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Quarenta momentos em quarenta anos

Nesta terça-feira, o Brasil assiste ao aniversário de uma certa emissora de TV, que construiu, graças a parcerias discutíveis com as pessoas certas, 40 anos de uma história riquíssima. Para não deixar passar em branco, além de não repetir coisas que você certamente vai achar por aí – como contar sua história ou fazer uma análise. Decidi por algo mais audacioso: usar a cabeça vazia, lembrar 40 momentos marcantes da Globo e bolar uma lista de reminiscências pessoais. Em ordem qualquer.

1. Já não se fazem mais aniversários como antigamente. Há dez anos, o Vale a Pena Ver de Novo foi substituído por um mega-especial, reapresentando coisas como Irmãos Coragem, Carga Pesada (os originais), Malu Mulher, entre outros clássicos. Dessa vez, vai ser uma festinha aí.

2. Uma das comemorações dos 30 anos foi o “remake” de Irmãos Coragem para o horário das seis. Alguém é capaz de lembrar que Marcos Palmeira, Marcos Winter e Ilya São Paulo fazia o papel dos três famosos? Que fiasco.

3. Festinhas de aniversário acontecem periodicamente a cada cinco anos. A dos 25 foi apresentada com o “a Globo 90 é nota 100”, uma dessas canções tão inesquecíveis quanto “hoje é um novo dia de um novo tempo que começou”…

4. De todas as mensagens de final de ano, a mais criativa mostrava o elenco global desempenhando papéis diversos. O slogan todos lembram: invente, tente, faça um 92 diferente.

5. Em 1984, no aniversário de São Paulo, o Jornal Nacional apresentou uma reportagem referindo-se a “grande festa” da população. A matéria cita rapidamente o verdadeiro pretexto do encontro: o clamor popular por Diretas Já. Episódio bastante controverso.

6. Eleições presidenciais de 1989. Após o último debate entre os candidatos Lula e Collor, o JN exibe um “compacto”, cuja edição favoreceu descaradamente o então caçador de marajás do PRN e, coincidentemente, futuro presidente eleito.

7. A Globo também teve o seu Gil Gomes: Hélio Costa era figurinha carimbada das reportagens policiais. Antes mesmo do Linha Direta ganhar cara com Marcelo Resende, ele já comandava um programa com o mesmo tom, no final dos anos 80 – antes de embarcar na carreira política.

8. Leda Nagle! A mulher era sinônimo de Jornal Hoje! E tinha a entrevista do sábado… Além do inesquecível bordão: “a gente se vê, com certeza”. Não vi mais, com certeza.

9. Atire a primeira pedra quem não treme e vira os olhos imediatamente para a TV ao ouvir a musiquinha do Plantão. Funciona, afinal de contas a grade da programação é sagrada: só pode ser interrompida por algo extremamente relevante.

10. Hoje ninguém suporta o Fantástico. Há quem tenha completa ojeriza da revista eletrônica dominical. Mas não há como negar: todos lembram ao menos uma abertura – coisa que também é relegada ao passado. A minha preferida é aquela que tinha prismas, arco-iris e um fundo preto.


Atualizado: Tava demorando pra aparecer a propaganda com todo o elenco reunido cantando uma musiquinha. E ela está no ar: todos de branco, alternando imagens de um amanhecer. Como se tudo ainda estivesse apenas no começo. Eis a musiquinha, criada pela agência DM9DDB:

Todo dia, a cada manhã
É o futuro chegando pra nos despertar
Vem trazendo um novo amanhã
Mais uma chance de recomeçar
É o sol que vem iluminar
É a Globo que vem convidar
Diga bom dia

Todo dia há de ser diferente
Um pouco melhor a cada acordar
Porque o tempo é de olhar para frente
Em todos os cantos, em todo lugar
A vontade nos torna gigantes
Pra dar mais um passo adiante
Diga bom dia, com a Globo diga…

Todo instante, a cada momento
É a Globo mudando ao nosso redor
Com você e o poder do talento
Chegando mais longe, fazendo melhor
O horizonte avisou que chegou
Vamos lá que o futuro raiou
Diga bom dia, com a Globo diga…

11. Aberturas de programas e novelas sempre despertaram a minha curiosidade. A do Viva o Gordo, com Jô Soares contracenando com personagens históricos, era uma das mais bacanas – em 89, a TV Pirata usou o mesmo recurso, mas com passagens marcantes das novelas globais.

12. No início dos anos 90, juntaram o velho Chico City com a TCV, emissora fictícia do cansativo programa do Chico Anysio. Virou uma terra onde Justo Veríssimo era prefeito, Tim Tones pregava e Kenny Rocha, popstar criado pela propaganda da Poupoteca Nacional, cantava semanalmente. Ninguém sente falta.

13. Nem todos os programas do Chico Anysio naufragaram: a Escolinha do Professor Raimundo, que fazia sucesso no programa semanal, conquistou sua independência e permaneceu como verdadeiro “depósito de humoristas” durante um bom tempo.

14. Dois pilares da TV Pirata foram pinçados quando o programa acabou e reformatados em uma nova idéia: Luís Fernando Guimarães e Regina Casé viajaram pelo país em busca de novas histórias no Programa Legal. Em minha modesta opinião, talvez tenha sido a melhor coisa já feita pela Globo em sua história.

15. O Criança Esperança, na verdade, é o espólio dos antigos especiais dos Trapalhões. O primeiro, inesquecível, celebrava os 15 anos do quarteto. O segundo, dos 25 anos (e sem Zacarias) consagrou o tema “Amigos do Peito”, que virou hino da campanha anual em parceria com a Unicef.

16. Tudo bem que todo mundo lembra quem matou a Odete Roitman. Quem não sabe poderia chutar Adalberto Vasconcelos, o serial-killer de A Próxima Vítima – na minha opinião, a melhor tentativa de reinventar uma novela.

17. Roque Santeiro, novela que comemorou os 20 anos da Globo, era para ser presente dos 10 anos. Mas a censura não gostou da história de Dias Gomes e vetou. Betty Faria, que seria a Viúva Porcina, acabou embarcando na novela substituta junto com todo o elenco: Pecado Capital.

18. Menção honrosa para Que Rei Sou Eu, que soube reproduzir com muito bom humor o momento socio-econômico do país em Avilan, um reino distante no tempo e no espaço. Se isso já estava claro durante a novela, ficou escancarado na última fala do personagem Jean Pierre: “Viva o Brasil!”.

19. 1996 marcou a inauguração do Projeca, ambiente que reune toda a central de produções da emissora. A primeira cena gravada no novo ambiente foi da novela Explode Coração – aquela que a cigana usava Internet. Lembrada apenas pela interpretação do cigano Igor.

20. Poucos lembram do Caso Verdade – cuja idéia era dramatizar histórias reais. Legal mesmo foi dar a chance do povo escolher o final delas: viva o Você Decide. Que tinha ainda Virgínia Novicki semanalmente em alguma praça ouvindo o povo.

21. Podem me chamar de saudosista, mas uma coisa é o Sítio do Picapau Amarelo hoje. E outra era com Zilka Salaberry, Rosana Garcia, André Valli, Reny de Oliveira, Jacyra Sampaio, Canarinho, Tonico Pereira… É fechar os olhos e lembrar da nave Sabugus I cruzando o espaço rumo ao Planeta X.

22. No final dos anos 90, antes da TV Colosso, a emissora reexibia “Mundo da Lua”, seriado de sucesso da TV Cultura. Antônio Fagundes e Gianfrancesco Guarnieri, que pertenciam a Globo, foram emprestados para estrelar a inesquecível série da estatal paulista.

23. O ano era 1986. Uma loira ex-mulher de Pelé e figurinha popular da TV Manchete estreava um programa infantil diário, no lugar do Balão Mágico O Xou da Xuxa, que ficou no ar por mais de dez anos, foi um marco indiscutível. Saudades do trio Dengue Praga Moderninho. O incrível é que não sabem o que fazer com a Xuxa hoje.

24. Por que será que a atual geração Pokemon não tem o direito de assistir aos especiais do Balão Mágico, ou mesmo aqueles com o dedo (e os filhos) do Augusto César Vanucci – Plunct Plact Zuuum e Pirlimpimpim?

25. Antes do Balão Mágico tinha o TV Mulher, com Marília Gabriela e Ney Gonçalves Dias. Além de quadros com Clodovil e Marta Suplicy. Deu origem a toda programação feminina que invade as tardes de hoje.

26. Malhação? Que nada: Armação Ilimitada, formada pela “estranha” família Juba, Lula, Zel e Bacana, foi mais um dos ícones produzidos pela Globo. Aliás, programas inovadores sem apelação como esse fazem muita falta…

27. Curiosamente, o padrão Globo de Qualidade não funcionou bem com game-shows. Juba e Lula foi um exemplo de fracasso, ao lado de Radical Chic (com a Maria Paula), Ponto a Ponto (com Márcio Garcia e Danielle Winits), Bobeou Dançou (com a Xuxa)… O negócio deles é mesmo quadros em programas maiores.

28. Maria Paula, Cris Couto e Zeca Camargo: talvez tenha sido o único trio gerado pela MTV a vingar na Globo. As passagens de figuras como Thunderbird e Casé – que chegou a encabeçar um programa só seu nos domingos à noite – exemplificam como funciona a “maquininha global”.

29. Essa é recente: enquanto preparam o lançamento do Big Brother Brasil, seu rival histórico SBT aparece com a Casa dos Artistas, na mais deliciosa “briga” entre as duas. Mais divertido ainda foi o desempenho de Marisa Orth no início do programa.

30. Agora que o BBB é sucesso, dificilmente a Globo vai ressucitar seu No Limite, primeiro Reality Show pra valer. Nem mesmo seu sucessor escatológico, também com Zeca Camargo no comando.

31. Os primórdios do Domingão do Faustão lembravam mais seu extinto Perdidos na Noite. Tinha música escrachada de Sullivan e Massadas e quadros como Controle Remoto e Jogo da Velha (com Dercy Gonçalves). Era mais tragável.

32. A Globo nunca sabe o que fazer com seu dia 31 de dezembro. Pensava ter encontrado a melhor saída ao botar o Reveillon do Faustão, que acabou para dar lugar ao morno Show da Virada – talvez funcione porque ninguém assiste. Acertaram na mosca ao exibirem 2001: Uma Odisséia no Espaço na virada do século.

33. Uma das coisas que a Globo valorizava mais e que hoje se resume ao Fama é a parte musical. Desde o programa Chico e Caetano, passando por Geração 80 (com Nádia Lippi e Kadu Moliterno), pelo jurássico Globo de Ouro, sem esquecer o bom e velho especial com Roberto Carlos. E o Concertos para a Juventude, teria espaço hoje?

34. Enquanto a matriz acabou com o Som Brasil – de Rolando Boldrin, Lima Duarte e Ranchinho , a RBS TV, mais antiga das afiliadas da Globo, permanece com o seu Galpão Crioulo, basicamente com os mesmos moldes dos últimos anos. Enfim, a RBS TV já completou seus 40 anos, em 2002.

35. Séries internacionais toscas diversas: Manimal, Curto Circuito, Magnum Duro na Queda, Dama de Ouro, Na Mira do Tira, A Gata e o Rato… Além das comédias Super Vicki, Primo Cruzado… O imperdoável é que a emissora nunca exibiu a abertura original de seus seriados.

36. Podem me bater, se quiserem: mas eu só assisti ET quando passou na Globo. Aliás, a exibição inédita após dez anos do lançamento nos cinemas era tão impactante que a chamada daquele fim de ano em 1991 era “um verão E.T. anto na Globo”.

37. Fernando Vanucci comendo bolacha! Talvez tenha sido a gafe mais barulhenta – tanto que rendeu uma demissão “de chlap” para o consagrado narrador dos gols da rodada. Sem lero lero nem vem cá que eu também quero.

38. Acaboooooouu!!! Acabooooooooouuuuu!!!! É teeeeeetraaa!!!! É teeeeeetraaa!!!! É teeeeeeeeeeetraaaaaaaaa!!!! Galvão Bueno esganando o Rei Pelé após o antigol de Roberto Baggio na Copa de 94 é certamente o momento esportivo mais lembrado.

39. Convém lembrar ainda da célebre faixa: Galvão, vai pentear macaco. Tremenda injustiça: todos sabem que, com Galvão é mais emoção.

40. E pensar que o Programa Sílvio Santos começou na Globo… Se bem que, até aí, o Homem do Sapato Branco e o Topo Giggio também.

Agora é a sua vez de aumentar a lista – garanto que é possível chegar a mais 40 itens.

Comentários em blogs: ainda existem? (23)

  1. Grande, André! ‘parcerias discutíveis com as pessoas certas’ foi a frase perfeita.

    Dou uma contribuição, do baú:

    Os Trapalhões sendo tirados do ar abruptamente lá pros idos de 70 e poucos, quando Didi começa a cantar “este é um país que vai prá frente” enquanto engata uma hilária dança marcha-a-ré. Nem mesmo ‘as parcerias discutíveis com as pessoas certas’ os salvou da tesoura da censura naquele momento. Nunca esqueci.

  2. Acho q o homem do sapato branco começou na cultura, quando ela ainda nao era um canal publico e pertencia a rede de canais do “chato”.
    Gostei muito da sua lista.
    So esqueceu de falar que é é uma pena nao passar mais “a rena do nariz vermelho” no natal. vc se lembra?

  3. Do pessoal da MTV que vingou na Globo, vale lembrar o Márcio Garcia. Apesar de que hoje ele está na Record…

  4. Brilhante, André, brilhante.

    Eu lembro de praticamente tudo isso, mesmo sem quase ver TV antes da meia-noite. Goste-se dela ou não, a Globo é uma das principais responsáveis por um certo tipo de unidade cultural do país – seja isso bom ou não.

    Sö faria uma reparação a Chico Anysio. O sujeito é um dos três maiores gênios que a TV brasileira teve, e principalmente em seus primeiros anos ele foi absolutamente revolucionário. Houve uma época em que não eram as novelas, e sim o humor, que sustentava a grade de programação (aliás, uma “invenção” de outro dos três grandes gênios, o Walter Clark). O Chico City era fundamental.

  5. Mas que memória hein! Eu não sei nem o que passa na Globo hoje, quanto mais anos atrás.

    Ou melhor, de um programa eu lembro e TEM que entrar na sua lista: Comédias da Vida Privada. Foi meu primeiro contato com o Veríssimo, de quem hoje sou fã de carteirinha, e acho que foi o programa humorístico mais bem produzido e inteligente da Globo.

    Ou isso ou minha memória é sentimental e desgastada.

  6. O mega-especial citado no item 1 foi há 15 anos (em 1990). Além das reprises citadas, tivemos as séries “Amizade Colorida” e “O Bem Amado” e uma semana com reprises de humorísticos dos anos 70, como “Satiricon”, “Chico City” e “Trapalhões”.

    Chico Anysio ficou chato depois que estacionou na Escolinha. O “Chico Anysio Show” exibido nos anos 80 era imperdível! Chico pode ser chato como pessoa, mas seus personagens são inesquecíveis… Nazereno, Pantaleão, Painho, Tim Tones, Silva, Véio Zuza, Alberto Roberto…

    Até meados dos anos 90, o jornalismo da Globo sempre foi péssimo – chapa branca, tendencioso, manipulador, superficial, e todos os piores adjetivos possíveis. Dois episódios bem lembrados foram o da cobertura das Diretas-Já e do debate Lula X Collor. O ápice da falta de credibilidade foi a cobertura discreta, quase inexistente, da CPI do PC Farias, o escândalo que culminou com o impeachment de Fernando Collor em 1992. Foi quando brilharam os telejornais do SBT (com Boris Casoy) e da Bandeirantes. A mudança no perfil dos telejornais a partir de 1996, sob os auspícios de Evandro Carlos de Andrade, fez com que a Globo recuperasse a credibilidade perdida nos períodos Sarney e Collor.

    Das aberturas do Fantástico, também gostei mais da que foi ao ar de 1983 a 1987, com prismas sendo cortados por arco-íris.

    As aberturas de novelas eram mais criativas nos anos 70/80, até porque os recursos de computação gráfica eram bem mais limitados do que hoje. O legal era a “metáfora” embutida nas aberturas, fazendo alusão à trama principal da novela. “Pai Herói” (quebra-cabeças faltando a figura do pai) e “Tititi” (brigas de tesouras, linhas e agulhas) são dois bons exemplos.

    Faltou falar de alguns slogans inesquecíveis: “o que pinta de novo, pinta na tela da Globo”, “Vem que tem, na Globo tem”, “89, a Globo pega pra valer”, “Pegue essa onda, essa onda pega”, “Globo e você, tudo a ver”, etc., etc.

    Enfim, para o bem ou para o mal, a Globo está aí, há quarenta anos.

  7. O povo aqui de casa costuma dizer que eu tenho boa memória. Mas junto de vc, ela seria ZERO! heheheheeh Sensacional!!! Bom relembrar essas coisas todas. Concordo com vc que a melhor coisa que a globo ja fez até hoje foi o programa legal com a Regina Cazé e o Luis Fernando Guimarães rodando pelo Brasil. Saudades…

    Beijo pra tu!

  8. É meu caro Marmota realmente não é todo o dia que fazemos 40 anos, ate ai normal. Agora Quarenta anos de Globo ninguem merece, apesar de bem lembrado os 40 fatos que pra mim são ilarios que marcaram a globo. Se bem que acho que seria mais proveitoso se colocarmos fogo no Projac hahahahahahahhaa.
    Um Grande abraço do Zé

  9. Algumas minhas…

    1. Sandra Annenberg, a bela apresentadora do Jornal Hoje. Alguém lembra que foi ela quem substituiu a Xuxa na Manchete, que fez uma ponta na bizarra série “Tarcísio e Glória” e que começou no jornalismo como moça do tempo?

    2. Ainda o JH. Quem lembra da apresentadora Márcia Mendes. E de Va-Va-Valéria Monteiro?

    3. Eu assisti muito o Amaral Netto, o reporter. O melhor era o fechamento do programa, em que aparecia uns dois minutos do vôo de um 747 da VARIG.

    4. Os mais dramáticos fatos da musiquinha do plantão: a explosão da challenger e o 11 de setembro. Sem ela, foram a morte do Senna e a morte do Tancredo – que passaram ao vivo, na corrida e no Fantástico, respectivamente.

    5. Quem lembra que a morte de Daniela Perez foi no mesmo dia do impeachment do Collor?

    6. Outro rebelado que começou na Globo: Luciano do Valle, sinônimo de futebol.

    7. O mais engraçado quadro dos Trapalhões de todos os tempos: a música “Terezinha”, de Chico Buarque, cantada por Maria Bethania.

    8. E o “Sai de Baixo”, um dos poucos sitcoms que deu certo, junto com A Grande Família. A primeira temporada foi a melhor, com o Tom Cavalcanti e a Cláudia Jimenez.

    É isso.

  10. Nossa, deixei passar um dos momentos mais marcantes: a parabólica que captou o off da entrevista de Carlos Monforte com o então Ministro da Fazenda, Rubens Ricúpero: “o que é ruim a gente esconde, e o que é bom a gente mostra”. Mais um pra lista!

  11. Tentaram refazer em 1995, mais ou menos, o Chico City, formando os “Estados Anysios de Chico City”, com todos os personagens. Mais tarde, virou Chico Total, daí, já era.

  12. A abertura do Fantástico que eu não perdia era a da atriz Isadora Ribeiro saindo da água (era um impacto). Fátima Bernardes fez tanto sucesso no Fantástico (ela e seu cabelo curtinho), que acabou voltando em 97 com Pedro Bial, mas logo saiu para dar a luz aos trigêmeos.
    No jornalismo também é inesquecível o casal Eliakim Araújo e Leila Cordeiro se eu não me engano no Jornal da Globo.
    Você esqueceu também da deliciosa novela Vamp (como eu quero uma reprise!).
    Até hoje tenho medo do PLANTÃO (a cara da Globo)

  13. E as aberturas dos programas dos Trapalhões na Globo, a primeira era a melhor na minha opinião, toda em desenho animado, inesquecível!!! Isso sem falar na música-tema da abertura.

  14. Um programa exibido pelo Globo Repórter que eu considero inesquecível foi um com um documentário sobre os últimos dias de Jesus Cristo na terra que começava com a entrada triufal dele em Jerusalém e terminava no momento da crucificação, sem mostrar a ressurreição. Este filme não tinha diálogos dos personagens, e apenas a narração do apresentador do programa, Sérgio Chapelin e era todo em preto e amarelo (no lugar do branco), o que me deu a sensação de que as imagens deste filme foram realmente feitas na época de Jesus.
    Eu vi este documentário pela primeira vez no Globo Repórter em 1979, na Semana Santa e a ultima vez eu vi em 1980. Sendo que nessa época o Globo Repórter era exibido às terças-feiras e reprisado nas manhãs de sabádo. Tenho muita vontade de tornar a ver este documentário. Alguém se lembra deste documentário?

  15. O mais lamentável mesmo é ver a qualidade da TV aberta caindo sempre. Dizem que os donos das abertas e fechadas são os mesmos e porisso não há interesse em grandes investimentos nos canais abertos. Lamentável também é deixar um veículo tão abrangente como a televisão virar essa salada de gato que tem virado.

  16. Legal, cara, a sua “retrospectiva”. Gozado é que da Glogo a gente se lembra de muitas coisas (ou quase todas). Agora, será que vamos lembrar das outras emissoras tão bem quanto? Tem um programa que tinha um vaga-lume e uma banda de músicos que era apresentado à tarde, por volta das 16:30h. Eu acho que era na Globo, mas não me recordo bem… Ninguém que eu comente (a não ser minhas irmãs) lembram dessa série. Alguém se lembra e qual o nome da série? Se vc souber, marmota, me envie um e-mail. Isso marcou muito minha infância.
    Beijos
    Dja

  17. Nossa muito legal o que você falou, mas você esqueceu da novela que serve de referência para todas as outra novelas urbanas a mágica dancin´days. E da new wave em ti-ti-ti. E da abertura do fantático de 1994 que só a Rede Globo e a Nasa tinham o computador que realizou aquela surrealista abertura. E uma triteza não ter mais aberturas do fantastico, eu não sei porque a Globo empobreceu tanto sua programação

  18. Na decada de 70 antes do jornal nacional e depois da novela das sete tinha o linguinha que era um program de cinco minutos feito pelo chico anisio.
    Ah e teve tambem o pacheco na copa

  19. Adorei estas lembranças… LEmbro de muitas das descritas… Tem algumas em mente de vez em quando bem bizonhas, mas, é realmente uma ótima, relembrar tudo isso!

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