Um abraço a todos os professores que estão sendo convidados por todos os lados a preparar material de aula com apoio do Claudio, Gepeto e outros estagiários bem intencionados.
> Apagão de arquivos ocorreu com clique em opção de controle de dados no ChatGPT. De acordo com Bucher, ele desativou o recurso para ver se continuaria a ter acesso a todas as funcionalidades do ChatGPT. No entanto, ele relata que a desativação fez com que ele perdesse todos os seus chats.
Lei do becape, pessoal. Quem tem dois, tem um. Vale também para neurônios.
Do blog do Leandro Paganelli, sobre o filme mais "eitaporra" que já vi na vida:
> Um camarada chamado Wyatt Hodgson acelerou o Koyaanisqatsi 1552%, reduzindo todo o filme em 5 minutos. Dá para entender toda a estrutura do filme, mas se perde toda a emoção.
Graças a essa notícia descobri Tristan Donovan, autor de livros sobre refrigerante, videogames e jogos de tabuleiro.
Em resumo: a Fanta nasceu das restrições impostas pela guerra. Sensacional.
Stephen Turner, professor de Data Science, fez algumas anotações a partir do recente artigo "How AI Impacts Skill Formation".
Falando de um jeito que o Marcelo Soares concorde: geradores de lero lero pode aumentar a produtividade de desenvolvedores, mas reduz o aprendizado de quem, assumidamente, atua como um mero ARROMBADO DO VIBE CODING.
De forma controlada e metodológica: desenvolvedores novatos usando IA tiveram desempenho 17% pior em testes de compreensão voltados a leitura de código e conceitos, inclusive no debugging (isto é, ENTENDER O QUE DEU ERRADO). Isso porque a IA substitui o raciocínio crítico. (Mah váh!)
Turner sustenta o binômio "produtividade equilibrada" e "supervisão crítica" baseada no fortalecimento de conceitos. Aprender, moçada, não é fácil. Mas faz diferença.
Ontem ouvi Rita Lobo conversando com a Tati e o Fernando na CBN.
> A lógica do nutricionismo rompe com o conceito de refeição, que envolve rotina, contexto e sociabilidade.
É marketing capitalista o nome disso.
> "“A epidemia de obesidade está diretamente ligada ao aumento do consumo de ultraprocessados. O corpo não reconhece isso como comida, não sacia e vicia. E não é falta de força de vontade, é fisiologia ... Comida é comida, ultraprocessado é ultraprocessado, remédio é remédio. Misturar tudo isso interessa a um sistema que lucra com a confusão"
Não sei o que pensar.
> Caso de cachorro torturado em SC expõe aumento de atos de violência digital extrema cometidos por adolescentes e compartilhados em grupos da internet, graças a 'combinação explosiva' de uso da tecnologia sem supervisão dos pais.
Tem outra camada nessa história: a sensação de poder e impunidade. Há masculinidade tóxica evidente. Mas esse caso também expõe outro rótulo, mais perverso: o "eu simplesmente posso".
Vejo essa história e imagino quatro acéfalos que não precisam se preocupar com os boletos. Com a roupa suja. Com o que vão comer. Não precisam nem se preocupar com o amanhã: a estrutura na qual vivem é um "tecido social" particular, sempre alvo e sedoso. Tudo bem sair do portão e pisotear no tecido que fica lá fora. O nosso.
Tranquilo. Papai vai ali oferecer "diálogo" pro porteiro ("diálogo" é como papai apelidou o revólver que conseguiu como CAC). Ou posso bater papo com meus amigos do Judiciário.
Imagino ainda que, se essa história for repercutir num programa como o Fantástico, vai haver um esforço enorme pra que os quatro acéfalos e suas famílias sejam poupados. Sabe como é, amigo é pra essas coisas.
Neocities! Um revival do Geocities! GIFs animados, fundos coloridos, MIDI tocando! Só HTML, CSS e JS!
Por que um profissional, uma empresa, um chefe, um cabeça-de-planilha, trocaria uma mente pensante por uma calculadora?
“Não fazia sentido para a empresa que ficasse bem feito o e-mail. Eles queriam mandar o máximo possível de mensagens no menor tempo possível. Ninguém ia ler aquilo. Nem quem fazia, nem quem revisava, nem quem recebia”.
Taí a resposta.
“Eu começo a sentir que tem uma ressaca desse movimento. Tem algumas pessoas percebendo que você não consegue substituir redator por IA e valorizando um pouco mais o trabalho. Mas eu diria que não voltou ao que era em 2023, ainda está longe disso”
Essa distância vai diminuir quando a percepção de valor e a vontade de pagar também se aproximarem.
Carlos Scolari dando chutes nos ovos nesse texto aqui.
Começa com a inovação no discurso. : "mientras más se habla de cambiar un ámbito de la vida humana, menos se transforma" e "cada vez que la palabra innovación aparece junto a universidad muere un gorrión en Cambridge".
Termina com o impacto da IA na coisa toda:"Los trabajadores con menos experiencia son los más afectados por la difusión de las IA".
Pra ler com muita, mas muita calma.
Sensacional! É um lindo site sobre esse ícone, que vai deixar de existir a partir de 2026.
Se O Agente Secreto levar o Oscar, alguém pode dedicar o troféu ao verdadeiro "agente secreto" da vida de Kleber Mendonça Filho: o jornalista que, em 2019, foi pivô de uma das histórias da vida privada mais marcantes da Internet Brasileira.
Teve traição, processos judiciais, vidas viradas do avesso... Mas também teve hashtag, título de filme provisório (Onze Mulheres e Um Bacurau) e a lenda que segue no imaginário popular: levar 11 amantes na sala de cinema para ver Bacurau.
Alguém precisa recuperar o tuíte de Kleber Mendonça Filho dizendo "Er... Obrigado!" em resposta ao episódio.
Ultimamente, o criador de Dilbert andava meio ablublé. Num de seus livros recentes, explorava de forma, mmmhhh, entusiasmada, o método trumpista de persuasão. "Num mundo onde cada cabeça mantém uma porção de filtros mentais", crenças pré-existentes, emoções e associações, a repetição e a linguagem emocional vencem a lógica".
Blé.
Meu Scott Adams favorito era o dos anos 1990, criador do do Princípio Dilbert.
"Quanto maior o dano que um funcionário pode provocar em seu dia-a-dia produtivo, maior a chance da empresa promovê-lo a lugares onde causam menos problemas: os cargos de gestão!".
Vai dizer que não concorda?
Soube no G1 que, quando Joe Biden anunciou que sofria com o câncer, Adams, se solidarizou, colocando de lado qualquer viés.
"Few arguments are as self-evident as this one: To learn about some place, you should travel there; traveling makes you learned, and the learned are well traveled."
Mas precisava escrever um texto enorme pra dizer essa obviedade?
Como usar uma folha de papel A4 para medir coisas no dia a dia?
Moleza. É só lembrar que o papel A4 mede 21cm por 29,7cm. Pra não esquecer, guarde a informação de que o A0 tem, originalmente, 1m2 - e se você cortar o papel ao meio (pelo lado curto), as duas partes novas terão sempre a mesma proporção que o original. A regra é que y dividido por x dá raiz de 2.
Diante de um monitor de TV, por exemplo, coloque duas vezes a folha A4 na largura (dá quase 60cm) e 1,5 folha (é só dobrar ao meio) para alcançar 34cm de altura. Depois, usa Pitágoras (o quadrado dos catetos dá o quadrado da hipotenusa) pra calcular 68,9cm, que viram 27 polegadas em uma conversão simples.
Não falei que era moleza?
Preciso jogar livros na cabeça de muita gente.
Inclui aqui os ARROMBADOS do Vibe Coding - aliás, qualquer hora dessas, preciso escrever sobre os ARROMBADOS do Vibe Coding.
Tenho algo em comum com o tetracampeão de futebol argentino. Evidentemente, não é o talento com a pelota nem a conta bancária.
Tá com tempo de sobra? Perca-se em ângulos e comedouros diferentes enquanto suspira.
> O cofundador do Reddit Alexis Ohanian afirmou que a internet está se tornando um ambiente “robótico”, dominado por conteúdo automatizado e de baixa qualidade criado por inteligência artificial.
Mah vá!?
> Ele acredita que a “próxima geração de mídias sociais será comprovadamente humana”, movida pelo desejo de interações mais autênticas.
Vou contar uma coisa incrível.
Sabe quem é grande candidata a "próxima geração de mídia social comprovadamente humana"?
Sim, os blogs pessoais dos anos 2000.
Para ler com calma. Sobre o enfraquecimento da web aberta e descentralizada. Faz uma ode aos formatos XML e XSLT ao dizer que "são cruciais para manter a web universal e aberta, permitindo interoperabilidade e a criação de documentos complexos e acessíveis". Menciona ainda um "desmonte ao RSS" - um dos temas que vivem no meu rascunho "pra quando o blog voltar".