Como reaproveitar os adesivos eleitorais

Como é lindo ver nossas cidades empesteadas por propaganda eleitoral. Cartazes gigantescos mostram as melhores poses de nossos candidatos – alguns figuras, postulantes a uma vaga na câmara, ficam piores na rua do que nos engraçadíssimos programas de TV.

Mas o mais curioso mesmo é a vontade incontrolável de alguns motoristas em declarar ao mundo seu candidato favorito. Aquele que, caso vença o pleito, não vai mudar muito sua vidinha. Velhas promessas serão cumpridas enquanto novos problemas aparecem, e seguimos na mesma: sempre reclamando do pobre prefeito.

Mas enfim. Adesivos eleitorais para o carro podem se transformar em uma excelente forma de protesto pessoal. Ou ainda uma nova maneira de passar a sua mensagem aos indivíduos em trânsito. Baseado em uma sugestão publicada originalmente na revista Mad em outubro de 1989, mostramos aqui esta sensacional técnica de reaproveitamento!

Usaremos como exemplo adesivos que podem ser encontrados na capital paulista. Mas é óbvio que os mesmos procedimentos podem ser aplicados a qualquer município – não deixe de registrar aqui suas sugestões!

Comecemos com um termo bem simples, que ilustra com perfeição o real objetivo da maioria destes cidadãos de bem:

Sua mensagem pode ser ainda mais direta, com uma ofensa gratuita a determinada candidata:

Verbos de ação costumam ser fortes, também são muito bem vindos:

Com um pouco mais de espaço, é possível compor uma sentença completa:

Agora que você já pegou o jeito, use sua criatividade para elaborar o texto que desejar – que tal um novo candidato?

Agora é a sua vez! E no dia três de outubro, faça uma escolha consciente: vote no menos picareta!

André Marmota formou-se jornalismo e ainda estuda o tema na pós-graduação. Mas o que importa é ter saúde, não é mesmo? Quer saber mais?

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Comentários em blogs: ainda existem? (8)

  1. Acho que o grande problema do Brasil é o voto obrigatório! Se fosse opcional o voto seria mais consciente, pois votaria apenas aquele que tem realmente desejo de votar. Mas realmente deve ser uma utopia um mundo melhor sem PRONA…

  2. Essa questão do voto ser facultativo é polêmica: eu já acho que seria MUITO pior se só votasse quem quizesse. Por um único motivo: a corrupção.

    Mas, bem, voltando ao assunto do post, eu ainda me lembro do adesivo do Collor, invertido ficava loCo.

    Em fim, sua cobertura olímpica esteve irretocávelmente fantástica, mas eu tava com saudades de suas séries. Aliás, tá na hora de pescar algum momento pica-pau. heim?

    Aquele abraço!

  3. Também me lembro da eleição de 1989… “Rollo” (Collor), “Isola” (Brizola), “Mula” (Lula), “Patife” (Afif), etc.

    Massa também eram os adesivos prontos (não era necessário fazer montagem) com mensagens anti-Collor: “Não somos Tollos”, “Não voto em collupto” (com o Cebolinha), “Essa não collou” (com o símbolo da Globo), etc.

  4. Pode-se tentar uma composição das faces dos indivíduos sobre papel pardo. Daria um excelente embrulho para bombas terroristas. Abração, Marmota e bom fim de semana!! Beijo, Ju

  5. Essa edição da Mad que você citou é a melhor da história da revista. A capa é com o Alfred E. Neuman vestido de Batman, pois eles também fizeram a sátira do filme recém-lançado com Jack Nicholson no papel de Coringa. Eu pensei que ainda tinha essa revista aqui em casa, mas descobri, infelizmente, que ela se perdeu em meio às minhas tantas mudanças!

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