Roberto Carlos: 75 anos em um

Em janeiro, tudo estava igual como era antes, quase nada se modificou. Acho que só eu mesmo mudei e voltei. Eu voltei. Agora pra ficar.

Em fevereiro eu tive um sonho que foi o mais bonito que eu sonhei em toda a minha vida. Sonhei que todo mundo vivia preocupado tentando encontrar uma saída quando em minha porta alguém tocou.

Em março, toda pedra do caminho você deve retirar. Numa flor que tem espinhos você pode se arranhar. Se o bem e o mal existem, você pode escolher.

Em abril, eu sou terrível. E é bom parar, porque agora vou decolar. Não é preciso nem avião: eu vôo mesmo aqui no chão.

Em maio, eu sei, todo dia nessa estrada. Coração tá disparado. Mas eu ando com cuidado: não me arrisco na banguela.

Em junho, além do horizonte deve ter algum lugar bonito pra viver em paz. Onde eu possa encontrar a natureza, alegria e felicidade com certeza.

Em julho, só quero que você me aqueça nesse inverno e que tudo mais vá pro inferno.

Em agosto, quantas vezes eu tentei falar que no mundo não há mais lugar para quem toma decisões na vida sem pensar? Conte ao menos até três. Se precisar, conte outra vez.

Em setembro, já não sei mais o que é certo. E como vou saber o que eu devo fazer? Que culpa tenho eu? Me diga, amigo meu: será que tudo o que eu gosto é ilegal, é imoral ou engorda?

Em outubro, tanta gente esqueceu da frase que se perdeu no labirinto dos pensamentos poluídos. Muita gente não ouviu porque não quis ouvir. Eles estão surdos!

Em novembro, Se você vivesse ao meu lado não teria motivo pra correr. Eu não corria demais. Agora, corro demais. Corro demais.

Finalmente, quando um novo dezembro chegar, veja bem, foi você, a razão e o porquê de nascer esta canção assim.

E que ao final do ano você possa dizer, sem qualquer medo de ser chichê: se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi.

(Você pode implicar sim com o RobCar. Ele proibiu uma biografia, gravou umas musicas comerciais safadas. Mas sabe, implicâncias são legais para reforçarmos nossos valores. Quando a gente as coloca sob outras perspectivas, normalmente a gente aprende algo – mesmo que os valores permaneçam. É bom aprender, caso contrário nossa estupidez não nos deixa ver quem nos ama).

André Marmota tem uma incrível habilidade: transforma-se de “homem de todas as vidas” a “uma lembrancinha aí” em poucas semanas. Quer saber mais?

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