De onde virá o ouro olímpico?

Há quatro anos, o Brasil aguardava com ansiedade a participação da maior e mais competitiva delegação brasileira em uma edição de Olimpíadas. Até o Pato Fu convidava o povo, num exaustivo “vamos lá ver o Brasil brilhar”, para torcer pelos nossos atletas em Sydney. Com os Jogos em andamento, a partir do dia 13 de outubro, veio a expectativa: quem levaria a primeira medalha de ouro? Era questão de tempo.

Os dias foram passando. Veio um bronze nas piscinas, com o quarteto do revezamento. Duas pratas no judô, um bronze a cavalo com a equipe de saltos e mais um bronze no iatismo, classe star. E o Ben Ainslie tirou o ouro do Scheidt, deixando-o com a prata. Nosso futebol ridículo perdeu para Camarões na morte súbita. O vôlei de Radamés caiu diante da Argentina, enquanto as meninas de Bernardinho e Barbosa chegavam ao bronze. Na praia, Adriana Behar, Shelda, Zé Marco e Ricardo caíram na final, enquanto Sandra e Adriana Samuel garantiram mais um bronze. Emanuel e Loiola sequer chegaram à final. E o Guga perdeu para o Kafelnikov. E a seleção feminina perdeu para EUA e Alemanha, terminando em quarto. Nossa última esperança era Rodrigo Pessoa, no concurso de saltos individuais: Baloubet du Rouet refugou e o ouro não veio. Eh, Brasil.

Desde os jogos de Montreal, em 1976, o Brasil sempre beliscava ao menos um ouro. E em Sydney tínhamos muitos favoritos, e todos fracassaram. Terminamos com 12 medalhas – seis de prata e seis de bronze. Em termos quantitativos, ficamos três medalhas atrás de Atlanta, em 1996, quando conquistamos 15 medalhas. Mas a ausência do ouro nos deixou na 56ª posição no quadro de medalhas, a pior em toda a história.

Agora, teremos Atenas. Novamente, a expectativa: onde estará o ouro? Os 22 visitantes que participaram da enquete do MMM, assim como qualquer um que queira chutar na véspera, estão divididos. Pequena vantagem para os 31,8%, que acreditam em uma, ou no máximo duas medalhas de ouro. Correndo por fora, 27,3% duvidam dos nossos competidores: acham que vão voltar zerados, como há quatro anos.

Mas ainda existem torcedores ufanistas, que certamente não esqueceram a letra da musiquinha do Pato Fu: 18,2% crêem em três ou mesmo quatro medalhas de ouro. Outros 22,7% foram além e sonharam com cinco ou mais! Enfim, o assunto não acaba aqui: não deixe de perder, nesta sexta-feira, as projeções para Atenas em mais uma atualização do nosso Marmota Olímpico. Agradecendo aos votantes de sempre, que já estão habilitados a participar da nossa nova pergunta, sobre a brincadeirinha do momento.

André Marmota tem uma incrível habilidade: transforma-se de “homem de todas as vidas” a “uma lembrancinha aí” em poucas semanas. Quer saber mais?

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Comentários em blogs: ainda existem? (2)

  1. Eu aposto em duas medalhas no máximo.

    Não respondi a sua enquente pq nenhuma das opções se encaixa no meu sentimento atual. Acho que preciso encontrar umas comunidades mais animadas porque o pessoal anda muito pouco virtual nas que eu entrei até agora. Dias sem nenhum comentário novo!!!

    E a gripe continua…

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