> There is a small corner on my iPhone that I really love, a place I think most people overlook or sometimes even forget exists.
O autor se refere à função nativa da Apple para redigir um journal/diário. Diz ele que é discreto, acessível, bom para registros sem apps extras, fácil como mandar uma mensagem de texto, com bloqueio por biometria para ninguém ler. E ainda manda lembretes para você não esquecer de escrever.
Descobri esse texto da Anna Rogersno LINQUEDISNEY do Cris Dias.
Em resumo:
> A escrita é a ferramenta com a qual o pensamento se concretiza.
Exatamente. Estamos deixando de pensar?
> Automatizar o trabalho destinado a fortalecer suas habilidades mentais faz tanto sentido quanto ter alguém para ir à academia em seu lugar.
Opa.
Tradução de um texto de Colson Whitehead, publicado há um tempinho.
> A arte da escrita pode ser sintetizada a algumas regras básicas. Divido-as com vocês agora.
São 11. Ei-las, em uma tuitada.
1. Mostre o seu trabalho aos colegas.
2. Não procure o assunto, deixe que ele te encontre.
3. Escreva sobre aquilo que você sabe.
4. Não use três palavras quando basta uma.
5. Faça um diário dos seus sonhos.
6. O que não é dito é tão importante quanto o que é dito.
7. O bloqueio criativo é uma ferramenta útil.
8. Essa é segredo.
(Pausa para uma palavra: MAQUEFIADAPUTA!)
9. Viva aventuras.
10. Revise, revise, revise.
11. Não há regras.
Esse relato do Roberto Strabelli nos ajuda a entender porque existem cada vez menos textões em blogs, discussões em fóruns, entre outras trocas de ideias saborosas do passado. Elas foram engolidas pelas distrações.
> Para o simples escritor de antes, o bloqueio criativo, a indisciplina e a divagação tinham causas que nasciam fora da sua mesa de trabalho. Para o escritor de hoje essas causas vêm do seu próprio instrumento de trabalho. Que terrível!
Metaforicamente, é como se estivéssemos consumindo toda sorte de ultraprocessado algorítmico. Nesse sentido, escrever é fazer sua própria comida.
> Comentei meu saudosismo no Mastodon e fui acusado do pior tipo de crime da era moderna: ser hipster!
Em algum momento do artigo, Roberto aponta o dedo e despeja a culpa (ou, ao menos, minha mente neurótica interpretou assim:
> As vezes tendemos a colocar a culpa de todas as nossas incapacidades em fatores externos, quando na verdade é tudo coisa da nossa cabeça.
Mmmhhh.
Enfim, um dos maiores desafios contemporâneos é: livrar-se das distrações.