Atrações, paciência e percepção

Imagine as atrações possíveis em sete cidades de quatro países da Europa e faça uma pequena lista de coisas imperdíveis. Agora tente equacioná-la em vinte dias: perceba que sua “pequena” lista começa a tomar proporções impraticáveis…

A verdade é que cada um tem na cabeça a sua Europa, os seus pontos imperdíveis. Em linhas gerais, podemos dizer: conhecer Portugal é uma viagem na história dos nossos colonizadores; passear pela Espanha é encontrar riquezas arquitetônicas fascinantes – especialmente em Barcelona; não tem como não seguir a luz de Paris… E, finalmente, comer até explodir na Itália.

Fora isso, uma viagem desse naipe exige dois bons exercícios. O primeiro deles é a paciência. Não adianta correr feito um alucinado, é sempre impossível fazer tudo que se pretende. Se não deu pra conhecer aquele lugar dos sonhos desta vez, nada de desespero: ele não vai fugir dali, e estará esperando por você na próxima vez. Ainda melhor.

O segundo exercício é um pouco mais fácil: levante todas as antenas possíveis e exerça seus sentidos, aumente seu poder de percepção. Caminhe muito, perca-se, sinta o perfume de cada local, a tonalidade das cores e da luz. Quando cansar, compre uma baguete, pastéis de nata e uma garrafa de vinho, e vá fazer um piquenique na praça. Permaneça sentado e observe a integração dos nativos com o seu espaço.

E sinta a vida que existe entre as igrejas e os museus, sem pressa.

Feitas as ressalvas necessárias, hora de divulgar a minha lista de “imperdíveis”. Que seja útil desta vez e, se não der, da próxima. Sim, porque do mesmo jeito que achava ser esta “a única oportunidade da vida” para se tentar algo assim, é possível achar que “nada é impossível quando se tem vontade”.

Nossa primeira parada é a cidade do Porto – isso se não conseguirmos dar nenhuma voltinha em Milão antes de embarcar na conexão. Foi ali, nas margens do Rio Douro, que o país também começou. Além de comer bacalhau e tomar (tudo bem, vai) um gole de vinho, uma passada na Livraria Lello (piada pronta!), caminhar na beira da praia e pela Rua Santa Catarina e, se sobrar fôlego, subir na Torre dos Clérigos.

Mas é na capital Lisboa que podemos encontrar praticamente tudo que Portugal oferece. Circular pelo Bairro Alto e tomar mais vinho (quero só ver) no solar do Vinho do Porto, pegar o Bonde 28 e bater ponto nas principais atrações turísticas é só o começo. Nas últimas horas no país, Portugal x Rússia, pelas eliminatórias.

Próxima escala, a capital política e cultural da Espanha. Depois de aproveitar a noite em Portugal, hora de ficar encantado com a boêmia Madri. Passear pela Gran Vía e esbarrar nos museus – em especial o do Prado – e nas praças – em especial na de touros… Mas o mais divertido vai ser pedir “una cueca-cuela” para o garçom, ou ainda querer “hacer una ligación” com a telefonista!

Na sequência, Barcelona, a capital da Catalunha, cada dia mais cosmopolita. Hora de se perder no Bairro Gótico e nas curvas de Gaudí. E o que fazer em uma cidade com o astral nas alturas? Mais baladas, claro. Mas nada de inventar um “luau na praia” com a moçada: é pedir pra passar apuros. Dali vai sair um dos itens das minhas compras que não é postal ou livro: uma camisa azul-grená do Barça.

Finalmente, chegaremos a cidade que exerça maior fascínio entre os viajantes ao velho mundo. Seja por sua trajetória histórica ou por ser uma metrópole com jeito de vilarejo, Paris é simplesmente imperdível. Diz a Lu que a maior roubada é pagar para subir na Torre Eiffel. Mas não tem como não passar pelas atrações turistonas – ou tirar uma foto ao lado da Monalisa no Louvre.

O último país do roteiro é a Itália, e logo de cara vamos passar por uma cidade que parece de mentira. Tampe o nariz e aproveite Veneza, seja a pé ou pela água (a primeira opção é mais em conta). Entre os “regalos” preferidos, máscaras de pierrô e colombina, personagens do típico carnaval da cidade.

Por fim, Roma e seus contrastes. A cidade clássica, encontrada no circuito obrigatório Coliseu-Pantheon-Fontana di Trevi. E a cidade agitada, das baladas tão modernex quanto a de outras metrópoles do planeta. No final, um pulinho no Vaticano para agradecer ao representante de Deus na Terra (é o que diz na plaqueta) a oportunidade de viver e aproveitar tudo isso.

E não é que a hora está chegando mesmo? Aproveite nosso clima de ansiedade para discutir o tema conosco! Dicas, experiências, encomendas… Ou mesmo perguntar “e o Peixão, hein”?

Quando? Hoje à noite. Apareça em nosso bota-fora, diga que é um dos para-quedistas ocasionais deste blog e seja recebido como convidado de honra! Eu, Lello e Lu ficaremos muito felizes com a presença de todos!

Anote outra vez: será nesta quarta-feira, dia seis de outubro, a partir das 22 horas, no bar Quitandinha – rua Fidalga, perto do Filial, na Vila Madalena. E nem venha com aquele papinho de que trabalha amanhã cedo…

Comentários em blogs: ainda existem? (4)

  1. André, além das curvas de Gaudí espero que seja bem sucedido em outras curvas que não as da estrada de Santos. Além de querer estar no seu lugar, que posso dizer? Ah! Só queria saber: e o Peixão, hein?

  2. Eu também quero saber: E o Peixão, hein?? Afinal, hoje tem duelo com o curintia. Vou fazer o possível para aparecer na Quitanda e dar um abraço de boa viagem. Mas como trabalho amanhã, vai ser uma passadinha rápida. Beijão, Ju

  3. Marcar despedida em dia de clássico é pedir pra metade das pessoas não irem.
    :( , q triste! Droga!
    bjs
    Cy

  4. Ah, eu pratiquei os exercícios e isso fez com que eu me desesperasse ao notar que minha conta bancária não tem permitido nem mesmo uma viagem para a praia, snif… Grande abraço, moço!

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