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Unsung heroes: Flickr’s URLs scheme – Unsung
Taí algo que ninguém fala: por que diabos não organizam URLs de acordo com seus conteúdos, do jeito que o Flickr faz? (Pincei esse link do Gabriel, no Órbita) -
blog da bolacha recheada
Saudade de quando a Internet era assim -
Just the Browser
Configurações para "remove AI features, telemetry data reporting, sponsored content, product integrations, and other annoyances from web browsers". Dica do Ghedin. -
Stop Reading News
Shane Parrish, autor de "Pensamento Eficaz", sem querer faz um convite para celebrarmos trinta anos de Jornalismo na Internet:
Livre-se dele. É manchete demais.
> É como tentar beber água de uma mangueira de incêndio – estamos afogados em fatos, mas famintos por conhecimento verdadeiro.
Por que? Em essência: a velocidade prejudica a qualidade e o contexto. Conteúdo superficial produzido por custos de produção nulos. Máquinas de caça-níqueis querem sua atenção. A narrativa derrota a realidade ou desviam a atenção para a história que deveria ser contada.
> Num mundo onde as notícias são gratuitas e abundantes, estar errado não custa nada, mas ser enfadonho custa tudo.
O problema, diz ele, está na economia da atenção. Por conta dela, notícias funcionam ainda como câmara de eco: atenção fragmentada, compreensão superficial e da erosão gradual da nossa capacidade de enxergar o que realmente importa. "Quando foi a última vez que você leu algo e pensou: opa, eu estava errado?".
Isso tem a ver com que o Ces Michelin postou esses dias no LINQUEDISNEY:
> O mundo está cheio de gente "bem-informada". Eles sabem recitar as buzzwords da semana. São enciclopédias ambulantes de trivialidades. Mas estamos famintos por algo mais raro: criadores de sentido. Não precisamos de mais um repassador de links. O mundo precisa da sua visão sobre eles.
Evidentemente, nem Shane nem Ces estão falando do modelo opinativo dos canais de notícia. É outra coisa. -
Svelte • Web development for the rest of us
Pra pesquisar quando der tempo.
Em Svelte, cada componente é um arquivo .svelte que mistura HTML, CSS e JavaScript no mesmo bloco. -
BBB, Roberto Carlos e Evidências: elos perdidos da monocultura que unia os brasileiros | Empresas | Valor Econômico
O texto do Guilherme Ravache é fechado. Mas ele trouxe muita coisa pro LINQUEDISNEY.
> Não faz muito tempo, quatro ou ou cinco grupos de mídia decidiam o que todos viam; agora, meia dúzia de plataformas e seus algoritmos decidem o que veremos ou não. Trocamos a hegemonia da TV pela cultura dos algoritmos.
Ele vai explicar que não foi, exatamente, uma troca.
> O algoritmo mudou até como fazemos entretenimento. Segundo o ator Matt Damon, os filmes agora são escritos para quem assiste mexendo no celular. Os diálogos repetem o enredo 3 ou 4 vezes porque a atenção do espectador está fragmentada.
Trocamos o olho no olho na hora do almoço pelo olho na tela.
> Conversar no trabalho sobre o que assistiu na noite anterior, sentar ao lado de outras pessoas no cinema, cantarolar em coro um hit nacional... acontece cada vez menos. E isso ajuda a explicar muitos dos problemas atuais.
A frase que me pegou foi essa aqui.
> O problema é que o consumo solitário atrofia nossa capacidade de compartilhar histórias e valores, cria abismos entre as pessoas. Falta conversa, há menos troca de ideias e experiências.
Lembro que estive na biblioteca Hans no último sábado. Com Renata Rossi, Sandra Guzman e uma turma (incluindo a Fábia Medeiros, que me aturou por dois semestres na São Judas). Trocamos figurinhas sobre mediação de leitura.
Mediar não é só mostrar um livro e suas ilustrações ou ler, respeitando cada palavra escolhida pelo autor. É um exercício social. É servir de intermediário entre o ouvinte e as ideias encapsuladas editorialmente. Processos com nuances impossíveis de serem emuladas por um modelo de linguagem computacional.
É como deveria ser uma conversa: o mediador faz um convite. Abra a sua mente. Venha comigo. Traga suas referências, indique o que você entendeu, compartilhe suas interpretações.
Bons mediadores respeitam individualidades (difícil!) e vão além da descrição do objeto. Contextualizam ao máximo: qual a história desse autor, onde ele vive, quais suas angústias, o que passou na cabeça do ilustrador, por que essa dedicatória, enfim.
Bakhtin diria que mediar é construir sentido coletivamente, dialogando.
O "anti-Bakhtin" (socorro!) deve reforçar a hipótese na qual as plataformas não funcionam como suporte pra essa mediação. Pelo contrário: o fluxo que elas produzem se torna a única condição para existência do conteúdo.
Que tipo de construção coletiva estamos dispostos a perder quando tratamos palavras jogadas na rede como métrica? Ou a metáfora da construção não cabe mais: virou pescaria predatória. E os peixes somos nós. -
30 anos de Jornalismo Digital: onde estamos e para onde vamos? - Portal Nosso Meio
Trinta anos?! O tempo passa, né? -
Sem presença na internet você não existe? - Revista Amarello
Procrastinando por aí, encontrei esse site. Como é que eu não conhecia?
O texto da Manuela Bernadino é de 2023 e compõe a edição temática "O Que me Falta".
> Antes de discutirmos se uma pessoa existe ou não por ser ausente nesse universo virtual, temos que garantir que todos tenham acesso a uma internet de qualidade. Temos que incluir todas as pessoas nesse processo de digitalização, precisamos sair das nossas bolhas sociais e perceber que temos muito o que fazer. Precisamos levar informação, tecnologia e oportunidades para as favelas do Brasil. Além disso, é necessário encontrar um equilíbrio entre a utilização da internet e a saúde mental, e conscientizar as pessoas sobre os limites dentro das redes sociais. -
Patrick - Fun with the web
Ando pessimista em relação ao futuro da Web. Por isso é um alento encontrar esse link - sugestão indispeensável do indispeensável Ghedin.
Patrick Brosset, nome que seguramente eu devia conhecer melhor, escreve de forma poética sobre como código pode virar criatividade.
Ele brinca com APIs nativas do navegador, CSS e JavaScript, para estimular a construção de um playground em código aberto.
> The web is an amazingly playful app platform. That's what it was to me some 25 odd years ago, and that's what it still is. A platform where a text editor and a browser of your choice is all you need to start creating. No gatekeepers, no approval processes.
> Every silly experiment, demo, and useless project I've shown here and others I've worked on over the years have taught me something new about the web, and have kept my passion for it alive.
> The web is still magic, and it still matters. Even today when it feels like AI is replacing how people consume and create content.
> Go create something ridiculous, learn by playing, keep the web weird and wonderful.
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Um adeus emocionado ao Chargeonline Brasil | Revista Pirralha
Um dos episódios envolvendo "memória da Internet" que ainda me pegam.
Provavelmente todo "véio" que se lembra como era usar o Netscape tem uma lembrança carinhosa do A Charge Online.
Soube, só tempos depois, que nada daquilo existe mais, por uma série de processos relacionados ao inevitável e implacável tempo. Essa nota, da Revista Pirralha, resgata o episódio.
> O Chargeonline, criado em 1995 pelo cartunista e chargista Mariano, foi retirada do ar no dia 5 de março de 2022. O site foi referência de humor gráfico na internet e por quase 27 anos ele administrou o espaço, mas, com sua morte em 2 de junho de 2021 o site foi perdendo relevância e acabou fechando.
> Apesar de tentativas de migração para plataformas modernas como WordPress, Mariano manteve o site em PHP personalizado, o que complicou a preservação do conteúdo após sua perda. -
Stretching The Limits Of What’s Possible — Smashing Magazine
Esbarrei no link https://histography.io sem querer, navegando em anotações antigas.
Meu comentário ao lado da URL foi: "guarde este link para sempre". Isso foi em 2016, esse ano que virou meme.
Devia guardá-lo, sim. Porque é sensacional.
É uma linha do tempo, alimentada pela Wikipedia, onde cada ponto é um evento histórico -- desde o Big Bang até 2015, ano em que o autor Matan Stauber concluiu seu curso na na Bezalel Academy of Arts and Design.
Há dez anos, Stauber bolou (sem vibe coding!) um rastreador para varrer a Wikipedia, indexar eventos, atribuir valores (baseados em popularidade e comprimento de artigos) e enriquecer com imagens e vídeos.
Ao selecionar um período, a página reconstrói o layout: colunas representam de meses a milhões de anos, dependendo da escala, e cada ponto se posiciona sozinho, de acordo com a quantidade de eventos.
Isso devia estar num GitHub ou algum repositório para preservação histórica. -
Neocities: Create your own free website!
Neocities! Um revival do Geocities! GIFs animados, fundos coloridos, MIDI tocando! Só HTML, CSS e JS! -
The modern internet is terrible and over-industrialized - YouTube
Mais um link pinçado do Orbita. Um desabafo que gostaria de ter escrito. Por Tom Delalande.
É uma viagem ao tempo em que sites flash (como o lendário GABOCORP) demonstravam criatividade. Isso inclui os famigerados joguinhos.
> Havia algo para todos. Não apenas algo para consumir, mas algo para criar. Algo para contribuir.
A sensação de cansaço, de ausência, de almas penadas digitais, prospera. E ninguém cria mais - ou acha que a IA vai criar alguma coisa.
> Hoje, quase todo mundo passa o tempo nos mesmos quatro ou cinco sites. Todos degradados no que eu chamo de os três P das redes sociais: política, polarização e pornografia. Em lugares como Twitter ou Reddit, quase sempre é uma mistura dos três. -
How Browsers Work
Pincei esse link do sempre indispensável Órbita. Descobri, com ele, a combinação Github + Cloudfare Pages. A ver. -
A internet perdeu o atrito (e nós perdemos com isso) | Nucleo Jornalismo
Esse texto do Sergio Spagnuolo me fez voltar a pensar sobre a Teoria da Carga Cognitiva, de John Sweller, relativamente conhecido por quem milita no design instrucional.
Quando você quer aprender alguma coisa, seu cérebro aciona a memória de trabalho. Não se sinta ofendido, mas a verdade é que essa ferramenta é naturalmente limitada. Não tem como manusear, conscientemente, mais do que sete unidades de informação.
Já a memória de longo prazo tem capacidade ampla. Aqui mora o nosso problema: como estimular um aluno, seu tio militante, sua esposa cansada ou o filho disperso a pegar uma informação relevante, refletir e transformá-la de acordo com a sua realidade para, finalmente, transferi-la para estruturas duradouras de conhecimento - aquilo que Paulo Freire, entre outros, define como "aprendizagem"?
John Sweller sugere que você precisa lidar com três cargas cognitivas.
Uma é a carga intrínseca. Essa é inerente ao tema que você quer entender. Claramente, alguns assuntos são mais difíceis que outros. Professores, profissionais de comunicação e divulgadores costumam dividi-la e organiza-la em umka sequência sugerida.
Algumas sequências são menos complexas do que outras. O dilema comum, aqui, é: seja qual for o assunto, não tem atalho. O conteúdo fundamental precisa existir.
Onde dá para mexer? Na carga "estranha", por exemplo. Troque a expressão por "apresentação". É tudo aquilo que não precisa existir. Ruído. Fricção. Tudo que os colegas de UX adoram estudar para compreender onde eliminar atrito, informação confusa. Na visão de Sweller, "carga estranha é eliminável sem perda".
Chegamos à carga relevante. É o "como lidar com essa informação". Como funciona o modelo mental para abstrair, fazer associações, interpretar, digerir. É o quanto você investe de tempo e recursos para construir a síntese. Esse processo fica por sua conta e não há regra única. Alguns gostam de fazer como Feynman: tente explicar o que você entendeu para outra pessoa, como se fosse uma criança.
As três cargas competem pelo seu cérebro. Isso nos leva ao que Sweller sugere: minimize carga estranha, gerencie carga intrínseca, maximize carga relevante. Faz sentido?
Vamos voltar ao texto do Sérgio? O que acontece quando o sistema não é pensando para aprendizagem, mas sim para tomar seu tempo de assalto? E se o designer não quer que você construa nenhum esquema relevante (vou marcar estes posts e perfis como lidos para vê-los mais tarde) -- pelo contrário, te deixe cada vez mais perdido, rolando, clicando e passando adiante uma sequência efêmera de reações?
"A internet hoje em dia é desenhada para tirar esse tipo de agência de nós, removendo fricção onde for possível a fim de facilitar comunicação, gratificação e, claro, venda de produtos e serviços de anunciantes. Algumas das mentes mais brilhantes da engenharia moderna estão, neste exato momento, trabalhando para você passar 10 minutos a mais no Instagram."
John Sweller diria: esses sistemas maximizam carga estranha (disfarçada de engajamento emocional) e reduzem carga relevante (que permitiria a você construir esquemas). E a carga intrínseca? Tanto faz ela existir ou não. Não faz diferença, o movimento não acontece por conta dela.
"Alguma fricção ajuda a tornar nossas vidas mais dignas, a fazer valer a pena conquistar e pensar certas coisas".
Opa. -
Bluesky Feed Bot
Proposição para 2026: fazer essa pagininha repostar no Bluesky.
> Bluesky Feed Bot is a GitHub Action for posting RSS feeds to Bluesky via GitHub Actions workflows. -
A era da pós-vergonha | objETHOS
Marcelo Soares tem uma hipótese muito interessante: a de que não há mais constrangimento público em bancar a mentira nas redes sociais. Isso representa um desafio para jornalistas e sociedade interessada em reconstruir sua credibilidade -
Construindo nosso novo ano
Roney Belhassof escreve sobre várias coisas que sempre me animam -- mas provavelmente ele não tem crianças pequenas em casa.
Algo que me agrada na visão dele: a forma elegante como ele sugere se afastar dos algoritmos por meio do que chama "grande Internet".
> Faça do seu navegador uma janela para as coisas que te interessam e não um balcão por onde te empurram estímulos
Ele sugere ainda o que costumo fazer aqui: anotar.
> Isso é algo que vale a pena guardar? Será que já não vi o suficiente disso? Esses estímulos estão me fazendo bem?
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Pensar ou acreditar? A fragilidade crítica e a desordem informacional
Artigo interessante de Ramsés Albertoni sobre os limites da informação.
> No Brasil, apesar dos avanços na alfabetização básica, uma parcela significativa da população possui dificuldade em interpretar textos longos, inferir significados, relacionar informações de diferentes fontes ou identificar a necessidade de pesquisar a fundo. Para o indivíduo com baixo letramento crítico a informação que chega com apelo emocional, urgência e em linguagem simplificada (características das fake news) é aceita sem a devida checagem. Assim, onde a educação formal falha em munir o cidadão com ferramentas para ler o mundo criticamente, ele se torna refém da desinformação. Não é apenas a falta de acesso à informação correta, mas a incapacidade de processá-la e de distinguir a fonte confiável da fonte falaciosa. -
Why I create presentations in HTML - Philipp Hartenfeller
Um dia eu chego lá!
> Since a year, I don't use PowerPoint anymore. I instead enjoy using HTML and CSS to create my slides with reveal.js.
(Via Órbita)