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Título mundial em boas mãos

O texto a seguir pode fazer com que muitos torcedores fanáticos do Internacional passem a me odiar. Também posso ser alvo dos invejosos de sempre: vão dizer que é discurso de perdedor, ou uma tentativa de se precaver de chacotas na segunda-feira. Tudo bem, isso não importa.

Vamos esclarecer uma última coisinha: até o minuto final da decisão mundial neste domingo (e espero que sejam só 90), o adversário do Inter será tratado como tal: vai ser “vamo vamo Inter” o tempo todo, de um jeito que jamais nenhum colorado torceria normalmente.

Agora, tirando esse jogo, eu tenho que admitir: meu coração é vermelho sim, mas eu também sou fã do Barcelona.

A Catalunha lembra, a grosso modo e dentro de limites históricos bem definidos, o Rio Grande do Sul. Vou tentar explicar. As duas regiões fazem parte de uma nação, mas fazem questão de preservar sua própria identidade, exalando um forte sentimento nacionalista – e aqui eu simplesmente apóio a preservação de valores, e não qualquer movimento separatista idiota. Enfim, a equipe azul-grená é um dos maiores símbolos da cultura catalã.

A questão histórica também fomentou a rivalidade espanhola entre o Barça e o Real Madrid, time do ditador Francisco Franco, que comandou o país num regime político ditatorial e baseado no fascismo. O clássico entre as duas equipes não era simplesmente uma partidinha aí. Se você caísse sem querer num estádio entre 1939 e 1975, e alguém te dissesse que “aquele time de branco representa a repressão da Catalunha, do nosso idioma, da nossa história, da total ausência de democracia…”. Para quem você ia torcer?

Passado à parte, Barcelona é uma cidade fantástica, cuja vocação esportiva, que já é forte graças ao imponente Camp Nou, se intensificou no início dos anos 90, com a realização dos Jogos Olímpicos. Madrid e Barcelona são lugares muito divertidos, mas talvez a influência do Mar Mediterrâneo ajude a criar um clima muito alegre.

Se você tem o espírito jovem, gosta de futebol e tem tempo e dinheiro sobrando, vá conhecer. Você vai entender que o Ronaldinho Feiúcho (que vai usar sim uma camisa azul por baixo) é só um garoto-propaganda metido a besta: o Barça é bem maior que a rivalidade histórica de um dos seus atletas, seja ele o Feiúcho ou Rivaldo, Maradona, Cruyff, Romário, Kocsis e até o “Femônemo”…

A verdade é que não tem como não ser fã do Barcelona quando se conhece. Da mesma forma, não é possível conceber alguém torcendo para um time que adotava uma política estúpida de discriminação, achando que eram mesmo os maiorais, os fora-de-série. Mas tudo bem. Não fosse por essa postura elitista cretina, os irmãos Poppe jamais teriam fundado o Clube do Povo. Yokohama vai receber duas agremiações com lindas histórias para contar. Não tenho dúvidas de que o título mundial (inédito para ambas, diga-se) ficará em boas mãos.

Evidentemente, ficaria bem melhor ali na Avenida Padre Cacique.

Comentários em blogs: ainda existem? (11)

  1. Aposto fácil no Barça, mas isso pode ser um bom sinal para vocês, colorados: há um ano, eu não acreditava que o Tricolor pudesse bater o Liverpool. E, felizmente, deu no que deu…

    Mas que o Barcelona é o melhor time do mundo, independentemente do resultado de domingo, não há como negar.

  2. A parte mais divertida de torcer contra o Inter (sim, eu sou desses, só que bem humorado) é ter a divina certeza de que uma vitória colorada só é justificada por um vice-campeonato. Convenhamos, o Inter é campeão em vices.

    Por isso que eu digo, “Inter, traz mais esse vice para o Rio Grande”

    OBS: a política elitista era realmente muito triste, felizmente foi abandonada há muitas décadas.

  3. “Sou, sou colorado até morrer não importa oq acontecer pra cima deles meu inter, vamos lutar vamos vencer”
    Espero q a taça venha pra nós.

  4. Vou vestir minha camisa da APLUB domingão…
    Ela fica Baby Look, mas eu sou INTER desde criancinha!!!!

    (Já que meu time não vai mesmo…)

    Abraço!

  5. Acho que enlouqueci. Só penso no jogo e fico em loop falando com todos os colorados que conheço. Acordei às 6h30, quando Pato avançava sobre dois apavorados Puyol e Rafa Márquez, subitamente diminuía a velocidade e, no momento em que Fernandão passava pelo seu lado direito pedindo a bola, ele encostava a bola na medida, entre os dois zagueiros, e Fernandão fazia bochecha na rede do Barça. Resultado: 1 x 0, ou melhor, resultado: não dormi mais. Vou correr na rua para ver se me acalmo.

  6. O mais bonito foi ver aquele sorriso torto do Ronaldinho, que brilhava desde o jogo contra os mexicanos, se esconder após o gol da vitória.

    Bem feito, pra mostrar que pra ser campeão não é necessário apenas um amontoado de estrelas, mas um conjunto. Bem harmonizado!

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