Como é dura a vida de um rascunho

Rio de Janeiro (RJ) – Olá! Sou um rascunho! Bem, eu sei que esse termo é um bocado pejorativo… Mas acredite! Por trás destas poucas linhas, existe uma boa ideia, organizada, talvez um pouco mal fundamentada. É por isso que cresço lentamente. Uma linha a cada cinco, dez minutos. Posso ver daqui, ao meu lado no Google Drive, dezenas de textos iguais a mim. Todos incompletos. Alguns tem apenas frases, tísicas. Soube que no OneDrive as condições são bem parecidas: trabalhos acadêmicos sem arte-final, pautas para artigos inacabados… Nem é preciso abrir o arquivo: a maior parte deles chama-se “rascunho”. Pobres pensamentos. Todos taxados com o mesmo carimbo. O autor destas palavras encadeadas é o maior culpado pelo meu status! Diz ele que “o problema é o tempo”. Imagine! Um tremendo procrastinador, que se enrola em viagens, tarefas, aulas, programas sociais, deslocamentos, neuroses… O resultado disso cai no meu colo – e de todos os outros rascunhos sem ritmo de texto, mancos ou mesmo

André Marmota dialoga muito com o passado, cria futuros inverossímeis e, atrapalhado, deixa passar algumas sutilezas do presente. Quer saber mais?

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Comentários em blogs: ainda existem? (2)

  1. Oi, eu sou um comentário! Sempre tento ser original e engraçadinho, mas na maioria das vezes, não passo de uma ideia repetida!

  2. Sabe aquela hora que você tem certeza que tem algo a dizer,mas no minuto seguinte descobre que não sabe o que era?Pois é.Abraços seu rascunho.Seja mais misericordioso com seu autor.

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