Vai, Rubinho, parte 2: êh, Brasil…

O próximo Grande Prêmio de Fórmula 1 será em duas semanas, no Bahrein. Novamente, os aficcionados da velocidade terão que passar mais uma madrugada em claro para assistir a uma corrida. Depois, os horários de corno voltarão apenas em setembro, com a prova de Singapura.

Ainda bem, porque se tiver que permanecer acordado outra vez para lamentar o fato dos pilotos brazucas serem pangões, vou para a cama mais cedo.

A expectativa era muito boa. Felipe Massa havia feito o melhor tempo no dia anterior, deixando a McLaren do líder Lewis Hamilton bem atrás. Para deixar as coisas mais fáceis, a FIA inventou uma punição por lerdeza após a volta de classificação, punindo o britânico e seu colega Kovalainen com a perda de cinco posições.

Na largada, Massa fez tudo certo. Tratou de defender bem a primeira posição do atual campeão Kimi Raikkonen, sustentando a liderança por boa parte da prova. Nesse ponto, a corrida ficou interessante no pelotão de trás: Hamilton fez uma prova de recuperação muito boa, enquanto Alonso ficava para trás das BMW e até mesmo da Red Bull de David “Mansell” Coulthard.

Mesmo depois de Raikkonen ter colocado menos combustível e tomado a ponta do brasileiro, imaginava-se uma reação do brasileiro. Grande chance para demonstrar calma, experiência e outras qualidades de um candidato ao título. Acabou errando, rodando e abandonando na volta 31. E logo na primeira entrevista no paddock, disse que “não fazia idéia, mas sentiu o carro meio esquisito”. Mais tarde, envergonhado, admitiu a afobação e declarou que está sendo “um começo difícil”. Começo?

Enfim, Massa perdeu a chance de ajudar a Ferrari a somar mais pontos na defesa do Mundial de Construtores. Já o líder Hamilton ficou longe do pódio, mas somou pontinhos que os garantiram na primeira colocação. Nelsinho e Rubinho? Respectivamente, 11º (péssimo-primeiro, mas satisfeito por ter completado a prova) e 13º (péssimo-terceiro, punido novamente por fazer lambança nos boxes). Para azar deles, só cinco carros abandonaram dessa vez…

(Para acompanhar e entender de verdade o mundo do automobilismo, leia a Bárbara Franzin, o Ivan Capelli, o Livio Oricchio, o Fábio Seixas e o Flávio Gomes).

André Marmota tem uma incrível habilidade: transforma-se de “homem de todas as vidas” a “uma lembrancinha aí” em poucas semanas. Quer saber mais?

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Comentários em blogs: ainda existem? (4)

  1. É ta cada vez mais dificil ver um brasileiro campeão mundial. O negócio é torcer pelo Kimi, Hamilton ou quem sabe o Kubica… pq os que nos representam não estão com nada.
    Mas eu quero continuar acreditando…

    Beijos

  2. Levando em consideração que a corrida de Sigapura vai ser noturna o horário não vai ser tão de corno… pq vai estar noite lá e aqui vai estar de dia ainda…

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