Marmota indica: Memphis Original Burger

Essa semana a Lu Mastrorosa sugeriu um lanche bacana da lanchonete Oregon, uma das mais tradicionais da Rua dos Pinheiros. Semanas antes, o Edney me apresentou o Stop Dog, ali na Afonso Brás, na Vila Nova conceição (pra mim é quase Moema).

A bem da verdade, todo paulistano tem alguma lanchonete preferida, com aquele milk-shake delicioso servido com um hamburger carregado da melhor maionese. Mesmo que seja Macronald ou Murderking (que é bom, vai). Passando pelo lanche de pernil do Estadão, cachorro completo do Black Dog, o bauru do Ponto Chic, o binômio Burdog e Toninho & Feitas na Doutor Arnaldo… Alguns rincões permanecem inabaláveis, como o eterno Hamburgão (o puro filé) da Tiquatira, ou mesmo o sanduíche de mortadela do Bar do Mané, no Mercado Municipal.

Mas em alguns destes estabelecimentos, a vontade de retornar ao passado é praticamente obrigatória. Casas como Achapa, Lanchonete da Cidade ou Rockets, no Jardins, embutem no ambiente (e no preço) aquele toque anos 60 ou 70. Dependendo da ocasião e da quantidade de amigos, até compensa experimentar um destes lugares diferenciados. E a sugestão paulistana dessa semana não poderia ser outra: Memphis Burger.

Afinal, se há algum lugar na cidade (e fora do Tenessee) onde faz sentido celebrar (celebrar?) os 30 anos da morte de Elvis Presley é lá. Aliás, sempre que o “rei do rock” é lembrado, inevitavelmente aparece alguém dizendo “Elvis não morreu”. Há três formas possíveis de contestar a afirmação. Primeiro: seu corpo não está mais aqui (seja abduzido ou não), mas a alma permanece. Segundo: não mesmo, afinal só em 2006 os direitos de imagem do cara movimentaram cerca de US$ 40 milhões. Terceiro: morreu sim, e apesar de ter consumido remédios demais, foi parada cardíaca.

Logo, cuidem-se. Se bem que nada impede um lanchinho no fim da noite…

Localização: ***BOM. O Memphis Burger fica na Juscelino Kubitchek, numero 181, entre a João Cachoeira e a Santo Amaro, no sentido Ibirapuera (mesmo lado do Fridays, mas antes). Para quem chega de carro, é só deixar na mão do valet. Mas atenção: o Maluf mexeu tanto naquele pedaço, fazendo túnel e criando retornos… Quem não consegue parar de primeira leva alguns bons minutos para ter uma segunda chance.

Ambiente: ****MUITO BOM. Sabe aquelas lanchonetes norte-americanas dos anos 50/60, com poltronas vermelhas, detalhes cromados e uma jukebox na entrada? Pois é. Como não poderia deixar de ser, as paredes são repletas de fotos, pôsteres e objetos relacionados ao rei do rock. Claro que é possível curtir a noite ao som de clássicos do rock, mas a experiência fica mais rica (e mais cara, graças ao couvert) em noites com apresentações ao vivo – normalmente algum cover do Elvis.

Atendimento: ****MUITO BOM. Serviço rápido e gentil dos garçons – todos vestidos como Golden Wilson em De Volta para o Futuro.

Acepipes: ****MUITO BOM. É aquilo que se espera de uma boa lanchonete. Destaque para o Elvis Burger, com dois hambúrgueres, duas fatias de queijo prato, alface, tomate, cebola e aquela porção de condimentos que mal cabe no pão. Acompanha um potinho de cheddar e, se preferir, batatas fritas. Quando estive lá, pedi o Patty Melt: vem hambúrguer, cebola frita e cheddar no pão de forma. O Memphis também tem grelhados e saladas.

Sobremesas: ****MUITO BOM. Não sei se alguém tem coragem de pedir o sanduíche de banana com pasta de amendoim no pão de forma (dizem que Elvis gostava disso) como prato principal. Quem não quiser arriscar pode pedir o de sempre: petit gateau, creme de papaya, banana caramelada com sorvete ou apple pie.

Preço: ***BOM. Mas lembre-se que esse é o tipo de lanchonete cujo valor intangível está embutido na conta. Se serve de consolo, não é tão caro como o General Prime Burger (o que, cá pra nós, não é nenhum mérito).

Avaliação geral: ****MUITO BOM. De repente, você é um fã inverterado de classic rock e tem uma porção de amigos de gosto similar. Essa turma certamente vai se encontrar no Memphis pelo menos uma vez por mês. Quem pertence ao outro extremo pode guardar a dica para reunir amigos para um evento especial qualquer hora dessas. <birra pessoal>No mínimo, serve como opção alternativa ao Big X Picanha ou Chicohamburger</birra pessoal>.

André Marmota dialoga muito com o passado, cria futuros inverossímeis e, atrapalhado, deixa passar algumas sutilezas do presente. Quer saber mais?

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Comentários em blogs: ainda existem? (7)

  1. Hummm… Sei não… Taaaalveeeezzzz, quaaaaando eu for pra Sampa, eu experimente… Mas na dúvida, fico com o Eddie Fine Burguer mesmo, que é daqui de BH, e é o melhor do mundo!!! rs
    (Queria deixar registrado aqui que não recebi nada para fazer esta propaganda. É que o sanduba de lá é o melhor mesmo, fora de brincadeira!)
    Bjo

  2. Adorei a dica. Deixei o site marcado nos favoritos para ir até lá um dia desses.

    Falando em locais clássicos, no bairro do Ipiranga – onde moro – tem a tradicional lanchonete do Seu Osvaldo. Ele faz um hamburger muito bom, inclusive foi entrevistado pela Record como uma das referências nesta arte. Impressionante como o bairro inteiro conhece ele. =)

    Bjs

  3. Oi André…
    Que fome me deuadorei a dica, e quando for a sampa…rsss vc me convida, combinado?
    qto a dica da Aninha,é boa, mas… sou mais o sanduba de filé com pão arabe lá do XODÒ, pça da Liberdade…
    bjos

  4. Excelente!
    O Luciano Risseto está de parabéns. Ele é muito mais do que um cover artístico, tem uma belíssima voz e cativa o público.

    Recomendo!!

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