U2 mostra que o “flashmob” funciona!

É muito fácil tirar dinheiro do meu bolso. Foi só a banda irlandesa U2 lançar seu How to Dismantle an Atomic Bomb e ele já estava em minha seleta relação de disquinhos laser. E independente do comentário do especialista MarcosVP, devo dizer que valeu cada centavo.

Mas enfim. O que me chamou a atenção, na verdade, foi a maneira inusitada como os caras divulgaram o novo trabalho. Uma apresentação-surpresa em Nova York, organizada pela MTV mas não divulgada oficialmente em lugar nenhum. As milhares de pessoas que compareceram ao show ficaram sabendo do evento no “boca-a-boca”. Ou melhor: via SMS, e-mail, comunicadores instantâneos…

Em resumo: o U2 protagonizou um gigantesco flashmob, aquele ajuntamento de povo promovido pela Internet. E dessa vez, convenhamos, deu muito certo!

A conclusão é da Rosana Hermann, que recebeu um e-mail de André Braun, sujeito que é fã da banda irlandesa e acompanhou de perto a aparição dos sujeitos na caçamba de um caminhão. “Graças a tecnologia e ao MSN, NY inteira ficou sabendo do acontecimento e correu para as ruas. Grandes escritórios liberaram seus funcionários para o evento, e lá foram eles atrás do caminhão, como vão os baianos aqui atrás do trio elétrico”, resumiu.

Já dá pra pensar duas vezes antes de dizer que flashmob é coisa de quem não tem o que fazer.

Mais música: Ainda no embalo das ondas sonoras, mais uma daquelas “geniais” relações do tipo “as mais mais”. Confira as 200 melhores músicas segundo a Rolling Stone. Sobre listas, nada a acrescentar em relação ao que já está dito aqui.

Comentários em blogs: ainda existem? (3)

  1. O advento do flashmob não atingiu a península italiana. Talvez pela pouca divulgação desse tipo de manifestação, bem sintonizada com o nosso tempo. Impressionante a velocidade com que as novidades tornam-se instrumentos comerciais, outra característica do nosso tempo.
    Ciao.

  2. Marmota, já que o assunto é música, este ano teremos mais uma edição do CD “As Melhores da Taça Elaine Foster”?
    Abraço!

  3. Só para lembrar: Os Beatles já haviam feito algo parecido no teto dos estúdios da Apple. E o próprio U2 já havia feito isso em Angel of Harlen. A diferença é que não havia a interatividade internética de hoje.

    Um abraço!

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