You can make a difference


Faço parte de um grupo de pessoas bastante privilegiado: não conheço nenhum amigo ou parente portador do vírus HIV. Infelizmente, em nosso tempo, a situação é mesmo rara: são 42 milhões de pessoas atingidas pelo vírus da Aids em todo o mundo. O assunto não é novo: desde o final da década de 70, quando foi notificado o primeiro caso da doença, o mundo começou a mudar conceitos, repensar comportamentos. Alterações sociais profundas em virtude de um mal ainda incurável.

Todos deveriam pensar e discutir sobre prevenção constantemente. Como isso não acontece, existe o dia internacional de combate a Aids, uma daquelas datas criadas pela nossa conveniência. Afinal, o ser humano criou para si tantos problemas para resolver que não é possível abraçar todos de uma só vez. Fazendo uma comparação exagerada, é como o dia internacional da mulher: você sabe que ela existe o ano todo, mas só realça a sua importância em oito de março (não estou dizendo que mulher é um problema, não me entenda mal).

Enfim, já que convencionamos o dia 1º de dezembro para nos preocuparmos com a Aids, quero registrar a minha participação de três formas. A primeira você já viu: atendendo a um pedido que ecoou os quatro cantos, também coloquei o selo da campanha link and think, “because Aids is not over and you can make a difference”. A segunda: o Universo Online preparou um material especial sobre o combate a Aids repleto de informações para você ficar por dentro do tema. Por fim, a terceira: assim como você valoriza as mulheres todos os dias (e não só em oito de março), reflita sempre que puder sobre a presença da Aids, principalmente se você é daqueles que “tem certeza que nunca vai acontecer nada”. E não apenas hoje.

André Marmota acredita em um futuro com blogs atualizados, livros impressos, videolocadoras, amores sinceros, entre outros anacronismos. Quer saber mais?

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Comentários em blogs: ainda existem? (2)

  1. É uma vergonha ter q ficar gritando aos 4 cantos do mundo:CUIDADO COM A AIDS e tal sendo q não é uma doença tão nova (meu tio morreu de AIDS fazem 11 anos ele era médico)… As pessoas já deviam ter consciência disso… :-(Bjus…

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