Estádios que eu fui: Veltins Arena

O FC Schalke 04 é uma espécie de “Corinthians” da Alemanha. Tem uma torcida imensa e apaixonada, superior ao do Bayern de Munique inclusive. Mas sua tradição é limitada ao país: apesar dos títulos nacionais e do bom desempenho em copas européias, não possui visibilidade internacional.

Mas uma coisa o Schalke leva vantagem em relação ao alvinegro do Parque São Jorge: um estádio. E não é qualquer campinho, mas sim o estádio mais bacana que eu já visitei em minha vida: a Arena AufSchalke.

O que não significa que o Schalke nunca teve um estádio. O Parkstadion, inaugurado para a Copa de 1974, se parece com o Mané Garrincha, em Brasília: tem um lado com arquibancadas cobertas e um tremendo parque ao redor. O Parkstadion ainda esta ali, mas numa área próxima, foi erguido uma das arenas mais modernas da Europa. Quem chega de ônibus fica impressionado com o tamanho de todo o complexo, mas também pela beleza do lugar.

Antes da entrada principal, o Veltins Arena (lê-se Feltins, marca de cerveja que patrocina o clube) exibe no muro principal uma seqüência de placas, com nomes de todos os torcedores que ajudaram na construção, que ocorreu entre 1998 e 2001.

Quando não há jogos, uma constatação que provoca uma dúvida: para que serve aquele campo ao lado do estádio? Na verdade, trata-se do gramado do estádio! Uma seqüência de esteiras faz com que o piso de jogo, que pesa 11,4 toneladas, seja removido como se fosse uma gaveta, processo que leva quatro horas. O que transforma o estádio numa arena multiuso: qualquer show ou evento pode ser realizado sem prejudicar o gramado.

Mas tem mais. A parte superior do estádio pode ser totalmente fechada. E no alto, bem ao centro do campo, um telão em forma de cubo gigantesco, para ninguém perder um lance sequer. Eu nunca vi nada igual.

Outros segredos do lado de dentro da arena: as lojinhas ao redor do estádio, além das escadas rolantes, dão a sensação de estarmos num shopping center. Para alegria dos alemães, o Veltins Arena conta com um cervejoduto: 5km de canos servem 52 mil litros de cerveja por partida, que pode chegar a 60 mil pessoas. Perto da zona mista, onde os jogadores concedem entrevistas, existe ainda uma simpática capelinha!

O estádio, além da equipe, são as únicas atrações da cidade de Gelsenkirchen, uma das mais conhecidas entre as cidades industriais do Vale do Ruhr (próxima a Dortmund, Bochum, Essen, Duisburg). Foi durante muitos anos referência na produção de carvão, mas hoje é referência de desemprego…

Falando em Ruhr, a próxima parada será justamente no Westfalenstadion, em Dortmund!

André Marmota tem uma incrível habilidade: transforma-se de “homem de todas as vidas” a “uma lembrancinha aí” em poucas semanas. Quer saber mais?

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Comentários em blogs: ainda existem? (1)

  1. é..
    qualquer estadiozinho lá é bacana né. lembro do estádio da minha ciade lááá no interior, mas nem queria lembrar. rsss

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