Senso de direção? Para quê?

Já estava com saudades das situações cotidianas estúpidas que ilustram esta seção… Felizmente, minha segunda-feira de folga rendeu uma bela historinha, que começou quando fui levar o “poçante” do meu pai (a cada esquina uma poça de óleo – piada fraca detected!) na concessionária, no tradicional bairro paulistano da Moóca.

Dei azar ao chegar: os responsáveis pelo atendimento haviam acabado de sair para almoçar, teria que aguardar cerca de uma hora e meia… Tudo bem: estava bem perto da casa do Narazaki, poderia dar uma esticadinha até lá e, quem sabe, descolar um almoço na faixa. Calculei mal e porcamente a distância entre a Rua dos Trilhos e a Liberdade e não pensei duas vezes: decidi ir à pé.

Enquanto caminhava pelas ruas desertas, pensava: “acho que calculei mal”. Mas a verdade era outra. Estava no caminho errado, em direção à zona sul. Só fui me dar conta da trapalhada quando cheguei na estação de trem da Moóca. “Cacetada, preciso atravessar os trilhos”. E segui caminhando pela rua Borges de Figueiredo, para meu azar.

Até encontrar uma passagem, já tinha caminhado por meia hora. O passeio ganhou tons fantasmagóricos quando passei ao lado do Moinho Santo Antônio, danceteria badalada que funcionou durante uns quatro anos antes de fechar. Agora o lugar virou Moinho Eventos. Estava longe mesmo: quando finalmente cruzei a linha do trem, já estava na avenida Presidente Wilson. “Uia, daqui a pouco vou parar em São Caetano!”.

Naquela altura, meu objetivo mudou: o negócio era voltar para o ponto de partida pelo caminho mais curto. “Ali é a Avenida do Estado! Que bom, vai ser melhor voltar por aqui mesmo”. Além de lembrar mais uma vez do estrago provocado pelas obras do fura-fila deixadas pelo Pitta, é possível constatar, pelo mapa ao lado, que o meu trajeto não foi o mais inteligente – acho que vou batizar o percurso de “Maratona do Marmota”.

Só fui me dar conta disso quando avistei a Rua da Moóca, novamente, no meu lado direito. “Puxa vida, se eu tivesse ido pelo outro lado ia dar certinho”. Mas já era tarde: depois de uma hora e meia, retornei ao ponto de partida, com muito pé na sola daquela bolha. Sem falar nos meus velhos tênis de guerra já estavam praticamente furados.

E eu, uma pedra. Felizmente, em plena forma física!

André Marmota acredita em um futuro com blogs atualizados, livros impressos, videolocadoras, amores sinceros, entre outros anacronismos. Quer saber mais?

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Comentários em blogs: ainda existem? (9)

  1. É, amanhã, teremos plaquinhas na redação……..Ai, ai, ai…….Depois de participar das 10 Milhas Garoto, das 10 Milhas na Móoca, proponho que vc dispute a São Silvestre com outros dois companheiros…….AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAmanhã, nos vemos……

  2. Gente boa, que caminhada… Acho que o Brasil deveria Ter levado você para o Pan-americano, tenho certeza absoluta que você possui os requisitos básicos para conquistar uma medalha de ouro na marcha atlética.Velho, uma dica: se você continuar se preparando desta forma, continuar treinando com este entusiasmo, conseguirá índice olímpico…rs…rs…Abraço

  3. E o que você acha de uma carioca morando em São Paulo, que saiu pra devolver uma fita na blockbuster e voltar para MOEMA, na casa de uma amiga e acabou na MOOCA???? (ahhh… mas é tudo com MMM, as placas me traíram).Depois desse dia, passei a eleger a MOOCA como o buraco negro onde todas as pessoas perdidas vão parar. Vendo seu caso, acho que minha teoria pode ter algum fundamento. 😀

  4. E eu, a caminho do trabalho, passo pela rua da Mooca e, de dentro do ônibus, penso: “Nossa, aquele cara parece muito com o André… o que ele está fazendo aqui?”

  5. Olá André !Ao acompanhar sua via-crucis, fiquei imaginando vc perdidão, numa parte da cidade que conheço superbem ! ( sansei nascida no italianíssimo bairro da Mooca, e criada na V. Prudente.) Acho q vc passou diante da minha casa ! ‘s

  6. hahahahahahahahahahahhahahahahahahahahahahhahahahahahahahahahahhahahahahahahahahahahhahahahahahahahahahahhahahahahahahahahahahhahahahahahahahahahahhahahahahahahahahahah

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