Porque eu não acho os Coolnex Cards uma coisa idiota

“Na boa, mas que coisa mais idiota essa ação”. Já vi, e não foi uma só vez, algum gaiato registrar comentário parecido com este em relação aos Coolnex Cards. Pode acreditar, mas realmente há muita gente que pensa assim, apesar de não conseguir expressar nenhum argumento convincente, capaz de corroborar esse adjetivo.

Pode ser que essa turma esteja um pouco saturada com os tais “bloghits”, mais um desses neologismos credenciados para os bingos em nossos encontros. Eu mesmo já levantei algumas idiotices ligadas a essas ações, assim que as primeiras iniciativas bombaram em nossa “Cangaíba” virtual.

Começou com os mapas e ranking, ações com objetivos bem distintos mas de muita relevância para seus autores. Seja para avaliar a relevância destes espaços ou apenas para “alimentar brigas por coisas pequenas”. E aqui residem as primeira grandes idiotices, todas derivadas do “quem está ali é importante, gente com vários anos de blogagem, do primeiro escalão, um time de renome na internet em geral; quem não está é zemané”.

Provavelmente são os mesmos que escrevem longos textos lamentando por seus blogs terem cinco visitas e comentários da mãe ou do irmão. Esquecem que, quando um nome se destaca entre outros dez ou doze, é porque ele tem algo relevante em relação aos outros, ou soube conquistar isso com alguma dedicação e talento ao invés de perder tempo falando em seu próprio mundo. Pode ser que algum débil mental acredite realmente que “essa gente só quer ser famosa pra ir ao cinema de graça e ganhar brindes”. E pior: acabe acreditando que é por isso que ter um blog é algo legal. Tenho muito medo dessas mentes facilmente influenciáveis.

Mas as idiotices pularam para o outro lado do balcão. Depois do mapa e do ranking, veio o álbum de figurinhas e o super trunfo, que provocaram as mesmas babaquices acéfalas, mas que merecem meu respeito por terem sido fruto de exaustivo trabalho e admiração sincera. Então vieram iniciativas egofágicas semelhantes: sacolinhas, camisetas regatas, tazos (!!!), garrafinhas de vodca (ok, vale como uma ação publicitária bacana), ônibus, teclado e vacas. Vacas!!! Eu realmente acredito que a intenção de alguns tenha sido lúdica e saudável, mas é óbvio que muitos deles entraram na onda apenas para agradar uns e outros, arrebanhar alguns links e “ficar importante”. Sem falar nos que ficaram horríeis, como as vacas.

Reafirmo aqui: trocaria qualquer posição em ranking ou rótulo de popstar por pessoas que soubessem a diferença entre “apagão elétrico” e “ataque terrorista” e quisessem realmente trocar idéias e experiências. E nisso, os Coolnex Cards levam uma bela vantagem em relação a qualquer outra iniciativa: muito mais do que promover picuinhas, invejinhas e panelinhas, eles servem para aproximar as pessoas.

Percebeu a sutil diferença? “Aproximar pessoas” é bem diferente de “aproximar blogs”.

Isso ficou bem claro desde o BarCamp Rio, quando o Nick Ellis apresentou os primeiros modelos. Eles são capazes de amplificar o poder de um abraço, um aperto de mão ou uma simples palavra amiga em grandes ajuntamentos de povo. Quem guardou um ou outro cartão talvez nem visite o blog correspondente, mas ficou feliz com a lembrancinha.

Sem falar que, nessa ação, os blogs acabam ligados ao poder da música. Ou seja: além de estreitar relações, o cartão permite o download de uma música, ampliando essa experiência positiva. Ok, alguns podem reclamar que a música baixada no iMusica depende de DRM – é em formato WMV e bloqueado em outros computadores. Mas ainda assim, é um atrativo muito bacana, já que o acervo é bem rico.

Nos últimos encontros mega-fucking-power entre pessoas que atualizam blogs, minha trivial aproximação quebra-gelo foi facilitada graças aos meus cartões de visita corporativos (antes fossem de crédito). Também já consegui enviar alguns Coolnex Cards alheios pelo correio para alguns visitantes no último Natal. Enfim, nesta Páscoa, o coelho terá a companhia de outro animal. Com ele, além dos novos lançamentos, já são 66 modelos (ou seja, 6600 cartões espalhados pelo mundo). Vai continuar achando idiota?

Percebeu que tá faltando um acento agudo na descrição? Licença poética!

Pode ser que eu consiga encontrar você qualquer hora dessas e entregar um pessoalmente. Talvez demore mais tempo, mas seu dia vai chegar, tenha fé. Ou talvez, em função destas razões inexplicáveis do destino, eu sequer consiga colocá-lo num envelope, endereçar, selar e despachar. Nesse caso, desde já sinta-se presenteado com o modelo acima. Se quiser imprimir, eu prometo mandar a versão em alta resolução e um MP3 do Kleiton e Kledir para o seu e-mail.

Ah, sim, além da própria Coolnex e do iMusica, a Ideiasnet também apóia esta campanha, que merece vida longa e próspera.

André Marmota adora usar a função “rand” do PHP, combinada com um array repleto de frases diferentes. Paaaaarabéns! Quer saber mais?

Leia outros posts em Bloguiado. Permalink

Comentários em blogs: ainda existem? (9)

  1. Gostei muito do Coolnex, André_Marmota. Mais ainda de receber algo pelo correio. O meu era o Enloucrscendo, que me lembra a arte pré-tropicália do Hélio Oiticica, meu primo.

    Então, que devo fazer para ganhar o seu? A música não importa. O cartãozinho, sim.

    Ah, os blogs do Interney estão levando muito tempo para upar n omeu computador.

  2. Ah, nem preciso falar pra guardar um para a minha pessoa né. Aliás, se você ainda não tiver o do rockerspace me avise que mando pra vc.

  3. André, eu já tentei explicar isto algumas vezes depois que recebi este tipo de comentário, mas ninguém melhor do que você para fazer isto, seu texto está simplesmente perfeito!

    Muito obrigado pelas suas palavras!! =]

    Abraços!

  4. poooooooo esse foi o único coolnex do blogcampes que eu não peguei! :~

    a minha curiosidade agora é como conseguir ter um coolnex do meu site rs… e fico na torcida pro pessoal do iMusica tirar o DRM… a única vez que raspei um coolnex pra baixar música foi o do VideoGames Live do ano passado, pra baixar as 3 músicas de games orquestradas que tinham por lá. Ouvi algumas vezes no pc, mas como não podia jogar no celular, no ipod (que eu tinha na época) ou no note… então deletei as músicas.

    abraços!

Vai comentar ou ficar apenas olhando?

Campos com * são obrigatórios. Relaxe: não vou montar um mailing com seus dados para vender na Praça da República.


*