Minhas férias. Não necessariamente as suas.

“Your head jers up and your eyes snap open as the awkward thud of the landing gear hitting earth jars you from the unrestful half-doze in which you’ve spent the last few hours. Furiously blining in a vain attempt to clear the stinging redness from your vision, you moan softly as your head resumes its throbbing and your throat begins to itch again. Dazedly, you stumble down the aisle with your fellow passengers, sniffing for that taste of free air, desperate for a drink, and aching in al your joints. And you couldn’t be more thrilled… This is it – the big time, the grand show…”

O parágrafo acima, pinçado de uma antiga edição do guia Lonely Planet Europe on a shoestring, descreve brilhantemente as sensações de um viajante ao desembarcar em um aeroporto internacional, após longas horas de vôo, preparados para um mês inteiro longe de tudo aquilo que compõe o seu dia-a-dia. Quer dizer, nem tudo: ao lado de Lello Lopes, uma das figurinha-chave do meu cotidiano. Até porque, sem testemunhas, todas as piadas ficam sem-graça.

Enfim, antes de embarcar, o último check-list. Passaporte. Cópia do passaporte. Passagens aéreas. Cartão do seguro-saúde. Cartão de crédito. Uns doze ou dezoito euros. Bolsa quase vazia. Cinco camisetas. Cinco camisas. Quatro calças. Algumas meias e cuecas. Uma sandália. Um casaco. Meu boné da seleção. Toalha do Internacional. Escova de dentes. Dentifrício. Xampu. Desodorante Avanço. Cortador de unhas. Barbeador. Preservativos (vai saber). Aspirina. Band-aid. Cadeado. Bolsa de mão. Filmadora digital. Fitas mini DV. Carregador de baterias. Caderno de anotações. Duas canetas bic. Guia de viagens. Relógio despertador. Calculadora. Guarda chuva. Papel higiênico. Uma toalha (a la Ford Prefect). Um beliscão no braço…

Ufa, então é isso. Desde as 18h40 desta segunda, dia três, quando colocar os pés no vôo KL0792, da KLM – somado ao desembarque em Schiphol e o traslado rumo ao albergue Winston, próximo a Centraal Station, está no ar Perdidos na Europa 2!

Quer dizer, é um “dois” meio mandraque. Afinal, um dos personagens centrais de 2004 durante o “episódio um”, a Lu não viajará conosco. Além disso, em 2005 Lello e eu nos encontramos na Alemanha – mas só considero a “perna final” da viagem como “passeio”, já que o objetivo primário era profissional.

De qualquer forma, o “dois” tem outra forte inspiração: De Volta Para o Futuro. No segundo filme da trilogia, Doc Brown e Marty McFly poderiam ir para qualquer ponto do tempo e espaço. Além de passear pelo futuro, acabaram voltando justamente ao dia 12 de novembro de 1955, onde toda a ação do primeiro filme acontece. Da mesma forma, Perdidos na Europa 2 terá alguns momentos de revival!

O primeiro deles é justamente Amsterda, cidade repleta de lendas envolvendo vitrines de luz vermelha e bares carregados de marola. Cidade divertida o suficiente para ninguém enjoar. Comemoro, portanto, cinco anos de blog nesta terça-feira saboreando uma deliciosa panqueca holandesa no barzinho repleto de garçonetes lindíssimas, num cantinho da Leidseplein.

Calhau? Nem pensar. – Muitas alternativas pularam em minha cabeça nos últimos dias: de que forma preencheria um mês de blog, sabendo que os acessos serão raros (para não dizer nulos)? A maneira mais simples viria sob a forma de “calhau”: aqueles textos perdidos no blog antigo, que vez ou outra são republicados aqui. Como ninguém gosta deles, seria a última opção.

Outra possibilidade: o velho “calhau de verão”. Normalmente, quando me enrolava no início do ano, lançava mão de outros textos, escritos por amigos de longa data ou disponibilizados na rede sob Creative Commons. Funcionava bem em 2003, quando não haviam preocupações alheias com “prejuízos no adense graças a conteúdo repetido em páginas diferentes”. As dores de cabeça não compensam o resultado final.

Assim, decidi fazer diferente: convidei uma porção de amigos, todos visitantes assíduos do MMM, para escreverem um post para o blog. Preferencialmente algo relacionado a viagens, para não perdermos o clima. Fiquei muito feliz ao ver praticamente todos os convidados contribuirem. Mais felizes ainda ficarão vocês, ao curtirem uma porção de coisas muito legais, que dificilmente seriam encontradas aqui.

Então, é isso. Enquanto eu passeio, divirtam-se com a Colônia de Férias do MMM!

André Marmota tem uma incrível habilidade: transforma-se de “homem de todas as vidas” a “uma lembrancinha aí” em poucas semanas. Quer saber mais?

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Comentários em blogs: ainda existem? (9)

  1. Ai, andré…
    da-lhe de mil…aproveite pra caramba, e por favor, fique bem zoadão em amsterdan… e se for até Praga, traga aquelas caixinhas de fósforos minusculas, que custam um caramba( nome q’eu dei pro dinheiro deles, por que pqp, ô lingua dificil…)e todo mundo ama…
    beijos, e BOA VIAGEM…

  2. Eu me perderia nas papelarias de Amsterdã. Fico louca com papéis e lá é a cidade deles. Tem de todas as cores, gramaturas, estampas… o difícil seria trazer tudo! Aproveite muito a viagem! Bjos

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