Marmota no Interior

– Como é bom não perder um minuto sequer de uma merecida folga! Logo nas primeiras horas de férias – ainda na tarde de domingo, 28 de dezembro, arrisquei um bate-e-volta em Sorocaba, lar do nosso grande amigo Bentão. Ao meu lado, a dupla estúpida Lello e Narazaki, além da não menos estúpida Marta, nossa companheira de labuta.

– Sorocaba fica a apenas uma hora e meia do centro de São Paulo, via Castelo Branco. Bem antes do sol ir embora, o quarteto já estava na pacata cidadezinha, exatamente no ponto de encontro sugerido por Bentão. Lá estava ele, ao lado de sua futura esposa Ana Claudia.

– Rápido city tour pelos pontos turísticos da megalópole. Incluindo o estádio municipal Walter Ribeiro e um movimentado parque municipal (acho que chamava-se Campolim). Chamou minha atenção o volume de carros estacionado à beira da calçada, espécie de “isca” usada pela moçada para abordar as belas transeuntes. Temos que voltar lá mais vezes.

– Parada estratégica num barzinho alemão, ou melhor, no bar do alemãozinho. Horas de bate papo agradável, regado a chopp, refrigerante e… generosas porções de óleo. Tinha até carne e queijo provolone a milanesa nelas. Hora de acionar a frase: “Nunca mais ponho os pés nesta espelunca”.

– Ainda na movimentada avenida Antonio Carlos Cômitre, nova parada na tradicional Padaria Real. Dica do Bentão: a saborosa coxinha de frango com catupiry. Tratei de experimentar a iguaria – pedi ainda uma xicrinha de um curioso café gelado. “Não tem mais xicrinha. Pode ser na caneca?”, indagou o garçom. “Pode ser”, disse, sem saber o tamanho da criança. Levei horas para tomar tudo.

– Momento piada fraca detected da noite: “vou ali filar uns frios”, disse ao Bentão, apontando para a placa “Fila Frios”, indicando o início da fila. Admito, para começo de férias, foi terrível.

– Voltamos para São Paulo no final da noite – pouco importava o fato de ter que voar até o sul na tarde de segunda-feira. Como o rádio do Marmoturbo é movido à carvão, o negócio foi cantar. Ou melhor, resgatar velharias dos anos 80 – desde Xuxa até lambada, passando pelo fino do brega.

– Enfim. Três semanas depois – tempo suficiente de rodar o sul do Brasil, estava pronto para mais um bate-e-volta, desta vez mais ousado: Ribeirão Preto. Objetivo: visitar o mais novo morador da Califórnia Brasileira, nosso amigo Fernando Pratti. Foram 300 quilômetros guiando o Marmoturbo, ao lado do arroz de festa Lello e Marcelo Sakate, não-estúpido por opção.

– Até que a viagem de três horas passou rápido. O que demorou mesmo foi localizarmos Pratti, que deixou seu celular desligado – despertando a ira de Sakate. Parada estratégica no Shopping Santa Úrsula, onde o esperto japonês acionou seus contatos para descobrir o endereço do nosso amigo. ” Quando chegarmos, vou enchê-lo de porrada”, dizia.

– Não deu tempo de socá-lo: fomos direto a uma churrascaria denominada Galpão da Picanha, na Avenida do Café. Além do cardápio, Sakate inventou de pedir o couvert da casa ao garçom. Sem saber do que se tratava, ouviu a explicação: “Ué, couvert, aquela cesta com pãezinhos…”. “Mas você veio aqui pra tomar café?”, indagou o garçom. Risadas e aquele pensamento de sempre: “Nunca mais ponho os pés nesta espelunca”…

– Depois da comilança, nada como algo diferente, que quase não costumo fazer com os amigos. Partimos para o Ribeirão Shopping Center para jogar boliche. Fernando Pratti, vice-campeão da nossa Taça Elaine Foster em 2003, estava meio fora de forma, mas nenhum dos três competidores presentes foi páreo para ele.

– No final, paramos para experimentar o chope do Pinguim, famoso no Brasil inteiro. Como motorista oficial da aventura, além de avesso ao gosto de cerveja e derivados, recusei a oferta do garçom e pedi um guaraná. Sei não, mas depois disso, notei um certo preconceito daquele garçom depois desse episódio… “Bem feito. Quem mandou não beber?”, tive que ouvir, na mesa.

– Ainda restavam três horas de volta para casa. Mais três horas falando sobre perspectivas de trabalho, histórias de férias, outras viagens, mulheres… Entre outros episódios que marcaram o começo do ano. Mas enfim, depois eu conto o resto.

André Marmota tem uma incrível habilidade: transforma-se de “homem de todas as vidas” a “uma lembrancinha aí” em poucas semanas. Quer saber mais?

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