Inclui aqui os ARROMBADOS do Vibe Coding - aliás, qualquer hora dessas, preciso escrever sobre os ARROMBADOS do Vibe Coding.
Tenho algo em comum com o tetracampeão de futebol argentino. Evidentemente, não é o talento com a pelota nem a conta bancária.
Tá com tempo livre? Temas ligados à gente, criatividade, mídia etc. Tudo de grátis!
Projeto de mapeamento open-source desenvolvido por Scott Reinhard para a Reuters. Sensacional! Inclui camadas vetoriais personalizáveis para dados automatizados.
Para guardar e olhar no futuro. A ideia, assinada por Gabriel Lima, parece muito interessante - e talvez dialogue com gerações mais novas do que a minha, que sente falta de coisas como O GUIA MAPOGRAF no porta-luvas.
Não sei como esbarrei nesse link (talvez por causa do termo "metadata", mas é muito interessante ver gente dedicada a uma tecnologia que fez funcionar o JABBER no final do século passado.
Descobri esse texto da Anna Rogersno LINQUEDISNEY do Cris Dias.
Em resumo:
> A escrita é a ferramenta com a qual o pensamento se concretiza.
Exatamente. Estamos deixando de pensar?
> Automatizar o trabalho destinado a fortalecer suas habilidades mentais faz tanto sentido quanto ter alguém para ir à academia em seu lugar.
Opa.
Proposição para 2026: fazer essa pagininha repostar no Bluesky.
> Bluesky Feed Bot is a GitHub Action for posting RSS feeds to Bluesky via GitHub Actions workflows.
Carlos Scolari sugere três livros para explorar como as IAs podem auxiliar no pensamento histórico, teórico e metafórico sobre comunicação e tecnologia.
O link é um lembrete sobre a história da gaúcha eleita como uma das dez figuras mais importantes do mundo em relação ao uso da IA. Soube dela no ultimo Globo Repórter do ano.
Para consultas futuras: expressões úteis do Calibre para pesquisar e-books na biblioteca.
Marcelo Soares tem uma hipótese muito interessante: a de que não há mais constrangimento público em bancar a mentira nas redes sociais. Isso representa um desafio para jornalistas e sociedade interessada em reconstruir sua credibilidade
Roney Belhassof escreve sobre várias coisas que sempre me animam -- mas provavelmente ele não tem crianças pequenas em casa.
Algo que me agrada na visão dele: a forma elegante como ele sugere se afastar dos algoritmos por meio do que chama "grande Internet".
> Faça do seu navegador uma janela para as coisas que te interessam e não um balcão por onde te empurram estímulos
Ele sugere ainda o que costumo fazer aqui: anotar.
> Isso é algo que vale a pena guardar? Será que já não vi o suficiente disso? Esses estímulos estão me fazendo bem?
Artigo de 2022 da MIT Sloan explica, de forma simples, como um método de otimização exata pode resolver o Wordle (o Term.ooo do NYT). Traz uma abordagem de planejamento passo a passo, baseada na optimização exata, para chegar na resposta de uma forma estruturada.
Cada palpite de cinco letras gera feedback que restringe quais letras estão na palavra e onde elas podem estar.
Comece com uma palavra inicial que tenha boa chance de revelar informações úteis. Palavras com letras comuns e uma boa distribuição de vogais costumam funcionar bem.
Após a primeira jogada, observe quais letras estão coloridas e em que posições. Identifique quais letras já foram confirmadas na palavra e quais podem estar ausentes. Use esse feedback para planejar a próxima jogada com base no que ainda pode ser a resposta.
Selecione a próxima palavra entre as possibilidades que maximize a informação obtida com o feedback esperado. A ideia é sempre reduzir o espaço de soluções com cada palpite.
Artigo interessante de Ramsés Albertoni sobre os limites da informação.
> No Brasil, apesar dos avanços na alfabetização básica, uma parcela significativa da população possui dificuldade em interpretar textos longos, inferir significados, relacionar informações de diferentes fontes ou identificar a necessidade de pesquisar a fundo. Para o indivíduo com baixo letramento crítico a informação que chega com apelo emocional, urgência e em linguagem simplificada (características das fake news) é aceita sem a devida checagem. Assim, onde a educação formal falha em munir o cidadão com ferramentas para ler o mundo criticamente, ele se torna refém da desinformação. Não é apenas a falta de acesso à informação correta, mas a incapacidade de processá-la e de distinguir a fonte confiável da fonte falaciosa.
Discussão muito interessante. Reportagem de João Batista Jr.
> “Quando peguei a Raquel para fazer, falei: ‘A narrativa dessa mulher é a cara do Brasil. Ela vai ter uma ascensão social a partir do trabalho. Ela vai ascender e vai permanecer. Isso vai ser uma narrativa muito nova do que a gente vê sobre representação da mulher negra na teledramaturgia brasileira’ (…) Quando vejo que isso não aconteceu, como uma artista que quer contar uma nova narrativa de país, e a dramaturgia proporciona isso, confesso que fico triste e frustrada (…) A Raquel tinha todas as possibilidades da gente contar essa nova narrativa. E quando li, pensei: ‘Ai, meu Deus, não vai ter?’ Não, não vai ter. Tenho que lidar com a realidade que me cabe, que é a de intérprete de uma personagem que não é escrita por mim (…) Também tinha esperança disso e gostaria muito de vê-la assim. Como mulher negra, como artista negra, de ver uma outra narrativa sobre mulheres negras.”
> A mera transferência de informação falha em transformar pessoas. Estórias funcionam.
> Há alguns livros de não ficção que fico feliz de ter lido uma vez. Mas há romances que já li cinco vezes — e lerei novamente.
Esse site armazena um livro digital, editado por James Hague, lançado em março de 1997 e considerado um dos primeiros projetos de retrogaming. Entrevista gente que atuou no desenvolvimento de jogos antigos. A obra foi formatada em HTML e comercializada por correspondência, distribuída em disquetes de 3 1/2 pelo selo Dadgum Games, a 20 dólares cada. O floppy disk continha a coleção de entrevistas, que, por seu conteúdo sobre programadores clássicos, ainda é lembrado anos mais tarde, Sensacional!
Basicamente: o autor descobriu a SANDICE que resulta na criptografia de um e-book e, para driblar, faz um mix de “OCR” e análise estatística de fontes. Muito empenho!
Tá com tempo de sobra? Perca-se em ângulos e comedouros diferentes enquanto suspira.
Espera-se que seja a Copa mais cara, poluente e politicamente carregada até hoje. Que delícia.
Um dia eu chego lá!
> Since a year, I don't use PowerPoint anymore. I instead enjoy using HTML and CSS to create my slides with reveal.js.
(Via Órbita)
> O papel do jornalista é fornecer às pessoas informações básicas e práticas que lhes permitam conduzir suas vidas cotidianas. O jornalismo é uma espécie de biblioteca, um “banco compartilhado de conhecimento e pensamento” a que qualquer pessoa deveria ter acesso.
Definição impecável de Gustavo Sobral nesta resenha de "What Is Journalism For?", de Jon Allsop.
Diga "Programa Flávio Cavalcanti!"! Nossos comerciais, por favor!
Não, nada disso. É um manifesto excelente pra gente que manda "oi" no Zap esperando resposta antes de ir direto ao assunto.
> O cofundador do Reddit Alexis Ohanian afirmou que a internet está se tornando um ambiente “robótico”, dominado por conteúdo automatizado e de baixa qualidade criado por inteligência artificial.
Mah vá!?
> Ele acredita que a “próxima geração de mídias sociais será comprovadamente humana”, movida pelo desejo de interações mais autênticas.
Vou contar uma coisa incrível.
Sabe quem é grande candidata a "próxima geração de mídia social comprovadamente humana"?
Sim, os blogs pessoais dos anos 2000.
Esse link tem dois objetivos.
Primeiro: lembrar do TabNews e incluí-lo na lista de leituras diárias pra abrir quando dá.
Segundo: estudar Node e entender como é possível criar seu "notebooklm" particular.
Olha que programa divertido - e que desculpa incrível pra ir a Curitiba até o final do ano!
A ideia é "criar um espaço onde as pessoas possam se encontrar e trocar ideias sobre como criar, melhorar e manter um site pessoal".
Filipe Speck no Jornal Matinal. Link pinçado no Órbita.
> A pergunta que fica é se o jornalismo vai conseguir dar forma visível a esse novo espaço comum. Esse debate precisa acontecer. Do contrário, a febre por inovação pode tirar do jornalismo profissional a função – que parecia intocável nos últimos séculos – de mediar o debate público e de denunciar as sombras daquilo que orgulhosamente chamamos de civilização.
PagedJS é uma biblioteca JavaScript gratuita e de código aberto que permite paginar conteúdo diretamente no navegador para criar documentos PDF a partir de qualquer conteúdo em HTML
Iniciativa pessoal de Guilherme Vieira relacionando design e programação. Daqueles projetos que devem ser lembrados e referenciados, pra ninguém perder de vista.
Esse é o livro do lagartinho, publicado pela O\Reilly Media.
Está à disposição do leitor nesse endereço.
Em algum momento, talvez seja esse o destino do meu livrinho: liberá-lo para o mundo.
Adoraria ter tempo pra fazer isso aqui.
> This machine is a book scanner that I designed. It makes paper books into digital books. When I started this project in 2009, there was almost no useful information on the internet about how to design, build, and operate a book scanning machine.
Para ler com calma. Sobre o enfraquecimento da web aberta e descentralizada. Faz uma ode aos formatos XML e XSLT ao dizer que "são cruciais para manter a web universal e aberta, permitindo interoperabilidade e a criação de documentos complexos e acessíveis". Menciona ainda um "desmonte ao RSS" - um dos temas que vivem no meu rascunho "pra quando o blog voltar".
Eu fico imensamente feliz em saber que o Rafael Galvão nunca deixou de escrever. E o faz cada dia melhor.
Quero ressoar o seu discurso no qual faz falta uma visão mais ampla, coletiva, sobre como podemos ser.
Em busca por comentários relacionados ao princípio "Felca, Jornalismo e os algoritmos", cheguei no conceito de "neurônio-espelho".
Uma boa hipótese em relação ao fato do vídeo ter sido mais impactante em relação a qualquer reportagem recente sobre o tema: o espectador reage junto. Quem se apresenta não tenta ser isento, imparcial. Não disfarça sua espontaneidade.
Encontrei um podcast do Luli Radfahrer, professor da ECA, explicando esse conceito em 2020.
> É aquele momento que você vê uma pessoa caindo e você meio que se arrepia e se retrai porque você sente na sua pele isso. Ou quando você vê uma cena num filme de terror e se esconde, você se encolhe. O que está acontecendo ali? Você está projetando esse tipo de informação dentro de você, vivendo essa informação.
Segundo Luli, a lógica também é usada no cinema e nos games. Também na educação. "Não adianta pedir para uma criança comer verdura sem que o adulto o faça. Crianças repetem ações e falas de adultos. Imitam para aprender. Ao aprender uma língua, repetimos frases para assimilá-las".
Estou seguindo as pessoas erradas? Por que será que, durante a semana, vejo essa discussão rolando:
> É muito comum, quando um influenciador faz um vídeo muito popular que toca em assuntos cobertos pela imprensa, que jornalistas se questionem: onde é que estamos errando? Por que nosso conteúdo, que passamos meses e gastamos milhares de reais apurando, possui tão menos visibilidade do que o vídeo de um influencer de 27 anos que nunca dedicou um minuto de sua vida ao jornalismo?
Não foi apenas o Sergio Spagnuolo que levantou essa bola.
Talvez um dos pontos mais calorosos da conversa tenha a ver com isso aqui:
> O Felca faz o rolê dele, do jeito que ele quer, com a linguagem que ele quer. Ele não tem padrões jornalísticos pra seguir, ele não tem que ouvir o contraditório, checar fatos nem discutir pautas à exaustão. Ele não tem editores que vão ler e reler o roteiro dele nem checar suas afirmações. O processo dele não é jornalístico.
Mas o processo relacionado ao vídeo sobre adultização, capaz de furar a bolha, pautar a grande imprensa e virar debate no Congresso, teve em seu processo algo bem mais próximo do Jornalismo em comparação com os perfis de celebridade, os caçadores de clique e outras pragas programáticas.
> O jornalismo precisa se preocupar em chegar ao máximo de pessoas, claro, mas a partir do momento em que começar a se preocupar mais com pageviews do que em "intencionalidade" e "processo", tudo o que vão sobrar são influenciadores.
Concordo. E aqui reside a pergunta-Tostines dessa questão: quem alimenta as plataformas digitais, que sustentam influenciadores e promovem conteúdos que, não necessariamente, geram debate - mas fazem muita espuma?
Sobre o que você anda escrevendo? Pra onde você vai passear? E as crianças, onde estão?
Miles Richardson é professor de CONEXÃO COM A NATUREZA.
Sim. Existe. Pode parecer um professor de, digamos, "bebeção de água".
Mas não é tão óbvio assim. Diz o The Guardian:
> People’s connection to nature has declined by more than 60% since 1800, almost exactly mirroring the disappearance of nature words such as river, moss and blossom from books.
Em 200 anos, deixamos de publicar mais da metade das palavras relacionadas ao mato ou morro. O que representa uma gradual "extinção contínua da experiência com a natureza" - isto é, ou mato, ou morro.
> More effective, according to the study, are measures instilling awareness and engagement with nature in young children and families, such as forest school nurseries.
Pé na grama, olhar atento e léxico forte.
Recado de Alberto Cairo no LinkedIsney:
> Big news: The archive of my old weblog, The Functional Art, is back online: www.thefunctionalart.com
> The blog won't be updated anymore, though. In the next 2-3 weeks I'll share some news about resuming the newsletter related to my upcoming big project: openvisualizationacademy.org
A ver.
Tradução de um texto de Colson Whitehead, publicado há um tempinho.
> A arte da escrita pode ser sintetizada a algumas regras básicas. Divido-as com vocês agora.
São 11. Ei-las, em uma tuitada.
1. Mostre o seu trabalho aos colegas.
2. Não procure o assunto, deixe que ele te encontre.
3. Escreva sobre aquilo que você sabe.
4. Não use três palavras quando basta uma.
5. Faça um diário dos seus sonhos.
6. O que não é dito é tão importante quanto o que é dito.
7. O bloqueio criativo é uma ferramenta útil.
8. Essa é segredo.
(Pausa para uma palavra: MAQUEFIADAPUTA!)
9. Viva aventuras.
10. Revise, revise, revise.
11. Não há regras.
Compra perdulária para o futuro: um jogo de cartas, ao estilo super trunfo, com carros antigos. Muito legal!
Consegui assistir, na TV aberta (como os antepassados dos sapiens faziam), o documentário que conta a história de Bozo Bozoca Nariz de Pipoca.
Silvia Abravanel atua como apresentadora engessada e entrevistada, onde ela se sai melhor. Talvez seja a única coisa que realmente me incomodou.
De resto, é uma viagem sensacional ao tempo que a TV Mistubishi era minha babá, com intervenções de personagens como Zecão, Lili, Macarrão, Zico, Zoca, Candinha, Marocaa e Sônia Abrão.
Impressionante o momento em que Luiz Ricardo confidencia, em detalhes, seu momento de fraqueza ao ser demitido da função de Bozo.
Uma das pautas pro blog que estão guardadas há séculos: eu ganhei um Lango Lango no programa, vestido de coelho. Lembrei disso (e da minha Charanga da Estrela) enquanto assistia.
Vale rever no Mais SBT.
Hoje mandei um e-mail pra Bia Granja.
Talvez ela não veja, nem responda. Tudo bem.
Se você não tem ideia de quem estou falando, esse artigo, de 2015, redigido pela Daniela Paiva, faz uma bpa síntese.
O que o texto, digamos assim, não se aprofunda, tem a ver com a iniciativa construída por ela, ao lado de Bob Wollheim, em 2006.
> Juntos (afetivamente e profissionalmente), em 2006 encamparam o projeto da revistinha PIX, que falava das coisas legais da internet, mas sem afetação. Sem achar que aqueles seres eram ETs.
Todo mundo conhece YouPIX como plataforma impulsionadora de creators. Mas ninguém lembra da revistinha, em formato de cartão-postal, distribuída gratuitamente.
Levante a mão quem desejaria reencontrar esse acervo, que conta uma boa parte dos primórdios da web nacional.
> Em depoimento, o homem disse que o ambiente era de brincadeira e harmônico, e estava comemorando o nascimento da sua filha. Ele também disse que, no dia do evento, fez uma brincadeira e que aconteceu de "lamber a orelha", mas que o ambiente era "de muita descontração".
Sempre uma brincadeira.
Olha isso. Texto escrito por David Gisselsson Nord e Alberto Rinaldi, no The Conversation publicado na BBC.
> O uso de táticas e tecnologias cada vez mais sofisticadas para manipular a cognição e a emoção representa uma das ameaças mais insidiosas à autonomia humana em nosso tempo.
> A guerra cognitiva serve para obter vantagem sobre um adversário, visando atitudes e comportamentos a nível individual, de grupo ou populacional. Ela é projetada para modificar as percepções da realidade, transformando a "configuração da cognição humana" em um domínio crucial da guerra. Trata-se, portanto, de uma arma em uma batalha geopolítica que se desenrola por meio de interações entre mentes humanas, em vez de em domínios físicos.
> A capacidade de microssegmentação pode evoluir rapidamente à medida que os métodos de acoplamento entre cérebro e máquina se tornam mais eficientes na coleta de dados sobre padrões de cognição.
Resenha escrita por sol2070 que me faz correr atrás desse livro - o primeiro escrito pela Cecilia Olliveira.
Joana, nove anos, vai ter que levar um jornal impresso para a escola nesta semana.
Jornal. Impresso. Talvez você não conheça.
Até recentemente, pessoas circulavam pelas calçadas e encontravam bancas, estruturas que remetem a quiosques, e edições de jornais do dia, penduradas na lateral. Gente parava pra olhar as manchetes e se informar - basicamente, é o que aquele tio do Zap faz naquele grupo reaça com os amigos do bingo.
Outras bancas do centro, ou aquela enorme, no Terminal Tiet~e, traziam jornais do país todo - dava pra comprar O Globo ou o Zero Hora.
Lembrei desse texto delicioso do Tiago Dias, publicado "na UOL", em 2021, em plena pandemia. Ali, as bancas de revistas já estavam em decadência.
> "Era uma época em que o povo chegava antes aqui para saber o resultado do jogo do bicho, do jogo do campeonato de ontem. Que o pai vinha na sexta comprar gibi para o filho e revista para a mulher. Não tinha internet. Agora ela acabou com tudo."
Joana vai visitar uma banca de jornal e, provavelmente, vai se ligar em algum objeto interessante e, provavelmente, não-impresso.
Rodrigo Ghedin descobriu esse longo ensaio de Dan Williams e explica, no indispensável Órbita:
> O autor defende que a crise de populismo/demagogia é fruto do que chama de “caridade epistêmica”, um tipo de humilhação sentida por aqueles fora do circuito de produção do conhecimento.
Para ele,
> Muitos dos nossos problemas políticos mais profundos parecem estar entrelaçados com questões epistêmicas . Pense em nossas supostas crises de "desinformação", "informação enganosa", "pós-verdade" e teorias da conspiração.
Vou ler e reler com calma. Mas o ponto que ele oferece é sensacional.
Lembrei de um livro muito interessante, “O Mundo do Avesso”, onde a antopóloga Leticia Cesarino observa de que forma a estrutura digital “esfarela” a confiança em algumas instituições e desestabiliza o diálogo. É como se houvesse, ainda, uma camada “cibernética” nesse debate – além da questão dialógica, trazida pelo texto.
Então posso usar Python para distorcer vozes? Na prática, posso usar Python pra toda jornada de um áudio? Mmmhhh!
Não sei se um dia eu vou usar isso aqui. Mas é bem interessante. Descobri ao abrir a versão demonstração da biblioteca Pedalboard.