Meu primeiro porre

Minha amiga manauara Katiane está preparando uma curiosa mudança de filosofia: quer tomar seu primeiro porre na vida. Seu argumento é o seguinte:

"Ser bem comportado dá câncer. Você se adapta tão bem à sociedade, que tem medo até de falar palavrão. Daí vc acumula uma pressão dentro de si, não consegue colocar pra fora e vai alimentando a neurose".

Pessoalmente, discordo: ser um cara bonzinho, evitando porres e outras viagens, nunca me deixou doente. E você, o que acha?

André Marmota formou-se jornalismo e ainda estuda o tema na pós-graduação. Mas o que importa é ter saúde, não é mesmo? Quer saber mais?

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Comentários em blogs: ainda existem? (15)

  1. Acho também que é muito desperdício beber tudo de uma vez só para ficar de porre. Mais vale beber um pouquinho por dia e ficar sempre bonzinho!

  2. Caro irmão gêmeo,
    Já que vc pediu a opinião dos internautas, agora vai ter que aguentar a minha.

    Acho que a frase da Katiane e o seu comentário são duas coisas absolutamente distintas. Não tratam do mesmo assunto.

    Ela se referiu às pessoas que REPRIMEM sentimentos por conta das normas de boa conduta, ou do politicamente correto. Neste caso, segundo ela, as pessoas somatizam esses setimentos e acabam ficando doentes. Eu concordo com ela.

    Quanto à sua resposta, acho que “porres e outras viagens” não tem nada a ver com repressão de sentimentos (e nem com ser “bonzinho”). É verdade que algumas pessoas enchem a cara para fugir dos problemas, mas isso não vem ao caso.
    Para mim, existe o momento da vida em que devemos curtir sim os “porres e outras viagens”. Experimentar extremos também faz parte do lado bom da vida e quem optar por abrir mão disso totalmente terá vivido sua existência pela metade.

  3. Você realmente quis provocar uma discussão, meu amigo. Mas vamos lá…eu disse que quero tomar um porre não pelo simples fato de ficar bêbada. Quero, aos poucos, me libertar desse papel de menina comportada e boazinha e reprimida.
    É mais ou menos isso que o seu amigo Adilson escreveu.
    Chega um momento que você precisa tomar consciência da mudança, que muitas vezes não percebemos. Tudo está em movimento, lembra? E a gente tenta fechar os olhos para este movimento, e acaba se colando, se cristalizando no que já está constituído.
    Eu não quero assumir uma identidade de cachaceira. :) Quero poder experimentar algumas situações sem ter que sentir culpa. Isso porque a sociedade não permite esse ou aquele comportamento, baseada numa moral paternalista, falocrática e castradora.
    Um grande beijo e abraço,
    Da Kati

  4. Participo da teoria que diz: “O homem tem a necessidade da cevada e do álcool correndo em suas veias”. Portanto, tome um chope toda noite e seja mais saudável.

  5. Eu sempre fui certinha. Por causa de alguns problemas tentei “depirocar” um pouco. Não consegui. A única vez que tentei tomar um porre passei tão mal, mas tão mal que desencanei. O melhor mesmo é seguir sua natureza…
    Eu nunca tive o costume de beber e acho que nem terei. Não acho prazeiroso. Costumo acompanhar o “happy hour” dos meus colegas pra descontrair e rir um pouco.
    E viva a turma do suco e do refrigerante! ;-)

  6. Bom… encher a cara de vez enquando não faz mal, na minha concepção, mal faz a pessoa que só bebe Coca-colasss da vida e acha que é mais saúdavel, do que ter aquela leve tontura e falar besteira a mil.
    Já tive porres Homéricos daqueles de pedir arrego! porque bebi? e… arghhhhh!!!! la se vai o meu estômago saindo pela boca e junto tudo que comi pela manhã….
    O caso acho que a kati, não quer ser tachada de boazinha pelo fato de beber, ou então quer mesmo é experimentar pra ver qual é! sabe, por que não posso ter um porre?
    Só que o porre dela, segundo consta vai ter tudo um ritual, o que eu acho besteia, mas vale o momento e não uma coisa marcada, até parece que ela colocou na agenda: Dia para o porre.
    Fica ai minhas considerações a respeito.

  7. Não sou contra a pessoa beber, mas beber com o objetivo de ficar bêbado é uma das coisas mais bestas que eu conheço.
    Também não acho que a pessoa precisa experimentar para saber se vai gostar ou não. Eu jamais vou ter uma experiência homossexual para confirmar mesmo que gosto de mulher.

    Eh, Brasil!

  8. Concordo que o empirismo já era. Também não preciso ter uma experiência homossexual pra ter certeza se gosto ou não de mulher. Nem preciso comer coco pra saber que faz mal. Mas o lance é, na medida do possível e do interesse, quebrar algumas barreiras. Perceberam como isso gera polêmica? Como a mudança causa medo?
    :))

  9. André,
    Ser boazinha me deu cancer.
    Dois, um ao lado da coluna e um no ovario direito.
    Estou viva e não sou mais tão boazinha.
    Evito porres, viagens cretinas e outras furadas.
    Bom senso é o caminho. Mas o nosso, e o de mais ninguém.
    bjos

  10. se pararem pra ler o que cada um comenta,vc irá perceber quanta gente louca e sem juizo existe em manaus.Será que a falta de juizo complica muita coisa e não leva ninguem a nada!!

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