Dois tabus quebrados em uma única noite

Consegui um feito inédito em minha vida na noite desta quinta-feira. Fui assistir ao jogo da lusinha diante do poderoso Colorado de Ases Celeiro no Canindé. Como de praxe, atraso de 20 minutos – algo que já fez com que eu deixasse de ver todos os gols de uma partida, por exemplo, no empate de 1 a 1 entre Corinthians e Cruzeiro, no Pacaembu. Estúpido.

Pois bem, mesmo com o atraso, pude assisti aos dois gols do jogo. E na torcida do Inter, local onde já havia assistido a todas as últimas derrotas do meu time em São Paulo. Parafraseando a frase que abre este relato, foram dois tabus quebrados em uma única noite! Que beleza!

Algumas peculiaridades interessantes. Na torcida colorada, esbarramos – eu, Lello Lopes e Fernando Narazaki – com um ex-colega de trabalho do japonês. Sérgio, também torcedor do Inter, mas não tão assíduo frequentador de estádios. “Só venho ver quando é aqui no Canindé”, disse. Lembrei que fui ovacionado por cerca de trinta mil corintianos – entre eles Lello e Narazaki – dias atrás, no Pacaembu, na derrota do Inter para o Timão. “Por isso mesmo. Aqui não tem torcida contra, posso vir tranquilo”. Realmente, sem polêmica alguma: as torcidas do Juventus da Moóca e do Nacional juntas não dá uma da Lusa.

Na arquibancada do time visitante, conversas paralelas marcadas pelo inconfundível sotaque gaúcho barbaridade. A gurizada medonha e a indiada grossa dividia harmonicamente o espaço com famílias inteiras. Um terceiro grupinho, durante uma típica manifestação de baixo calão de alguns colorados, chamava a atenção. “Mas bah, pra quê fazer isso, tchê? Tão tudo quieto do lado de lá…”. Quanta cordialidade!

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