Poeminha do Jardim Popular

O asfalto derrete
O ar nos sufoca
Pessoas com o rosto cansado
Cidade estressada
Pouca esperança

O sol se esconde
Mas o calor continua
E a vida congela
As ruas ficam vazias
Pessoas se escondem

Asfalto, calçadas, bueiros
Lá, longe, um quintal
Olha essa terra…
Essa terra seca!
Seca!
Seca!
Que não dá nem chuchu

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Dia 14 de março, além de ser o dia do pi (3.14) é também o dia nacional da poesia.

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Esse texto, na verdade, não é meu. Diz-se que um velhinho, com roupa de missa, passava pela avenida Amador Bueno da Veiga numa manhã quente de domingo, desgostoso da vida. Testemunhas dizem que ele ainda abaixou-se lentamente para pegar um torrão de terra desse quintal antes de esfarelá-lo entre os dedos. “Seeeca seeeca seeeca”, entoou o veterano, lírico.

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Saudades das tardes no Jardim Popular, Elis.

André Marmota fala, lê e escreve razoavelmente em português castiço, engrish macarrônico e portunhol com legendas. Quer saber mais?

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