: David DeSandro, engenheiro e designer especializado em JavaScript e UX, mantém bibliotecas open-source muito legais como Masonry (layout em grade em cascata) e Isotope (filtros e ordenação sensacionais).
Não confunda com o notebook que compartilha código e texto - formato ipynb.
Da Wikipedia:
> Jupyter Book é uma ferramenta open-source para criar livros interativos e narrativas computacionais a partir de notebooks Jupyter ou Markdown. Ela permite publicar conteúdo com código executável, referências cruzadas e elementos interativos diretamente na web, ideal para pesquisadores, educadores e cientistas de dados.
Vai mandar um e-mail? Pense antes!
Clareza. Relevância. Eficiência. Concisão. Comece com o que importa.
Obrigado, Michael Lynch
Técnica de defesa que utiliza arquivos HTML ignorantemente compactados para travar robôs de IA agressivos que ignoram o robots.txt.
Taí algo que ninguém fala: por que diabos não organizam URLs de acordo com seus conteúdos, do jeito que o Flickr faz? (Pincei esse link do Gabriel, no Órbita)
Saudade de quando a Internet era assim
Configurações para "remove AI features, telemetry data reporting, sponsored content, product integrations, and other annoyances from web browsers". Dica do Ghedin.
Shane Parrish, autor de "Pensamento Eficaz", sem querer faz um convite para celebrarmos trinta anos de Jornalismo na Internet:
Livre-se dele. É manchete demais.
> É como tentar beber água de uma mangueira de incêndio – estamos afogados em fatos, mas famintos por conhecimento verdadeiro.
Por que? Em essência: a velocidade prejudica a qualidade e o contexto. Conteúdo superficial produzido por custos de produção nulos. Máquinas de caça-níqueis querem sua atenção. A narrativa derrota a realidade ou desviam a atenção para a história que deveria ser contada.
> Num mundo onde as notícias são gratuitas e abundantes, estar errado não custa nada, mas ser enfadonho custa tudo.
O problema, diz ele, está na economia da atenção. Por conta dela, notícias funcionam ainda como câmara de eco: atenção fragmentada, compreensão superficial e da erosão gradual da nossa capacidade de enxergar o que realmente importa. "Quando foi a última vez que você leu algo e pensou: opa, eu estava errado?".
Isso tem a ver com que o Ces Michelin postou esses dias no LINQUEDISNEY:
> O mundo está cheio de gente "bem-informada". Eles sabem recitar as buzzwords da semana. São enciclopédias ambulantes de trivialidades. Mas estamos famintos por algo mais raro: criadores de sentido. Não precisamos de mais um repassador de links. O mundo precisa da sua visão sobre eles.
Evidentemente, nem Shane nem Ces estão falando do modelo opinativo dos canais de notícia. É outra coisa.
Pra pesquisar quando der tempo.
Em Svelte, cada componente é um arquivo .svelte que mistura HTML, CSS e JavaScript no mesmo bloco.