Você usa pseudônimo?

Antes de entrar no assunto propriamente dito, atendo aqui a um pedido: Alexandre Cruz Almeida, do LLL, agora atende por Alex Castro. Ajudem a espalhar a mudança, até porque, como o Cruz Alm… Ops, o Alex mesmo disse, “o Cruz Almeida ficou um pouco famoso na blogosfera, eu imagino que vai dar trabalho eliminá-lo completamente”. Mas sempre há um começo.

Curioso é que, até então, jamais imaginei que aquele sujeito de idéias impactantes e verdadeira referência na web foi batizado como Alexandre Moraes de Castro e Silva. Quanto a isso, parece até que consigo ouvir sua resposta, sob a forma de uma pergunta simples: e daí? “Meu nome de batismo não diz nada sobre mim. Meu nome adotado diz tudo”, escreveu Alex Castro em sua explicação.

Aliás, existem várias razões para adotar um pseudônimo. A primeira que me vem a cabeça: se o sujeito é escritor, as chances de ter um é grande. Escritores usam pseudônimos há séculos, para garantir a paz do autor em meio ao provincianismo de outrora – antes mesmo do editor teimar com nomes não-comerciais na certidão de nascimento. E não estou falando apenas de nomes consagrados, como o de Lello Lopes (ninguém o conhece como Leandro Pinto de Almeida). Teve o caso clássico de uma ex-jornalista que assinou seus primeiros textos como Krika Barbosa. Isso antes dela explodir na novela Pantanal como a Juma Marruá e se consagrar como a atriz Cristiana Oliveira.

O uso de pseudônimos ganhou outra dimensão com a web: gente deslumbrada com um novo mundo ao alcance do teclado e a possibilidade de criar uma ou mais personalidades diferentes. Com o crescimento dos blogs, o pseudônimo ganhou duas faces: a clássica, usada por candidatos a literatos, e a maldosa, concebida especialmente para burlar as regras de boa conduta. Daria até para chamar essa visão de “deturpada”. Afinal, uma coisa é adotar outro nome sem perder a essência da personalidade. E outra é cometer todo tipo de atrocidade escondido na moleza do anonimato – uma tremenda ingenuidade, diga-se de passagem.

A onda blog criou ainda outro o uso de nomes, digamos, “artísticos”: auto-preservação. Cidadãos que têm uma carreira profissional a zelar mas, ao mesmo tempo, precisam de um blog ou qualquer outra válvula de escape para equilibrar seus pensamentos. Ao mesmo tempo, já virou moda demitir essa gente contraproducente que faz blog. Mesmo jornalistas, que usam a mesma ferramenta tanto no blog quanto no trabalho – acho até que todo “peão da notícia” devia experimentar um, ainda que usando outro nome.

Pessoalmente, considero “Marmota” quase um pseudo-pseudônimo, apenas um apelido para uso não-profissional. Com menos de um clique, qualquer um descobre o meu nome verdadeiro – apesar dos riscos da exposição excessiva, não tenho medo de dizer que o responsável por este blog é exatamente o mesmo na vida real.

E você, acha estranho alguém se apresentar com um nome diferente do RG?

André Marmota é um rei momo sem dono, sem trono, um pierrot mal-amado... Não, esperem, esse é o Ed Motta. Quer saber mais?

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Comentários em blogs: ainda existem? (15)

  1. Puxa, você sabe a história do meu nome, há pouco tempo a gente conversou sobre isso. Ah, eu acho bacana adotar um “apelido” ou algo assim, principalmente quando a gente tem cores no nome, hahahaha…

  2. Eu não preciso criar pseudônimos. Os outros criam para mim. Hoje, chegou um material pra mim endereçado a “Edson Luzo”.

  3. esqueceu uma razão para criar pseudônimos… : a preguiça. O meu vem duma preguiça insuperavel de escrever meus dados pessoais… Então pseudo virou ser a coisa a mais relevante sobre mim : preguiçoso crônico.

  4. PO hj em dia pseudos …sao mas q normais.
    Diria ate q faz parte do cotidiano da net..dos blogs e fotologs.
    Eu gosto da ideia porem nao uso um pseudo..só assim nego nao ti chateia.

  5. Costumo dizer que “Alexandre Sena” é nome fantasia. Há vários “Alexandre Sena” por aí. Só me sentiria realmente exposto se revelasse meu sobrenome do meio, que poucos conhecem.

    Agora esse lance da “superexposição” tem mais relação com as pessoas que já conhecem o blogueiro pessoalmente. Já li blogs superintimistas, gente contando coisas realmente muito pessoais, segredos de alcova, até. Mas não considero que elas se expuseram demais para mim, pois simplesmente não as conheço, não as identificaria se cruzasse com uma delas na rua. Eu me sinto muito mais exposto quando um familiar lê meu blog, do que quando um colega de MSN que mora em outro país o lê.

  6. E quando o pseudonimo vem de um apelido e as pessoas na vida real jah passaram a te conhecer por aquele nome-apelido? O q vc faz?
    Aha!!! Mantenha-o no seu blog e ele exercerah duas funcoes: protege sua privacidade empregaticia e diverte os amigos reais e virtuais. Simples assim. :-)

  7. Não sei se tive uma pretensão de criar um pseudônimo, como falaram, criam pra você. Na época que usava-se muito o IRC (1994) colocar nomes próprios era um problema. Sempre existia uma ana, um pedro, uma lia, os nicks(apelidos/pseudônimos) era(é) uma forma de individualização.

    Também é uma expressão da auto-image já que foi assumido de forma voluntária (conivente ou autônoma).

  8. Como é sabido, assino como Neto Cury, e este não é meu nome realmente.
    Mas eu faço-me super-exposto no meu blog todos sabem que sou guarda civil e com um pouquinho de pesquisa não é difícil saber que nasci João Lahud Cury Neto, nome herdado do avô que morreu uma semana antes, não fosse pelo acontecimento, teria sido batizado como Samir Cury.
    Curioso não?
    Abração

  9. MarcosVP é estranho. É. Ainda mais pensando que o VP vem de uma longa dinastia de conhecidos traficantes. O pior é que meu irmão se chama Márcio.

    No meu livro, é óbvio, vai ser Marcos Vasconcelos. De propósito, para confundir com aquele outro superimportante que era amigo do Caetano Veloso. Vai que dá certo.

  10. Oi sou a reencarnação de uma blogueira que há tempos passou por aqui… Então, não diga nomes, pois os blogueiros com blog extinto não gostam de ouvir seu antigo nome, só o pseudônimo.

  11. Concordo com você em gênero, grau e número (é isso mesmo?). O pseudônimo é uma coisa legal e até saudável, do ponto de vista literário principalmente, desde que não traga escondido por trás de si intenções nefastas e prejudíciais ao outro. O pseudônimo teve seu uso “alargado” graças a web, mas não perdeu seu deslumbre literal!!!
    PS: Gostaria que comentasse (respondesse) seus comentários, acredito que essa atitude é interessante, pois, no mínimo, faz a pessoa voltar uma vez mais ao blog. Mais importante porém é o fato do leitor/visitante sentir-se parte do post, em contato com quem escreveu. Rola uma interação!!!

  12. Concordo com você em gênero, grau e número (é isso mesmo?). O pseudônimo é uma coisa legal e até saudável, do ponto de vista literário principalmente, desde que não traga escondido por trás de si intenções nefastas e prejudíciais ao outro. O pseudônimo teve seu uso “alargado” graças a web, mas não perdeu seu deslumbre literal!!!
    PS: Gostaria que comentasse (respondesse) seus comentários, acredito que essa atitude é interessante, pois, no mínimo, faz a pessoa voltar uma vez mais ao blog. Mais importante porém é o fato do leitor/visitante sentir-se parte do post, em contato com quem escreveu. Rola uma interação!!!

  13. Olá
    Tudo bem
    queria saber se pra eu virar pseudonimo eu tenho q ter alguma licensa ou algo do tipo ou é simplesmente eu arrumar um pseudo e me apresentar como nome escolhido e pronto?
    Brigadao e Abração

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