Marmota indica: Frangó

Patrono e sócio-fundador da Turma do Nemfú, além de exímio assador de panetone de toresmo, nosso amigo Pinguim decidiu comemorar seu aniversário num barzinho próximo de sua casa. Optou por um dos botecos mais conhecidos da cidade: o Frangó. Mesmo quem vive em São Paulo e nunca foi certamente já ouviu falar dele.

Finalmente, a caravana do “Marmota Indica” esteve lá para celebrar mais um ano de vida, além de testar mais um point gastronômico. Vamos aos quesitos.

Localização: *RUIM. Nada contra a Zona Norte ou ao bairro da Frequesia do Ó. Chegar ao Largo da Matriz Nossa Senhora do Ó é bem fácil: Marginal do Tietê, Ponte do Piqueri, Avenida Edgar Facó, Paula Ferreira e pronto. A questão é parar o carro no único estacionamento ou parar em algum dos bequinhos dos arredores. Como o bar é relativamente conhecido, o tempo que se leva para parar o carro, chegar ao local, esperar por uma mesa e finalmente dizer “cheguei” pode tornar a Vila Madalena, tradicional enrosco paulistano, num lugar maravilhoso.

Ambiente: ****MUITO BOM. Então sua mesa finalmente está pronta: hora de entrar no Frangó. Para quem vê de fora, a impressão que se tem é que a culpa do movimento exagerado vem do tamanho acanhado… Teoria derrubada assim que caminhamos por corredores decorados com centenas de referências a cervejas de todo o mundo, descemos uma escada escondida e descobrimos praticamente um segundo bar, no piso inferior. Surpreendente.

Atendimento: ****MUITO BOM. A espera foi recompensada. Em nenhum momento, o garçom dedicado a nossa mesa (que devia ter umas doze pessoas) se perdeu com os inúmeros pedidos. Os dois únicos momentos em que o rapaz sorridente foi hostilizado dizem respeito aos piores avisos de qualquer noite: “pessoal, a cozinha vai fechar” e, minutos depois, “pessoal, o bar também vai fechar”.

Acepipes: ****DELICIOSOS. Para quem toma cerveja, o Frangó traz opções variadas e a preços bem convidativos: desde as weisbier alemãs até sabores como a belga Duvel, a grega Mythos ou a japonesa Kirim. Outro forte da casa é a porção de coxinha: sequinha e com requeijão na dose certa, vem no tamanho ideal para se comer aos montes sem pesar no estômago. Peça também uma porção de frango à passarinho ou o bolinho de bacalhau, também imperdíveis. Enfim, eram quase duas da manhã quando alguém na mesa ameaçou pedir outro item do cardápio: feijoada. “Olha que a gente traz, hein?”, ameaçou o garçom.

Preço: ***NORMAL. Como haviam muitas pessoas, cada qual com seu gosto e apetite, não prestei muita atenção nos preços de cada item. Mas na soma das despesas, até que a divisão da conta não pegou ninguém de surpresa. Vale uma próxima visita, com uma turma menor, e prestar mais atenção.

Avaliação geral: ****VALEU A NOITE. quando cheguei, confesso que fiquei com vontade de bater no Pinguim: “pra quê marcar um encontro aqui?”. Mas saí de lá com a sensação bacana que todo bar deveria provocar: não vimos o tempo passar. E em uma cidade onde as opções mais conhecidas ficam nos mesmos bairros de sempre, é muito bacana descobrir lugares tão interessantes numa região fora do eixo mais badalado.

André Marmota acredita em um futuro com blogs atualizados, livros impressos, videolocadoras, amores sinceros, entre outros anacronismos. Quer saber mais?

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