Receita do panetone de torresmo, primeira tentativa

Minha saga em meio aos panetones bizarros foi um sucesso. Como de praxe, enchi o pandú com vários panetones de goiabada, além de provar os inovadores de sempre: doce de leite, floresta negra, frutas tropicais, capuccino…

Mas o meu grande objetivo neste final de ano era preparar um panetone de torresmo.

Não, não é brincadeira. Desde o instante que soube da existência da iguaria, fiquei com água na boca. Evidentemente, esse é o tipo de coisa que não se encontra em qualquer supermercado. Felizmente, Pai Google me trouxe a receita para experimentar.

Então anote aí. A massa do panetone leva mais ou menos 1 kg de farinha de trigo (você vai ver que a dosagem será feita no andamento da coisa). Vai precisar também de meia xícara de chá de açúcar, 1 colher de sopa de sal, 2 copos (aquele de requeijão) de leite morno, 1 copo (o mesmo) de água morna, meia xícara de chá de queijo ralado, meia xícara de chá de óleo, 3 ovos, 4 tabletes de fermento para pão e, finalmente, aquela colherzinha de essência de panetone, pra quebrar o sabor.

Agora pegue o copo do liquidificador, coloque o leite, a água, o fermento esfarelado, o óleo, os ovos e a essência de panetone. Bata até a bagaça ficar homogênea. Em outro recipiente, coloque um pouco da farinha. Acrescente o queijo ralado, o sal e o açúcar, misturando tudo com uma colher de pau. Agora, aos poucos, é hora de juntar os ingredientes secos e molhados. Vá botando farinha até a massa ficar, hmmmm… Ficar bacana, vai.

Antes de pensar no recheio, essa massa precisa descansar por dez minutos. Vai ter massa o suficiente para dividir em três partes – ou seja, três panetones salgados. Enquanto isso, vamos ao recheio: são 3 colheres de sopa de azeite, 3 dentes de alho picados, 2 cebolas picadas, 250 gramas de torresmo moído, orégano e sal. É só misturar tudo, juntar parte do recheio (a seu gosto) com a massa, colocar nas formas de panetone (aquela comprida, de papel), deixar a massa dobrar de volume, colocar em cima da forma de alumínio e levar ao forno até dourar (uns 30 minutos em 150º).

Para executar estes passos simples, convidei meus amigos Pinguim e Naninha, que gentilmente cederam longas horas de disposição – além da cozinha, evidentemente. O resultado desse encontro inusitado você confere no vídeo a seguir. Importante: não tente fazer isso em casa sem a supervisão de um adulto competente.

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Como podem constatar, cometemos alguns erros primários, que repercutiram num verdadeiro “pudim de pão com torresmo”. Mas ainda acredito na receita: ano que vem vamos tentar de novo. E ao invés de fazer os três com torresmo, dá para variar. Sugestões: recheio de provolone (200g de queijo provolone, 2 colheres de sopa de pimentão vermelho picado e orégano) ou de calabresa (200g de linguiça calabresa, cortada em rodelinhas e frita sem a pele). Deve ficar bom, hein?

André Marmota acredita em um futuro com blogs atualizados, livros impressos, videolocadoras, amores sinceros, entre outros anacronismos. Quer saber mais?

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Comentários em blogs: ainda existem? (5)

  1. Eu prefiro mesmo os panetones ‘normais’ (doces). Mas uma vez comprei, em Sampa, um panetone salgado, se não me engano numa loja que fica em Moema, uma tal de ‘Salgado & Cia’, maravilhoso! Vale a pena conferir.

    Um abraço!

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