Preencha as lacunas: o/a _____ vai matar o/a _____

Ando com uma impressão de origem 100% empírica, mas que o homem discute desde Heráclito e Parmênides. São múltiplas as transformações de dispositivos, artefatos, tecnologias, plataformas e afins; como consequência, pessoas se movimentam em função destas novidades. As que conseguem mobilizar mais integrantes se estabelecem, enquanto outras perdem adeptos simplesmente por não acompanharem tal dinâmica.

Essa observação generalista acaba gerando uma enxurrada de “lápides profetizadas”, já que estas transformações tendem a “matar” outras. E talvez o fato de sentirmos um misto de fascínio e apreensão com essa palavrinha, “morte”, a gente sinta tanta vontade em matar coisas ou vê-las enterradas. Pode ser que isso explique nossa tentação em cravar palpites do tipo:

– O cinema vai matar o teatro
– O videocassete vai matar o cinema
– A televisão vai matar o rádio
– A tv de plasma vai matar o crt
– A tv de lcd vai matar a de plasma
– A tv de led vai matar o lcd
– O dvd vai matar o videocassete
– O bluray vai matar o dvd
– A internet vai matar a tv
– O youtube vai matar a tv
– O joost vai matar o youtube
– A internet vai matar o rádio
– O ipod vai matar o rádio
– O zune vai matar o ipod
– O celular vai matar o zune e o ipod
– A iptv vai matar a televisão digital
– O laptop vai matar o desktop
– O celular vai matar o pager
– O celular vai matar o jornalismo
– O smartphone vai matar o laptop
– A nuvem vai matar o sistema operacional
– A internet vai matar a sala de aula
– O second life vai matar a sala de aula
– A internet vai matar o jornalismo
– O e-mail vai matar o newsgroup
– O icq vai matar o e-mail
– O icq vai matar o irc
– O msn vai matar o icq
– O blog vai matar o jornalismo
– O twitter vai matar o blog
– O twitter vai matar o msn
– O twitter vai matar o jornalismo
– O yahoo meme vai matar o twitter
– O google wave vai matar o twitter
– O google news vai matar o jornalismo
– O bing vai matar o google
– O cuil vai matar o google
– O wolfram alpha vai matar o google
– O seo vai matar o jornalismo
– O kindle vai matar o livro
– O celular vai matar o kindle
– O napster vai matar as gravadoras
– A pirataria vai matar os artistas
– O p2p vai matar a pirataria
– As redes sociais vão matar os portais
– As redes sociais vão matar os blogs
– As redes sociais vão matar as salas de aula
– As redes sociais vão matar a privacidade
– As redes sociais vão matar o jornalismo
– O orkut vai matar o fotolog
– O facebook vai matar o orkut
– O twitter vai matar o orkut
– O R7 vai matar o G1
– A overdose de informações vai matar o jornalismo
– O aquecimento global vai matar o planeta

Agora é a sua vez de contribuir. Quem sabe assim a gente consiga convencer alguém a pensar duas vezes antes de “matar” coisas. Quando conseguirmos isso, repetiremos a dose com outra lacuna tentadora: (alguma coisa) vai revolucionar (alguma outra coisa)…

André Marmota tem uma incrível habilidade: transforma-se de “homem de todas as vidas” a “uma lembrancinha aí” em poucas semanas. Quer saber mais?

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Comentários em blogs: ainda existem? (12)

  1. Tem também o “_____ é o novo preto”, usado na moda. No começo, achei que fosse algo sobre afro-descendentes o afro-americanos. Mas, não. É sobre cores e tendências.

    Nem precisa da segunda lacuna. TODA E QUALQUER COR FOI, É OU SERÁ O NOVO PRETO (que, a rigor, não é uma cor).

  2. E por aí vai:
    O CD vai matar o LP.
    O download vai matar o CD.
    O Google Talk vai matar o msn.
    O Google Street View vai matar a segurança.
    O netbook vai matar o notebook.
    As redes sociais vão matar o relacionamento humano.

    Tudo balela. Ninguém morre, tudo se renova.

    O jornalismo já tá morto faz tempo. Falta agora a renovação da mentalidade dos jornalistas.

    http://www.twitter.com.br/josiemoraes

  3. Hahahahaha, muito bom! E essa tese de que o aquecimento global, é claro, “vai matar o planeta”, sempre vem à minha mente quando me pego tremendo de frio em noites geladas como a de hoje em São Paulo. Brrrrr…

    Porra, que catzo de aquecimento global é esse??? ;)

  4. Não sou radical. Digo que o jornalismo morreu sem lamentar, sem romantismo. Aquela forma de jornalismo que é ensinada nas universidades e foi escrita por Perseu Abramo e Clóvis Rossi já era. Acho fantástico participar da primeira geração de jornalistas com diplomas sem valor. Afinal, tudo precisava mesmo de renovação. Precisava acabar com velhas formas que não funcionam. Meu empenho é que seja tudo pra melhor!
    Parabéns pelo Blog! Em breve o meu estará no ar.
    beijo,

  5. Pelo visto, o jornalismo tá f*dido, né? Hehehe! Acho que ele levou o maior número de mortes aí na sua lista. Mas eu ainda vou escrever meu post de “o Twitter matou o Blog”.

    E o fim do diploma vai matar o jornalismo. :)

    Abraço!

  6. Vários da sua lista já morreram, seja pelo acusado, seja pela própria mudança do povo que usava…
    Tem alguns que voltam, mas todos eles tem, tiveram ou ainda voltaram a ter seu espaço…
    Uma destas lacunas que vc me ensinou é:
    “____” morreu… Morreu, foda-se!
    E uma que eu uso pacas é:
    “____” de c* é rol*!

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