Mais uma da série "Mah váh!?".
Essa é só mais uma, entre muitas áreas, em que a invasão automatizada do imitador algoritmo vai afetar.
Palavras de Salvio Kotter à reporter Mariah Colombo, do G1:
"São muitos os indícios, que, quando se somam, aumentam a certeza. O mais óbvio é o texto impecável do ponto de vista formal, ortografia, gramática e sintaxe em texto de baixo valor literário. Se bem que o autor pode ter revisado à exaustão. Mas aí entram outras questões, cada vez mais abstratas, como o uso de palavras incomuns no português, mas bastante comuns no inglês – a IA escreve em português, mas 'pensa' em inglês".
"Outro ponto é a regularidade das passagens, o texto não cresce nem cai, se mantém em um brilho plástico... E assim seguem-se outros indícios, cada vez mais abstratos. Quando um texto apresenta vários deles, fica muito difícil acreditar que tenha sido produto humano".
"Com o tempo a fotografia foi reconhecida como arte e ambas são hoje importantes. É provável que algo semelhante ocorra com os textos gerados por IAs. Ou não".
Ou não, né?
Pode ler o texto. Mas se quiser poupar um clique: não.
Leia o Charlley.
> A IA não entende como nós. Ela estatisticamente correlaciona dados. Sem estrutura semântica, ela é um papagaio com amnésia: repete, mas não compreende. E é por isso que sistemas de IA precisam de modelos semânticos construídos por humanos.
Muito bacana isso aqui. Dá pra testar funções variadas envolvendo texto e IA.
Gêrlan Cardoso começa seu texto citando o livro Designing Agentive Technology: AI That Works for People de Christopher Noessel (2017).
> Noessel já antecipava que, em vez de apenas interagir com sistemas, passaríamos a delegar tarefas inteiras a agentes digitais que agiriam por nós.
> O usuário deixa de ser o operador e passa a ser o “cliente” de um sistema inteligente que trabalha para ele.
Isso é uma tendência ou uma ameaça?
> A experiência ideal não será aquela em que o usuário encontra o caminho com facilidade, mas sim aquela em que o caminho é preparado e percorrido por ele, com ajuda de agentes que compreendem contexto, linguagem e intenção.
É simplório achar que o nosso futuro é ficar dialogando com um chatbot?