Mais sobre a onda dos blogs

Como faz constantemente, o MMM segue com sua função metalinguística, tentando refletir sobre as mudanças (ou não) de nossas vidas após o advento da ferramenta blog. Como já vimos, há quem garanta que isso não passa de modismo – tente vasculhar os comentários de seu blog há uns seis meses e veja quais links ainda funcionam. Nossos visitantes também possuem idéias parecidas, como constatamos há alguns dias.

Para incrementar a discussão, o Observatório da Imprensa publicou, semana passada, um texto do jornalista (e também blogueiro) Fabio Leon Moreira. O artigo (leia tudo aqui) faz uma extensa análise sobre o fenômeno, explicando os mecanismos básicos baseado na definição padrão: o blog é uma extensão dos nossos pensamentos “que, em muitos casos (por mais que surjam os posteriores e providenciais protestos), é o estandarte da mais evidente sanha narcisista incrustada em nossos corações”.

“Estou preparado para toda a sorte de críticas”, complementou o Fabio, em seu blog. Particularmente, não vejo motivo algum. De fato, muitos de nós usam os blogs não só como um diário, mas também para marcar presença na grande rede e estabelecer a sua imagem, sua reputação. A conclusão de Fábio é simples: como a função de boa parte dos blogs ainda é essa, é cedo afirmar que estamos diante de uma nova linguagem, que poderia até substituir o que conhecemos por jornalismo – como aconteceu na Guerra do Iraque.

É verdade. Aliás, quem disser que sabe tudo sobre internet está errado: mesmo aqueles que começaram a brincar com protocolos e conexões no início da década de 90 não pode ser considerado um gênio, pois estamos todos no mesmo mar. Bom que cada um navega para um lado sem perder contato, o que garante uma discussão maior. Independente do tamanho da onda.

André Marmota é professor universitário e ouvinte frequente da pergunta “mas e além disso, você também trabalha?”. Quer saber mais?

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Comentários em blogs: ainda existem? (8)

  1. Em que ano foram lançados os primeiros blogs? Que foi há mais de um ano eu tenho certeza, mas muitos ainda consideram como novidade. Conheço muitos que quando falo sobre o meu blog, elas me respondem com outra pergunta: O que é um blog?Para mim, os blogs fazem parte do meu cotidiano, do mesmo jeito que o e-mail, o icq, o irc e webchats, listas de discussão, etc.MacroAbraços,

  2. Versar sobre blogs é uma das coisas mais estúpidas que eu venho vendo na internet. É apenas uma linguagem de publicação, não precisa ser “a expressão das suas idéias” nem um “diarinho”. Apenas é algo para entreter. Ou não.

  3. Blog é uma ferramenta narcisista? Me parece correto. Ainda mais se cruzarmos esta afirmativa com a ultima matéria de capa da revista VEJA.Seria o blog um novo adereço de conquista sexual?

  4. Na verdade, na Internet, assim como em qualquer meio existente na actualidade não existe essa situação de gurus absolutos.Ninguém sabe mesmo tudo sobre tudo e o que dá certo e o que não dá.Na verdade, andamos todos na descoberta. Nas apalpadelas pelo caminho.Vamos ajudar o colega do lado, porque amanhã seremos nós a precisar. Essa é minha máxima.

  5. Poxa gostei do trecho ‘o blog é uma extensão narcisista de nós mesmos’, porque no fundo, no fundo é isso mesmo… nós, seres humanos, queremos ser amados, idolatrados e reconhecidos pelos nossos talentos ocultos… e veja só… eis que fazemos um blog e adquirimos nossos 5 min de fama na web… chega a ser ridiculo, não acha?

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