O mico da noite

Aos que vieram aqui através do Final do Fuzo, a confirmação: sim, ralaram o bólido do Marmoturbo 1.0 na noite desta terça-feira, no caminho da penúltima etapa do nosso torneio interno de boliche. Nada que o impeça de circular, felizmente. Mas até o final do ano, ele deverá comparecer a funilaria do meu amigo Hélio, em São Minguel.

Agora, o que mais me frustrou na verdade nem foi a pancada, ocorrida na saída da ponte Cidade Jardim (atual Eng. Roberto Zuccolo), na direção do Jóquei Clube. A autora da pancada estava no meu lado direito, mas seu destino era o Morumbi, ou seja, linha reta. Em seu esforço de transpor a matéria para manter seu curso, acabou registrando as digitais de seu para-choque na lateral do Marmoturbo, de ponta a ponta. Apesar do estrondo, resolvi seguir adiante e ignorar o ocorrido: já passava das dez da noite, e não queria perder tempo discutindo a pancada – muitos motoristas inocentes já morreram assim.

O arrependimento veio alguns metros depois, quando meus companheiros de trajeto comentaram a batida. “Ô André, você viu a cara da mocinha que estava dirigindo”?

Mocinha? MOCINHA!!!

Pois é. E parecia bonita, segundo as informações posteriores. Naquele instante passou na minha frente a reprise do primeiro capítulo da novela Laços de Família: foi justamente num acidente de carro que o Gianecchini conheceu a Vera Ficher. Tudo bem, não sou o Gianecchini – e ainda por cima, estava usando a camisa do Tabajara Futebol Clube. Mas poderia perfeitamente demonstrar toda a calma e paciência que permeia o meu ser, emendando com um convite para o boliche…

Em tempo, assim que a cena da novela terminou, aparece Charlie Brown, seu lençol de vinte buraquinhos e seu saquinho de papel, declamando a velha máxima: “e eu… uma pedra”.

Obs 1: Quem souber de alguém que tenha batido num Uno vinho na noite desta terça-feira na ponte Cidade Jardim e queira conversar melhor sobre o assunto, me avisem.

Obs 2: O mico descrito acima ainda não é bom o suficiente para enviar ao sensacional Meu Maior Mico Foi, descoberto lá no Daniel. Talvez nem aquele do Humberto Martins eu mande. Vou pensar num mico inédito.

Obs 3: Claro, mais uma vez, o meu desempenho no torneio de boliche foi RE-DÍ-CU-LO. Em dezembro, sexta 13, a última e decisiva etapa, na Lapa. Vai ser bom demais!

André Marmota dialoga muito com o passado, cria futuros inverossímeis e, atrapalhado, deixa passar algumas sutilezas do presente. Quer saber mais?

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Comentários em blogs: ainda existem? (3)

  1. Ueba! 1ª!Andrezinho ganhei mais um prêmio! Por favor apareça p/ me ajudar a colocar mais esse! Pus o código do outro no teu icq ontem hj lah p/ 18 18:30 te darei o mais recente lá no icq tb ok? Bjão lindo!

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