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How Browsers Work
Pincei esse link do sempre indispensável Órbita. Descobri, com ele, a combinação Github + Cloudfare Pages. A ver. -
A internet perdeu o atrito (e nós perdemos com isso) | Nucleo Jornalismo
Esse texto do Sergio Spagnuolo me fez voltar a pensar sobre a Teoria da Carga Cognitiva, de John Sweller, relativamente conhecido por quem milita no design instrucional.
Quando você quer aprender alguma coisa, seu cérebro aciona a memória de trabalho. Não se sinta ofendido, mas a verdade é que essa ferramenta é naturalmente limitada. Não tem como manusear, conscientemente, mais do que sete unidades de informação.
Já a memória de longo prazo tem capacidade ampla. Aqui mora o nosso problema: como estimular um aluno, seu tio militante, sua esposa cansada ou o filho disperso a pegar uma informação relevante, refletir e transformá-la de acordo com a sua realidade para, finalmente, transferi-la para estruturas duradouras de conhecimento - aquilo que Paulo Freire, entre outros, define como "aprendizagem"?
John Sweller sugere que você precisa lidar com três cargas cognitivas.
Uma é a carga intrínseca. Essa é inerente ao tema que você quer entender. Claramente, alguns assuntos são mais difíceis que outros. Professores, profissionais de comunicação e divulgadores costumam dividi-la e organiza-la em umka sequência sugerida.
Algumas sequências são menos complexas do que outras. O dilema comum, aqui, é: seja qual for o assunto, não tem atalho. O conteúdo fundamental precisa existir.
Onde dá para mexer? Na carga "estranha", por exemplo. Troque a expressão por "apresentação". É tudo aquilo que não precisa existir. Ruído. Fricção. Tudo que os colegas de UX adoram estudar para compreender onde eliminar atrito, informação confusa. Na visão de Sweller, "carga estranha é eliminável sem perda".
Chegamos à carga relevante. É o "como lidar com essa informação". Como funciona o modelo mental para abstrair, fazer associações, interpretar, digerir. É o quanto você investe de tempo e recursos para construir a síntese. Esse processo fica por sua conta e não há regra única. Alguns gostam de fazer como Feynman: tente explicar o que você entendeu para outra pessoa, como se fosse uma criança.
As três cargas competem pelo seu cérebro. Isso nos leva ao que Sweller sugere: minimize carga estranha, gerencie carga intrínseca, maximize carga relevante. Faz sentido?
Vamos voltar ao texto do Sérgio? O que acontece quando o sistema não é pensando para aprendizagem, mas sim para tomar seu tempo de assalto? E se o designer não quer que você construa nenhum esquema relevante (vou marcar estes posts e perfis como lidos para vê-los mais tarde) -- pelo contrário, te deixe cada vez mais perdido, rolando, clicando e passando adiante uma sequência efêmera de reações?
"A internet hoje em dia é desenhada para tirar esse tipo de agência de nós, removendo fricção onde for possível a fim de facilitar comunicação, gratificação e, claro, venda de produtos e serviços de anunciantes. Algumas das mentes mais brilhantes da engenharia moderna estão, neste exato momento, trabalhando para você passar 10 minutos a mais no Instagram."
John Sweller diria: esses sistemas maximizam carga estranha (disfarçada de engajamento emocional) e reduzem carga relevante (que permitiria a você construir esquemas). E a carga intrínseca? Tanto faz ela existir ou não. Não faz diferença, o movimento não acontece por conta dela.
"Alguma fricção ajuda a tornar nossas vidas mais dignas, a fazer valer a pena conquistar e pensar certas coisas".
Opa. -
Bluesky Feed Bot
Proposição para 2026: fazer essa pagininha repostar no Bluesky.
> Bluesky Feed Bot is a GitHub Action for posting RSS feeds to Bluesky via GitHub Actions workflows. -
A era da pós-vergonha | objETHOS
Marcelo Soares tem uma hipótese muito interessante: a de que não há mais constrangimento público em bancar a mentira nas redes sociais. Isso representa um desafio para jornalistas e sociedade interessada em reconstruir sua credibilidade -
Construindo nosso novo ano
Roney Belhassof escreve sobre várias coisas que sempre me animam -- mas provavelmente ele não tem crianças pequenas em casa.
Algo que me agrada na visão dele: a forma elegante como ele sugere se afastar dos algoritmos por meio do que chama "grande Internet".
> Faça do seu navegador uma janela para as coisas que te interessam e não um balcão por onde te empurram estímulos
Ele sugere ainda o que costumo fazer aqui: anotar.
> Isso é algo que vale a pena guardar? Será que já não vi o suficiente disso? Esses estímulos estão me fazendo bem?
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Pensar ou acreditar? A fragilidade crítica e a desordem informacional
Artigo interessante de Ramsés Albertoni sobre os limites da informação.
> No Brasil, apesar dos avanços na alfabetização básica, uma parcela significativa da população possui dificuldade em interpretar textos longos, inferir significados, relacionar informações de diferentes fontes ou identificar a necessidade de pesquisar a fundo. Para o indivíduo com baixo letramento crítico a informação que chega com apelo emocional, urgência e em linguagem simplificada (características das fake news) é aceita sem a devida checagem. Assim, onde a educação formal falha em munir o cidadão com ferramentas para ler o mundo criticamente, ele se torna refém da desinformação. Não é apenas a falta de acesso à informação correta, mas a incapacidade de processá-la e de distinguir a fonte confiável da fonte falaciosa. -
Why I create presentations in HTML - Philipp Hartenfeller
Um dia eu chego lá!
> Since a year, I don't use PowerPoint anymore. I instead enjoy using HTML and CSS to create my slides with reveal.js.
(Via Órbita) -
NÃO DIGA ALÔ!
Diga "Programa Flávio Cavalcanti!"! Nossos comerciais, por favor!
Não, nada disso. É um manifesto excelente pra gente que manda "oi" no Zap esperando resposta antes de ir direto ao assunto. -
Tecnoblog - “Maior parte da internet está morta”, diz cofundador do Reddit
> O cofundador do Reddit Alexis Ohanian afirmou que a internet está se tornando um ambiente “robótico”, dominado por conteúdo automatizado e de baixa qualidade criado por inteligência artificial.
Mah vá!?
> Ele acredita que a “próxima geração de mídias sociais será comprovadamente humana”, movida pelo desejo de interações mais autênticas.
Vou contar uma coisa incrível.
Sabe quem é grande candidata a "próxima geração de mídia social comprovadamente humana"?
Sim, os blogs pessoais dos anos 2000. -
Primeiro evento do Homebrew Website Club Curitiba
Olha que programa divertido - e que desculpa incrível pra ir a Curitiba até o final do ano!
A ideia é "criar um espaço onde as pessoas possam se encontrar e trocar ideias sobre como criar, melhorar e manter um site pessoal". -
PagedJS
PagedJS é uma biblioteca JavaScript gratuita e de código aberto que permite paginar conteúdo diretamente no navegador para criar documentos PDF a partir de qualquer conteúdo em HTML -
The Archivist, or How I Built A Book Scanner in Six Years
Adoraria ter tempo pra fazer isso aqui.
> This machine is a book scanner that I designed. It makes paper books into digital books. When I started this project in 2009, there was almost no useful information on the internet about how to design, build, and operate a book scanning machine. -
Google is killing the open web - wok
Para ler com calma. Sobre o enfraquecimento da web aberta e descentralizada. Faz uma ode aos formatos XML e XSLT ao dizer que "são cruciais para manter a web universal e aberta, permitindo interoperabilidade e a criação de documentos complexos e acessíveis". Menciona ainda um "desmonte ao RSS" - um dos temas que vivem no meu rascunho "pra quando o blog voltar". -
Bia Granja: ˜O business da internet é o business da felicidade˜
Hoje mandei um e-mail pra Bia Granja.
Talvez ela não veja, nem responda. Tudo bem.
Se você não tem ideia de quem estou falando, esse artigo, de 2015, redigido pela Daniela Paiva, faz uma bpa síntese.
O que o texto, digamos assim, não se aprofunda, tem a ver com a iniciativa construída por ela, ao lado de Bob Wollheim, em 2006.
> Juntos (afetivamente e profissionalmente), em 2006 encamparam o projeto da revistinha PIX, que falava das coisas legais da internet, mas sem afetação. Sem achar que aqueles seres eram ETs.
Todo mundo conhece YouPIX como plataforma impulsionadora de creators. Mas ninguém lembra da revistinha, em formato de cartão-postal, distribuída gratuitamente.
Levante a mão quem desejaria reencontrar esse acervo, que conta uma boa parte dos primórdios da web nacional. -
jQuery Terminal: JavaScript Web Based Terminal Emulator
Não sei se um dia eu vou usar isso aqui. Mas é bem interessante. Descobri ao abrir a versão demonstração da biblioteca Pedalboard. -
A crise da imagem • Editora Fi • Acesso Aberto
> A Crise da Imagem procura expor como a IAG (Inteligência Artificial Generativa), de forma fascinante, pode democratizar o acesso à criação visual mas, simultaneamente, distorcer narrativas históricas e culturais, perpetuando preconceitos e desigualdades no atendimento a interesses escusos de controle e persuasão. Por isso, as autoras e autores aqui presentes alertam para a imperativa necessidade de transparência, letramento midiático e pensamento crítico, a fim de atenuarmos os riscos potenciais associados à manipulação e desinformação em curso.
Interessantíssimo.
Em tempo: não entendo como uma editora que pretende disponibilizar seus e-books para download não oferece o formato epub ou similar. -
O que são redes sociais? Confira a história e principais exemplos dessas plataformas * Tecnoblog
Não sei se é uma tática viável, mas o Tecnoblog está apinhado de artigos que começam com "o que é" - talvez pra tentar fisgar alguma credibilidade nas buscas catapultadas por IA.
Enfim. Esse, assinado Igor Shimabukuro, faz um resumo bem interessante sobre redes sociais.
As últimas linhas, provavelmente, mereceriam um texto longform à parte. O texto se arrisca a diferenciar "rede social" de "mídia social". Veja lá e, depois, compare com o que o Walter Lima definia, em 2009:
> A mídia social conectada é um formato de comunicação mediada por computador (CMC) que permite a criação, compartilhamento, comentário, avaliação, classificação, recomendação e disseminação de conteúdos digitais de relevância social de forma descentralizada, colaborativa e autônoma tecnologicamente. Possui como principal característica a participação ativa (síncrona e/ou assíncrona) da comunidade de usuários na integração de informações. -
Sigo tentando substituir o Arc, sem sucesso | Cosmoliko
Como é bom redescobrir blogs. O Lerama, do Manual do Usuário, me apresentou o Eliel Guilhen.
Nesse post, ele dá um abraço no que representou o Arc Browser durante o tempo em que o navegador esteve em desenvolvimento. -
A step-by-step guide to creating topical maps for SEO. Hallam.
É um blog de agência. Texto assinado por uma consultora. Mas trata de criar conteúdos pilares e relacioná-los num mapa semântico.
Passo 1: Identifique o(s) seu(s) Tópico(s) Principal(is). Determine o(s) assunto(s) principal(is) em que seu site se concentrou ao longo dos anos. Isso deve refletir a especialidade ou nicho principal do seu site.
Passo 2: Audite e Catalogue o Conteúdo Existente. A Cristina Halvorson já tratava disso. Use planilhas ou ferramentas (Excel, Planilhas Google) para listar URLs, títulos, tópicos principais, subtópicos e palavras-chave.
Passo 3: Pesquise e Identifique Subtópicos e Clusters. Agrupe o conteúdo relacionado em clusters temáticos (tópicos e subtópicos pilares) com base na relevância e na intenção de busca.
Etapa 4: Mapeie as Interconexões entre os Tópicos. Organize seu conteúdo em uma estrutura hierárquica ou de rede, onde as páginas pilares atuam como hubs que conectam o conteúdo do cluster.
Etapa 5: Crie ou Atualize as Páginas Pilares. Desenvolva ou refine páginas pilares abrangentes que abordem tópicos amplos em profundidade. Isso cria uma hierarquia de conteúdo e uma cobertura temática claras. -
Semantic Search in a Box: Microsoft’s NLWeb for News Publishers
Ainda não entendi exatamente como funciona. Mas esse artigo do Nick Hagar é mais um lembrete: vá entender o que é NLWeb e como funciona "Semantic Search".
> A Three-Step Pipeline. Behind the scenes, NLWeb operates on a straightforward three-stage pipeline designed for simplicity, cost-efficiency, and publisher control.
> Ingest: Standardized Item Collections. To cut down on complexity, it standardizes this process using schema.org conventions.
> Process: Efficient, Low-Cost LLM Logic. Next, when a user sends a query, NLWeb assesses relevance, scores results, and generates explanations.
> Serve: A Flexible, Headless API. Finally, NLWeb delivers its results via a flexible API. It is a “headless” system, meaning it has no built-in, mandatory UI.