Tchau eee…da-se de novo, …alho!

Em um ano, muita coisa pode mudar na sua vida. Ou não. Alguns de seus blogs preferidos simplesmente desapareceram. Embora a amizade com seus autores permaneça a mesma. Longe do computador, num lanche do McDonalds, você descobre o papiamento – idioma caribenho que é a cópia do “hopês”, de Hopi Hari. Mas um plágio descarado desses não é suficiente para impedir um retorno ao país mais divertido do mundo.

Um ano foi o tempo que Marmota, Sabbath’s, Mr. Pinguim e Naninha levaram para repetir o passeio de oito de março de 2003. O mesmo não podemos dizer de Nikki, Eric Draven, Sabrina e DilmarX: os quatro foram vistos por Marmota horas antes, na noite de sábado, em plena balada DuoLoser. Por razões diferentes, não repetiram a dose. Em compensação, Tubaína, Paloma e Luana – que pertencem ao clã do Pinguim – foram testemunhas daquela tarde histórica de domingo.

Sem mais delongas, vamos ao resumo de mais este passeio!

– “Combinado, Marmota. Me pega às nove. Mas me acorda, tá?”. Palavras da Nikki, ainda na balada DuoLoser, na noite de sábado. As 8h30 de domingo, acionei meu telefone, na tentativa de despertá-la. Nada feito. Nem mesmo as dezenas de interfonadas do porteiro foram suficientes para tirá-la da cama. Parti para o nosso ponto de encontro, na Teodoro Sampaio, sem notícias da Nikki – só fomos descobrir, dias depois, que ela estava mesmo dormindo. E ela, uma pedra!

– A bordo do Marmoturbo, batatas fritas Pringles e suco de laranja. Sabbath’s, Tuba e Paloma saboreavam os acepipes, o que provocou uma pontinha de inveja em Pinguim, Naninha e Luana no Freezemóvel. Aproveitamos um semáforo – um dos últimos antes da estrada – para oferecer, gentilmente, a latinha – que foi devidamente tomada por Pinguim! Nossa Pringles só foi recuperada na fila do pedágio da Bandeirantes, quando Sabbath’s desceu do carro aos gritos de “me dá batata”.

– Como sabem, o sol impera em Hopi Hari durante 300 dias por ano. “Os outros sessenta devem ser em fevereiro”, observei, por conta da manhã nublada em São Paulo. Definitivamente, não é possível prever o tempo em Hopi Hari: na fila de La Tour Eiffel, a primeira do parque, o tempo virou em questão de minutos. Pinguim e Naninha chegaram a sair da fila, pensando que a chuva fosse interromper a queda livre – o que não ocorreu: tiveram que voltar ao início…

– Pra quê sair da fila? Poderiam ter feito como Marmota e Tubaína, que fundaram uma sólida e cativante agremiação temporária: a TURMA DO NEMFÚ. Diante de brinquedos com alto risco de tremedeiras e afins, o grito de guerra era inevitável: “ú ú ú, é a turma do Nemfú”. Para as próximas visitas ao parque, providenciaremos camisetas com o nosso lema: na frente, “TURMA DO NEMFÚ”; Atrás, “DENDO”.

– A atuação do Nemfú foi decisiva diante do Ekatomb. Pessoalmente, cheguei até a entrar na fila. Mas por pouco tempo: foi só observar como a geringonça funcionava, com milhões de cambalhotas e trancos sucessivos, para desistir da brincadeira. Meu grito de “Ah, não, nemfú” despertaram risos na fila. Se eu resolvesse encarar o negócio, talvez eles não tivessem motivos pra isso…

– Mas a fila ganharia mais motivos para gritar. Acompanhada de uma equipe de produção do SBT (“esse besteira”), além de uma legião de baba-ovos, Sheila Mello apareceu para brincar. Por ser uma celebridade, daquelas cuja importância é incontestável, a ex-rebolante do Tchan não entrou na fila, provocando a revolta dos outros mortais. Claro que alguns não ligavam: queriam mais aparecer ao lado da loira. “É é é, senta jacaré”, gritávamos para um mais exaltado, clone piorado do ex-companheiro de Tchan da moça.

– Não seria a primeira vez que a simpática usaria seus dotes para burlar a espera – que, convenhamos, nem estava tão grande assim. Tempo depois lá estava ela, sempre acompanhada por aquela gentaiada privilegiada, cortando a fila do Vulaviking. “Lá vem essa pistoleira de novo”, ouvi, novamente do lado de fora (afinal, tinha que manter a honra da turma do Nemfú).

– Desta vez, no entanto, o protesto da fila, comandado por Pinguim, foi mais contundente: decidiram não acompanhá-la, permanecendo imóveis e gritando palavras de ordem contra a ex-suburbana (ex?). Há quem diga que, diante desta gelada, Sheila Mello teria exibido seu dedo médio para a massa, dignificando-a ainda mais.

– Realmente, apesar do parque mais vazio, a proporção de maletas era maior. Um deles nos aguardava no tranquilo “chapéu mexicano”, balanços sustentadas por cabos que atendem pelo nome de Parangolé. Pois não encontro termo mais apropriado para definir a situação: durante a execução do brinquedo, o mané segurou o cabo de outro balanço. “Eu avisei, quem fizesse isso deveria deixar o brinquedo”, disse o funcionário, interrompendo o giro. Teimoso, o cururu não saiu, provocando manifestações diversas. “Escuta, amigo, tá sol aqui, seria interessante decidir de uma vez”, gritei. E o zé ruela saiu, pondo fim ao “parangolé”…

– Brilhante idéia: almoço no Kafé di Palaz, o maior (e mais vazio) restaurante de Hopi Hari. Saiu cara a minha porção de arroz, com algumas fritas e um bifinho – mesma escolha do Sabbath’s. Pinguim e Naninha decidiram pelo Hopi Dog, um pão com salsicha bem nutritivo…

– Devidamente alimentados, hora de misturar tudo no sobe-e-desce do Crazy Wagon, sem esquecer o bom e velho grito “bota pra subir, toma viagra”. Mais alguns minutos na fila refrescante do Rio Bravo, o terror das meninas – que detestam água. Sábia decisão de quem não embarcou no Kidsplash: cinco pessoas se espremeram num carrinho para quatro. Resultado: saíram tortos e empapados…

– No final da tarde, as filas começavam a se concentrar nos brinquedos mais interessantes, entre eles, a montanha russa no escuro Vurang. Para passar o tempo, Naninha sacou seu inseparável baralho de Can Can. Foi batata: nem vimos o tempo passar e, antes mesmo do jogo acabar, já estávamos a postos no trenzinho.

– Aliás, o Vurang viria a ser nossa última atração do dia – por essa razão, o funcionário permitiu uma “rodada dupla” no brinquedo. Mas bem antes disso, enquanto o sol ia embora, uma simpática tiazona fazia o mesmo no Katapul, na minha opinião, a melhor atração de Hopi Hari. Mas havia uma condição para ganhar uma volta extra no looping que vai de frente e volta de costas: todos deviam permanecer com o braço levantado durante o trajeto. “Ú ú ú, é a turma do Nemfú”, gritava na fila, dando indicações que estragaria a brincadeira. Que nada: ao contrário da maioria das turmas, a nossa cumpriu a tarefa imposta pela tia. Comemoramos muito nosso prêmio – e, desta vez, evidentemente, segurei firme…

– Deixamos para o final a atração mais aguardada: a Montezum, famosa e trepidante montanha russa de madeira. Aliás, trata-se de um momento perfeito para colocarmos pra fora tudo de ruim que está dentro da gente. Foi o que fiz: a uma velocidade de 100km/h, gritei palavrões como nunca na vida. “Tchau eee…da-se de novo, …alho!”, complementando o bordão que fez sucesso há um ano. Entre outros termos de baixo calão.

– E eu estava doido para terminar o passeio no Rio Bravo… Mas a maioria decidiu por Vurang e Ekatomb, para azar da turma do Nemfú. A caminho do estacionamento, abafamos a execução do “hino nacional de Hopi Hari” com um animado “parabéns a você” ao aniversariante Pinguim. Acompanhado, evidentemente, por outros transeuntes alegres…

– Passavam das nove da noite quando saímos do parque, a caminho de um jantar do tipo “balanço do dia” no Frango Assado da Bandeirantes. “Bem que os caras podiam abrir um restaurante assim no Hopi Hari”, concluímos, entre outros assuntos. Como sempre, com aquele sabor de “precisamos repetir esta aventura, mesmo que leve mais um ano”.

Sim, tenho certeza de que voltaremos a nos divertir em Hopi Hari, não importa quando. Até lá, quem sabe a comida não melhora?

André Marmota tem uma incrível habilidade: transforma-se de “homem de todas as vidas” a “uma lembrancinha aí” em poucas semanas. Quer saber mais?

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Comentários em blogs: ainda existem? (7)

  1. estou chorando de rir com as peripércias da turma do nemfú!
    mas mooorra de inveja: podemos usufruir do kidsplash “di grátis” aqui em pelotas toda vez que chove!

  2. André,

    A “Turma do Nemfú…” é a piorneira… faça as camisetas que vai fazer sucesso!

    Mesmo depois de um ano e o time reformulado, foi ótimo o passeio, há tempo que não encontrava vc’s (diz-se vc, Naninha e Pinguim e Tubaína) e foi um grande prazer conhecer as meninas (Luana e Paloma, enfim, nem que se leve mais um ano, essa dose vai se repetir com certeza!

    Abraços!! =)

  3. André,

    A “Turma do Nemfú…” é a piorneira… faça as camisetas que vai fazer sucesso!

    Mesmo depois de um ano e o time reformulado, foi ótimo o passeio, há tempo que não encontrava vc’s (diz-se vc, Naninha e Pinguim e Tubaína) e foi um grande prazer conhecer as meninas (Luana e Paloma, enfim, nem que se leve mais um ano, essa dose vai se repetir com certeza!

    Abraços!! =)

  4. André,

    A “Turma do Nemfú…” é a piorneira… faça as camisetas que vai fazer sucesso!

    Mesmo depois de um ano e o time reformulado, foi ótimo o passeio, há tempo que não encontrava vc’s (diz-se vc, Naninha e Pinguim e Tubaína) e foi um grande prazer conhecer as meninas (Luana e Paloma, enfim, nem que se leve mais um ano, essa dose vai se repetir com certeza!

    Abraços!! =)

  5. essa da sheila melo furando fila foi triste… erg… eu tinha tentado jogar o q tivesse de mais acessível nela (leia-se tomates podres, pedras, etc)… rs

  6. Adorei a “Turma do Nemfú”, minha barriga está aé doendo de tanto rir.

    Pois é, a Montezum tb me arrancou alguns palavrões, ou eu gritava ou desmaiava. Que feio, tive que gritar…

    Bjocass…

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