Olha que interessante a resenha feita pelo escritor Jacob Bacharach do livro "Enshittification", do Cory Doctorow. Palavras pinçadas de sol2070:
> Enshittification baseia-se na ideia de que nós criamos uma maravilha tecnológica (ou um conjunto delas) e que, depois, a ganância e a avareza das empresas a arruinaram. Mas e se não for esse o caso? E se, tal como aconteceu com as armas nucleares, tivermos criado uma tecnologia que ainda não estamos suficientemente maduros para utilizar? E se, na nossa busca por energia infinita, tivermos construído uma bomba?
Muito interessante. Remete ao livro mais recente do Tim Berners-Lee, "This Is for Everyone: The Unfinished Story of the World Wide Web".
É sabido que Tim Berners-Lee tem uma visão filosófica bem mais, digamos assim, positiva.
Ainda não li o livro todo. Mas ele lamenta a substituição da estrutura descentralizada idealizada por ele por monopólios que tratam o usuário como produto, uma escolha deliberada para alimentar a "economia da atenção".
Esse é o "pulo do gato": se a questão for uma "falha de design deliberada", a Web não é uma tecnologia que vai nos destruir na sua essência. Dá pra corrigir a estratégia.
Façam suas apostas.
Hoje tive uma daquelas manhãs que merecem um registro memorável. Estive em um encontro metalinguístico de proporções incríveis.
Preciso escrever sobre isso a partir das minhas anotações, sensações, memórias enfim. Por hora, basta dizer que foi um encontro sobre mediação. Num espaço que, simultaneamente, apresenta uma exposição derivada do livro "Eu devia estar na escola". Que foi usado pela exuberante Sandra Guzman como exemplo para mediação de leitura. Publicação que, por sua vez, serviu de mediação entre editoras e as crianças que vivem uma realidade absurda, porém real, no complexo da Maré.
Então comecei a pensar no quanto mediar significa amparar a apresentação do conhecimento ao outro, sem perder de vista o convite para que essa ponte seja feita colaborativamente. E no quanto há um esforço permanente para que ela seja substituída por conexões unilaterais por onde circulam fragmentos. Não há construção. O aprendizado se esfarela. A sensibilidade com o outro se transforma. Para o bem ou para o mal.
Preciso jogar livros na cabeça de muita gente.
> A mera transferência de informação falha em transformar pessoas. Estórias funcionam.
> Há alguns livros de não ficção que fico feliz de ter lido uma vez. Mas há romances que já li cinco vezes — e lerei novamente.
Basicamente: o autor descobriu a SANDICE que resulta na criptografia de um e-book e, para driblar, faz um mix de “OCR” e análise estatística de fontes. Muito empenho!
Esse é o livro do lagartinho, publicado pela O\Reilly Media.
Está à disposição do leitor nesse endereço.
Em algum momento, talvez seja esse o destino do meu livrinho: liberá-lo para o mundo.
Adoraria ter tempo pra fazer isso aqui.
> This machine is a book scanner that I designed. It makes paper books into digital books. When I started this project in 2009, there was almost no useful information on the internet about how to design, build, and operate a book scanning machine.
Resenha escrita por sol2070 que me faz correr atrás desse livro - o primeiro escrito pela Cecilia Olliveira.
> A Crise da Imagem procura expor como a IAG (Inteligência Artificial Generativa), de forma fascinante, pode democratizar o acesso à criação visual mas, simultaneamente, distorcer narrativas históricas e culturais, perpetuando preconceitos e desigualdades no atendimento a interesses escusos de controle e persuasão. Por isso, as autoras e autores aqui presentes alertam para a imperativa necessidade de transparência, letramento midiático e pensamento crítico, a fim de atenuarmos os riscos potenciais associados à manipulação e desinformação em curso.
Interessantíssimo.
Em tempo: não entendo como uma editora que pretende disponibilizar seus e-books para download não oferece o formato epub ou similar.
Descrição de sol2070:
> Trata das ideias defendidas por tecnobilionários sobre quais são as coisas que realmente importariam hoje, em detrimento de todas as outras.
> Boa parte do livro se concentra nas ideias dos movimentos Altruísmo Eficaz, Longoprazismo e dos racionalistas1, além do “tecno-otimismo” e da origem histórica dos conceitos-chave.
Eita. Devo ler?
Cesar Michelin compartilhou sobre esse termo e recomendou leituras como essa. Palavras dele:
> Tsundoku é um termo em japonês que se refere ao hábito de comprar livros, empilhá-los e nem sempre os ler de fato.
> Algumas pessoas interessantes, como Nassim Taleb, Irene Vallejo e Umberto Eco, deixaram frases curiosas a respeito:
> O valor de uma biblioteca pessoal está justamente no potencial de leitura ainda por realizar, nas conexões inesperadas entre obras aleatórias.
> Quanto mais você sabe, maiores devem ser suas fileiras de livros não lidos. Essa seria sua “antibiblioteca”.
> Comprar livros é uma forma de afirmar a esperança que viveremos o suficiente para ler tudo que nos interessa. Uma ilusão, claro. Mas uma forma de otimismo.
Se meu Kindle tem mais de seiscentos ebooks, pode ser um "tsunamidoku"?"
Coisas que eu devia ler, ao invés de um livro sobre novelas...
E-book: Son tiempos de profunda crisis estructural para los periódicos. Tiempos de cambio en los hábitos de lectura y acceso a la información a través de una pléyade de dispositivos. En consecuencia, tiempos para reinventar el modelo de negocio de una industria que sigue siendo imprescindible para el desarrollo, establecimiento y control de democracias.
Segunda lista compilada pelo Bruno Cardoso - muito útil!
Sugestão do Sérgio Amadeu
"Em 2009, a obra vale mais pelo seu valor histórico e como consulta já que são citadas diversas pesquisas."
Ao invés de esmolas, Rodrigo Ratier distribuiu livros nos semáforos.