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Liquid content: quando a produção vira commodity e os metadados viram estratégia - Contém Conteúdo
Preciso ler mais de uma vez pra entender por que fiquei incomodado com esse texto do Mauro Amaral.
É um artigo publicado em uma consultoria que se apresenta com "metodologias proprietárias para produção de conteúdo em alto volume"
Não sei se é o argumento principal, o tal do "liquid content". Entendi que, na verdade, a metáfora devia ser "snack content" ou "fast food content": produzir "conteúdo" em escala e velocidade para "alimentar" plataformas.
> A produção de conteúdo, para todos os efeitos práticos, acaba de virar commodity.
Para todos os efeitos práticos, quem se importa com volume de conteúdo?
> Boa IA precisa de bons dados. Este é o nó que ninguém quer enfrentar porque envolve trabalho chato, não glamoroso.
> Organização do acervo é investimento estratégico. Taxonomia de conteúdo, metadados bem estruturados, categorização consistente: tudo isso que parecia burocracia interna vira infraestrutura competitiva.
O trabalho chama-se "pensar e organizar". Igual o seu TCC. Se ele foi bem feito, tem introdução, desenvolvimento, conclusão. Estrutura. E foi pensado assim. -
O Núcleo precisa fazer uma pausa
Hoje o pessoal do Núcleo escreveu esse texto.
Vamos reavaliar nossas operações, negócios e audiência para nos adaptar a uma nova realidade que se impõe sobre o jornalismo, desencadeada por distribuição insuficiente, inteligência artificial e queda em financiamento
Em 10 de dezembro de 2025, o pessoal do Nucleo fez um evento presencial. Estavam animados. Escrevi sobre ele no Linkedisney.
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O dia 10 foi aquela quarta-feira da ventania. A imagem de quem caminhou por Pinheiros naquele fim de tarde foi a dos bares e restaurantes apagados, funcionários na calçada, portas fechadas, aquele “o que fazer agora?”.
Foi a mesma pergunta que permeou a audiência durante as conversas sobre dados abertos e inovação no Jornalismo. Também ouvi do Sérgio Lüdtke (e concordo) que está cada vez mais difícil definir ou delimitar o seu papel.
É o impacto da ventania daquela quarta, mas “soprando no Jornalismo” desde os anos 2010.
Entre as minhas anotações, guardei essa frase: “um dos desafios é diminuir a dependência das bigtechs e retomar o protagonismo a partir do relacionamento com a audiência”.
Resumindo: discurso forte de valorização do relacionamento em um evento presencial — chamado “Núcleo convida” — promovido por profissionais apoiados em uma missão clara (construir uma Internet melhor) e conhecida por dialogar com seu público por meio de newsletters.
A tática está dada: fortalecer uma comunidade. A quem se prontifica, desejo sorte e resiliência.
Nos anos 1990, Howard Rheingold já dizia que as comunidades giram em torno do capital social e do conhecimento construído coletivamente. Esse é o combustível que nos faz manter acesa a vontade de fazer parte — é o que a turma do coach costuma chamar de “funil”.
Outra ideia compartilhada por Rheingold há uns 30 anos era a de que “comunidades não são acidentes de proximidade”. Em outras palavras: eu não posso chamar um vagão de metrô de “comunidade” só porque estão todos à bordo indo para a mesma direção. Aliás, a articulação entre plataformas e dispositivos promovida pelas bigtechs transformou cada passageiro em uma ilha.
Movimentar uma comunidade em busca de uma internet melhor depende de gente, boas ideias interessadas em construir algo coletivamente e um esforço imensurável para convencer essa gente a embarcar e conversar — apesar dos estímulos contrários.
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Um abraço forte pro time do Núcleo. É extremamente difícil fazer o que eles sonham; torço para que não adormeçam tempo demais. -
De volta ao mercado. Você acha que estabilizou, mas só ganhou tempo. | Webinsider
> A janela entre uma recolocação e a próxima é curta. É a chance de se estruturar antes da próxima mudança chegar.
Mais um CHABLAU. -
"Controle alto" e os limites da inteligência artificial | Lagom Data
Ultimamente, me sinto medíocre.
Gosto de escrever e articular pensamentos de forma encadeada e organizada. Talvez por hábito, não costumo fazer isso na mesma velocidade na qual costumava ter quando vivia em uma redação. Escolho uma palavra, depois outra. Releio. Apago. Começo de novo.
Chamam isso de "intenção". É o que a IA, por mais que tente emular, não consegue entregar.
Essas linhas funcionam como justificativa. Já cometi, por pura pressão, a atrocidade de terceirizar redação para um modelo de linguagem.
Fiz algum esforço para guiar o modelo estruturando a ideia de cada parágrafo.
Atendi ao prazo enquanto girava outros pratinhos da vida. Mas recebi, como feedback, um chute forte nos princípios.
Doeu muito. A pancada que vem da sensação de ter sido suficientemente criterioso. Mas, na prática, estar bem longe disso. É a intencionalidade da ação como peso gravitacional ao invés de força motriz.
A dor aumenta quando leio o Marcelo Soares. Ele se posiciona como todo profissional deveria: manter o "controle alto".
> O que descrevi como "controle alto" é o padrão profissional básico para quem trabalha com dados públicos, jornalismo e pesquisa. Verificar fontes, recusar termos imprecisos, parar processos que não convergem, não delegar definição de problema.
Em síntese, o texto compara um chat baseado em LLM como uma BET qualquer. O "uso responsável" sugere um "deslocamento de responsabilidade": se existe um problema, ele se apoia exclusivamente "no usuário que não sabe usar". Ao mesmo tempo, segue a lógica de mercado dos produtos digitais: ele "é desenhado para funcionar bem", sem atrito, e "é com esse perfil que ele cresce".
Na BET qualquer, perde-se dinheiro. Aqui, perdemos capacidade cognitiva.
Recentemente, ao falar de IA, lancei mão de uma metáfora gastronômica. Fricção cognitiva é como preparar a própria comida; IA é delivery.
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Gestão de Conhecimento Pessoal - II - Vol. 1, No. 6 2026
Talvez seja dos textos mais completos que vi sobre CEGUNDO SÉLEBRO.
Tem gambém a Parte I. https://www.rizomatico.org/gestao-de-conhecimento-pessoal-i/ -
The Useless Web
É o site mais sensacional da Internet. -
Error 404 | Dribble
Não compartilhei o link por ser uma comunidade online para designers e criativos compartilharem seus trabalhos.
Compartilhei um ERRO 404. Olha que sensacional: ele filtra páginas a partir da cor! -
Papa Leão 14: Jornalista revela estratégia do papa Francisco para eleger americano no conclave após sua morte - BBC News Brasil
Parece ser uma leitura interesantissima:
> Correspondente em Roma do jornal argentino La Nación há mais de vinte anos e uma das mais respeitadas vaticanistas do mundo, Elisabetta Piqué acaba de lançar, em coautoria com o marido, o livro 'A Eleição do Papa Leão 14 - A Última Surpresa do Papa Francisco'. -
As Big Techs são os novos conglomerados de mídia > Agencia Publica
Esse texto da Natalia Viana tem duas observaçoes interessantes.
A primeira: se a "Big Techs sao os novos conglomerados de mídia, 'fica claro que nós, jornalistas, somos necessariamente o inimigo para esta nova ordem autoritária global."
A segunda: Chatham House Ruleia!
> O evento foi realizado segundo as “Chatham Rules”, ou seja, ninguém pode filmar, nem gravar, e não podemos citar quem mencionou o que ao longo da discussão. Foi uma decisão acertada: sem poder gravar ou postar a conversa online, a avidez por segurar o telefone cessou. Todos estiveram presentes com total atenção.
Genial! -
A IA tem "escolhas embutidas", diz professor sobre modelos de linguagem
Varias coisas interessantes nesse texto que resume um papo feito pelo Nucleo com o professor Raniê Solarevisky.
Isso inclui "a disciplina 'Reportagem com Processamento de Linguagem Natural', oferecida na UFG" e "o laboratório de pesquisa Nodus (https://labnoticias.jor.br/nodus/), com foco em Jornalismo Digital" -
Fim de feira na internet - revista piauí
Victor Calcagno reúne, no mesm texto, a FEIRA DA FRUTA TIKTOKER e a MERDIFICAÇÃO do Cory Doctorow.
Vídeos curtos. Conexão emocional. Conteúdos superficiais e caóticos. Clímax de tensão que vira ganchos para os próximos. Cores e formas infantis e atraentes, incluindo figuras "feminizadas". Plataformas piorando a experiência em favor da atenção do usuário e lucro aos anunciantes. -
Good sleep, good learning, good life
Artigo bastante completo sobre a fisiologia do sono, seus efeitos na memória e no aprendizado. -
Copa do Mundo 2026 | @penseplay
Repositório com pesquisas e arquivos relacionados à Copa do Mundo de 2026. -
Guernica Gigapíxel - Repensar Guernica
Isso aqui é sensacional.
> Una investigación sobre Guernica de Pablo Picasso llevada a cabo por el Museo Reina Sofía y compuesta por alrededor de 2000 documentos.
Começa com uma imagem gigapíxel do mural “Guernica”, que permite “olhar” a pintura muito de perto. -
The Future of Everything is Lies, I Guess
O artigo de Kyle Kingsbury é uma visão crítica e longa sobre os limites e problemas dos LLMs. É muito alinhado ao que o Marcelo Soares chama de "gerador de lero-lero": ele cria "texto plausível frequentemente desconectado da realidade".
Uma consequência é:infiltram-se na cultura como "narradores não confiáveis", produzindo "fanfic da realidade" em escala massiva, o que erode a confiança compartilhada em fatos, arte e comunicação.
Pois então. -
Cadeira de Barbeiro: Reminiscências
Texto de Demi Getschko, lenda da Internet brasileira, sobre o que fizeram da nossa contracultura.
É um texto que nos lembra que a internet foi criada com visão libertária, sem controle central, por acadêmicos dos anos 70. Um troço completamente distante do que se vê hoje.
Ele aponta para os perigos de dar voz a qualquer bobagem, o problema dos "jardins murados" por plataformas e o sumiço da praça pública de Habermas. O resultado é: vence o engajamento (seja lá o que isso quer dizer), perde a conversa. -
30 anos do Observatório da Imprensa; assista ao vídeo | Observatório da Imprensa
Vida longa!
> São 30 anos de análise crítica da mídia, com o objetivo de aprimorar a cobertura jornalística. O projeto criado em 1996 pelo jornalista Alberto Dines (1931-2018) começou na internet, chegou à televisão e agora está na internet, nas redes sociais, em uma newsletter semanal e em webinários mensais -
Ensinando a questionar notícias | Frank Investigator – AkitaOnRails.com
Existe verdade?
Sim, a pergunta é filosófica -- e praticamente retórica. Mas a busca por ela não deixa de ser uma tarefa importante.
Esbarrei com uma ideia sensacional do Fábio Akita, programador e escritor muito conhecido entre os devs. Chama-se Frank Investigator. É um sistema automatizado que ajuda a "questionar" notícias
Começa com uma extração do conteúdo textual, divide o texto em afirmações verificáveis (claims) -- isto é, quebrar o parágrafo em pedaços lógicos menores, cada um com um “fato” ou “tese” que pode, em teoria, ser checado ou confrontado com evidências. Não sei ler código em Rails, mas ao que parece, ele usa um tokenizer ou parser de frases (por exemplo, quebra por pontos, pontos‑exclamação, quebras de parágrafo, enfim) e usa algum critério para definir o que "afirmação verificável", separando opinião, contexto retórico e fatos que podem ser checados.
A partir daí, o Frank roda cada afirmação em três modelos de IA diferentes e analisa se as fontes realmente dizem o que o texto afirma, se tem divergência entre título e corpo do texto, procura falácias retóricas (falsa causalidade, espantalho, entre outras).
Ele diz ainda:
> Quando vários veículos cobrem o mesmo tema usando a mesma linguagem carregada, mesmos focos e omitindo os mesmos contrapontos ao mesmo tempo, isso quer dizer que há fortes indícios de coordenação -- isto é, o que todos deixam de dizer em comum, não o que todos repetem.
Eu diria que isso pode significar, na verdade, BRAÇO CURTO de quem apura notícias, "cozinhando" fatos entre sites. Mas é legal pensar que "existe coordenação da mídia", né?
> Aviso: o Frank Investigator é um projeto experimental, em desenvolvimento ativo, e não pretende ser a palavra final sobre nenhuma matéria analisada. Ele não diz o que é verdade ou mentira. O que ele faz é perguntar o que o artigo se recusou a perguntar, identificar padrões retóricos conhecidos, e buscar fontes externas que o autor omitiu. -
David DeSandro
Das coisas que eu já deveria ter visto antes: David DeSandro, engenheiro e designer especializado em JavaScript e UX, mantém bibliotecas open-source muito legais como Masonry (layout em grade em cascata) e Isotope (filtros e ordenação sensacionais). -
Claude Code's Entire Source Code Got Leaked via a Sourcemap in npm, Let's Talk About it
Ao que tudo indica, vazou o código-fonte do CLODE CLODE.
Entre outras discussões (que ainda não entendi), isso inspirou a criação desse documento: https://www.mintlify.com/VineeTagarwaL-code/claude-code