Este blog adora uma palhaçada, como todos sabem. Agora, palhaçada mesmo (e não sei se só eu penso assim) é ter que acompanhar a overdose de notícias com o pano de fundo “onde Fernandinho Beira-Mar vai parar”. E não reclamo apenas por estar de saco cheio dessa história.
Desde os tempos do finado Leonardo Pareja (lembram dele? Um bandido assassinado em 1996 que foi até capa da Veja) eu paro e penso a respeito do espaço que a mídia dedica a criminosos. Até que ponto vale a pena dedicar uma manchete ou um destaque para um sujeito que, pelo histórico, não deveria ter voz alguma?
Até que ponto insistir na notícia de que o nosso “Little Ferdinand Seaside” viaja aqui e ali e vai parar de novo em São Paulo? Alguém vai dizer que “é preciso insistir, até que as autoridades cabíveis tomem providências”. Concordo. Mas será que não existe uma forma menos cansativa de se pedir? Sem ter que reforçar ainda mais a imagem dessa criatura?
Afinal, onde está a notícia: nos problemas estruturais do país ou no bandido?
O Brasil é um país de imorais. Não adianta de nada.Foda é q esse cara fica passeando por aí gastando o nosso dinheiro