O mistério do tumulto relâmpago

Boas idéias costumam perambular vivas em nossas mentes por um longo tempo. Outras, mais inconsistentes, duram pouco. Não passam de modismos, ondas, volatilidade pura. Chamam a atenção por alguns instantes e, sem mais nem menos, somem.

Idéias são frutos de lampejos criativos, espasmos durante o chamado período ocioso – quando não ocupamos nossa vida com outras tarefas. Deve ter sido num longo momento desses, em junho passado, que um cururu novaiorquino teve a sacada: que tal convocar uma galera pela internet e fazer uma performance joinha em algum lugar movimentado?

Como é possível diferenciar as idéias boas das ruins? Toda causa tem um efeito. O ato de colocar novas idéias em prática normalmente provoca efeitos inéditos, desde uma sensação de bem estar até mesmo importantes mudanças de paradigma. Antes da execução, temos um outro elemento importantíssimo: a expectativa. E entre o surgimento da idéia e a criação da expectativa, uma pergunta é inevitável: por que vamos perder nosso tempo com isso? Com todos estes elementos, fechamos o ciclo.

Pois bem. Tenho a impressão que ninguém perguntou para o cururu norte-americano “para quê vamos chamar essa patota para brincar”. Simplesmente disseram “vamoae”, aproveitaram as facilidades tecnológicas do e-mail e do SMS, reuniram uma turma, fizeram suas micagens e se dispersaram. Idéia executada, apesar da ausência de um motivo – uma falha no ciclo descrito acima.

Mas esperem: se existe falha, como é possível essa brincadeira ter se espalhado pelo mundo? Por que razão 300 pessoas interagiram e grunhiram com um Tiranossauro Rex de mentira em uma loja de brinquedos por três minutos? Por que razão 200 indivíduos apreciaram sofás em uma loja, telefonaram para alguém no celular e conversar sem usar a letra ‘o’?

Absurdo? Pois isso já ganhou nome – flashmob, já virou sensação em todo o mundo e está chegando ao Brasil. Sim, a Rosana Hermann e mais três amigos criaram este blog para juntar os participantes. Até onde se sabe, vai ser no prédio da Gazeta, na Avenida Paulista 900, neste domingo, dia 17, às 16 horas.

Informação que me traz algumas dúvidas. Será esta uma idéia boa ou ruim? Se for boa, até quando? É verdade que não há motivo algum pra se fazer isso? Por ser justamente no meu local de trabalho, comemoro o fato de ter folga neste domingo?

Como diria Dona Milú, mistééério…

Comentários em blogs: ainda existem? (11)

  1. Opa! Vai lá e aproveita… Alguma seta aponta o caminho da Avenida Paulista, mesmo em dia de folga. Não vai perder nada… Acho,eh eh…

  2. To achando super estranha essa historia de flashmob, ja li bastante a respeito, mas ate agora nao captei o sentido, se e que realmente faz algum sentido. Acho que a onda e so uma nova maneira de mobilizacao. Virtual. Rapida. Eficiente. Diferente. Bjocas

  3. Não acho burrice, nem coisa de quem não tem o que fazer. Aliás, adoro e acho justíssimo NÃO TER O QUE FAZER AOS DOMINGOS e acho super válido testar essa nova forma de organização de mobilização. Só pq ela é “on line” vale menos do que as outras manifestações? Hello! A tecnologia taí p/ nos servir e não o contrário. Amanhã esse tipo de mobilização pode ser importante para uma causa mais que justa. alguém já parou p/ pensar se a internet existisse no tempo da ditadura, como teria sido???Caro Marmota: acho imperdível que um rapaz inteligente e antenado como vc fique de fora!Beijos, Rê.

  4. Não acho burrice, nem coisa de quem não tem o que fazer. Aliás, adoro e acho justíssimo NÃO TER O QUE FAZER AOS DOMINGOS e acho super válido testar essa nova forma de organização de mobilização. Só pq ela é “on line” vale menos do que as outras manifestações? Hello! A tecnologia taí p/ nos servir e não o contrário. Amanhã esse tipo de mobilização pode ser importante para uma causa mais que justa. alguém já parou p/ pensar se a internet existisse no tempo da ditadura, como teria sido???Caro Marmota: acho imperdível que um rapaz inteligente e antenado como vc fique de fora!Beijos, Rê.

  5. Não acho burrice, nem coisa de quem não tem o que fazer. Aliás, adoro e acho justíssimo NÃO TER O QUE FAZER AOS DOMINGOS e acho super válido testar essa nova forma de organização de mobilização. Só pq ela é “on line” vale menos do que as outras manifestações? Hello! A tecnologia taí p/ nos servir e não o contrário. Amanhã esse tipo de mobilização pode ser importante para uma causa mais que justa. alguém já parou p/ pensar se a internet existisse no tempo da ditadura, como teria sido???Caro Marmota: acho imperdível que um rapaz inteligente e antenado como vc fique de fora!Beijos, Rê.

  6. Não ter o que fazer é bastante relativo? Sim.O que você faz com seu tempo é problema seu? Simmmm!^_^Desde que não atrapalhe outras pessoas!Se querem juntar trocentas pessoas para ver quanto tempo dura a relação sexual de um casal de jabutis, excelente. Mas façam isso lá no Sambódromo, no estádio do Pacaembu ou qualquer outro lugar que não atrapalhe alguém. “Alguém” aqui é qualquer cidadão que tem tanto direito como qualquer um dos referidos “manifestantes” a circular por uma via pública sem topar com um monte de babaca segurando faixas em favor do não apedrejamento da Tracy Lords.Todo mundo já recebeu aqueles emails do tipo “no dia 10 vamos todos desligar nossos celulares pra protestar contra a fome no Quirguistão”. Alguém aqui desligou o celular no referido dia?Então tá.

  7. Não sei pq achei isso meio superficial… afinal o tal blog flasmob mobiliza varias pessoas num mesmo momento e depois que acaba… essas pessoas vão fazer o q?

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