O futuro do papel

Navegando por aí, dou de cara com um site incrível, sugerido pelo Paulo Rebêlo no inter.mezzo. No Zinio, é possível assinar revistas digitalizadas no formato PDF (em inglês) por preços bem mais baixos que o valor de capa. É possível ainda testar a brincadeira com algumas publicações disponíveis como amostra.

Inevitavelmente, fiz uma comparação com o serviço de assinatura eletrônica do Clarin, já citado aqui há algum tempo. Como os dois sites parecem ter fôlego para permanecerem funcionando, fica não apenas uma sugestão de negócio para jornais e revistas nacionais, mas também um elemento extra na discussão de sempre: até quando o bom e velho papel tem futuro garantido?

No final de abril, este artigo do site CyberJournalist.net incrementou o assunto. Bill Gates usou protótipos de jornais idênticos ao das bancas, mas convertidos em bits para diferentes plataformas (desde o PC até palmtops) para demonstrar que seus leitores vão migrar facilmente para o online. Ao mesmo tempo, empresas prometem um tipo de papel digital já para o ano que vem.

Pessoalmente, ainda vejo com total descrédito qualquer previsão pessimista para o papel, que ainda terá algumas boas décadas pela frente – seja pelo nosso costume em folhear qualquer publicação a qualquer hora em qualquer lugar, ou mesmo por conta dos interesses das empresas que lidam com celulose…

André Marmota acredita em um futuro com blogs atualizados, livros impressos, videolocadoras, amores sinceros, entre outros anacronismos. Quer saber mais?

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Comentários em blogs: ainda existem? (3)

  1. Acho que o papel vai ter seu uso restrito, mas dificilmente vai deixar de ser utilizado, principalmente porque é muito mais confortável ler em papel (principalmente por um longo tempo) do que ler em um monitor, propagando, e não refletindo, luz em seus olhos. Ler um texto muito longo no computador, sentado numa cadeira, cansa. E não se pode levar um desktop para a cama, ou para a poltrona.’s

  2. Não consigo imaginar uma biblioteca sem livros de papel…Pena sejam tão anti-ecológicos. Mas nada substitui a fase de enamoramento com as folhas, o prazer de virar a página… e por aí vai.

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